Comportamento Crônica

Para onde eu vou?

Em sua nova crônica, o jornalista Pedro Turteltaub reflete sobre o lado negativo de encerrar ciclos

Por Pedro Turteltaub

Você já teve a sensação de se sentir perdido? Quando parece que todo mundo está indo e você ficou? É assim que tenho me sentido nos últimos meses. Em aproximadamente um mês e meio, entrego meu TCC, e junto com todo o nervosismo e ansiedade que me cercam, me vem uma sensação horrível de vazio, de não saber pra onde eu vou, e de saber que a vida que eu conheço há quatro anos vai acabar de uma hora pra outra.

A sociedade vê finais de ciclos como uma coisa boa, como o início de uma fase melhor do que a que você vive agora. E quando não é? E quando fechar um ciclo te traz questionamentos, um vazio forte e uma sensação de que você não tem pra onde ir, quando você sente que de alguma forma você fracassou?

Nos últimos meses tenho tido esse misto de sensações; escrevo meu TCC com um sentimento agridoce, às vezes fico muito feliz em pensar que a faculdade está terminando, e às vezes me vem crises ao pensar em um futuro que eu não vejo. Eu vejo as pessoas a minha volta ansiosas para um futuro que elas batalharam pra conseguir, e fico feliz, lógico, mas ao mesmo tempo me sinto triste em pensar que perdi todas as batalhas que tentei lutar pelo meu futuro.

No fim, me cerco pelos questionamentos que fim desse ciclo me traz: “Pra onde eu vou?”, “o que eu fiz de errado”, “será que eu escolhi certo”, “será que eu tô fazendo isso direito”. O sentimento que me vem é de que estou em queda livre, e não tem uma rede no final. Será que em algum momento haverá uma rede?

Crônica de Pedro Turteltaub, com edição de texto de João Agner

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