Esporte Paris 2024

Tatiana Weston-Webb conquista a prata e Gabriel Medina fatura o bronze em Paris 2024

Surfistas brasileiros lidaram com poucas ondas em baterias decisivas

Ao longo da noite de segunda-feira (5), foram disputadas as baterias que definiram o pódio do surfe nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A gaúcha Tatiana Weston-Webb foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica pela modalidade. Ela conseguiu a prata depois da vitória sobre a costa-riquenha Brisa Hennessy na semifinal e da derrota para a americana Caroline Marks na final. Pelo lado masculino, o tricampeão mundial Gabriel Medina foi eliminado na semifinal para o australiano Jack Robinson, mas deu a volta por cima e obteve o bronze após vencer o peruano Alonso Correa.

As decisões que inicialmente seriam disputadas no último sábado (3) foram adiadas para a última segunda-feira (5), novamente por conta das condições climáticas em Teahupo’o, no Taiti, local onde houve toda a competição da modalidade olímpica. Além disso, esta era a data-limite no calendário do surfe para que houvessem as definições do torneio.

A organização da competição por uma questão de equidade decidiu que a sequência das baterias seria uma fase por cada gênero. Sendo assim, o início foi pelas semifinais masculinas, seguidas pela mesma fase no feminino. Em seguida, houve a disputa de bronze que continuou nessa ordem. Depois, aconteceu a final que decretou o pódio entre os atletas masculinos e, por fim, a final feminina que encerrou a modalidade nesta edição de Jogos Olímpicos.

Tatiana Weston-Webb obteve prata inédita no surfe feminino

A surfista nascida em Porto Alegre e criada no Havaí, Tatiana Weston-Webb, enfrentou a atleta Brisa Hennessy, da Costa Rica, pela semifinal do surfe feminino. Ao longo da bateria com duração de 30 minutos, a atleta da América Central cometeu uma infração ao aproveitar a mesma onda que a brasileira havia pegado. Naquele instante, Tatiana possuía a prioridade. Dessa forma, Brisa foi punida e perdeu o direito de contagem da sua segunda melhor nota até o fim da prova.

Com isso, a gaúcha não desperdiçou a oportunidade e realizou 13,66 pontos com a soma de suas duas melhores notas (8,33 e 5,33). A costa-riquenha, por sua vez, no máximo poderia chegar a 10 pontos por conta do episódio da infração e obteve apenas 6,17. A partir desse resultado, a sul-americana havia garantido a primeira medalha olímpica para o Brasil na história do surfe feminino. Restava saber se seria ouro ou prata, pois ainda haveria a final.

Weston-Webb encarou na final a atual campeã mundial e agora também campeã olímpica.
(Foto: William Lucas/COB)

Na bateria que encerrava a participação da modalidade nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, houve a final do surfe feminino. Porém, o cenário da decisão foi de um mar mais calmo e com poucas ondas, assim como ocorreu nas primeiras disputas realizadas no dia.

A surfista nascida na capital do Rio Grande do Sul encarou a americana Caroline Marks num duelo que foi definido por menos do que dois décimos. Na bateria que teve 35 minutos duração, a estadunidense e atual campeã mundial pontuou 10,50 (soma de 7,50 e 3,00) e superou a brasileira que realizou 10,33 (soma de 5,83 e 4,50). O resultado ainda teve doses de emoção visto que Weston-Webb aproveitou a onda que geraria a sua segunda melhor nota nos instantes finais da prova. Assim, a pontuação final só foi atualizada depois do término da bateria e as duas competidoras ficaram numa distância de apenas 0,17.

Tatiana faturou sua primeira medalha olímpica na carreira.
(Foto: William Lucas/COB)

Devido a derrota na final, Tatiana Weston-Webb conquistou a inédita medalha de prata no surfe feminino para o Brasil. Enquanto a norte americana Caroline Marks, agora, é a atual campeã olímpica, além de ser a campeã mundial vigente.

Gabriel Medina enfrenta dificuldades nas ondas de Teahupo’o mas garante o bronze

O surfista tricampeão mundial, Gabriel Medina, enfrentou o australiano Jack Robinson pela semifinal do surfe masculino, na segunda bateria realizada durante a segunda-feira (5). Porém, o resultado para o brasileiro foi similar ao de Tóquio 2020, onde o surfista criado em Maresias, no estado de São Paulo, foi derrotado na mesma fase.

Durante a semifinal, ambos os surfistas foram prejudicados pela natureza. O mar em Teahupo’o gerava poucas ondas e os atletas aproveitaram ao todo apenas quatro ondas durante toda a bateria com duração de 30 minutos. Jack Robinson somou 12,33 pontos com as duas melhores notas (7,83 e 4,50) que fez nas três ondas que surfou. Gabriel Medina, por sua vez, conseguiu explorar somente uma onda na qual pontuou 6,33 e nem teve uma segunda melhor nota para ajudar no somatório.

Medina foi derrotado na semifinal, mas venceu a disputa pelo bronze.
(Foto: William Lucas/COB)

No entanto, com o decorrer das baterias seguintes pôde-se perceber uma evolução de ondas no mar. Depois da conclusão das semifinais femininas, o surfista de Maresias entrou disposto a não deixar o desfecho de Tóquio 2020 se repetir, onde o brasileiro perdeu a disputa pelo bronze além da eliminação na semifinal.

Sendo assim, numa bateria de maior intensidade e com 35 minutos de duração, Medina superou o peruano Alonso Correa pelo placar de 15,54 (soma de duas notas de 7,77) a 12,43 (soma de 6,83 e 5,60). Assim, o paulista conquistou a primeira medalha olímpica de sua carreira, o bronze em Paris 2024.

Tricampeão mundial, Medina agora também é medalhista olímpico.
(Foto: William Lucas/COB)

Com as conquistas de Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina pelo surfe, o Brasil encerrou a última segunda-feira chegando ao total de 13 medalhas na atual edição dos Jogos Olímpicos. Até o momento, são duas medalhas de ouro, cinco de prata e seis de bronze.

Foto de capa: William Lucas/COB

Reportagem de Gustavo Pinheiro

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