Saúde

Um problema de saúde mundial que corre no sangue brasileiro

Que o fumo é prejudicial à saúde, a população mundial já esta ciente. Inúmeros são os casos de morte associada ao tabaco. Mas assim como o fumo, a má alimentação e as bebidas alcoólicas, junto a fatores genéticos formam um grupo de maiores contribuintes para a aterosclerose; o entupimento de vasos sanguíneos. Cerca de 42% da população mundial falece desta mesma causa. Para números tão altos, os pesquisadores tentam encontrar soluções alternativas para reduzir este índice.

João Alfredo de Moraes, Doutorando em Laboratório de Farmacologia, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, cita um método aplicado, em fase de teste: “Utilizo as células musculares lisas, pois elas são importantes em uma série de doenças cardiovasculares. Eu as estudo para entender melhor o que acontece nessas doenças. Realizo também experimentos para tentar inibir, de alguma forma, o seu crescimento”. A intenção de Moraes é contribuir à uma futura solução que prevenirá diversos tipos de doenças arteriais.

O acidente vascular cerebral e o infarto são duas conseqüências deste entupimento, que pode começar a se desenvolver cedo, alerta o doutorando. José Gomes da Silva, pai de João, sofreu infarto aos 62 anos e hoje, uma de suas artérias está recuperada do ocorrido, devido a angioplastia. “Este método é utilizado para retirar as obstruções do vaso sanguíneo. No caso do meu pai, a artéria estava 100% obstruída”. Por essas ocorrências que, além de casos acidentais ou incidentais, a média de idade máxima do brasileiro atinge apenas 72 anos, ocupando a 127ª colocação no ranking mundial, de acordo com pesquisa divulgada em http://www.indexmundi.com.

É preciso ter hábitos saudáveis para diminuir as chances de sofrer no futuro. Em países do Norte, como a Noruega, a expectativa de vida atinge 80 anos, conforme dados do site http://www.ssb.no. No Brasil, estamos pesando contra na balança que representa a luta para aumentar esta média.

Contribuem para este baixo índice: a poluição nos grandes centros, a obesidade e a má alimentação. Cenários que não estão presentes em abundância na rotina norueguesa, diferente da brasileira. Que se orgulha de exportar seus dois mais belos pratos; a feijoada e a fome. Dois excelentes contribuintes para a aterosclerose.

 

Por Ricardo Almada, 6º período, Jornalismo

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