Depois de anos de expectativa, o tênis brasileiro finalmente voltou, na última terça-feira (13), a testemunhar um momento histórico durante o torneio de Roland Garros (França), uma das principais competições do esporte. A atleta brasileira Bia Haddad alcançou as semifinais, encerrando um jejum de 55 anos para o Brasil. Embora não tenha chegado à final, o desempenho de Haddad encheu o povo brasileiro de orgulho e admiração.
Desde 1968, quando a “Era Aberta” do tênis teve início, o Brasil não presenciava uma mulher alcançar as quartas de final de um Grand Slam na categoria simples, uma vez que Maria Esther Bueno foi a última brasileira a disputar um jogo nessa fase. À época, a histórica tenista chegou às quartas de final do US Open e, no mesmo ano, também chegou às quartas em Roland Garros.
A trajetória de Bia Haddad no torneio foi repleta de emoções e vitórias impressionantes. Com uma ótima atuação desde as primeiras rodadas, ela surpreendeu seus adversários e conquistou o apoio dos fãs brasileiros. Sua campanha incluiu vitórias contra grandes nomes do tênis feminino, estabelecendo-a como uma adversária a ser reconhecida.
A quebra desse longo hiato de presença brasileira nas etapas finais de um Grand Slam acrescenta um significado especial à conquista de Bia neste ano. Sua notável trajetória reascendeu a esperança de que o Brasil possa voltar a se destacar no cenário do tênis feminino mundial e alcançar resultados ainda mais expressivos no futuro.
No entanto, o sonho de Bia Haddad de chegar à final foi interrompido pela tenista polonesa Iga Świątek. Em uma partida emocionante, a brasileira tentou levar a vitória, mas não conseguiu superar o jogo da adversária, atual número 1 do mundo e foi derrotada por 6/2 e 7/6(7). “Depois do medo vem o mundo”, disse ela em suas redes sociais, em uma mensagem depois do jogo, em que também agradeceu toda a torcida.
Apesar da derrota na semifinal, Bia Haddad sai de Roland Garros 2023 como uma verdadeira vencedora. Com a fantástica quebra de um jejum de 55 anos em Grand Slams, a atleta coloca seu nome ao lado dos grandes ícones do esporte brasileiro.
Foto de capa: Reprodução/Roland Garros
Reportagem de Giovanna Ventura, com edição de texto de Anne Rocha
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