Saúde

Vacinação ao longo da vida

Estar com as vacinas em dia, em todas as fases da vida, é muito importante para manter o nosso organismo imune a agentes invisíveis aos nossos olhos. Constantemente, a população está exposta a esses agentes e para combatê-los foi criado, em 1973, o Programa Nacional de Imunizações (PIN).

Em mais de três décadas de sua criação, o Programa vem contribuindo significativamente para a erradicação, no Brasil, da febre amarela urbana, varíola, paralisia infantil, sarampo, entre outras. Em 1977,  foi instituído o primeiro Calendário Básico e o Cartão de Vacinação, com as vacinas obrigatórias para menores. A partir de 2004, o Ministério da Saúde adotou três calendários obrigatórios de vacinação: criança, adolescente, adulto e idoso.

Segundo Marilene Moura, médica de Saúde Pública, o ideal é que todas as vacinas sejam aplicadas durante a infância e seu reforço em todas as demais fases, conforme a duração da imunidade de cada vacina. “Não há como prever a evolução dos vírus e a imunidade natural pode variar em cada organismo. Com a imunidade adquirida, ou seja, a vacinação; tornamos nosso organismo resistente e capaz de reagir à presença de determinados agentes, além de evitamos que certas doenças evoluam a ponto de tornarem-se crônicas. A hepatite é um exemplo”.

As campanhas veiculadas em rádio e televisão para vacinação contra a rubéola e febre amarela levam muitos adultos aos postos. “Minha mãe seguiu todo o calendário infantil de vacinação e minha esposa foi quem me alertou para  a  vacinação da rubéola no ano passado. Tenho 27 anos e hoje em dia vou aos postos de vacinação apenas quando fico sabendo de alguma campanha.” ,  declara Luciano Novaes, assistente comercial.

Algumas doenças como a difteria, tétano e febre amarela têm efeitos sistêmicos que podem ser fatais, portanto necessitam de reforço a cada 10 anos, por toda a vida. Para Marilene é muito difícil encontrar adultos com essa consciência. “De  um  modo geral,   os adultos pensam que vacina  é  sinônimo de infância e não sabem que devem manter certas doses em dia. No trabalho estão vulneráveis ao tétano se, por exemplo, ferirem-se com objetos enferrujados. É preciso que os adultos, principalmente, mulheres em fase fértil, estejam conscientes de que prevenir é sempre o melhor método de proteção”.

Veja aqui o calendário de vacinação.

Aline Vassali •7º Período
 

Agência UVA é a agência experimental integrada de notícias do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida. Sua redação funciona na Rua Ibituruna 108, bloco B, sala 401, no campus Tijuca da UVA. Sua missão é contribuir para a formação de jornalistas com postura crítica, senso ético e consciente de sua responsabilidade social na defesa da liberdade de expressão.

1 comentário em “Vacinação ao longo da vida

  1. Parabéns, muito boa a matéria.

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