A segunda mesa do IV Encontro de Professores de Jornalismo do Rio de Janeiro, sediado na Universidade Veiga de Almeida no dia 8 de novembro, contou com a participação da Professora Sandra Korman, coordenadora de graduação do Departamento de Jornalismo da PUC-Rio. Durante uma hora e meia ela falou sobre o futuro do ensino do Jornalismo, o relacionando com o futuro da própria profissão.
A professora iniciou a palestra explicando que a tarefa de falar sobre futuro não é simples e enfatizou a questão da obsolescência do conhecimento, que em poucos meses passa a ser considerado ultrapassado. Sandra criticou ainda a dissociação da universidade com o mercado de trabalho, lembrando que o jovem ainda freqüenta a faculdade como quem está no ensino médio, acabando muitas vezes por se formar pensando se fez a graduação certa.
Ela lembrou que os jovens vivem hoje um repertório do não saber e defendeu que eles devem ser levados a questionar a própria escolha da profissão, se perguntando para que, por que e por quem empreender. “Eles não sabem o que querem ou o que gostam. Há uma dificuldade absurda de saber quem somos, o que desejamos. O autoconhecimento é fundamental, assim como a forma como os outros nos vêem”.
Por fim, Sandra lembrou que a relação direta e instrumental entre conhecimento e profissão já não é suficiente e defendeu uma nova forma de ensino, na qual o aluno não receba apenas a informação. “A sala de aula é um ponto de encontro para a geração de conhecimento, não mais de transmissão. É um encontro necessário em uma época que as pessoas não estão mais se envolvendo”.
Surpresa
Logo após a palestra houve um debate com os participantes das duas mesas que contou com uma agradável surpresa. Uma pergunta feita pelo professor Gerson Martins, da UFMS, mas com um pequeno detalhe, ele estava acompanhando o evento de sua casa, no Mato Grosso do Sul pelo Yahoo Live, em uma transmissão ao vivo via web.
Paula Penedo • 6º período
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