Com a proximidade do fim ano chegando, a população já começa a pensar nas compras de Natal. O problema é que, junto com as compras, vêm as dívidas e muitas pessoas não sabem a hora certa de parar de comprar. O mês no qual o comércio registra o maior números de vendas, o Serviço de Proteção ao Crédito, famoso SPC, também registra um dos maiores índices de inadimplência.
Em uma época em que existe a tradição da troca de presentes, a população acaba gastando além do que pode, e entra o ano seguinte repleto de dívidas. Mesmo com o dinheiro extra do 13° salário, o gasto acaba sendo muito grande e as dívidas aparcem logo no primeiro mês do ano seguinte.
Um exemplo disso é da auxiliar administrativa Miryan Feitosa, 45 anos. Ela conta que no Natal do ano passado resolveu comprar lembranças para todos os seus sobrinhos, além de presentes para si própria, quando viu estava mergulhada em um mar de dívidas. “A empolgação do Natal não me deixou ver que tinha adquirido muitas dívidas. Em janeiro, quando comecei a fazer as contas, percebi que havia gasto muito além do que podia. Resumo, entrei o ano com cheia dívidas e fiquei quase quatro meses pagando as dívidas do ano anterior”, diz ela.
Assim como Miryan, muitos brasileiros cometem este mesmo erro, compram demais e só depois percebem que esta não é a melhor opção. O economista Gilberto Lima, 44 anos, diz que o melhor a fazer é gastar somente o que se pode, para não entrar o novo ano com dívidas. “Não faça compras em muitas parcelas, além dos juros, você acaba pagando muito tempo a mesma coisa. Se tiver que parcelar, faça no menor número possível de parcelas. Compre apenas aquilo que está ao seu alcance, pois as dívidas acabam virando uma bola de neve”.
Tatiane Vargas • 5° período
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