Comportamento

Próxima estação: Educação. Desembarque, pela sua consciência

destaque5“Senhores passageiros, o Metrô Rio informa: os bancos de cor laranja são preferenciais para portadores de deficiência, idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo. Seja solidário e ceda o lugar”. Quem utiliza o metrô diariamente, conhece muito bem essa gravação.

Segundo pesquisas, aproximadamente meio milhão de pessoas por dia utilizam o metrô no município do Rio, sendo 46% das classes A e B e 44% da classe C. Ao todo, são 33 estações e 19 linhas de integração com ônibus e trens urbanos.

O trajeto possui duas linhas: a primeira sentido Zona Sul, e a segunda sentido Baixada Fluminense.

Mas, principalmente na linha 2, alguns problemas de ordem comportamental tem ocorrido, o que comprova que, apesar dos problemas organizacionais e estruturais da empresa, a conduta dos usuários precisa ser repensada.

Para a estudante de Pedagogia Érica Soraya, 24 anos, por mais que o metrô tente melhorar a qualidade de seus serviços, a questão que merece destaque é de ordem comportamental.

“As pessoas não tem a consciência educacional de respeitar outros passageiros e algumas normas estipuladas pela empresa.”

Em relação ao desrespeito, Érica ainda usa como exemplo o carro feminino, um vagão reservado para as mulheres nos horários de maior movimentação.

“Alguns homens não respeitam a lei e ainda fingem que não sabem que estão no vagão das mulheres”.

Já a estudante de Engenharia de Produção Gerusa Abade, 20 anos, diz que os passageiros pagam o mesmo valor e, às vezes, tem até o mesmo trajeto, mas há um preconceito por parte das pessoas que trabalham no metrô no que se refere ao tratamento e atendimento. “Mas é claro que, na maioria das vezes, os próprios usuários causam essa discriminação social na linha 2”, diz Gerusa.

Tamires Menezes, 19 anos, depende do metrô todos os dias para ir à faculdade. Seu trajeto é Pavuna – São Cristóvão e, como estuda pela manhã, enfrenta o caos no hora do rush.

“Fico indignada porque vejo jovens sentados nos assentos preferenciais fingindo dormir para não ceder o lugar”. A estudante também comenta sobre alguns homens que se aproveitam do acúmulo de pessoas no vagão para assediar as algumas mulheres que não podem viajar no vagão feminino.

Para Maria Helena Furtado, 28 anos, executiva em Hotelaria e Turismo, o maior problema é a falta de educação e respeito.

“Antes, havia respeito e educação de uns para com os outros. Se uma mulher ou idoso fosse entrar na composição, logo as pessoas cediam lugar. Hoje em dia, ninguém pensa mais no próximo. É cada um por si”.

Verônica Garcia • 6° período • Jornalismo Digital

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