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“Drácula: A Última Viagem do Deméter” reconta clássico como nunca foi visto

Nova adaptação estreou ontem (24) nos cinemas.

Não é de hoje que a história do monstro mais famoso da ficção é recontada. ‘Drácula’, romance de terror gótico escrito pelo inglês Bram Stoker em 1897, já ganhou adaptação para os cinemas, em 1992, pelas mãos do diretor Francis Ford Coppola. No entanto, surge um novo filme para contar parte da trama que ainda não foi popularizada nas telas. ‘Drácula: A Última Viagem do Deméter’ retrata a rota do navio mercante, que foi amaldiçoado pelo vampiro. O filme estreia essa semana nos cinemas.

A narrativa é baseada em um único capítulo do livro de Bram Stoker, contada a partir do diário do capitão Elliott (Liam Cunningham). O relato é encontrado por oficiais ingleses após o naufrágio do Deméter, navio pago para transportar cargas pesadas da Bulgária até Londres. Apesar dos marinheiros locais dizerem que a carga tem a marca do ‘Dracul’ (diabo, em romeno), isso não impede o médico Clemens (Corey Hawkins) de subir a bordo da embarcação. A tripulação decide encarar o mau presságio como uma crença popular e ignora o aviso dos búlgaros, para seu próprio arrependimento.

À esquerda, Capitão Elliot (Liam Cunningham) e à direita, o doutor Clemens (Corey Hawkins). (Foto: Divulgação/DreamWorks Pictures)

Durante a jornada, situações estranhas ocorrem, como a morte repentina do gado e a súbita aparição de uma mulher desconhecida, que estava presa dentro de um caixão de madeira. Lutando para sobreviver, ela consegue ser salva pelo médico Clemens, porém o resto dos marinheiros considera a sua presença uma falta de sorte e, logo, atrelam os acontecimentos negativos aos dois estranhos. Assim, a tripulação perde seu tempo com as recém inimizades em vez de encarar o verdadeiro mal, que se fortalece a cada dia.

Enquanto a versão de Coppola (1992) tende para o dark romance, o lançamento é voltado para os fãs de terror. O filme cumpre bem o papel do seu gênero, sendo repleto de cenas violentas e sanguinárias. Além da ingenuidade de um certo personagem, que, ao ouvir um barulho desconhecido, decide explorar o navio enquanto está desarmado e com um monstro assassino à solta. Todos já sabemos o resultado disso, e a história não surpreende o espectador em nenhum momento, a não ser nos close-up do Conde Drácula, cuja aparência assustadora é resultado do bom trabalho da equipe de efeitos especiais.

O Drácula se assemelha mais ao monstro de Nosferatu do que ao conde de Coppola (1992). (Foto: Divulgação/DreamWorks Pictures)

O visual do vampiro se assemelha mais ao monstro do filme Nosferatu (1922) do que com a figura elegante e aristocrática de ‘Drácula de Bram Stoker’ (1992). Pela trama, o filme pode ser considerado um bom entretenimento para os entusiastas de horror, mas dificilmente se tornará um clássico. Os efeitos visuais e a trilha sonora provocam pânico e corroboram para a sensação claustrofóbica dentro do navio. Por isso, para quem deseja sentir adrenalina, o filme é ideal para ser visto nos cinemas.

Confira o trailer de “A Última Viagem do Deméter”, que chegou ontem (24) nos cinemas:

Título: “A Última Viagem do Deméter”

Direção: André Øvredal

Roteiro: Bragi F. Schut, Stefan Ruzowitzky e Zak Olkewicz, baseado no “The Captain’s Log”, Drácula de Bram Stoker

Gênero: Terror

Foto de capa: Divulgação / DreamWorks Pictures

Crítica de Larissa Martins, com edição de João Agner

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2 comentários em ““Drácula: A Última Viagem do Deméter” reconta clássico como nunca foi visto

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