Acontece até o próximo domingo (24), na Fundição Progresso, a sexta edição da Mostra 3M de Arte Digital. Pela primeira vez no Rio de Janeiro, a exposição busca traçar um paralelo com as obras clássicas por meio de releituras contemporâneas utilizando novas formas de linguagem – como o audiovisual. Com o tema: “Apropriação na arte, o Whatsappropriation – A Arte de Revisitar a Arte”, mergulha numa abordagem da revisitação de clássicos das artes por meio de recursos digitais através de uma pergunta “o que é apropriação?”

Em um espaço nada tradicional para exposições, a organização da amostra junto com sua curadora, Claudia Giannetti – doutora em História da Arte e especialista em arte contemporânea – transformou a Fundição Progresso no lugar ideal para receber as obras. “Como curadora desta exposição, um lugar como esse, do ponto de vista artístico passa uma neutralidade, pois é um espaço que não recebe tradicionalmente exposições. Se baseando do tema “Apropriação”, estamos aqui dentro criando um novo conceito. Pois a exposição se apresenta de modo complexo, se fosse estruturado em um museu com espaços muito definidos, a construção dessa amostra não seria possível”, conta Claudia.
Hoje o Rio de Janeiro está junto com outras grandes cidades com São Paulo e Belo Horizonte num eixo cultural. E a arte digital articula essa ligação entre as praças. “Sempre existiram três polos, São Paulo saiu na frente em relação a festivais com esse tipo de linguagem. Belo Horizonte e o Rio de Janeiro também foram se integrando. Hoje as três cidades vivem em paralelo quanto a este tipo de arte”, declara a curadora.
Ao todo, 22 artistas como os brasileiros Vik Muniz, Nelson Leirner, Cao Guimarães, Felipe Cama, Carlos Fadon e Marcelo Coelho, além de estrangeiros como Martha Rosler (videoartista norte-americana),Patricia Reis (portuguesa), Sükran Moral (turca) e Guillermo Gómez-Peña (mexicano) apresentam 32 obras, como vídeos, pinturas e fotografias divididas em sete áreas temáticas: Imaginário brasileiro, Imaginário feminino, Grandes microrrelatos, Iconografias, Naturezas-mortas, Relatos privados e Performáticos.
Sugerindo respostas ao público, a amostra faz pensar e ampliar o debate sobre o tempo por meio da experimentação e revisita as artes “originais”. Um exemplo é a releitura da iconográfica obra a Última Ceia de Leonardo Da Vinci, feita pelo argentino Marcos López, que transformou o quadro num churrasco de um grupo de amigos após uma partida de futebol num ato de elogio à profanação.

A Mostra 3M de Arte Digital acontecerá até domingo (24), das 10h às 18h na Fundição Progresso.
Vinícius Fernandes- 4º Período
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