Palhaços, malabares, acrobacias e mágicas… Palavras jamais esquecidas por qualquer criança que, apesar de viver no mundo dos shopping centers, dos vídeo games e das lan houses, ainda guarda na memória o fantástico mundo da arte circense.
Afinal de contas, quem nunca ouviu a famosa expressão “respeitável público”? Dessa forma, a Escola Nacional de Circo tem o objetivo de preservar a arte do circo e de formar profissionais preparados para o mercado de trabalho.
Mantida pelo Ministério da Cultura, é uma Instituição que ministra cursos regulares em dois turnos com aproximadamente 200 alunos matriculados. Com uma lona que chega a abrigar três mil espectadores, o terreno da ENC possui refeitório, salas de aula, dança, musculação e oficinas para conserto de aparelhos.
A assessora pedagógica da ENC, Ana Paula, afirma que a escola não tem apenas uma dimensão profissionalizante, mas também contribui para gerar nos alunos uma capacidade de agregar valores ao coletivo.
“Dizer que a escola tem caráter apenas profissional é ver a escola numa só vertente. É empobrecer o sentido. Porque ela é artística, educacional, social e política”, diz a pedagoga.
Para o aluno Nathan Ranhel, o circo transforma sem muita política e não precisa falar ou criticar algo, basta o que se vê. “Isso me encantou e por isso estou dentro. Eu já passei por teatro, por dança, mas é o circo que engloba tudo isso”, conclui o aluno.
Daniel Elias, formando, está na escola há cinco anos, mas devido a duas greves sofreu um atraso em seu curso. Ele é um dos vários alunos que já participaram de espetáculos por todo o Brasil e, além disso, trabalhou num circo de variedades na Arábia Saudita.
“Isso aqui é uma fábrica de fazer artistas que viajam para o exterior. Por ano, quase cinquenta alunos são enviados. No festival da China, mandamos um contorcionista do Borel que tirou em segundo lugar. Tem campo de trabalho, mas nosso país não valoriza”, diz o professor Pirajar Bastos.
Dominicue Joannon, chilena, veio de seu país para estudar no Rio de Janeiro. Na escola, ela treina na modalidade tecido e também acrobacia. “Decidi largar tudo, toda a minha vida, conforto, casa, família e país. Eu vim pra cá porque eu gosto de circo”.
Para ingressar na Escola Nacional de Circo, localizada na Praça da Bandeira, nº 4, é necessário passar por um concurso público, ser maior de 14 anos, estar matriculado em uma escola regular e com a saúde física e psicológica em boas condições. Além disso, a escola oferece um espetáculo gratuito para escolas públicas e instituições beneficentes na última sexta-feira de cada mês.
por Amanda Guerini e Verônica Garcia – 6º período

fui ao circo e adorei e mesmo um magia sou uma daquelas crianças que vive de video games lan rouse etc tenho nove anos e nunca vou esquecer disso eu ja toquei em uma festa e nunca me senti tao bem fui aplaudida e sei como o pessoal se senti ao ouvir ofortes toques das maos se batendo de 4 em 4 milesimos jja escrevo poemas serios e minha mae dis que tenho um belo futuro como voces