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Trânsito na Geremário Dantas

Rodas paradas, motor silenciado, marcha em ponto morto, freio pisado, estresse estampado no para brisa. Motos, carros, ônibus e caminhões, independente do meio de transporte à rotina é a mesma, ficar preso no trânsito e esperar, esse é o dia a dia dos motoristas cariocas. Essa realidade é vivida na cidade toda, mas certos pontos, particularmente, merecem um destaque, como a Avenida Geremário Dantas, em Jacarepaguá. Todos os dias o trânsito é lento, uma via arterial, entupida e quase tendo um AVC, não precisa de hora e nem dia, todo o tempo é da mesma forma.
Isso é devido pelo o fluxo do centro da cidade e da Barra da Tijuca que segue para importantes sub-bairros da região como, Freguesia, Pechincha e o Tanque, e leva para outros pontos, tão importante quanto, como Taquara e Curicica. Algumas ruas de desafogo não são mais eficazes e ainda por cima afogam mais ainda o trânsito, até a Linha Amarela, que corta bairros da Zona Oeste, que deveria ser uma via rápida fica engarrafada.
Toda a extensão da avenida é de casas, apartamentos e lojas. A região que deveria ser residencial sofre pela má elaboração, descontrole populacional e pela crescente mercantil. Todos aqueles que moram na Geremário apontam para o mesmo problema, trânsito e excesso de carros. Mesmo tendo ônibus que podem levar os moradores para qualquer lugar do Rio, eles são sempre uma segunda opção, pelo fato do transporte público estar lotado ou quebrado.
“Eu não uso ônibus porque está sempre cheio, é desconfortável e demora muito, ainda mais pra onde vou, e o meu chefe não gosta de atrasos, então pego o meu carro e vou para o trabalho”, diz Renato Pereira, de 26 anos, que trabalha em Vila Valqueire. Por mais que seja bairros vizinhos, algumas áreas não recebem transporte público suficiente para tantos moradores e trabalhadores.
Além de tudo, toda a redondeza está cercada por obras como da Transoeste, Transcarioca, e CEDAE, o que piora o trânsito e a qualidade de vida. “Moro no Pechincha há dois anos e tenho problemas respiratórios, que agravaram desde quando começou as obras e até mesmo pelo trânsito, que só aumentou nesses últimos meses, minha alergia pulmonar teve uma evolução e estou até procurando, junto a minha família, uma nova casa, longe dessa poluição, se não só vou piorar.”, disse Renata Miranda, de 23 anos, estudante.
Isso é uma realidade grande para aqueles que residem nos arredores da avenida. Todo esse problema poderá terminar ou, somente, diminuir após o término das obras.

Rômulo Cunha – Jornalismo Digital – 5º período

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