O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, repreendeu o Comitê Olímpico Internacional (COI) na última quinta-feira (19) por ter suspendido o país do movimento olímpico. Segundo o chefe de Estado, a organização está usando os Jogos como uma espécie de ferramenta política.
Ao longo da semana passada, a organização puniu o Comitê Olímpico Russo por alegar que o território tenha incorporado cinco regiões ucranianas para sua responsabilidade. Desde fevereiro de 2022, ambos os países estão em guerra.
“Graças a alguns dos líderes do moderno Comitê Olímpico Internacional, aprendemos que um convite para os Jogos não é um direito incondicional dos melhores atletas, mas uma espécie de privilégio, e pode ser conquistado não por resultados esportivos, mas por gestos políticos que não têm nada a ver com o esporte”, declarou o presidente russo.
O político ainda aproveitou para elevar o tom de suas acusações atribuindo a decisão a questões sociais e discriminatórias.
“E que os próprios Jogos podem ser usados como um instrumento de pressão política contra pessoas que não têm nada a ver com política. E como uma discriminação étnica grosseira e, de fato, racista”, finalizou o chefe de Estado.

O governo ucraniano, por sua vez, reagiu de forma positiva à nova decisão tomada. Segundo o chefe da administração presidencial, Andriy Yermak, em momentos de conflitos, outras áreas da vida não devem se distanciar das medidas políticas.
“O esporte não pode estar separado da política quando um país terrorista comete um genocídio contra a Ucrânia e utiliza os esportistas como propaganda”, comentou a autoridade.
A determinação do COI acompanha outras sanções contra o território que sediou a Copa do Mundo Fifa de 2018, como, por exemplo, o uso de algum símbolo oficial da própria Rússia e de Belarus em eventos esportivos, além do impedimento de prática de competições internacionais nos dois países citados.
A região comandada por Putin enfrenta obstáculos com o movimento olímpico desde que sediou os Jogos de Inverno de Sochi em 2014. Na época, surgiu a descoberta de que o Estado financiava de forma ampla um programa de doping, isto é, o uso de drogas ou métodos específicos com o objetivo de favorecer atletas no decorrer de uma competição. Até os dias atuais, o governo russo nega o fato.
Consequentemente, com início em 2018, os esportistas do país que são considerados livres da prática de doping recebem consentimento para disputar as Olimpíadas, mas defendendo bandeiras neutras. Apesar disso, a posição do COI sobre a participação desses atletas em Paris 2024 ainda não foi informada. Segundo seu porta-voz, Mark Adams, a entidade decidirá sobre o assunto no futuro.
Foto de capa: Wilson Dias/Agência Brasil
Reportagem de Gustavo Pinheiro, com edição de texto de Anne Rocha
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