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Paes fala em “vencer o radicalismo” e Ramagem o acusa de “dar as costas” para a segurança

A partir do dia 04 campanha segue apenas nas redes sociais

Na última quinta-feira, três de outubro, foi o último dia de veiculação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Nos últimos 30 dias, eleitores de todo o Brasil puderam conferir quem são os candidatos na sua cidade e quais são suas principais propostas de forma oficial, através dos maiores meios de comunicação do país. Os candidatos aproveitaram o espaço de grande visibilidade para se apresentar e conquistar mais votos. 

Na cidade do Rio de Janeiro, durante a veiculação da primeira propaganda eleitoral do dia, Alexandre Ramagem (PL) tentou atribuir ao prefeito Eduardo Paes (PSD) a escalada da violência no município durante os últimos anos. O candidato do PL chegou a citar Paes nominalmente. Já Eduardo Paes (PSD), não fez referência direta aos outros candidatos, mas afirmou que a cidade já conhecia os riscos de se votar em uma pessoa sem experiência. Falou ainda que era hora de “vencer o radicalismo”, em uma alusão que pareceu se referir a Ramagem, que é apadrinhado por Bolsonaro, conhecido por posicionamentos radicais. 

Alexandre Ramagem (PL) em campanha (Foto: Reprodução/Instagram)

De acordo com a Lei das Eleições, o tempo da propaganda eleitoral é separado de acordo com o desempenho dos partidos políticos no último pleito. O tempo é dividido de maneira proporcional à quantidade de representantes que os partidos possuem no congresso nacional, considerando, no caso de coligações e federações para eleições majoritárias, o resultado da soma do número de representantes dos seis maiores partidos. 

Ainda de acordo com a lei, apenas partidos que elegeram pelo menos 11 deputados federais ou obtiveram 2% dos votos válidos em, pelo menos, nove estados participam da propaganda eleitoral gratuita. Pela regra, os candidatos Carol Sponza (NOVO), Cyro Garcia (PSTU), Henrique Simonard (PCO) e Juliete Pantoja (UP), ficaram de fora do horário eleitoral da cidade do Rio de Janeiro. 

O tempo para a veiculação da propaganda foi de 20 minutos por dia, sendo dividido em dois blocos de 10 minutos. O candidato Alexandre Ramagem (PL), ficou com o maior tempo e teve 3 minutos e 28 segundos por bloco. Eduardo Paes (PSD) teve 3 minutos e 26 segundos para veicular suas propostas. Com 1 minuto e 22 segundos, Marcelo Queiroz (PP) garantiu o terceiro melhor tempo. Rodrigo Amorim (UNIÃO), ficou com 1 minuto e 15 segundos. Já Tarcísio Motta (PSOL) ficou com o menor tempo, 27 segundos. 

Eduardo Paes (PSD) em campanha na cidade do Rio de Janeiro
(Foto: Reprodução/Instagram)

No último dia da propaganda eleitoral, Alexandre Ramagem (PL) aproveitou seu tempo para destacar que durante a campanha visitou e esteve ao lado dos moradores da cidade. Reforçou a questão da segurança, principal bandeira de sua campanha, e disse que não vai entregar a cidade para “bandidos, corruptos e malandros”. O candidato ainda provocou Eduardo Paes, afirmando que ele “deu as costas” para a segurança.

“Quero lembrar [dos]… familiares das 22 mil vítimas fatais da violência alimentada durante os 12 anos em que o prefeito Eduardo Paes deu as costas para o maior problema da cidade, a falta de segurança…”, afirma Ramagem em um trecho. 

O candidato do PL termina reforçando a importância da mudança e pede que os eleitores tenham “coragem para mudar”. Reafirmando seus valores, a defesa da família, da propriedade e da liberdade das pessoas de bem, Ramagem pede o voto dos eleitores para conseguir chegar a um possível segundo turno. 

Rodrigo Amorim (UNIÃO) adotou uma estratégia diferente, exibindo cortes de vídeos descontextualizados o candidato buscou demonstrar como a cidade não está usando suas forças de segurança de maneira correta. A tática adotada para a exibição da última propaganda eleitoral se assemelha à disseminação de conteúdos pelas redes sociais e o candidato não aparece falando diretamente com o eleitor. 

Rodrigo Amorim (UNIÃO) e seu candidato a vice Fred Pacheco (MOBILIZA) juntos após formalização da candidatura (Foto: Reprodução/Instagram)

Já o candidato à reeleição Eduardo Paes (PSD) inicia sua propaganda elogiando a cidade e os cidadãos cariocas. Reservando mais tempo para destacar os feitos do seu último mandato, falou da reestruturação do BRT, do aumento do ensino em tempo integral e da criação de vagas em creches. Aproveitou ainda para dizer que é hora de vencer “os radicalismo, a mentira e a incompetência”, em referência aos adversários. 

“Domingo é o dia da gente vencer os radicalismos, a mentira e a incompetência. Nossa cidade já arriscou uma vez com uma pessoa sem experiência e deu no que deu… nosso povo não quer andar pra trás…”, declarou o candidato à reeleição. 

Reforçando que pretende dar continuidade ao trabalho que já vem desempenhando, o candidato do PSD incentivou os eleitores a votarem nele lembrando que existe a possibilidade da eleição acabar no primeiro turno, que acontece no próximo domingo. “A gente já pode resolver essa eleição no domingo, para não deixar que as disputas políticas atrasem o trabalho que vem sendo feito.”, afirmou o candidato. 

Campanha de Marcelo Queiroz (Foto: Reprodução/Instagram)

Marcelo Queiroz (PP) iniciou o seu tempo elencando diversas falhas que ele identifica na gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD), como as grandes filas do SISREG e das creches. Diferenciando-se dos demais postulantes, Queiroz destacou também a presença da sua candidata a vice-prefeita, Teresa Bergher. Finalizou dizendo que é referência nos trabalhos que realizou enquanto foi secretário de administração da prefeitura do Rio. 

Já Tarcísio Motta (PSOL) usou o seu tempo para focar em sua relação com a educação. O candidato é professor há 30 anos e prometeu garantir direitos adequados para os demais profissionais. Afirmou ainda que as escolas precisam de investimento e que vai garantir “educação integral de verdade”. Apelando para a ideia de que professores têm comprometimento, pede o voto dos eleitores. 

Tarcísio Motta (PSOL) em campanha
(Foto: Reprodução/Instagram)

A votação do primeiro turno das eleições municipais de 2024 ocorre no próximo domingo, dia seis de outubro. Na cidade do Rio de Janeiro os eleitores podem escolher entre nove candidatos que estão concorrendo ao cargo de prefeito. Em um eventual segundo turno, que está previamente marcado para o dia 27 de outubro, o período de veiculação do horário eleitoral gratuito ocorre do dia 11 ao dia 25 deste mesmo mês. 

Foto de Capa: Valter Campanato e Tomaz Silva/Agência Brasil

Reportagem de Gabriel Ribeiro

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2 comentários em “Paes fala em “vencer o radicalismo” e Ramagem o acusa de “dar as costas” para a segurança

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