O Brasil foi a campo nesta quinta-feira (26), em Boston, e acabou derrotado por 2 a 1 pela França, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Mesmo com um jogador a mais durante grande parte do segundo tempo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti não conseguiu evitar a derrota e agora busca ajustes para o último teste antes da convocação final para o Mundial, contra a Croácia.
A derrota reacendeu um alerta na Seleção Brasileira a poucos meses da Copa do Mundo de 2026. O “Projeto Ancelotti” ainda apresenta sinais de instabilidade e carece de maior consistência.
Carlo Ancelotti apostou em um quarteto ofensivo leve, com Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli, Raphinha e Matheus Cunha. A ideia sugeria dinamismo e velocidade nas transições, mas, na prática, o setor ofensivo pouco dialogou com o meio-campo. Bem organizada, a França de Didier Deschamps fechou os espaços e neutralizou as saídas de Casemiro e Andrey Santos, levando o Brasil a insistir em bolas longas e previsíveis.
Enquanto a França atuava de forma compacta, com linhas bem próximas e controle dos espaços, o Brasil dependia de ações individuais, especialmente de Vinícius Júnior, que encontrou muitas dificuldades diante da marcação de Malo Gusto e raramente conseguiu chegar à linha de fundo com liberdade. Faltou conexão entre os setores, e o ataque acabou isolado na maior parte do tempo.
O gol por cobertura de Kylian Mbappé, aos 31 minutos, foi um golpe duro, mas não surpreendente. A jogada nasceu de um erro na saída de bola e de uma marcação permissiva na entrada da área, escancarando problemas que já vinham aparecendo. A dupla de zaga formada por Léo Pereira e Ibañez teve dificuldades para lidar com a velocidade do ataque francês, e o segundo gol, marcado por Hugo Ekitiké, consolidou a superioridade de uma equipe que soube controlar o jogo e aproveitar os momentos decisivos.

(Foto: Reprodução/CBF)
Na etapa final, o gol de Bremer deu novo fôlego ao Brasil, mas a reação veio mais no embalo do ímpeto do que da organização. A equipe passou a pressionar de forma desordenada, abusando de bolas levantadas e sem uma referência clara na área, já que Endrick começou no banco. As poucas oportunidades criadas, muitas delas a partir das jogadas de Luiz Henrique, que entrou bem no lugar de Raphinha, não foram suficientes para evitar a derrota.
O resultado se soma a um cenário já preocupante: o Brasil encerrou as Eliminatórias em uma inédita quinta colocação, e a expectativa de que os amistosos servissem para consolidar uma identidade ainda não se confirmou. Diante da França, o que se viu foi uma equipe que oscila sob pressão e ainda busca equilíbrio entre suas peças.
A impressão deixada em Boston é de que há talento individual de sobra, mas o conjunto ainda está distante do nível exigido para enfrentar, de igual para igual, os principais candidatos ao título mundial. O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (31), contra a Croácia, em mais um teste antes da definição da lista final para a Copa do Mundo.
Foto de capa: Rafael Ribeiro/CBF
Reportagem de Bárbara Chagas, com edição de texto de Rafael Zoéga
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