O painel “Music Forward” recebeu na última terça-feira (12), no primeiro dia do Rio Innovation Week 2025, os cantores Mumuzinho e Rodrigo Suricato, juntamente com Maurício Duth, sócio-diretor do Espaço Hall, e Wagner Viana, diretor do Som do Bem e A&R de diversos artistas.
Os quatro, com mediação do produtor musical João Brasil, falaram sobre o impacto do uso da IA no mercado musical, refletindo sobre suas consequências, utilidades e sobre como será o futuro do mercado fonográfico com essa nova ferramenta. Os palestrantes também comentaram sobre as possibilidades e formas de utilizar a IA de maneira positiva.

(Foto: Karla Maia/Agência UVA)
Além do uso consciente da Inteligência Artificial, também foram abordadas outras tecnologias para a criação de músicas já utilizadas por artistas e que não necessariamente substituem uma banda, mas servem como apoio, por exemplo, o uso de bases feitas por computador em vez de instrumentos reais em shows. Mumuzinho afirmou que a IA pode auxiliar nesse sentido, principalmente para novos artistas, mas que também há controvérsias e que ainda é necessário mais debates:
“De repente, para uma pessoa que está no início, que não sabe criar melodias, a IA pode auxiliar. Mas, ao mesmo tempo, viola o direito do compositor. É uma discussão muito longa.”, explicou o cantor.
Os pontos polêmicos também foram discutidos, como artistas criados por Inteligência Artificial, composição de canções e melodias, e os problemas que isso pode acarretar, como a perda de empregos no setor, a falta de autenticidade e subjetividade na arte, e a questão da autoria. Por outro lado, Suricato destacou que a IA já é uma realidade da qual não há como fugir. Assim, o essencial é utilizá-la de forma consciente.
“A IA entrega probabilidade e o humano entrega improbabilidade. O que muda é o processo. O processo é a arte dos novos tempos. Precisamos enaltecer o processo”, explicou Suricato, comentando sobre como a IA altera o processo de criação musical.
O uso da IA em processos organizacionais também foi defendido por Mumuzinho e Maurício. Este último explicou que essas ferramentas já são empregadas na casa de shows Espaço Hall na criação de bots para atendimento, ajudar na contabilidade e em outras questões burocráticas do mercado da música.
O painel também abordou outras tecnologias já usadas no mercado da música, como artistas mortos que são “revividos” por hologramas, e maneiras de conscientizar artistas e consumidores sobre a Inteligência Artificial e a importância da humanidade e sentimento para criar músicas, que isso nunca vai substituído por tecnologia.
Foto de capa: Karla Maia / Agência UVA
Reportagem de Karla Maia
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