A Seleção Brasileira amargou mais uma eliminação na noite do último sábado (6), desta vez frente ao Uruguai, em confronto válido pelas quartas de finais da Copa América. Após um 0 a 0 no tempo regulamentar, o Brasil foi derrotado nos pênaltis pelo placar de 4 a 2 e deu adeus à competição.
Pressionada após uma duvidosa fase de grupos, na qual terminou apenas na segunda posição, a Seleção Brasileira entrou em campo na noite de Las Vegas para enfrentar, na opinião de muitos, a melhor seleção sul-americana do momento, o Uruguai. La Celeste, como é conhecida, foi a única seleção no torneio a vencer todos os três confrontos da fase de grupos e vive um momento mágico.
A partida começou nervosa e o equilíbrio entre as equipes era nítido. O Uruguai, por viver uma melhor fase, se lançou mais ao ataque nos primeiros 20 minutos, aproveitando-se das bolas paradas para buscar a estatura dos zagueiros Ronald Araújo e Mathías Oliveira, além do centroavante Darwin Núñez.
Como de costume, foi um jogo extremamente físico com 18 faltas na primeira etapa, sendo 13 do Uruguai. O único cartão antes do intervalo saiu aos 39 minutos para Lucas Paquetá. A grande chance brasileira veio dos pés de Raphinha. O atacante que é canhoto saiu cara a cara com o zagueiro José Maria Giménez e o goleiro Sérgio Rochet, mas levou a bola para a sua perna direita e chutou para a defesa de Rochet. A celeste olímpica não teve uma chance tão clara, visto que a melhor oportunidade veio com Darwin Núñez, que subiu livre para cabecear, mas errou e a bola saiu por cima do gol. O final do primeiro tempo apresentava 0 a 0 no clássico sul-americano.
O segundo tempo voltou na mesma toada. A partida continuou tendo embates físicos, muitas faltas e pouco desenvolvimento ofensivo. O primeiro cartão uruguaio veio para o volante Manuel Ugarte, que parou um contra-ataque brasileiro colocando a mão na bola. Porém, aos 30 minutos da segunda etapa veio o lance crucial do jogo. Em ataque puxado pelo camisa 10 da seleção, Rodrygo, o lateral-direito Nandez chegou com extrema agressividade dando um carrinho que acertou em cheio o tornozelo do atleta brasileiro. Após recomendação do VAR, o juiz aplicou o cartão vermelho e a expulsão do defensor uruguaio.
A partir disso, o Uruguai se retraiu após a expulsão e buscou se defender. Enquanto isso, o Brasil tentou alternativas como Savinho, Martinelli e Evanilson no ataque. O jogo não mudou muito. Com pouquíssimas chances de gol, o resultado final terminou em 0 a 0, sendo necessária a disputa por pênaltis para decidir o vencedor.
A disputa de pênaltis começou com o craque e capitão do Uruguai, Federico Valverde, que deslocou a bola do goleiro Alisson e garantiu o primeiro pênalti convertido. O zagueiro Éder Militão abriu as cobranças para o Brasil e desperdiçou a chance, sem muita força e a meia altura, facilitando a defesa do goleiro Rochet. Bentancur e Andreas Pereira converteram um pênalti para cada seleção. Depois foi a vez do meia do Flamengo, De Arrascaeta, acertar o terceiro pênalti uruguaio. A situação ficou pior para o Brasil quando o meio-campo Douglas Luiz desperdiçou mais uma cobrança, desta vez chutando na trave. O goleiro Alisson viria a defender o pênalti do zagueiro uruguaio Giménez e o atacante Gabriel Martinelli reacenderia a esperança brasileira. Ugarte veio para a quinta cobrança uruguaia e, com muita frieza, fez o gol para classificar o a celeste olímpica à semifinal da Copa América. Com isso, o placar final da partida foi a vitória de 4 a 2 para o Uruguai nos pênaltis além da eliminação do Brasil.
Em crise, a seleção volta suas atenções para a disputa das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo FIFA de 2026, na qual a equipe canarinho se encontra apenas na sexta colocação da tabela, com sete pontos em seis partidas.
Foto de capa: Divulgação/Uruguai
Reportagem de João Gabriel Lopes, com edição de texto de Gustavo Pinheiro
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