Na contramão das estatísticas anteriores, pesquisa brasileira recente aponta que, entre as pessoas que sofrem um acidente vascular cerebral (AVC), 7,5% têm menos de 45 anos. Os números são preocupantes: cerca de 300 mil casos da doença são registrados no Brasil a cada ano, resultando em aproximadamente 90 mil mortes. Com o objetivo de minimizar este quadro, está sendo realizada em todo o Brasil a Campanha Nacional de Divulgação da Angiologia e da Cirurgia Vascular até setembro, na qual o AVC é um dos quatro temas que mais preocupam os especialistas.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), José Luís Camarinha do Nascimento Silva, o AVC pode ser evitado com o controle de fatores de risco como obesidade, estresse, colesterol alto e hipertensão por meio de hábitos saudáveis, tais como: prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável e acompanhamento médico para avaliação das carótidas – que são as duas artérias que passam pelo pescoço levando o sangue até o cérebro. “São duas as formas de acontecer o AVC: a hemorrágica, mais conhecida como derrame, quando há rompimento da carótida; e a isquêmica, quando há entupimento da carótida, causada pela interrupção do fluxo sanguíneo”, alerta o angiologista e cirurgião vascular.
Descaso custa caro
A padronização do rastreamento através da ecografia vascular deveria ser adotada pelo SUS e pela medicina suplementar. “Isso poderia minimizar os riscos de acontecimento da doença”, avalia. Além das sequelas que podem ocorrer, de acordo com Nascimento Silva, um doente que sofreu AVC necessita de ajuda, de alguém que, provavelmente, se afastará do trabalho e de suas tarefas diárias para se dedicar exclusivamente a ele. “Estudos comprovam que nos Estados Unidos, o custo anual estimado com o tratamento desta doença e com o afastamento do trabalho de uma pessoa que irá cuidar do paciente ultrapassa a casa dos US$ 10 bilhões”, ressalta.
por Ana Clara Missiba • 6º período
0 comentário em “Com Saúde não se brinca”