No último dia de competições da ginástica artística, Rebeca Andrade se despede dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 com chave de ouro, alcançando o lugar mais alto do pódio na final do solo e superando a grande favorita Simone Biles. Com essa vitória, Rebeca se isola como a maior medalhista olímpica da história do Brasil.

(Foto: Alexandre Loureiro/COB)
Muitas emoções estavam guardadas para o último dia da modalidade na capital francesa. Nesta segunda-feira (05), aconteceram as duas últimas finais por aparelhos, a trave e o solo. Foi no solo que a brasileira, Rebeca, encantou a todos da Arena Bercy ao som de Beyoncé, Anitta e Baile de Favela. Com uma apresentação linda, envolvente, cheia de acrobacias impressionantes e com todas as chegadas praticamente cravadas, que rendeu 14.166.
Rebeca foi a segunda a se apresentar no aparelho e precisou esperar até a nona ginasta para saber o resultado. Entre as atletas que faltavam se apresentar, estava Simone Biles. A americana fez uma apresentação incrível, mas acabou pisando fora do tablado duas vezes e teve 0.6 de penalização, fazendo então que a sua pontuação não ultrapassasse a de Rebeca, ficando com a prata. O bronze ficou para Jordan Chiles após entrar com recurso.
Antes ainda do resultado, as câmeras flagraram a emoção de Rebeca, que comentou que as lágrimas foram de alegria por concluir mais um ciclo olímpico e sem complicações. Ela fez uma competição muito sólida, vai embora de Paris com quatro medalhas: ouro no solo, prata no salto e no individual geral, e bronze por equipes.
A apresentação do solo, que lhe rendeu a última medalha, pode ter sido a sua despedida do aparelho. Rebeca comentou que não pretende mais competir no solo, pois esse é um dos aparelhos que mais exigem do seu corpo. Durante a performance, sua leveza e felicidade eram evidentes, realizando o que pode ter sido a última vez, despedindo com o melhor resultado possível.
Com essa conquista, as quatro medalhas obtidas em Paris, somadas às duas de Tóquio 2020, fazem com que Rebeca Andrade já tenha subido seis vezes em um pódio olímpico. Assim, ela se consolida como a maior medalhista olímpica do Brasil, ultrapassando Robert Scheidt e Torben Grael, que eram recordistas com cinco medalhas cada. Seus méritos ainda fazem com que essa tenha sido a melhor campanha da ginástica artística do Brasil em Olimpíadas, superando as três medalhas da Rio 2016.
Antes ainda da final do solo, mais cedo Rebeca havia participado da final da trave junto com Biles e Julia Soares, outra brasileira classificada. Mas infelizmente, Rebeca acabou na quarta posição e ficou de fora do pódio. A nossa estrela foi a última a se apresentar, depois de seis das oito finalistas caírem do aparelho, incluindo Biles que ficou em quinto. Rebeca, por sua vez, se manteve de pé no aparelho, mas acabou fazendo uma apresentação menos fluída, com poucas ligações entre os exercícios e ficou com uma nota abaixo da classificatória e não suficiente para conseguir a medalha. O que só adiou o sonho da sexta medalha, que veio algumas horas mais tarde.

(Foto: Reprodução/Instagram/@timebrasil)
Julia Soares, outra brasileira, que participou da final da trave, terminou em sétimo lugar, melhorando uma posição da sua classificação. A jovem ginasta, de apenas 18 anos, foi uma das atletas que sofreu a queda do aparelho, mas retornou e finalizou a sua série. Apesar de não ter ficado contente com a sua performance, ficou feliz de ter chegado a uma final olímpica na sua primeira participação e ter competido com grandes nomes.
Foto de capa: Alexandre Loureiro/COB
Reportagem de Nathalia Bittencourt, com edição de texto de Gustavo Pinheiro
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Colocou a Brasil no ponto mais alto do pódio na ginástica. Nos deixou cheia de alegria, fazendo que o Brasil subisse ainda mais nas posição do ranking geral. Parabéns Rebeca Andrade.
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