O que você estava fazendo no dia 5 de agosto de 2010? E no dia 13 de outubro do mesmo ano? Talvez você não se lembre, mas trinta e três chilenos jamais esquecerão. Eles ficaram presos sob 700 metros de areia, em uma mina, e só foram resgatados depois de brigas burocráticas. A FOX filmes traz às telonas o longa “Os 33”, contando a história real dos homens que se envolveram em um dos maiores desastres do mundo todo.
A estreia está marcada para o dia 29 de outubro e conta com um elenco renomado. Antônio Banderas interpreta Mario Sepulveda, líder motivador do grupo que mantém seus colegas sãos e os ensina a racionar a pouca comida da qual dispõem. Rodrigo Santoro se passa por Laurence Golborne, o ministro das minas que se preocupa com o dever moral de procurar meios rápidos e eficazes de trazer aqueles homens de volta ao nível do mar. Os artistas Oscar Núñez, James Brolin, Lou Diamond Phillips, Jacob Vargas, Mario Casas, Tenoch Huerta e Adriana Barraza completam o elenco da obra.
O roteiro foi inspirado no livro “Deep Down Dark”, de Héctor Tobar. Patrícia destacou-se pelo trabalho de direção, alternando o som e o silêncio absoluto, a fim de criar uma atmosfera ideal para o espectador se sentir preso em uma mina. O começo do filme retrata a beleza natural da cidade de Capiapó – onde toda a narrativa se estende, e quase leva o público a crer que o longa será um documentário – e aborda assuntos como o alcoolismo, problemas matérias e outros intemperes da vida dos mineiros.
As cenas finais foram gravadas em uma praia com os 33 sobreviventes reais que, de fato, passaram 69 dias enclausurados à espera do resgate. É nesta cena que o espectador associa os personagens da ficção à histórias e vivências reais, é um choque de realidade que ajuda a perceber o quão impactante e difícil foi estar ali.
“Os 33” não é só uma boa história, o longa trata de assuntos como a segurança no trabalho, critica a cobiça que espanta a lucidez e enaltece a força interior de cada um dos sobreviventes. Com todos esses elementos reunidos, é difícil não se emocionar com a fraternidade e a solidariedade que emergiu daquele momento de desespero.
Luana Feliciano – 2° Período
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