Arte

Jornada pelo Tridimensional

O Rio de Janeiro tem a honra de receber pela primeira vez a “TRIO Bienal”, um evento internacional que celebra a forma de arte contemporânea tridimensional. Em dez centros culturais e museus espalhados pela cidade, o público poderá apreciar o período artístico atual e ser levado à contemplação de imagens que – literalmente – “pulam” do quadro, além de obras de renomados artistas das artes plásticas. O CCBB é um dos museus ligados a celebração e irá expor as artes até o dia 23 de novembro. Diferente do caso do Museu Nacional de Belas Artes, que vai até o dia 11 de outubro. Confira programação de todas as instalações no site oficial.

O Centro Cultural Banco do Brasil revela o “Forma e Matéria: Limites do Tridimensional em Campos Expandidos”. Com vinte e uma obras de artistas como Beth Jobim, Floriano Romano, Marina Abramovic e Joseph Kosuth a exposição tem a proposta de explorar as fronteiras da produção tridimensional. Isto significa que, nesta versão da mostra, materiais inusitados foram utilizados para compor a obras. Alimentos perecíveis, madeiras, cristais e até mesmo cascas de laranja são exemplos desse estilo de arte.

A monitora do espaço TRIO Bienal 2015 do CCBB, Andrea de Marco, define as obras como quadros expandidas, pois não se encaixam na definição de pintura, nem de escultura. “Por exemplo, os blocos de Beth Jobim não foram pintados em um quadro ou esculpidos, eles simplesmente criam um novo espaço, diferente do quadro que você pendura na parede e só olha para ele”, diz ela.

Pedro Motta- Combustão Espontânea
Pedro Motta- Combustão Espontânea

Ainda na opinião de Andrea, o público deve manter a mente aberta para visitar a exposição, a fim de exercitar a reflexão. “A arte contemporânea sofre muita repressão, o que é normal, até porque se eu for a uma exposição da qual eu não saiba os conceitos, eu não vou entender o que ela é, mas só de a gente olhar o que está sendo feito, de ver a proposta de obras como a da ‘Combustão Espontânea’, de Pedro Motta, a gente percebe que está ligado a uma questão natural, ao clima, tem uma cultura representada ali”, finaliza a monitora.

No Museu Nacional de Belas Artes estão expostas 11 obras, intituladas de “Mostra Reflexões sobre o Reflexo – Dinâmicas do Cinetismo no Tridimensional”. O elemento principal é o de Anish Kapoor, em que um grande espelho – divido em pequenos prismas – reflete uma única imagem, dividida em vários pedaços. Entre muitos artistas plásticos estão presentes: Mônica Piloni, trazendo “Retrato a”, escultura de uma cabeça oca de um manequim; Heleno Benardi, apresentando uma obra em que uma caveira que transcende o tempo, chamada de “Sempre e Agora”; Marta Jourdam, com “óleo” e a interativa panela cheia do fluido que, com um apertar de botão, preenche seu interior e cria um redemoinho no centro; além de outros grandes nomes.

O curador da TRIO, Marcus de Lontra Costa, diz que o projeto nasce da grandiosidade. “A arte contemporânea recusa rótulos temáticos e apropria em sua essência a multiplicidade de formas e linguagens, incorporando e subvertendo as classificações tradicionais da arte. Ela se aproxima da vida refletindo sobre seus paradoxos, seus mistérios, suas estranhezas e, também, sobre sua potencialidade de inovação, pesquisa e transformação” conta Marcus, que resume toda experiência, quando diz que a I TRIO Bienal é uma “aventura do homem pelo conhecimento”.

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Luana Feliciano – 2° Período

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