Para os jovens e outros viajantes que gostam de conhecer lugares, diferentes culturas e pessoas, e aproveitar sem gastar muito, antes de tudo, devem fazer uma pesquisa de preços e hospedagem acessíveis. Em países como Japão, Suécia e Inglaterra, que possuem um custo de vida elevado e onde tudo custa caro, o primeiro passo então, é pensar em lugares mais em conta.
Para os viajantes que não precisam de luxo, só de cama e conforto, os albergues são uma boa opção. Bons, bonitos e baratos, ainda dão a oportunidade de conhecer pessoas do mundo inteiro. Muitos disponibilizam acesso à internet, têm salões de jogos com mesas de sinuca e brinquedos eletrônicos, e até discotecas.
Renata Moura, psicóloga, conta que, em suas experiências de viagens que fez pelo mundo, saiu do Brasil sozinha e com seu dinheiro contado para fazer cursos de inglês e conhecer lugares que sempre sonhou. “Fiquei em albergues, conheci pessoas de todas as partes do mundo e senti muita emoção em chegar em locais que sempre sonhei. Isso é importante para o estudante devido ao aspecto cultural e porque também abre bastante a cabeça”, afirma Renata.
A primeira coisa a fazer, para quem não quer gastar muito é escolher o destino certo, considerar o preço da passagem aérea e escolher como destino países onde a hospedagem e a alimentação não sejam muito caras. Nos países como América do Sul a passagem é mais barata e o custo de vida também. Na Europa, Portugal, Espanha, o interior da França, a Grécia e algumas regiões da Itália são relativamente baratas. Países como Nova Zelândia, Índia, Tailândia e outros não são caros, mas a passagem até lá é dispendiosa. A vantagem é que pode ser parcelada com juros baixos, diz o Manual do Turista Brasileiro, onde se encontra informações e dicas para quem está disposto a se “jogar” no mundo.
“Saímos do aeroporto na Inglaterra e fomos para o hostel que havíamos reservado aqui do Brasil, dividíamos o quarto, uma mini cozinha e um mini banheiro, com um espanhol, uma australiana e um nova iorquino. Foi nesse hostel que tivemos nosso primeiro choque cultural, o banheiro tinha carpete e todo o prédio possuía um sistema de aquecimento interno, ótima saída para os dias mais frios”, diz Gabriela Dutra, estudante de turismo, 29 anos, que viajou com seu namorado em 2005 e realizou o sonho de sua vida.
Para uma viagem segura e sem riscos, é preciso colher informações sobre o local e hospedagem, através de sites e pessoas que já passaram pela experiência, como por exemplo, Roberto Soares, estudante, de 25 anos, que resolveu viajar sozinho para conhecer partes do mundo. “Decidi tudo meio em cima da hora, como o lugar pra onde iria, por exemplo. Precisava viajar e decidi ir para Londres, onde trabalhei como garçom, morei em um hostel onde conheci amigos que tenho contato até hoje. Quero ir pra lá sem dia para voltar. Depois do seu primeiro mochilão, você não é mais o mesmo”, afirma Roberto.
Uma outra forma de economizar é viajar durante a baixa estação, quando os preços das passagens aéreas despencam e aparecem promoções bastante tentadoras. Durante a baixa estação tudo custa mais barato, não somente passagens aéreas, mas também as diárias de hotéis.
Márcia Nunes – 6º período – jornalismo
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