A 1º mesa do IV Encontro Rio-Espírito Santo de Professores de Jornalismo que aconteceu sábado (8), na Universidade Veiga de Almeida tratou a respeito do resgate da memória jornalística.
Sob a coordenação de Suzana Tatagiba, vice-presidente regional da FENAJ e Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, as jornalistas Carla Siqueira e Jöelle Rouchou abordaram a importância da criação de um Centro de Preservação da cultura e da história do jornalismo brasileiro. Uma iniciativa de pesquisar para trabalhar o futuro, a importância da imprensa.
Doutora em História Social da Cultura, Carla citou um encontro com o jornalista Alberto Dines, onde este comentava o quando os 200 anos de imprensa foi pouco comemorado. Segundo ela, esse esquecimento se deve ao fato do ensino da história do jornalismo ter diminuído. “Alguns currículos já até a aboliram”, disse.
O entendimento do que é jornalismo mudou. Para Carla, para compreender o que é ser jornalista hoje, deve-se conhecer o passado. “Resgatar a história do jornalismo é resgatar a história da sociedade”.
“A memória é o hoje”, foi assim que Jöelle, Doutora em Comunicação, definiu seu objeto de pesquisa na Casa Rui Barbosa. Segundo ela, os jornalistas têm qualidades diversas, e podem sim, fazer o papel de repórter dentro de um arquivo. “Temos a vocação de estarmos antenados, perceber as tendências e trazê-las para o nosso trabalho”.
Esse trabalho de manter viva a história do jornalismo já é realizado na Casa Rui Barbosa, onde, por meio de depoimentos de jornalistas das mais diversas áreas e diferentes cargos e de um grande acervo de documentos, foi produzido um arquivo sobre a vida de diversos jornalistas que fica aberto para pesquisa pública. “A memória deve ser um lugar para o passado e deve contribuir para a formação”, disse Carla Siqueira.
Ana Paula Lobato • 8º período

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