A Rockstar Games, produtora de títulos como “Grand Theft Auto V”, “Max Payne 3” e “Red Dead Redemption 2”, vem enfrentando dias turbulentos. A crise começou em outubro, quando a empresa demitiu 31 funcionários no Reino Unido e no Canadá, alegando “má conduta grave”.
No entanto, segundo relatos de funcionários e ex-funcionários, a justificativa não corresponde à realidade. De acordo com o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, e com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Independentes da Grã-Bretanha (IWGB), a Rockstar teria tomado essa decisão para impedir a criação de um sindicato por parte dos colaboradores que buscavam melhores condições de trabalho.
![Universo Rockstar Games [1920x1080] : r/wallpaper](https://i.redd.it/oz11vp10gtie1.jpeg)
(Foto: Reprodução/X)
Ainda segundo Schreier, essas discussões sobre sindicalização aconteciam em um servidor do Discord. A Take-Two Interactive, holding que controla a Rockstar, afirmou em nota que as demissões foram motivadas por “má conduta” e declarou apoio às decisões da empresa.
Entretanto, a resposta oficial não conteve a reação. Integrantes do sindicato e ex-desenvolvedores demitidos organizaram protestos em frente às sedes da Take-Two Interactive e da Rockstar Games, exibindo cartazes que pediam a recontratação imediata dos profissionais. Mais de 200 funcionários também assinaram uma carta repudiando as demissões.

(Foto: Reprodução/X)
Os empregados dispensados estavam fazendo o Rockstar Games Workers Union, uma associação constituída para lutar pela melhoria das normas trabalhistas. O sindicato em formação já abrangia mais de 10% do corpo funcional da Rockstar no Reino Unido.
Não é a primeira vez que a Rockstar se envolve em questões trabalhistas. Em 2018, houveram diversas denúncias de trabalho excessivo, ambiente tóxico e muita pressão por parte da empresa, o chamado crunch, durante o desenvolvimento de “Grand Theft Auto V” e “Red Dead Redemption 2”.
GTA VI afetado?
Durante toda essa confusão, surgiu outra muito maior: o adiamento do jogo mais aguardado, Grand Theft Auto VI. A data de lançamento foi alterada de 27 de maio de 2026 para 19 de novembro de 2026. O fato gerou uma nova crise na imagem da Rockstar Games, muitos usuários criticaram os diversos atrasos que o game vem sofrendo e questionaram o andamento da produção.

(Foto: Reprodução/X)
Muitas pessoas relacionaram o cenário ao adiamento, porém, segundo informações dos jornalistas Tom Henderson e Reece, as demissões e os protestos não tiveram relação com o adiamento de GTA VI. Eles afirmam que o jogo está pronto e que apenas se encontra na fase de polimento.
“As demissões sindicais no Reino Unido e o adiamento não estão relacionadas. Existem mais de 6000 funcionários trabalhando na Rockstar , você não vai adiar um jogo por causa de 35 pessoas demitidas”, afirmou Reece em uma publicação na rede social X.
Eles ainda afirmam que não há chances de GTA VI sofrer qualquer tipo de ‘represália’ ou até mesmo ser cancelado ou deletado. Isso se deve ao fato de que a produção do game é totalmente compartimentalizada, havendo funcionários que nem sequer sabem o conteúdo total do jogo.
Apesar de tudo isso, ainda não há um possível desfecho para a crise, que pode se estender até 2026. A Rockstar, por sua vez, não se manifestou mais sobre o assunto, mantendo-se em silêncio diante das polêmicas.
Foto de capa: Reprodução/X
Reportagem de Rafael Costantino, com edição de texto de Gustavo Pinheiro
LEIA TAMBÉM: Confira os indicados ao The Game Awards de 2025
LEIA TAMBÉM: Queda no serviço Cloudflare tira do ar plataformas como X, Amazon e ChatGPT

0 comentário em “Demissões, protestos e um adiamento: confira a crise na Rockstar Games”