Quem gosta de natureza, mas mora na cidade, e de aventura, mas não tem muita experiência com esportes radicais, pode juntar estes dois prazeres em um só programa e bem perto de casa. No coração da cidade do Rio de Janeiro está o Parque Nacional da Tijuca e, dentro dele, a Floresta da Tijuca. A área é a segunda mais visitada do parque, perdendo apenas para o Corcovado, e tem uma grande rede de trilhas, com diversas opções de acordo com as preferências e condicionamentos físicos.
Para percorrer as trilhas é preciso autorização do parque, algumas só podem ser cursadas com guias especializados. André Camilo, um dos guias da floresta diz que as melhores trilhas são pouco visitadas, por questões de segurança. “A que eu mais gosto é a que leva ao Corcovado. O visual é incrível! Pena que quase não tem caminhada para lá. As pessoas até procuram, mas a administração do parque não deixa qualquer um ir”.
Uma das mais frequentadas é a Trilha da Cova da Onça que leva a lugares como o Açude da Solidão e Bosques dos Eucaliptos. Tranquila, a trilha passa pelo interior da floresta e o grande alvo das pessoas que fazem a trilha é chegar na ponte Pênsil, com cabos sobre um rio, que, até as enchentes que aconteceram na floresta na década de 90, era apenas um riacho. Mesmo com todos os danos que a floresta sofreu, algumas partes dela, como o pedaço da Trilha da Cova da Onça, foram favorecidas.
A estudante de Marketing Daniele Lucena já percorreu este caminho por duas vezes, pois não teve coragem de fazer outra trilha. Daniele, diz que a aventura sem “correr muito perigo” é o que a motivou visitar a floresta pela primeira vez. Hoje a tia dela, a mais velha integrante da família, também vai para o passeio. “É muito tranquilo. Claro que ela não foi a todos os lugares e quis parar antes do percurso acabar, mas está valendo. Ela é super tiazinha!”, se diverte.
Daniele conta que muitos de seus amigos não conseguiram chegar ao final da trilha. Ela mesma, na primeira vez que fez o percurso pensou em desistir. “E olha que hoje eu acho super fácil o caminho. Mas na primeira vez, dá um medo enorme. Mesmo estando com o instrutor”. Camilo diz que muitas pessoas não obedecem às regras da trilha, ou ficam dispersas e às vezes podem acabar de machucando. “Já teve um caso de um rapaz que quase caiu no barranco. Daria o maior trabalho para resgatá-lo, mas por sorte seus amigos conseguiram segurá-lo. O problema é que ele veio bagunçando muito. A trilha é pra se divertir, mas tem que ter cautela”.
Mesmo com todas as instruções antes de iniciar a jornada, muitas pessoas se ferem ou se perdem nas trihlas da floresta. Algumas por tentarem fazer o caminho sozinhas e outras por algum descuido durante o passeio. Parque Nacional não se responsabiliza por estes casos, mas disponibiliza meios para que estes incidentes não aconteçam, como por exemplo os instrutores.
Para ter mais informações sobre os passeios que a floresta oferece acesse o site do Parque Nacional da Tijuca. Lá é possível encontrar todas as trilhas disponíveis para visitantes, que não são profissionais, e horários de caminhadas guiadas.
Emanuelle Bezerra e Nathan Paroli – 7° período
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