Ministério da Educação anuncia corte de verbas de três universidades federais

UFBA, UNB e UFF são as três universidades afetadas. O motivo para o corte não é explicado

O Ministério da Educação (MEC) declarou corte de verbas de três universidade federais, nesta terça-feira (30). Os bloqueio de orçamento das instituições é de 30%, e atinge as “despesas discricionárias”, que financiam gastos como água, luz, limpeza, bolsas de auxílio a estudantes bolsistas, etc. A Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade de Brasília (UNB) são as afetadas inicialmente e os critérios para escolhe-las não foram esclarecidos.

MEC corte de verbas

Ministro da Educação Abraham Weintraub afirma que visará universidades que tiverem “baixo desempenho” e fizerem “balbúrdia” (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Em entrevista dada para o jornal O Estado de S. Paulo, o Ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que as universidades permitem que aconteçam eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao meio universitário dentro da instituição.

“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, declarou Weintraub para o jornal paulista, mas não exemplificou um critério de avaliação.

Ele também declarou que serviços como o “bandejão” não serão afetados e, segundo o MEC, apesar de estarem entre as despesas discricionárias, o programa de assistência estudantil não sofrerá impacto.

MEC corte de verbas

Ministro da Educação Abraham Weintraub comentou, em rede social, o redirecionamento de verba do ensino superior para “fins mais produtivos”. (Foto: Reprodução/Twitter)

Após o anúncio feito pelo MEC, em nota oficial, a Universidade Federal Fluminense (UFF) afirmou que foi constatado o bloqueio de 30% dos recursos disponíveis e que, se confirmado, medida produzirá consequências graves para o funcionamento da instituição.

“A UFF é hoje uma das maiores, mais diversificadas e pujantes universidades do país, prezando pela excelência em todas as áreas do conhecimento. A UFF fará todo o esforço institucional ao seu alcance para demonstrar ao Ministério da Educação a necessidade de reversão dos cortes anunciados”, disse a instituição em nota oficial enviada aos alunos e publicada em seu site.

A declaração do MEC também foi criticada pelos alunos da Universidade Federal Fluminense. Deborah de Oliveira Leandro da Silva, de 20 anos, cursa Sociologia na instituição e acredita que a decisão do Ministério seja uma forma de retaliação por conta das “bandeiras antifascista” colocadas pelos estudantes nos campi de diversas universidades no Rio de Janeiro, sendo a ação iniciada pelo curso de Direito da própria UFF. Ela relembra que o grupo estudantil foi acusado de fazer propaganda política e que já esperava algum tipo de ataque às universidades públicas desde as eleições, mas não de uma forma tão direta.

“Existe uma imagem muito ruim da faculdade pública, quando na realidade toda invocação tecnológica que temos vem de lá. Enquanto a população não ver que a faculdade tem uma função muito maior dentro da sociedade do que meramente formar alunos, os ataques não só vão ser constantes, como também legitimados”, afirma Deborah.

A Universidade de Brasília (UNB) também se manifestou e, em nota para O Globo, comunicou que a área técnica da instituição localizou um bloqueio orçamentário da ordem de 30% no sistema, apesar de não te sido oficialmente comunicada de nenhum corte em seu orçamento. Sobre a declaração do Ministro, a UNB afirmou na nota que “não promove eventos de cunho político-partidário em seus espaços. Como toda universidade, é palco para o debate livre, crítico, organizado por sua comunidade, com tolerância e respeito à diversidade e à pluralidade”.

MEC corte de verbas

A Universidade Federal Fluminense é a instituição no estado do Rio de Janeiro que está sendo afetada pelo corte de verbas (Foto: Divulgação/site da UFF)

LEIA MAIS: Ministério da Educação estuda diminuir os investimentos em cursos de ciências humanas


Natália Pires – 8º período

PSOE ganha eleições na Espanha, mas precisará de alianças no governo

Socialistas venceram a disputa, mas não conquistaram a maioria necessária de assentos no Parlamento para garantir a governabilidade

Neste domingo (28), o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) venceu as eleições gerais após 11 anos sem conseguir votos suficientes para chegar ao poder. O PSOE se aliará ao Unidas Podemos, totalizando 165 deputados, porém não alcançam os 176 necessários para assegurar a maioria no governo. Sendo assim, a coalizão da esquerda necessitará do apoio de alguns partidos menores. O partido do primeiro-ministro Pedro Sánchez terá que fazer alianças para que consiga governar.

Além disso, as eleições gerais espanholas também tiveram a entrada do partido ultradireitista Vox no Congresso dos Deputados, com 24 assentos. Segundo o El País, após as eleições, a Espanha deixou de ser o único grande pais europeu sem a presença de um forte partido de direita no Parlamento ainda que esteja mais afastado do poder. Eles apresentam um discurso anti-imigratório e consideram discriminatórias as leis de igualdade de gênero.

Ao contrário do que constava em algumas pesquisas que alegavam uma intensa onda conservadora, eles serão o quinto partido e terão pouca capacidade de influência. Porém, é a primeira vez desde o fim do franquismo que a direita mais radical e nacionalista vai ter uma bancada no Parlamento espanhol.

Capturar.PNG

O primeiro-ministro Pedro Sánchez comemora a vitória nas urnas Foto: Reprodução/ Twitter

Os resultados demonstraram uma fragmentação da direita em três. Assim, o PSOE se tornou o único partido com condições de formar uma maioria e governar. Na batalha ideológica que marcou as eleições, a esquerda venceu com contundência pois o PSOE e Unidas Podemos somaram 18 assentos a mais que PP, Cidadãos e Vox. Os partidos regionais serão decisivos para balancear essa questão, como já aconteceu em eleições anteriores em que o quadro político espanhol estava fragmentado.

Um ponto importante a se destacar também foi o alto comparecimento às urnas. Cerca de 76% da população votou, o que representou quase nove pontos percentuais a mais do que em 2016. O eleitorado foi o maior desde 1996 – desde então houveram seis pleitos. Ainda segundo o El País, de acordo com analistas, a esquerda é beneficiada com altas taxas de participação devido ao fato que o eleitor progressista é menos assíduo nas urnas. Então, se mais eleitores compareceram, é provável que eram esquerdistas.

Ana Carolina Aguiar – 6° período

Ciclone deixa 38 mortos em Moçambique

Vento foi mais forte que o do ciclone Idai, que atingiu o país em março desse ano

Na quinta-feira (25), o ciclone Kenneth atingiu a costa de Moçambique. Cerca de 38 pessoas morreram e 168 mil foram afetadas pela tempestade, de acordo com a agência de notícias Reuters, nesta segunda (29). As rajadas de vento marcaram 280km/hr. Esse já é o segundo ciclone que acontece na região. Em março, o ciclone tropical Idai atingiu Zimbábue, Malaui e Moçambique. O país mais afetado foi Moçambique, com mais de 600 mortes registradas.

O vento, que foi maior que o do ciclone Idai (200 a 220km/hr), trouxe chuva forte para a região, podendo variar de 100 a 150mm. Aviões de ajuda humanitária não chegaram aos pontos de desastre devido às fortes chuvas que isolam as comunidades em áreas remotas. A tempestade afetou principalmente Pemba, cidade capital da província de Cabo Delgado, que fica cerca de 2,5 mil km de Maputo, capital de Moçambique.

O acesso rural está impedido devido às fortes chuvas que inundaram as estradas no domingo (28). Em Pemba, a água começou a recuar, mas alguns bairros apresentam enchentes que chegam até a cintura.  Kenneth atingiu a ilha de Comores antes de chegar em Moçambique. O ciclone deixou quatro mortos, segundo a ONU. Além disso, a Organização liberou R$51 milhões como ajuda emergencial aos dois países fortemente afetados.

UN Humanitarian, grupo humanitário da ONU, doa $13 milhões (R$51 milhões) para pessoas afetadas pelo ciclone Kenneth.
(Foto: Reprodução/Twitter)

No sábado (27), o ciclone diminuiu a velocidade ao chegar na província de Cabo Delgado, e deve permanecer na região por pelo menos dois dias, de acordo com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Ainda assim, a ONU estipula chuva de até 600 mm para a região nos próximos 10 dias. Segundo a agência Associated Press, o número de vítimas deve aumentar e as autoridades estimam que talvez não se chegue a um número exato de mortos.


Luana Ucha – 7° Período

Times cariocas enfrentam realidades distintas no Brasileirão após primeira rodada

Com exceção da boa vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro, fracasso das outras equipes cariocas evidencia mau momento do Rio de Janeiro no esporte

O início do Campeonato Brasileiro, no último fim de semana (27 e 28), não foi bom para o futebol carioca. Com exceção do Flamengo, que apresenta uma situação financeira superior a de seus rivais, os outros três grandes tiveram um desempenho ruim e amargaram derrotas em suas estreias, gerando preocupação por parte de seus torcedores em relação ao destino dos clubes no campeonato.

O Botafogo foi o primeiro a entrar em campo. Na partida que abriu o Brasileirão, no sábado (27), o Alvinegro foi ao estádio do Morumbi enfrentar a equipe do São Paulo. Sem jogar desde o dia 11 de abril, a partida também marcou a estréia do novo técnico do Botafogo, Eduardo Barroca, que assumiu o clube após a demissão de Zé Ricardo. Mesmo apresentando maior posse de bola e uma certa organização tática, a equipe de General Severiano cedeu à pressão do ataque tricolor, que com gols de Everton e Hudson, sacramentaram o placar de 2×0 para os São Paulinos.

Sp

Estreante nos profissionais do São Paulo, o jovem Toró foi um dos destaques da partida (Foto: Reprodução/Twitter @SaoPauloFc)

 

Mais tarde no mesmo dia, foi a vez do Flamengo fazer sua estreia no campeonato. Dono de um elenco bem mais técnico e farto do que seus rivais de estado, a equipe Rubro-Negra enfrentou o Cruzeiro, até então a única equipe da Séria A invicta no ano. Além de ser um confronto marcado por decisões nos últimos anos, como a final da copa do Brasil de 2017 e as quartas de final da Libertadores de 2018, a partida também ficou marcada como a despedida do zagueiro Juan, um dos grandes ídolos da história recente do clube.  Diante de um Maracanã animado, o Cruzeiro saiu na frente com gol de Pedro Rocha, porém após mais uma grande atuação de Bruno Henrique, que além de marcar os dois primeiros gols participou da jogada do terceiro (Gabigol). O time comandado por Abel Braga virou e venceu a partida pelo placar de 3×1.

Flamengo

Após a vitória sobre o Cruzeiro, elenco Rubro-Negro foi a festa em homenagem a Juan (Foto: Reprodução/Twitter @Flamengo)

Já no domingo (28), em partida ocorrida na Arena da Baixada em Curitiba, o Vasco mais uma vez jogou mal e foi goleado pelo Atlhetico Paranaense. Após uma boa vitória sobre o Santos na quarta-feira (28) pela Copa do Brasil, a equipe de São Januário vinha com certa expectativa para ver o trabalho de Marcos Valadares, que assumiu o lugar de Alberto Valentim, demitido após a final do Campeonato Carioca. Porém, o cruzmaltino foi presa fácil para a equipe Paranaense, que logo aos dois minutos de jogo abriu o placar com Bruno Guimarães, e já no fim da primeira etapa fez mais um, com o argentino Marco Ruben. Sem grandes mudanças no jogo após o intervalo, o furacão ainda marcou mais dois gols, um com ajuda do zagueiro Werley (contra) e outro de Nikão. O Vasco ainda descontou com Bruno César, e partida terminou 4×1 para o Athletico Paranaense.

CAP

Athletico venceu com facilidade a equipe Cruzmaltina (Foto: Reprodução/Twitter @AthleticoPR)

 

No mesmo dia às 19hs, o último time do Rio a entrar em capa pela primeira rodada do Brasileirão, o Fluminense, recebeu o Goiás no Maracanã. Em partida marcada por inúmeras polêmicas em relação ao uso do VAR (árbitro de vídeo), que anulou um pênalti a favor do Flu em cima de Bruno Silva, mas depois acabou concedendo a penalidade ao tricolor, após mão na bola do zagueiro Yago, porém Luciano desperdiçou a cobrança.

O lance capital do jogo ocorreu no segundo tempo, quando o árbitro de maneira polêmica anulou o gol de Everaldo, que colocaria o Fluminense em vantagem. A partida foi decidida somente aos 44 minutos do segundo tempo, quando Rafael Vaz, de falta, fez o gol da vitória do time Goiano.

Resultados

Resultados da primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2019 (Foto: Reprodução/Twitter @CBF_Futebol)

 

Próximos Confrontos do times cariocas no Brasileirão:

Internacional X Flamengo- Quarta-feira (1) 16:00 – Estádio Beira Rio

Vasco X Atlético Mineiro- Quarta-feira (1) 21:30 – São Januário

Santos X Fluminense- Quinta-feira (2) 19:15- Vila Belmiro

Botafogo X Bahia- Quinta-feira (2) 20:00- Estádio Nilton Santos (Engenhão)


Felipe Pereira- 7° Período

Fortnite ganha evento de Vingadores: Ultimato

Essa é a segunda parceria entre Epic Games e a Marvel

Na última quinta-feira (25), Fortnite recebeu um evento com a temática de Vingadores: Ultimato. Ao longo da última semana, as mídias sociais do jogo postaram teasers que indicavam que a parceria retornaria.

O evento consiste em um modo alternativo chamado Endgame, em que os jogadores podem assumir o papel do vilão Thanos e do exército Chitauri, com o objetivo de pegar as joias do infinito.

Avatar de Fortnite com o escudo do Capitão América Foto: Twitter / Fortnite Brasil

LEIA TAMBÉM: Vingadores: Ultimato estreia com direito a risada, ação e até mesmo choro

Porém, há também a oportunidade de lutar pelo lado dos vingadores. Os jogadores poderão utilizar as armas dos heróis, que incluem o escudo do Capitão América, o arco do Gavião Arqueiro, o novo martelo de Thor e os propulsores do Homem de Ferro.

A partida termina ou com o exército de Thanos derrotado, ou com o vilão conseguindo todas as joias do infinito. O evento terá a duração de 10 dias.

Breno Silva – 6° período

Documentaristas renomados falam sobre seus trabalhos na Rio2C

Gênero cinematográfico também é assunto durante maior conferência de inovação e criatividade da América Latina

Uma das atrações mais esperadas para a sexta-feira (26) na Rio2C foi a presença de dois importantes documentaristas americanos, Betsy West e Oren Jacoby. A conversa aconteceu na grande sala Rio2C e teve mediação de João Jardim, diretor da Copacabana Filmes, e Renée Castelo Branco, supervisora de programas da GloboNews.

Betsy West, que concorreu ao Oscar com o aclamado documentário RBG (longa sobre a vida de Ruth Bader Ginsburg, juíza da suprema corte americana, famosa pelas lutas a favor da igualidade de gênero), é jornalista de formação e vem da escola dos telejornais e noticiários. Já seu marido e colega de profissão Oren Jacoby, vem de uma família de documentaristas e possui uma relação mais forte com o cinema. Os dois diretores usaram esse detalhe para explicar a diferença entre seus trabalhos.

Leia também: Conversa com diretor da SXSW é um dos destaques do terceiro dia da Rio2C

“Documentários são mais focados em um ponto de vista, já quando você é um jornalista tenta cobrir todos os lados das histórias.”

Betsy West

Documentário Global

Renée Castelo Branco, Oren Jacoby, Betsy West e João Jardim, conversam sobre o universo dos documentários (Foto: Luís Bittencourt/Agência UVA)

”Eu tenho uma história nas notícias, mas sempre amei documentários, desde quando era criança” conta ele. Como jornalista, Betsy relata que contava apenas histórias curtas e sentia inveja de Oren por ser documentarista e poder contar histórias mais longas e aprofundadas. Com isso, foi se especializar nas dinâmicas de storytelling e estudou as estruturas para aprender mais sobre o mundo dos documentários.

Já Oren, que vem de uma escola mais artística, acredita que o jornalismo traz assuntos mais relevantes e uma certa seriedade para as produções: ”Ser profundo o bastante, não ser superficial”. Segundo ele, tendo certeza do que as pessoas querem ver, elas serão muito mais engajadas.

Os palestrantes também aproveitaram o tempo no palco para comentarem seus mais recentes projetos. RBG, dirigido por Betsy, conta a história da júiza da suprema corte dos Estados Unidos, Ruth Bader Ginsburg, famosa pelas causas de igualdade de gênero na lei americana. ”Eu acho que RBG é um documentário Jornalístico, celebra a vida de uma grande mulher.” Além disso, a maioria da equipe responsável pelo filme era constituída por mulheres, já que a proposta era centralizar a história na luta de RBG pela igualdade de gênero. A documentarista também explicou o árduo e longo processo de produção do longa, que demorou cerca de 3 anos para ser concluído.

Betsy

Betsy West, que concorreu ao Oscar com seu documentário ”RBG”, tem o jornalismo como formação (Foto: Luís Bittencourt/Agência UVA)

Já Oren falou sobre Shadowman, documentário que conta a vida do pintor canadense Richard Hambleton, que após o sucesso na arte de rua teve problemas com drogas e chegou até sem teto. ”Você não escolhe seu tema, ele que escolhe você. Você nao pode resistir” explica Oren, que sempre foi fascinado pela obra do artista que adornava os muros de Nova York nos anos 80. No entanto, a personalidade difícil e os vícios do protagonista foram grandes desafios para o diretor.

Oren

Oren Jacoby, diretor de Shadowman. (Foto: Luís Bittencourt/Agência UVA)

A dupla também explicou como funciona o processo de criação de seus projetos. Betsy conta que é importante se comprometer a passar muito tempo com seu personagem ou tema, e ressalta que é preciso ter certeza de que é um assunto para com o qual você realmente se importa, afinal será um longo processo de imersão. ”A maior parte do processo é seleção”, explica. De acordo com a diretora de RBG, é importante selecionar horas de material que sejam interessantes e não desviem o público do foco principal do projeto: ”Obviamente deixamos muitas coisas de fora. Se esconde algo são as partes chatas, que distraem o público da história central”.

A mudança no cenário dos documentários
Apesar de não contar com o orçamento de um Blockbuster, os documentários vêm ganhando muita força nos últimos anos através dos serviços de streaming e novas plataformas digitais.  ”O último ano foi extraordinário para documentários nos Estados Unidos. Eu acho que existe um sentimento de que a audiência está ai, sedenta por isso’, conta Betsy, que frequentemente ouve relatos de que muitas pessoas se sentem bem e inspiradas depois de terem assistido RBG.

”Os documentários estão se tornando mais internacionais” diz Oren, comentando sobre a possibilidade de ver filmes do mundo todo devido aos serviços de streaming e as novas direções que o mercado está seguindo. ”A Netflix pagou 10 milhões de dólares para o documentário Sundance”,  ressaltou ela, que disse que essa informação era sem dúvida uma boa maneira para encerrar a conversa.


Felipe Pereira – 7o período

 

Jair Bolsonaro veta comercial do Banco do Brasil

Peça publicitária incentiva jovens a abrir conta através da diversidade racial e sexual 

Propaganda do Banco do Brasil  que já estava no ar desde o início de abril foi excluída após o presidente Jair Bolsonaro ter vetado o conteúdo. O vídeo de 30 segundos tinha o objetivo de incentivar jovens a abrirem contas correntes pelo aplicativo do banco por meio a representatividade racial e sexual. Após a decisão de Bolsonaro, o presidente de comunicação e marketing, Delano Valentim, foi demitido.

Em entrevista ao jornal O Globo, presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirma que a demissão do responsável pela comunicação e marketing da estatal foi em consenso, além disso detalhou que o veto do vídeo foi decidido entre ele e Bolsonaro.

Para o professor de Publicidade e Propaganda da Universidade Veiga de Almeida, Júlio Martins,  essa atitude não foi apropriada, já que existe o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) que já analisa uma propagando de acordo com os preceitos éticos. “Desde os últimos anos da Ditadura Militar o governo não interfere diretamente na propaganda, cuja função é do CONAR, já que possui profissionais capacitados analisando. Vejo isso como um retrocesso”, declara.

Além disso, Júlio acredito que “o Bolsonaro tem que ter o bom senso de entender que por mais que ele seja o Presidente da República as ideologias pessoais não podem interferir circunstâncias que envolvem a todos”.

Capturar

Ausência de tarifa, ausência de anuidade: É a mensagem que o Banco do Brasil passa para o público. Foto: Reprodução/Youtube

Popularização dos bancos digitais

Com o crescimento das fintechs – bancos digitais, os jovens têm procurado abrir conta nessa nova modalidade. Neles, a pessoa não precisa ir a uma agência, tudo é feito digitalmente, além de não ter tarifas e anuidades no cartão. Com isso, os bancos tradicionais estão cada vez mais preocupados em perder clientes, principalmente os jovens. As fintechs, como Nubank, Banco Original e Inter, movimentaram, no ano passado, R$457,4 milhões em investimentos, de acordo com levantamento da iniciativa Conexão Fintech.

Veja abaixo a propaganda do Banco do Brasil:

Tainá Valiati – 7° período 

Indígenas participam do Acampamento Terra Livre e protestam na Esplanada dos Ministérios

De acordo com os organizadores, cerca de 4 mil pessoas participam do evento na sua 15ª edição que tem como tema “Sangue indígena, nenhuma gota a mais”

Nesta sexta-feira (26), em Brasília, indígenas de todo país se reúnem e protestam na Esplanada dos Ministérios.  Alguns chegaram a tirar a roupa e nadaram no espelho d’água do Palácio da Justiça. Apesar dos organizadores alegarem que há cerca de 4 mil pessoas, participando da marcha que ocupou as seis faixas do Eixo Monumental, a Polícia Militar estimava público de 2,5 mil no início do ato.

Segundo o G1, por volta das 9h a marcha começou. Com instrumentos musicais e munidos de arcos e flechas, os indígenas pararam, primeiro, na entrada principal do Ministério de Direitos Humanos. No local, eles pediram a “saída de ruralistas da Funai”.

jfcrz_abr_260420193968_0

Indígenas participando da 15ª edição do Acampamento Terra Livre  Foto: Reprodução/Agência Brasil

Entre as pautas da agenda, os indígenas pedem a demarcação de terras, a manutenção de direitos básicos e a mudança da Fundação Nacional dos Índios (Funai) do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos para a pasta do Ministério da Justiça. Eles também são contra a proposta de municipalização dos serviços de saúde.

O Acampamento Terra Livre, é considerado a maior conferência do país sobre povos tradicionais e nesse ano possui como principal propósito reinvidicar o respeito pelos direitos constitucionais dos povos indígenas como, por exemplo, o direito à terra e o direito de viver de acordo com o seu modo de vida tradicional. O evento começou na terça-feira (23) e tem programação até esta sexta-feira (26)

Programação do dia 26/04:

– Rituais indígenas
– Marcha
– Plenária de encerramento
– Aprovação da agenda de lutas
– Aprovação do documento final do ATL2019
– Encerramento com noite cultural, apresentações indígenas e não indígenas

Ana Carolina Aguiar – 6º período

Ministério da Educação estuda diminuir os investimentos em cursos de ciências humanas

Em anúncio pelo Twitter, o presidente afirmou que cogita a possibilidade de investir menos em cursos de Filosofia e Sociolologia

Na manhã desta sexta-feira (26), Bolsonaro anunciou na rede social que o Ministério da Educação (MEC) estuda “descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas)”. Ele ainda alegou que o objetivo é se preocupar com áreas como veterinária, engenharia e medicina que, segundo ele, geram retorno imediato aos contribuintes, ou seja, a população brasileira.

Nesta quinta-feira (25) o ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteve em uma live pelo Facebook ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Abraham indicou que o governo diminuirá os recursos públicos destinados aos cursos de Filosofia – que ele classificou como destinado à elite – e Sociologia, seguindo como exemplo o Japão.

“O Japão, país muito mais rico que o Brasil, está tirando dinheiro público, do pagador de imposto, das faculdades que são tidas como para pessoas que já são muito ricas, ou de elite, como filosofia. Pode estudar filosofia? Pode, (mas) com dinheiro próprio. E o Japão reforça: esse dinheiro que iria para faculdades como filosofia, sociologia, se coloca em faculdades que geram retorno de fato: enfermagem, veterinária, engenharia e medicina.”

Segundo O Globo, em 2015 o ministro de educação Hakuban Shimoumura enviou uma carta às universidades federais do Japão pedindo que tomassem “passos ativos para abolir as ciências sociais e humanas das organizações ou convertê-las para melhor atender às necessidades da sociedade”. Assim, cerca de 30 universidades prometeram fechar ou reduzir os departamentos de ciências humanas no ano seguinte, em resposta imediata.

nhjl

Ver post aqui.

Anunciada produção do novo filme da franquia 007

Daniel Craig volta ao papel de James Bond e Rami Malek deverá ser o vilão da história que ainda não tem título divulgado

Em um evento na Jamaica, lugar simbólico para a franquia, foi anunciado pela produtora Barbara Broccoli a produção do novo filme do agente 007. O longa, que ainda não tem um título oficial, está sendo chamado apenas de “Bond 25”, mas o elenco já conta, além do próprio Daniel Craig, com nomes como o mais recente vencedor do Óscar de melhor ator,  Rami Malek (Bohemian Rhapsody).

A grande surpresa do anúncio do elenco é a volta de Léa Seydeux ao papel de Madaleine Swann, isso porque é tradição da série ter seus filmes independentes um dos outros e não repetir a aparição de personagens centrais do filme, especialmente os interesses amorosos do agente 007. A mudança parece ser uma resposta para alguns críticos que consideram as aparições das chamadas “Bond Girls” como misóginas e machistas, por serem personagens “descartáveis”.

600x200 (1)

Imagem divulgada pela produção do filme, ainda com nome provisório (Foto: Reprodução/Twitter Sony)

A produção ainda é cheia de mistérios, inclusive um possível retorno de Christopher Waltz, vilão de “007 Contra Spectre”. A crítica de cinema Marcella Fortes fala sobre essas dúvidas quanto ao filme. “A verdade é que o filme teve uma pré-produção muito conturbada. O próprio Daniel Craig demorou pra confirmar que voltaria ao papel. Demoraram para começar a gravar, o que encarece a produção, além da troca de diretores (A produção começou com Danny Boyle e mudou para Cary Fukunaga). Isso tudo parece mais bagunçado do que misterioso”, diz Marcella.

Naomie Harries, Ralph Fiennes, Billy Magnussen e Ana De Armas também estão no elenco do filme que tem estréia prevista para 8 de abril de 2020.

Daniel Fernandes – 7° Período