Após 22 anos de seu lançamento original e depois de sucessivos pedidos dos fãs, Kill Bill retorna aos cinemas brasileiros em uma versão completa, estendida e sem censura. Intitulada “Kill Bill: The Whole Bloody Affair”, a nova versão apresenta o filme como foi idealizado por Quentin Tarantino, sem o corte que dividiu a obra em dois volumes na estreia original.
Na trama, a Noiva, interpretada por Uma Thurman, é uma ex assassina brutalmente atacada no dia do ensaio de seu casamento, quando estava grávida. Baleada na cabeça, ela passa quatro anos em coma. Ao despertar, inicia uma busca direta por vingança contra todos os envolvidos no massacre, especialmente Bill, seu antigo amor e chefe, figura central que dá nome ao filme.

A nova versão funciona, acima de tudo, como um grande gesto de fan service. Desde o início, a intenção de Tarantino era lançar um único filme com cerca de quatro horas de duração, ideia vetada pelo estúdio, que optou pela divisão em duas partes. “The Whole Bloody Affair” finalmente reúne esse material em uma única experiência contínua.
Entre as principais adições estão a história de origem completa de uma das inimigas da Noiva e a versão integral do confronto com o grupo Crazy 88. A luta, agora exibida sem o recurso do preto e branco usado originalmente para suavizar a violência, revela a sequência como foi idealizada, sem disfarces visuais para o sangue.

(Foto: Divulgação/Lionsgate)
O retorno do filme também ganha força pelo contexto da carreira do diretor. O entusiasmo dos fãs se intensifica pelo fato de o último longa de Tarantino ter sido “Era Uma Vez em… Hollywood”, além do anúncio de que seu próximo trabalho será o último antes da aposentadoria.
Distribuído pela Paris Filmes, “Kill Bill: The Whole Bloody Affair” estreia nos cinemas brasileiros no dia 5 de março, oferecendo ao público a chance de ver, pela primeira vez nas salas, a versão integral de um dos títulos mais populares da filmografia de Tarantino.
Título: Kill Bill: The Whole Bloody Affair
Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Ação
Classificação indicativa: 18 anos
Foto de capa: Divulgação/Lionsgate
Crítica de Wilson Estevam com edição de texto de Gabriel Goulart
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