O terceiro dia de competições oficiais guardou muitas emoções para os amantes dos esportes de contato. Mas aqueles que gostam de práticas mais “calmas” também tiveram um entretenimento de ponta. No Rugby as meninas da austrália conquistaram o ouro, assim como o italiano Campriani e o croata Glasnovic no tiro esportivo. Já seleção feminina do Brasil, mesmo com muito apoio, decepcionou e perdeu para o Japão.
O Rugby de 7 é um dos esportes mais agressivos dos jogos olímpicos. A prática é conhecida por muitos como o “futebol americano sem proteção”. A seleção brasileira mostrou que a especialidade da casa é mesmo o futebol. O time nacional marcou muitos pontos em lançamentos com chutes, mostrando extrema habilidade com a bola no pé, e conseguiu conquistar a oitava posição.


O time feminino de basquete brasileiro entrou em quadra com muita garra, porém isso não foi o bastante para conquistar a vitória. Conforme os quartos passavam, parecia que o medo engolia todas as jogadoras que, mesmo levando com raça o time até o final, não impediram as japonesas de ganhar de 82 a 44 .
Como a maioria dos admiradores do basquete sabem, o Japão é um time muito tático, rápido e que tem um belo aproveitamento nos lançamentos, principalmente nos de três pontos. “Para jogar contra uma seleção como a do Japão – bem coordenado e com muita velocidade e precisão -, você tem que jogar bem, senão perde. E foi o que aconteceu com a gente hoje. Infelizmente, não fizemos bom jogo”, lamenta o técnico do time brasileiro Antonio Carlos Barbosa.
A equipe inexperiente do Brasil acabou pecando muito no ataque, errando muitas cestas, e deixou o garrafão muito aberto na defesa, dando vantagem para as jogadoras japonesas partirem para o ataque. “Nada justifica essa perda de hoje, a equipe é muito madura, com três, algumas até quatro olimpíadas nas costas. Não tem que se inibir em nada. Temos que pensar em nos recuperar e focar no jogo que vem pela frente”, finaliza o treinador. Agora resta a torcida apoiar o time, para que elas busquem a vitória na próxima partida e passem para a fase eliminatória.
No início da tarde, toda etapa final do Tiro Esportivo na categoria de Carabina de ar (10m) foi repleta de “disparos perfeitos”, que atingiam exatamente o centro do alvo, por isso, a todo instante a primeira colocação mudava de ocupante, levando a plateia à loucura. O ucraniano Oleh Tsarkov foi o primeiro eliminado, seguido pelo croata Petar Gorsa, pelo bielorruso Illia Charheika e pelo húngaro Peter Sidi.
Em seguida, após uma tensa disputa com Kulish, o representante da Índia, Abhinav Bindra, foi eliminado e ficou na quarta posição, para a decepção dos torcedores indianos, que assim como os italianos, compareceram em peso à final. E, na penúltima rodada, o húngaro conseguiu ultrapassar Maslennikov, que acabou por ficar com a medalha de bronze.
Na rodada final, toda a torcida batia palmas, ansiosas pelos disparos derradeiros, que culminou em mais disputa de tiros perfeitos. O italiano Niccolo Campriani sagrou-se o grande vencedor da modalidade e não escondeu a alegria, exibindo um incontrolável sorriso no rosto. E, além disso, após a entrega das medalhas, Niccolo deu um show de simpatia ao ir até a arquibancada cumprimentar a delegação de seu país e os torcedores que comemoravam sua vitória.
Às tres e meia da tarde, foi iniciada a semifinal da modalidade Trap Masculino. Edward Ling, da Grã-Bretanha, e A. Kamar, representante da Índia, passaram pelo desempate, onde o britânico se classificou para disputar a medalha de bronze com o tcheco Kostelecky. Ling saiu vitorioso por 13 a 9. E na finalíssima, o croata Glasnovic venceu por 17 a 16 o italiano Pellielo, levando os torcedores quase à histeria de tanta felicidade.
Daniel Deroza- 3º Período
Brigida Brito- 7º Período
Iago Moreira- 5° período
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