Ter um diploma sempre foi o meio mais eficaz para o acesso ao mercado de trabalho. Atualmente, esta afirmação parece não refletir a realidade. Diplomas, como o da área de jornalismo, por exemplo, estão sendo contestados e cogita-se que sua obrigatoriedade não seja mais necessária. Esta questão está dividindo opiniões de estudantes e profissionais e causando inúmeros protestos.
De acordo com Ondina Meleiro, Pedagoga e Assessora da Sub-reitoria de Graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, “É um retrocesso. Há uma necessidade de se ter um diploma, não pelo papel, mas pela formação específica. O diploma não é o final, a universidade tem a função de dar o princípio básico, para o aluno refletir e procurar estar sempre atualizado”.
Há um contra-senso, enquanto determinadas áreas consideram ter um diploma fator indispensável, outras optam por extingui-lo. As opiniões são diversas e não se restringem apenas aos contratantes, mas também ao público em geral.
“Poderia ser abolido, mas deveria ter uma avaliação para que a pessoa pudesse exercer a função. Talvez fosse mais eficaz do que avaliar pelo diploma que a pessoa possui”, opina Marcelle Vasconcellos, estudante de Administração da UERJ.
Há pouco menos de uma década, os cursos politécnicos surgiram como opção para os que desejavam obter um certificado de maneira mais prática, rápida e barata. Porém, por estes mesmos motivos, este tipo de formação passou a ser alvo de preconceitos.
“Dependendo do curso, a idéia de ter uma formação mais rápida é interessante. Mas é necessário ter uma avaliação para ver se o ensino está sendo bem passado. A pessoa tem que ser boa, fazer o melhor dentro da sua área, independente de qual ela abraçar. Derrubar preconceitos é mais complicado do que qualquer outra coisa, mas não é impossível. Tem de ter boa formação, independente do tipo de diploma”, pondera Ondina Meleiro.
Para os profissionais de Recursos Humanos, o diploma continuará sendo primordial, independente do quão divergentes possam ser as opiniões. “O diploma é o somatório de conhecimento, teoria e aprendizado adquiridos no decorrer dos anos de estudo. Ele é o diferencial dentro do mercado de trabalho, e apenas a graduação poderá oferecer esse conteúdo”, afirma Nathália Barreto analista de RH da empresa Amil Assistência Médica.
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Edi Meira, Flávia Martins e Valéria Cesário
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