O despertador toca às 5 horas da manhã. Isabel Maria levanta, para preparar o café para o seu marido e seu filho. Quando dá cinco e meia sabe que é hora de sair de casa para enfrentar mais um dia de trabalho. Esse é o cotidiano de Isabel Maria Rocha, que pega dois trens para chegar ao lugar em que trabalha como empregada doméstica.
Isabel Maria é uma das muitas mulheres que estão nessa profissão na qual têm como dia comemorativo o dia 31 de Outubro. Considerado um trabalho “fácil”, muitos não se importam com as empregadas e acham que elas têm que resolver tudo o que acontece na casa. “Teve uma vez que eu trabalhei para uma mulher que possuía dois salões na Barra, e ela queria que eu lavasse todas as toalhas que ela utilizava lá. Eu, simplesmente, esperei ela sair e fui embora e nem olhei para trás”, contou Isabel Maria.
Outro fator que também fazem as pessoas se demitirem é a humilhação. “Eu nunca deixaria alguém passar por cima de mim. Não é porque eu lavava sua roupa íntima que ela pode achar que eu sou capacho dela”, disse Luzia Sizote.
O que muito podem não saber é que as domésticas possuem direitos. Em muitos casos, elas trabalham de carteira assinada, têm uma base salarial mínima e conseguem o INSS. “Quando eu soube que eu possuia direitos eu fui direto ao meu patrão e como ele sabia fiz questão de ensinar para ele”, fala Maria das Dores, que trabalhou por 10 anos como empregada doméstica, e assim que saiu conseguiu receber a sua aposentadoria.
Portanto, nota-se que este emprego possui seus direitos e que é preciso respeitar aquelas que fazem o possível para manter a casa limpa, e assim facilitar o dia-a-dia das pessoas.
Bruno Figueiredo • 6º período
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