Cultura

Mostra “Darwin – Origens e Evolução” ganha edição virtual

Temporada que foi sucesso de público e crítica em 2019, no Museu do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro, aumenta o acesso à informação científica, por meio das plataformas digitais.

A mostra “Darwin – Origens & Evolução”, que ocupou o Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, no Rio, durante todo 2019, ganha montagem em ambiente virtual, proporcionando ao público uma imersão no mundo e história de Charles Darwin, naturalista inglês que revolucionou a ciência moderna ao criar a Teoria da Evolução das Espécies.

A nova edição traz conhecimento e arte por meio de uma navegação interativa, com conteúdos diversos e jogos educativos para públicos de todas as idades. Essa exposição conta com cerca de 300 peças, entre obras de artes, documentos, imagens, trilha original, jogos e animações inéditas, criada por uma equipe multidisciplinar, com a direção artística do estúdio M’Baraká e estúdio Mandelbrot.

Os jogos também contaram com a consultoria pedagógica de Gil Cardoso, biólogo especializado em comunicação científica e coordenador educativo da mostra. A exposição completa poderá ser acessada pelo site: www.mostradarwin.com.br, e a partir do dia 15 de março será acessível pelo celular.

Gif publicado no Instagram da Mostra para divulgação
da edição virtual.
(Foto: reprodução / Instagram)

A ideia de virtualizar o projeto surgiu devido à impossibilidade de levar a mostra física para outras cidades, além do Rio, por conta da pandemia. O resultado desse processo é uma experimentação digital lúdica e inédita de obras dos artistas contemporâneos: Tiago Santana, Marika Siedler, Motta & Lima e Fernando Lindote.

“Nosso objetivo era propiciar uma experiência autoexplicativa e divertida, que bem como a curadoria da mostra física, atravessasse diversas áreas do conhecimento”, explica Diogo Resende, diretor artístico e curador da mostra.

Com a proposta de ampliar o acesso à informação científica e à arte contemporânea, a exposição possui áudio-guias dos principais textos e intérpretes virtuais em libras, para que a navegação em geral possa ser mais acessível.

A ideia a princípio era propor um espaço que pudesse auxiliar no desafio de transferir a experiência da sala de aula para o espaço virtual, que alunos e professores vêm enfrentando. “Fizemos isso a partir de uma plataforma acessível para todos gratuitamente e de qualquer lugar do Brasil.” conta Diogo.

O que está na mostra
O público vai poder conhecer a trajetória da ciência antes, durante e depois das descobertas de Darwin, por meio de suas pesquisas, interesses sobre diferentes raças de cachorros, através de um jogo de memória digital, variação das plantas e animais domesticados durante milhares de anos. E ainda será possível acompanhar viagens do naturalista, incluindo sua passagem pelo Brasil, em Salvador e no Rio de Janeiro, a bordo do navio Beagle.

Toda essa viagem virtual é dividida em quatro seções começando pela “Árvore da Vida”, que leva aos demais temas da mostra, como “A ciência antes de Darwin”; “Um novo tempo”; “A jornada do Beagle” e “A origem das espécies”.

“Eu diria que um dos pontos altos do projeto é poder ver os dioramas (pequenas cenas da história das ciências), criados para a mostra física pelo designer de bonecos Bruno Dante, ganharem vida com roteiro informativo e trilha”, conclui o diretor.

Para educadores
Com o objetivo de compartilhar um olhar pedagógico sobre a exposição, a mostra apresenta alguns workshops de capacitação a professores e multiplicadores de conhecimento, através do aplicativo Zoom, onde serão abordados mais de 30 assuntos distintos com a duração de três horas. Possibilitando didáticas em cada núcleo expositivo para estimular os participantes a fazerem uma navegação virtual com as suas turmas nas salas de aula virtuais. As inscrições estão disponíveis no site da mostra e as novas turmas serão abertas a partir do dia 12 de março.

A exposição contou com o acervo e pesquisa de algumas instituições científicas e culturais, como, a Biodiversity Library, que é um dos principais acervos de história natural do mundo, o Museu Nacional, a Biblioteca Joaquim Barbosa (do JBRJ) com produção fotográfica da mostra, Museu de Ciências da Terra, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Instituto Moreira Salles, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Tecnologia, Núcleo de Experimentação Tridimensional da PUC-Rio e Centro de Documentação e Memória da Pinacoteca de São Paulo.

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Indaya Casthorina de Morais – 7 Período

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