Interatividade e descontração foram os pilares da Semana de Design da UVA. Do dia 3 ao 6, professores e alunos participaram ativamente de palestras, workshops e exibição de curtas, de modo a trocar experiências e enriquecer o debate. Gabriel Cruz, professor e doutor em Design, e Raphael Argento, docente e coordenador do curso, foram os organizadores do evento.

Gabriel Cruz relembra o encontro realizado na mesma redonda, na qual ex alunos da UVA contaram sobre suas experiências no mercado de trabalho. “Fico muito feliz em ver o envolvimento dos jovens com a profissão. É essa busca por saber mais que os impulsiona na carreira. Tivemos muitos exemplos de jovens empreendedores nessa semana”, comenta o design.
Na quarta – feira, estudantes do curso puderam usufruir dos jogos eletrônicos exibidos por meio da Gamesquare, a primeira plataforma para Games em espaços públicos. O objetivo do projeto é proporcionar a interação das pessoas e levar o mundo dos games para qualquer lugar requerido. Fundada em Novembro do ano passado, a empresa já foi convidada para festivais como Virada Cultural, Casa Nuvem, Contato e Multiplicidade. “Participaram mais de 300 pessoas do festival multiplicidade. No teatro Oi Futuro projetamos imagens interestelares, enquanto a banda Astromash tocava e os games eram jogados ao vivo. Cada música era relacionada a um game. Na saída do teatro fizemos outro gamesquare.”, afirma Rafael Cordeiro, empreendedor e sócio – fundador do projeto.
Durante a palestra, Cordeiro aborda sobre o seu papel de empreendedor e a importância de estar sempre atualizado em relação às demandas do mercado. Nesse contexto dos games, ele relata que o público prioritário costuma ser o de alta renda por pagar mais pelo produto. Entretanto, o palestrante relembra que o objetivo deve ser tornar a cultura do game viável a todos. Assim, a dica do palestrante é pensar em jogos voltados para a massa.

Já Rafael Valentim, estudante de design e também sócio – fundador da gamesquare, destacou orientações necessárias para o profissional da área. Entre elas está a capacidade de se colocar no lugar do cliente, para entender qual produto criar, pensar na comunicação do produto, como o público reagirá e saber trabalhar em grupo para compartilhar as experiências adquiridas.
Além das dicas, Valentim descreve o tipo de tecnologia usada no Planetário, onde trabalha. “Temos uma cúpula de 360 graus na qual os filmes são exibidos, por meio do Fulldome – mídia audiovisual baseada na projeção em telas hemisféricas. A técnica permite criar conteúdo para todo o campo de visão. Mas antes de passar para o fulldome temos que fazer o esboço dos desenhos adaptados ao campo circular”, explica o estudante de design.
Workshops também foram atrativos da semana de design. Sami Souza e Cadunico, professores do curso, ensinaram aos alunos como lidar com softwares livres. Foi apresentado o programa gratuito GIMP como uma alternativa mais eficiente do que o Photoshop. “Esse programa é totalmente adaptável as suas vontades. As teclas de atalho podem ser configuradas do modo como o usuário preferir. Isso é impossível de se realizar no Photoshop”, sugere Sami Souza.
Assim, a atualização e eficiência são elementos buscados pelos profissionais. A palestra de Bárbara Emanuel e Camila Rodrigues, ambas designers e pesquisadoras da Escola Superior de Desenho Industrial –ESDI-, tratou de uma ferramenta recente na Internet que busca chamar a atenção dos usuários de inúmeras maneiras: os memes. Trata-se de uma estratégia de comunicação que tem possibilidade de ser compartilhado.
As pesquisadoras pontuam que a facilidade de atingir o público com um toque de humor foi incorporada recentemente por empresas ao formato da publicidade. Entretanto, elas alertaram para a marca tomar o cuidado de não ofender e expor pessoas sem o direito de imagem ou de relacionar o produto com uma imagem com carga negativa de valor. “Temos um laboratório de pesquisa sobre as imagens usadas nas redes sociais. Há cada vez mais a busca por jovens nessa área. Estudamos quais são as oportunidades oferecidas pela tecnologia e qual é a linguagem ideal para atingir o maior número de pessoas”, afirmam as designers.

Sérgio Yamasaki foi o último palestrante da semana e abordou sobre suas experiências ao longo da carreira de 20 anos. Ele trabalhou na Globo como diretor de arte, realizou os comerciais para Canon, Claro e Pepsi na Conspiração Filmes e fez a abertura do Rock Band e o comercial da HP na Globo Sat como freelancer. “Fui efetivado na Globo porque na época em que a Lady Di morreu eu fiz em meia hora uma animação de um carro da Mercedes batendo na pilastra”, menciona o generalista.
Os estudantes trouxeram vários questionamentos acerca do curso e também se interessaram pelos projetos mencionados por Yamasaki. “Já passei pelas mesmas dificuldades que os alunos relataram. É muito bom ver os jovens encarando essa jornada. Busco passar o que aprendi e isso me faz refletir sobre tudo que já vivi”.
A semana do design teve o objetivo de mostrar aos alunos que existem outros caminhos na profissão, como foi o caso das pesquisadoras dos memes. Há cinco anos não se pensava em trabalhar com esse tipo de assunto. A nossa proposta é ampliar a visão dos estudantes acerca das possibilidades do design”, finaliza Raphael Argento, responsável pelo evento.
Luiza Esteves – 4º período
Nathália Campos – 4º período
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