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O “Máximo” da Vila

João MáximoVila Isabel é um bairro que sempre foi famoso por seu samba, pelos boêmios que freqüentam os botecos, bares ou botequins (como queiram) e intimamente ligado ao futebol. Juntam-se a toda essa combinação grandes personalidades residentes nesse bairro como o jornalista, escritor, pesquisador e crítico musical João Máximo.

O “Isabelense”, de 72 anos, é autor de vários livros e biografias, a maioria dedicada ao futebol e à música. Torcedor fanático do Flu e um apaixonado por futebol de um modo geral, diz que um dos livros que escreveu e mais gostou foi o “Maracanã – Meio século de paixão”. Este livro marcou muito sua infância e adolescência, pois viveu aquela expectativa da inauguração do “Maior do Mundo”, como relata ” Esse livro é o que mais me satisfaz, me faz feliz, até por uma questão afetiva. Porque vi o Maracanã nascer, crescer e ser construído. Era o programa dos meninos de Vila Isabel que jogavam pelada na rua, com o pé descalço e caminhavam pela 28 de Setembro para ver o estádio ser construído. Tinha 13,14 anos na época e me lembro que discutíamos onde seriam as balizas. O Maracanã ainda não tinha forma”. Acabou que o Estádio Mário Filho foi e é importante na sua vida tanto pessoal quanto profissional, já que depois se especializou no Jornalismo Esportivo.

Outro livro de destaque dele, que teve a colaboração de Carlos Didier na parte musical, foi o “Noel Rosa – Uma biografia”. Este, aliás, deu origem ao filme que conta em minúcias a história desse grande poeta da Vila.

O tarimbado jornalista e atual colaborador do “Jornal O Globo”, Máximo fez a cobertura de inúmeras Copas do Mundo, começando pela de 1966. Copa que por sinal o Brasil fora derrotado, mas por ser a sua primeira, lhe foi de grande aprendizado: “Nem sempre a vitória é o mais importante, senão seria como num jogo de xadrez, e o futebol requer emoção. Além disso, aproveitei uma Inglaterra linda e fiz um tour pela Europa com minha esposa que me acompanhou nessa viagem”, conclui.

Não é só lá fora que tem beleza e lazer, João aprecia muito sua “terra” e indica alguns lugares ligados ao lazer e de referência cultural como o Sesc Tijuca, Tijuca Tênis Clube, Grajaú Country Club, as quadras das escolas de samba da Vila, Salgueiro, Mangueira, Unidos da Tijuca, além é claro, do Maracanã. Indagado ao final acerca de suas duas paixões, Futebol e Música, qual estaria em primeiro lugar não titubeou: “De futebol eu entendo, de música eu gosto”. 

Raphael Abreu, 6º período de Jornalismo

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