Comunicação

Fanfictions: A cultura na internet

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Escrever histórias com personagens e lugares baseados em outras obras. Essa é a proposta das Fanfics, abreviação da palavra inglesa “Fanfiction” (ficção criada pelos fãs).  Esse hobby muito comum entre jovens se popularizou com a chegada da Internet, e levou fãs de todo o mundo a buscarem nos livros a inspiração para criar seus próprios contos e romances.

Para ser um ficwriter (escritor de Fanfiction) basta ter criatividade. Alguns preferem seguir o rumo das obras originais, apenas cobrindo os espaços deixados em branco. Outros criam caminhos completamente diferentes, chegando até a mudar o desfecho das histórias. No Brasil, admiradores de Star Wars, Star Trek e Sailor Moon foram os primeiros a compartilhar seus textos, mas foi com a chegada da série Harry Potter, da escritora britânica J.K. Rowling, que a “onda” pegou, e até hoje as histórias baseadas no “bruxinho” de olhos verdes são maioria na web.

Um exemplo é a estudante de letras Jéssica Oliveira, 20 anos, que se aventura pelas fics de Harry Potter desde 2005, e sob o apelido de Morgana Black já publicou cerca de 25 textos. Ela conta que a atividade chegou a se tornar um vício, e só não escreve mais porque não tem tempo. “Eu acho que foi um marco bem importante para mim, pois pude desenvolver as minhas habilidades como escritora. Foi um exercício muito proveitoso e prazeroso mesmo”, garante.

Apesar de grande parte das histórias violarem as leis de direitos autorais, a maioria dos escritores vê essas atividades como um elogio. É o caso da própria Rowling, que disse à BBC News que se sente muito lisonjeada em saber que há tanto interesse pela série. Mas nem todos gostaram da idéia. A escritora Anne Rice, de “Entrevista com o vampiro”, pediu que as Fanfics baseadas em suas obras fossem retiradas do ar, além de ter empreendido uma verdadeira “caça às bruxas”, alegando que fics criadas com seus personagens a deixam muito chateada.

Isso, entretanto, não impediu os fãs de continuarem escrevendo. É o caso da estudante Laís Barcelos, 18 anos, que publica suas histórias, na maioria sobre o trio Lestat, Louis e Claudia, sob o apelido Shinny. Ela conta que não se preocupa com as ameaças de Rice e que na verdade nunca tinha pensado no assunto. “Eu acho que mesmo que ela corra atrás de todos os autores que escrevem com seus personagens, ela não pode pegar todos, fora que ela não se daria ao trabalho de pesquisar aqui no Brasil”.

Mas nem só de livros vivem as Fanfics. Navegando pela web é possível encontrar sites com histórias baseadas em todo tipo de obras, desde filmes, como “Piratas do Caribe” e “O poderoso Chefão”, passando por programas de TV, como a série CSI, e até Animes e Mangás, como Inuyasha, e qualquer pessoa pode se cadastrar , ler e escrever as histórias. Quem sabe esse não era o empurrão que estava faltando para você treinar a sua criatividade?  

Paula Penedo de Carvalho • 7º período

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2 comentários em “Fanfictions: A cultura na internet

  1. Avatar de Nathan Paroli
    Nathan Paroli

    Adorei o texto, a lógica seguida foi bem coerente com o momento atual em que a web é basicamente um muro onde pixamos o que queremos.

  2. Avatar de Bitt

    Boa, Nathan. Acho que a profa. Erica deveria pensar numa coluna Paroli.

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