Apesar dos grandes investimentos na cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos, a acessibilidade das ruas e calçadas da Tijuca deixam a desejar. Moradores do entorno da praça Afonso Pena apontam desde a falta de rampas até o desrespeito de donos de veículos com os pedestres. A ausência de vontade política foi apontada como o principal fator para que a região chegasse a esse ponto.
Quem afirma isso é o analista de sistemas Bruno Qualio. “Já perdi três carrinhos de bebê andando pelas ruas da Tijuca. As ruas são ruins, quase não há rampas e até já presenciei queda de idosos aqui no entorno por conta o estado das calaças”, relata.
Ainda, de acordo com ele, a falta de fiscalização é um agravante. Muitos carros ficam estacionados na passagem de pedestres, obrigando-os a usar as vias, o que torna o trajeto perigoso.
Apontando também para a ausência de fiscais, o motorista Rodolfo Bastos acredita que a Prefeitura deveria investir mais nas reformas das calçadas, melhoras a qualidade da pavimentação e ainda ampliar as ciclovias. “Nós vemos as rampas aqui na praça, mas se você se afastar um pouco mais, vai ver que as que existem estão em péssimas condições”, afirma.
Os cadeirantes são os que mais sentem falta das rampas. Débora Telles, que teve uma doença degenerativa e usa cadeira de rodas, reclama que o pequeno trecho que faz de casa até a praça é sofrível. “Não há rampas e não há acessibilidade nas esquinas”, desabafa.
Outra pessoa que pensa da mesma forma é a acompanhante de Débora, Patrícia Santos: “As calçadas são estreitas e onduladas. Precisa melhorar a pavimentação delas”, relata.
Também indignado com a situação das ruas da Tijuca, o aeroportuário Jorge Cardoso, aponta que seria necessário uma comoção popular para aumentar a cobrança dos políticos. “Não vemos acessibilidade na cidade. Estive em Curitiba e lá é outra coisa. Tem rampas e bem sinalizadas, algo que não se vê por aqui”.
A percepção dos tijucano com relação as ruas e calçadas da região é a mesma: faltam investimentos. O Rio de Janeiro será sede dos jogos Olímpicos e Paralímpicos em pouco mais de um ano e o que se vê é a falta de vontade política para que os recursos investidos nas obras para estes eventos se convertam em benefícios para a população.
(Rafael Lemos)
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