Comunicação

Correspondente na África conta dos desafios e oportunidades no continente

Jornalista Vinícius Assis participou do JotaNews Talk, promovido pelo curso de Jornalismo da UVA

“Quando a gente fala em correspondente internacional todo mundo imagina algo luxuoso, mas nem tudo na minha vida é glamour. Tem muito trabalho duro envolvido”. E pode botar “duro” nisso, pois o jornalista Vinícius Assis, correspondente brasileiro na África do Sul, contou todos os detalhes sobre as principais dificuldades de trabalhar como freelancer internacional durante uma live promovida pela Agência de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (AGECOM) na tarde desta quarta-feira (13).

O encontro, batizado de JotaUVA Talk News, é realizado semanalmente pelo Instagram e Facebook, desde o isolamento social no Brasil e no Rio.

Com a proposta de abordar o tema “Novos desafios de um correspondente internacional”, a palestra foi acompanhada por uma média de 60 participantes, entre eles estudantes e professores do curso de Comunicação Social.

Dono de um extenso currículo, Vinícius aproveitou para contar um pouco mais sobre a sua carreira e o caminho que ele fez até virar um repórter freelancer na África do Sul. Comentou sobre a sua passagem por várias emissoras brasileiras, destacou outros projetos notáveis, como a série de reportagens especiais “E aí, Vereador”, e explicou o que o levou a se mudar para a África do Sul no ano de 2018.

Live com o Vinícius Assis durou cerca de 2 horas – Foto: Reprodução/Instagram

O jornalista descreveu como vem sendo a experiência de trabalhar como um correspondente internacional que precisa produzir conteúdo sozinho na maioria das vezes.

“É complicado. Normalmente não se faz jornalismo sem uma equipe, porém, eu me viro com meu equipamento”, conta ele.

Sempre carregando incertezas sobre o dia de amanhã, Vinícius conta que a sua renda como freelancer depende inteiramente do número de matérias que ele consegue vender para os veículos interessados. Muitas vezes isso não é garantido, pois o conteúdo que ele produz precisa concorrer contra o serviço das agências de notícias internacionais pela atenção dos veículos de comunicação. “Tem mês que tem muito trabalho e tem mês que quase não tem nada, então é preciso ter um bom controle das finanças para não gastar mais do que ganho”, revela.

“É preciso querer fazer algo diferente. Ir para onde você não foi, fazer o que você não fez. Correr atrás daquela história exclusiva que vai te diferenciar das agências de notícias”, conta.

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Apesar de morar na África do Sul, o brasileiro ressalta que também precisa cobrir pautas de todos os países do continente africano porque os veículos que contratam têm o costume de considerar o continente africano como um grande país sem grandes diferenças culturais. “Existem várias realidades muito diferentes espalhadas pela África. Não é só pobreza. A África é um pólo importante para o mundo e a economia”, comenta.

Por outro lado, o jornalista também destaca que a correspondência internacional proporcionou muitas felicidades e oportunidades de crescimento para a vida dele. Além do enorme peso que isso agrega em um currículo, ele sente que viajar a trabalho para vários países e conhecer outras culturas tem sido uma experiência maravilhosa. Durante a palestra, Vinícius dedicou um bom tempo para compartilhar as histórias e curiosidades que ele viveu e aprendeu durante essas viagens pela África.

Ser um correspondente
Para aqueles que querem ser um correspondente internacional, o jornalista deu diversos conselhos e recomendações. Para ele, é essencial começar dominando outros idiomas além do português e investir dinheiro para equipamentos próprios.

“Primeiro passo é colocar a mochila nas costas e ir. Ter coragem. Bater nas portas das redações. Você nunca vai saber se é difícil, se não tentar”, explica.

Sobre sua adaptação à pandemia, o brasileiro conta que está fazendo home office durante a quarentena, mesmo que a África do Sul ainda conte com números pequenos de contaminação. Por ser um jornalista, Vinícius obteve a permissão e os documentos necessários para circular livremente fora de casa, porém ele pretende continuar trabalhando em casa por precaução. “A última vez que sai de casa foi há uma semana para finalizar uma reportagem que fiz para o Fantástico”, relembra.

Por fim, o jornalista dedicou os últimos minutos da palestra para responder as perguntas feitas por alunos e professores durante a transmissão. Com tempo de sobra, ele também aproveitou para mostrar os equipamentos de captação de imagens que utiliza em seu trabalho para os alunos.

O Jota UVA segue com programações para estabelecer essa ponte entre alunos e profissionais que já atuam no mercado de trabalho. Para acompanhar os eventos, siga as redes sociais do Jota UVA.  

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