Economia

Dólar opera em queda após COPOM manter a taxa básica de juros em 2% ao ano

Na última quarta-feira, dia 9, o dólar fechou em alta de 0,92%, resultando na cotação R$ 5,1737.

Nesta última quinta-feira, dia 10 de dezembro, a moeda americana operou em queda devido ao Comitê de Política Monetária (COPOM) ter decidido manter a taxa de juros da economia em 2% após a última reunião deste ano. Com isso, os agentes de mercado reagiram também ao anúncio do Banco Central em decorrência da situação em que se encontra a taxa Selic.

A taxa Selic está atualmente no menor patamar já visto na história. Desde o mês de agosto que esse índice permanece estacionado nos 2% de juros, sendo a terceira vez seguida que o Comitê decide por manter nesta mesma porcentagem. Essa taxa de juros é definida devido à alta dos preços. Mês passado, o IPCA, que seria o índice oficial de inflação do Brasil, conseguiu somar 0,89%. No período de 1 ano até novembro, a inflação chegou em 4,31%, estando acima da meta de inflação para este ano, que era de 4%.

Por volta de 12:29 desta quinta-feira, o dólar estava conseguindo recuar em aproximadamente 1,98%, com a cotação de R$ 5,0713. Só que no dia anterior a moeda americana conseguiu fechar em torno de 0,92%, na cotação de R$ 5,1737. Quanto ao acumulado neste mês de dezembro, houve o registro de um recuo de 3,23% no total. Porém, se formos falar do ano como um todo, esse número ainda está encostado em uma alta de 29,03%.

O gráfico mostra a variação do dólar neste ano. (Foto: Valor Pro)

Esses números têm a ver com o cenário local, mas também externo. Nos Estados Unidos, o número de cidadãos que solicitaram o auxílio-desemprego pela primeira vez teve um aumento maior do que era esperado na última semana, devido às novas infecções pelo Coronavírus que causaram políticas de maiores restrições às empresas, sem falar que os indícios de que a pandemia em si e também a ausência de incentivo fiscal têm afetado a economia. Os primeiros pedidos deste auxílio chegaram a um total de 853 mil, em dado registrado durante a semana que terminou no dia 5 de dezembro. Só a título de comparação, até a semana anterior este número chegava a 716 mil, atingindo o maior patamar desde o mês de setembro.

O economista Durval Meireles explica os motivos dessa queda do dólar e também fala que. devido à inflação, os melhores métodos de investimentos na perspectiva da economia são investir em outros meios do mercado financeiro. Ele também comenta suas perspectivas para o ano de 2021, dando um olhar positivo pro tesouro nacional por exemplo.

“Havia uma cultura grande no Brasil de ganhos nos fundos de renda fixa, até letras do tesouro e que davam uma boa rentabilidade frente a inflação. Quando a taxa de juros caiu, as pessoas ficaram meio apavoradas e com isso migraram para as aplicações em coisas reais. Então foram para o dólar, ações, o mercado acionário subiu e outros ativos reais. E a bolsa ficava subindo muito instável devido ao sabor das notícias como o caso da pandemia, crise econômica. Agora há uma estabilidade maior, os investidores estão ficando mais calmos, tirando um pouco essas aplicações que foram feitas em dólar e colocando em investimentos reais como a compra de imóveis, por exemplo. Então há uma certa acomodação, não há mais uma grande instabilidade. Embora a segunda onda esteja ainda acontecendo ao redor do mundo, ainda há uma espécie de maior tranquilidade no mercado. Aqueles mais apavorados tiraram e venderam seus dólares, então estão aplicando na bolsa ou em ativos reais, como imóveis. Então o dólar que subiu muito deu essa caída de seis pra cinco praticamente. Isso pode continuar acontecendo até um certo ponto, porque as perspectivas para inflação de 2021 são maiores. Então também tem a perspectiva dos títulos de renda fixa como tesouro nacional darem uma rentabilidade maior”, comenta Durval.

Falando agora do Banco Central Europeu, houve uma desaceleração quanto à sua política monetária novamente. E com isso, seu programa emergencial para compra de ativos foi estendido com a intenção de que a economia da zona do euro consiga superar essa segunda onda da pandemia, porque existe a possibilidade de levar o bloco em questão a uma nova recessão durante esse trimestre. O banco ainda deixou quase inalteradas as taxas de juros, com mínimos ajustes.

Quanto a agenda doméstica, o Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que o resultado referente às vendas no varejo pelo mês de outubro indicou uma alta de 0,9%, pelo sexto mês seguido quanto ao crescimento. Devido a isso, COPOM do Banco Central optou por unanimidade em uma reunião nesta última quarta, dia 9, manter a taxa básica de juros sem nenhuma alteração.

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