“Todos Já Sabem” acerta na dose de drama e suspense

Filme que abriu o Festival de Cannes, em 2018, marca a primeira direção de Asghar Farhadi em língua espanhola

O diretor iraniano, vencedor de dois Oscar por “A Separação” e “O Apartamento”, Asghar Farhadi, está de volta com a obra “Todos Já Sabem” (Todos Lo Sabem, no original em espanhol), estrelada por Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín. O filme, que entrou na última quinta-feira (21) em cartaz, conta a história de Laura (Penélope Cruz), uma mãe que retorna à cidade de origem na Espanha, depois de anos vivendo na Argentina, para celebrar o casamento da irmã, Ana (Inma Cuesta).

Acompanhada dos dois filhos, o menino Diego (Iván Chavero) e a adolescente Irene (Carla Campra), Laura é recebida pela família e amigos de braços abertos. Tanto a direção, quanto a atuação são capazes de evidenciar a relação de afeto existente entre esses personagens. Entretanto, não há sentimento capaz de manter-se inabalado pela dúvida. É essa a moral construída ao longo do enredo. Após o desaparecimento de Irene durante a festa de casamento, os alicerces dessa família são postos à prova.

Todos Já Sabem

Irene (Carla Campra), Laura (Penélope Cruz), Felipe (Sergio Castellanos) e Paco (Javier Bardem) Foto: Divulgação

Um dos pontos centrais da trama são os segredos, que ao decorrer da história, vão se provando não tão ocultos assim, o que faz referência ao título do filme, afinal, todos já sabem. As mais de duas horas ficam um pouco arrastadas durante o desenvolvimento, mas, ao fim, esse recurso prova-se necessário para resolver o quebra-cabeça de dramas familiares. O tempo também permite que a emoção transmitida esteja na dose certa, sem ficar melodramático, o que se tornaria um esboço caricato de uma família hispânica. Pelo contrário, tudo é feito com respeito e de forma muito empática.

Penélope Cruz

Penélope Cruz faz um bom trabalho no papel de Laura Foto: Divulgação

Há de ser dado o devido destaque para o elenco, principalmente para o trio de estrelas Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín. O ator argentino, que interpreta o pai de Irene, faz um excelente trabalho, mais uma vez. É interessante ver como seu personagem permanece uma incógnita boa parte do filme, mesmo quando está em tela. Quanto ao casal espanhol, a química em cena é perceptível, o que ajuda na imersão do espectador. Mesmo a trama deixando alguns pontos soltos, o que não é incomum em suspenses, o enredo de Asghar Farhadi é bem conduzido e envolvente.

Javier Bardem

Alejandro, personagem do argentino Ricardo Darín, se torna um dos mistérios da trama Foto: Divulgação

A união do roteiro, da direção e da atuação é o que faz dessa obra mais um acerto do cineasta iraniano. Os detalhes técnicos, apesar de não se sobressaírem, fazem seu papel. Tanto a fotografia, quanto a trilha sonora ambientam bem a localidade e o tom da história.


Andressa Gabrielle – 8º Período

Moradores em situação de rua que não querem voltar para casa

Por Caroline Belo

Debaixo de marquises e viadutos ou em calçadas e praças, há seres humanos lutando diariamente pela sobrevivência. Alguns se instalam temporariamente, outros já conhecem a vizinhança. Há, também, aqueles que não estabelecem vínculos com o local. A Política Nacional para a População em Situação de Rua, instituída pelo Governo Federal, em 2009, define pessoas em condições de rua como um grupo heterogêneo, que faz uso do espaço público como moradia e sustento. Em outras palavras, faz do chão frio e sujo, uma cama, dos lugares cobertos, um teto e da liberdade, o próprio lar.

Como essa população não é homogênea, possui ideais diferentes e está nas ruas por motivos diferentes. Ou seja, cada pessoa que vive nessas condições vulneráveis tem sua própria história a contar. De acordo com os últimos dados da Pesquisa Nacional sobre População em Situação de Rua realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pela Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação, há vários fatores que explicam a ida para as ruas, como alcoolismo e/ou uso de drogas (35,5%), desemprego (29,8%) e conflitos familiares (29,1%). O levantamento constatou que, apesar de não ser muito comum, alguns optam por não voltar para casa – mesmo quando têm oportunidade. Essa escolha está ligada, muitas vezes, a uma liberdade – ainda que vaga –, a um desejo de viver sem amarras e, principalmente, à possibilidade de poder ser quem eles quiserem e sem julgamentos.

Morador de Rua

Drogas e desemprego são as principais razões que levam alguém a viver nas ruas Foto: Caroline Belo

 

Esse é o caso de Carlos Alberto dos Santos, 65 anos, morador de rua e aposentado. Carlinhos, como é popularmente chamado, começou a trabalhar em 1975 e parou há oito anos. Com rugas no rosto, uma barba mediana e um olhar desconfiado, diz: ‘‘Hoje eu bebi cachaça e também estou doido para fumar maconha’’. Essa fala denuncia a dependência química, como conta Ione dos Santos Oliveira, 57 anos, prima de Carlinhos. ‘‘Na adolescência, ele já começava a entrar no mundo do alcoolismo. Garfo, colher, fósforo, qualquer coisa dentro de casa era vendida para comprar droga e bebida. Então, ele começou a ficar mais tempo pelas ruas. Minha família toda tentou ajudá-lo, mas, infelizmente, não adiantou’’.

Ela lembra que, antes de viver nessas condições, ele tinha bons empregos. Já trabalhou na área de som da Rede Globo, foi eletricista da Vale – antiga Vale do Rio Doce – e também maquinista da Central do Brasil. Ione não entende o gosto do primo pelas ruas e afirma que ele é teimoso e que nunca gostou de regras. ‘‘Ele sempre andou com os amigos da rua, então costumava levá-los para minha casa, mas não gostávamos disso. Não foi o vício que o fez ficar longe de nós, mas sim a busca pela tal liberdade. Ele queria fazer o que bem entendesse sem ser contestado’’.

Carlinhos chegou a ter bons empregos, mas hoje vive nas ruas Foto: Caroline Belo

Acostumado a andar com Carlinhos e a dormir no mesmo local que ele, Jerônimo Andrada Marcello, 57 anos, continua a conversa: ‘‘Eu quero contar minha história, eu também quero falar’’. Ambos são dependentes químicos, mas, diferentemente de Carlinhos, Jerônimo participa de um programa de educação mental chamado Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD). ‘‘Tem gente que acha que o CAPS faz você parar de beber, mas, na realidade, é redução de danos. Hoje, graças à Deus, reduzi bastante minha dependência’’, ele diz. A esposa e a filha também o ajudaram de diversas formas e tentaram levá-lo para casa, mas não adiantou. ‘‘Minha família sempre me apoiou, só que chegou a um ponto em que eles não eram mais obrigados a aceitar isso que eu quero viver. Em um determinado momento, nós, dependentes químicos, precisamos ficar sozinhos’’, desabafa.

Jerônimo, 57 anos, reduziu sua dependência química ao participar do
Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD) Foto: Caroline Belo

A situação de Carlinhos e Jerônimo é explicada pela coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), Bárbara Barbosa Machado Campos, 30 anos. ‘‘Muitas pessoas nessas condições possuem casa e família, mas por diversos motivos permanecem nas ruas e a dependência química é um grande fator que contribui com isso’’. Ela conta que quase toda a população em situação de rua é envolvida com álcool e drogas – álcool em maior relevância –, mas não é só isso. ‘‘Outra causa, também, são questões sociais, como conflitos familiares. Assim, uma coisa desencadeia outra’’. Às vezes, o dependente não adere ao tratamento e a família não aceita, como no caso de Carlinhos. ‘‘Eles vão para as ruas para se sentirem livres. Em casa, existem regras e muitos deles não querem isso’’.

Bárbara esclarece que as famílias entram em contato, vão ao CREAS e, a partir disso, o caso é encaminhado aos serviços especializados, mas que não depende somente dos profissionais e especialistas. Isso porque moradores de rua são titulares de direitos perante o Estado e a sociedade. Então, mesmo que um dos serviços ofertados pela assistência social seja direcionado a pessoas em situação de rua, se não houver um desejo de ambos por uma melhora, de nada adianta. ‘‘Não podemos levar à força. Eles são livres para fazerem as próprias escolhas’’, afirma a coordenadora.

Além dela, outros especialistas comentam sobre a situação de quem vive nas ruas. A psicóloga e ex-funcionária do CREAS, Elisabeth Silva, 60 anos, explica: ‘‘O morador de rua está despido de tudo, é a mais pura essência do ser humano. Sem ambição e inveja, nada almeja. É a melhor pessoa para se lidar, mesmo sendo usuário’’. Ela diz que, de vez em quando, era chamada até três vezes, em um mesmo dia, o que ocorria até durante a madrugada. ‘‘Os profissionais da saúde diziam que quando os moradores de rua apareciam, era para discar para a Beth’’.

A psicóloga conta, também, um dos casos que presenciou. ‘‘Certa vez, conheci Marli. Ela estava doente e foi medicada, mas preferiu voltar às ruas. Não queria ir para casa e nada pode ser forçado, porque existe o livre arbítrio, ou seja, não podemos obrigar ninguém’’. Ela afirma ainda que a questão está ligada diretamente à liberdade. ‘‘Quando eu trabalhava no CREAS e cuidava dos moradores de rua, levava-os para o abrigo e, então, tomavam banho e se alimentavam, mas não ficavam nem por dois dias, era muito difícil isso acontecer. Logo depois, desapareciam e voltavam às ruas. O que eles querem mesmo é ser livres sem que alguém os impeça’’.

Outra história de vida nas ruas pode ser percebida perto da estação da Carioca, no Rio de Janeiro. Por lá, é possível encontrar Aldo Zalei das Neves, um senhor analfabeto, 70 anos, que está em situação de rua há mais de duas décadas. Com dificuldade para andar, senta-se, aliviado, em um dos degraus da estação e desabafa: ‘‘É que eu não tenho lugar para ir, não é?’’. Isso se dá porque ele perdeu a família, só restou a irmã, que mora em São José dos Campos, São Paulo, mas que não se identifica com o modo de vida dele. ‘‘Ela não coloca regras. Eu fumo maconha, gosto de beber cachaça e ela frequenta igreja. Então, para não a perturbar, eu fico nas ruas, é uma escolha de vida’’. Cabisbaixo, lamenta a perda da filha que morreu de overdose. ‘‘Penso em largar a bebida por causa disso, mas ainda não consegui’’. Quanto à vida no Rio de Janeiro, ele diz que sente-se livre. ‘‘Prefiro ficar nas ruas, aqui tenho mais liberdade’’.

Aldo vive nas ruas há mais de 20 anos Foto: Caroline Belo

O que acontece é um processo chamado de “rualização”, ou seja, o efeito que a rua provoca no ser humano, que a faz ser mais atrativa do que a própria casa. A assistente social da Casa da Amizade, Elisabete Rodrigues da Costa, 35 anos, esclarece: ‘‘Nas ruas, há uma questão de identidade e autonomia, isto é, ser quem eles realmente são. Dessa forma, rompem com os paradigmas da sociedade, de que você tem que seguir um padrão’’. De acordo com ela, o vício em álcool e drogas é a resposta que as pessoas querem ouvir. ‘‘Colocamos a culpa na dependência, mas a libertação é a questão central por trás disso. Há uma possibilidade de serem eles mesmos, sem amarras.

Isso é o que faz valer a pena passar por tanto perrengue: fome, frio, perigo de morte e descaso’’. Ela explica que há também outro aspecto que tem relação com essa liberdade: o fascínio pela invisibilidade. ‘‘Por anos, a sociedade tornou os moradores de rua invisíveis e chegou a um momento em que essa invisibilidade se tornou, de certa forma, boa’’. Ela dá como exemplo casais tendo intimidade ao ar livre. Se eles se sentem invisíveis, podem ter relações sob a luz do sol. ‘‘No fim das contas, a rua é um bom lugar para se esconder e ter liberdade’’, finaliza.


Reportagem produzida para a disciplina de 5º período Projeto Interdisciplinar em Jornalismo Impresso

Cada vez mais tem crescido o número de crianças interessadas em teatro

Por Gabriel Murillo Monteiro

“Tem gente que nasceu para brilhar: é o caso da querida Larissa Manoela”. Com essa frase, o ator e diretor Selton Mello aplaude o talento da atriz. A jovem faz parte de um grupo de artistas que começaram a atuar muito cedo. “Sempre gostei do meio artístico, desde pequenininha. Gostava de desfilar na minha casa com as roupas da minha mãe e de tirar fotos”, declara a atriz. Seu primeiro trabalho foi aos seis anos. Atualmente, aos 17, ela não pretende parar tão cedo. “Atuar desde criança é uma grande realização. Tive que correr atrás, nada foi fácil, mas o trabalho sempre foi uma diversão para mim”.

Assim como Larissa Manoela, há crianças que sonham estrelar peças, filmes e novelas. Já outras são incentivadas pelos pais, por terem um talento nato. Foi o que aconteceu com Malu Rodrigues. A jovem de 25 anos começou a trabalhar quando era apenas um bebê. “Eu era um neném muito bonitinho, por isso minha família me levou para uma agência. Fui crescendo fazendo teatro. Tudo aconteceu naturalmente, eu me apaixonei pelos palcos”. A atriz comenta que crescer no meio teatral chegou a ser desgastante, mas divertido. “Tive de abdicar de algumas atividades. Não pude ir a muitas festinhas de 15 anos, mas tudo sempre foi muito gostoso. Para mim, não era um trabalho e, sim, uma brincadeira”.

Malu Rodrigues se apaixonou por Artes Cênicas quando estrelou o musical A Noviça Rebelde. Da mesma forma ocorreu com Larissa Manoela. Hoje, dez anos depois, ambas retornam à peça, tornando-se inspiração para as crianças que atuam no espetáculo. É o que diz a pequena Duda Batista, de sete anos. “Acho Malu Rodrigues e Larissa Manoela muito talentosas. Quando crescer, quero ser como elas”. Mesmo tão jovem, a menina já participou de diversos trabalhos artísticos. “Quando eu tinha uns quatro ou cinco anos fiz um comercial. Depois, fui fazendo algumas peças de teatro. Logo, fui virando uma atriz”.

duda batista e thiago henrique

Os pequenos Duda Batista, de 7 anos e Thiago Henrique, de 12, mesmo tão novos, esbanjam talento Foto: Richard Aguiar

Thiago Henrique, de 12 anos, que interpreta o personagem Kurt no musical, compartilha o mesmo sentimento. “Sempre gostei muito de teatro. Se der certo, pretendo viver disso, porque eu adoro”. Assim como Thiago e Duda, muitas crianças têm se interessado pela arte, é o que indicam os dados da Escola de Atores Wolf Maya. Por ano, cerca de 30 a 40 crianças ingressam em cursos de atuação.

A professora de teatro Ana Priscilla Lacerda comenta que novelas infantis e programas como The Voice Kids têm atraído crianças para os palcos, principalmente para o teatro musical. Além disso, ela acredita na importância das aulas teatrais para o público infantil. “Para o crescimento da criança é importante atividades que promovam a socialização, o trabalho em grupo, que podem ensiná-las a ter responsabilidades desde cedo. O teatro faz bem isso”.

Crianças No Ensaio

As crianças do musical A Noviça Rebelde em um dos ensaios da peça Foto: Richard Aguiar

Esse crescimento se deve, também, ao fato do palco ser visto pelos pequenos como uma nova forma de diversão. É o que relata o diretor e professor teatral Felipe Coelho. “A criança, sem perceber, faz teatro nas suas brincadeiras, criando realidades de forma verdadeira. Quem nunca brincou de médico ou de polícia e ladrão?”. Ele também defende que todas as pessoas deveriam ter aulas de encenação desde a infância. “Quanto mais cedo o contato com as linguagens artísticas, mais sensibilidade e empatia o ser humano terá”.

O teatro é uma ferramenta artística que pode trazer benefícios para o ser humano como alegria, diversão e sonhos, portanto, incentivar a prática em crianças torna-se fundamental. Como dizia o filósofo Arthur Schopenhauer: “Não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho”.

 

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Reportagem produzida para a disciplina de 5º período Projeto Interdisciplinar em Jornalismo Impresso

Professores e alunos do curso de Jornalismo lamentam morte de Boechat

Âncora da BandNews e da TV Bandeirantes morreu na queda de um helicóptero na tarde de segunda-feira (11)

A notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, na tarde de segunda-feira (11) caiu como uma bomba nas redações de todo o Brasil, mas também nos corredores e salas de aula da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Como se não bastassem o desastre  de Brumadinho e o incêndio no Ninho do Urubu, em que 10 jovens atletas morreram queimados, o início de 2019 levava também uma das figuras mais icônicas dos meios de comunicação do país.

Para o jornalista Luís Bittencourt, Coordenador do Curso de Jornalismo e Doutor em Comunicação e Cultura, o jornalismo brasileiro está de luto. “Ricardo Boechat era um norte para todos nós. Uma presença diária que nos lembrava a todo momento do que é ser jornalista nessa era da “pós-verdade”. Não se iludir com esses conceitos da moda. Ter consciência do compromisso com a sociedade. Não se intimidar com os “donos do poder”. E a consciência de que jornalista não tem partido. Se há partido é o que está do lado da sociedade, da democracia, da liberdade de expressão, que ele tão bem usou durante todos esses anos nos diversos meios que trabalhou”, disse Bitt.

A jornalista, Mestre em Avaliação e professora da disciplina de Assessoria de Imprensa da UVA, Ana Cristina Rosado também comenta a perda. Ela conta que foi uma honra ter Ricardo Boechat como seu professor no curso de Jornalismo da Faculdade da Cidade.

“Com certeza um dos maiores presentes que recebi durante a minha formação. Ele era um sábio, um gênio, uma águia do jornalismo. Boechat marcou o jornalismo com a sua coragem. Eu sempre dizia que era o porta-voz do povo brasileiro”, comentou Ana Cristina.

A admiração por Ricardo Boechat não partia somente dos que conviveram com ele. O professor de Telejornalismo da Veiga, Gustavo Lacerda, que é Doutorando em Comunicação, conta que ficou impressionado com a carreira premiada de Boechat e, a partir disso, começou a acompanhar mais o seu trabalho. “Nossos alunos sentiam muita proximidade com o trabalho dele. Ele impressionava por sua proximidade com o público em geral”, disse. Gustavo relembrou alguns episódios em que a forma contundente de falar de Boechat mostrava claramente seu posicionamento engajado em causas políticas e sua preocupação com o bem estar social.

Boechat

Além de âncora, Ricardo Boechat era conhecido pelo programa que apresentava todas as manhãs na BandNews, o site da rádio chegou a ficar fora do ar devido à morte do jornalista Foto: Reprodução

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Durante o dia, numa tentativa de falar com alunos e ex-alunos da Veiga que trabalham no Grupo Bandeirantes, a reportagem da Agência UVA conseguiu conversar com Carlos Briggs, chefe de reportagem da Rádio BandNews Fluminense FM. “O Boechat não era da Band, a Band era do Boechat”, afirma o jornalista Carlos Briggs. Com quase dez anos de casa, Briggs comenta como era conviver com Boechat. “Ele era de uma genialidade, de um pensamento rápido, de um raciocínio em frações de segundo, algo fora do comum. Ele nos ensinou a sermos jornalistas de uma forma que transcende qualquer explicação lógica. Fui durante oito anos repórter dele, hoje eu sou chefe de reportagem, muito graças a ele”, contou, emocionado.

A Doutora em Comunicação e jornalista Maristela Fittipaldi, também professora do curso de Jornalismo da Veiga, conta que trabalhou no jornal O Globo no mesmo período em que Boechat mantinha uma coluna:

“Quando um jornalista morre, além de sua própria história, vai embora parte da história de todos nós. Em sua profissão, um jornalista testemunha, vivencia, mergulha na realidade de forma intensa todos os dias, na permanente tentativa de desvendar o ser humano, a sociedade, a realidade à sua volta, para compartilhar com o público. E Boechat certamente fazia isso de forma competente, vigorosa e destemida. Espero que seu legado possa continuar inspirando gerações de jornalistas a valorizar sua profissão e a acreditar num jornalismo corajoso e de qualidade”, disse Maristela.

A aluna do curso de Jornalismo Raísa Pires, que foi estagiária da BandNews por cerca de um ano e meio, reforçou o quanto Boechat era querido na redação. “O Boechat era fora do ar o que ele era no ar, ele não tinha máscara. Era a mesma pessoa, então, se no ar ele brigava, ele puxava a orelha, ele fazia isso fora do ar. O que as pessoas me diziam lá, os que trabalhavam diretamente com ele, é que isso instigava elas a correrem atrás e melhorar. E o grande legado dele naquela rádio, é a relação que a rádio tem com os ouvintes. O legado dele é o vinculo com os ouvintes, os ouvintes consideram a Band  como uma família, uma segunda família pra eles”, refletiu ela.

Eloá Custódio, aluna de Jornalismo e estagiária da Rádio UVA, diz que a morte de Boechat se torna tragédia não só pela forma violenta e inesperada como aconteceu, mas também pelo que ele representava. “O principal legado que os novos jornalistas devem aprender com Boechat é que é possível ser imparcial e, ao mesmo tempo, crítico, como ele foi”, disse. “Ser crítico é defender o interesse público e Boechat fazia isso. Só temos a aprender com ele. Na segunda-feira mesmo, pouco antes de morrer, ele estava no ar denunciado e comentando tragédias anteriores”, completou. Para ela, é o jornalismo perde um de seus grandes nomes.

Boechat

Ricardo Boechat tinha 66 anos Foto: Divulgação

Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), em São Paulo. O apresentador e radialista retornava de uma palestra em Campinas, quando o helicóptero no qual estava caiu na Rodovia Anhanguera, próximo ao Rodoanel. A queda causou a colisão com a dianteira de um caminhão que passava pela via no momento. Além de Boechat, o piloto do helicóptero, Ronaldo Quattrucci também morreu. O motorista do caminhão sofreu ferimentos.

A notícia da morte do jornalista repercutiu rapidamente nas redes sociais. Amigos, colegas de profissão e admiradores do trabalho de Boechat expressaram indignação e tristeza pelo trágico acidente e pela falta que o comunicador fará, não só no jornalismo, mas na sociedade.


Francisco dos Santos – 7º Período

“Uma Aventura LEGO 2” segue estilo da franquia com referências culturais a todo momento

Após o sucesso do primeiro filme, “Uma Aventura LEGO 2” chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7). Cinco anos depois dos eventos de “Uma Aventura LEGO”, de 2014, nada é tão incrível assim. Com a chegada de alienígenas do planeta Duplo, a cidade brinquedo é completamente destruída, transformando-se em “Apocalipsópolis”, uma distopia – com clara inspiração em “Mad Max: Estrada da Fúria” – que fez todos amadurecerem, com exceção, é claro, do nosso herói Emmet (Chris Pratt).

Lego Movie 2

Lucy (ou MegaEstilo), personagem de Elizabeth Banks, narra os acontecimentos que levam ao segundo filme Foto: Divulgação

Quando Lucy, Batman (Will Arnett), Unigata (Alison Brie), Barba de Ferro (Nick Offerman) e Benny (Charlie Day) são abduzidos e levados ao espaço, cabe a Emmet a missão de resgatar seus amigos, enquanto tenta provar a si mesmo que consegue ser durão. No caminho, ele encontra a ajuda de Rex Perigoso – também dublado por Pratt – personagem com um quê de Indiana Jones e inspirado em papéis anteriores do ator, como o Senhor das Estrelas em “Guardiões da Galáxia” e Owen de “Jurrasic World”.

Uma Aventura Lego 2

Referências a outros filmes podem ser vistas durante toda a animação Foto: Divulgação

O estilo que consagrou “Uma Aventura LEGO” pode ser revisto agora, porém, em alguns momentos, tornando-se maçante. As referências aos filmes, algo presente durante todo o roteiro, é a parte favorita dos adultos, sem dúvida. Porém, para as crianças, é possível perceber que tal estratégia não funciona, por motivos óbvios. O que resta aos pequenos são os trejeitos já conhecidos dos personagens, as montagens lúdicas do brinquedo, as cores e as músicas, que nesse, apesar de mais presentes, não impactam tanto quanto no primeiro filme.

Outra característica marcante é a transição da animação pro live-action – fato que surpreendeu na primeira aventura. Dessa vez, entretanto, o artifício é usado em demasia, o que tira um pouco o encanto da história. A exceção é a participação especial da comediante Maya Rudolph (Gente Grande e Missão Madrinha de Casamento).

Apesar dessas questões, a risada é garantida. As piadas são boas, além de serem usadas no timing correto. Vale a pena para quem está procurando um filme leve, capaz de entreter membros da família das mais diferentes idades. A animação já está em cartaz nos cinemas de todo o país.

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Andressa Gabrielle – 8º Período

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma Aventura LEGO® 2, a aguardada continuação do aclamado fenômeno mundial de bilheteria que deu início à história, reúne os heróis de Bricksburg em uma aventura inédita e repleta de ação para salvar sua adorada cidade. Já faz cinco anos que tudo estava incrível e os cidadãos agora enfrentam uma nova ameaça: invasores LEGO DUPLO® vindos do espaço, destruindo tudo em seu caminho a uma velocidade mais rápida do que eles são capazes de reconstruir. A batalha para derrotá-los e restaurar a paz no universo LEGO levará Emmet, Lucy, Batman e seus amigos a mundos distantes e inexplorados, incluindo uma galáxia repleta de planetas inexplorados, personagens estranhos e novas músicas viciantes. Sua coragem, criatividade e habilidades de construção serão testadas, mostrando o quão especiais eles realmente são. Reprisando seus papéis no primeiro filme, temos Chris Pratt como Emmet, Elizabeth Banks como Lucy (também conhecida como MegaEstilo), Will Arnett como LEGO Batman, Nick Offerman como Barba de Ferro, Alison Brie como Unigata e Charlie Day como Benny. Somam-se a eles Tiffany Haddish e Stephanie Beatriz como as novas personagens Rainha Tuduki Eukiser’ser e General Caos, respectivamente, além de Maya Rudolph. Uma Aventura LEGO® 2 tem direção de Mike Mitchell (“Shrek para Sempre”, “Trolls”, “Super Escola de Heróis”). O filme é produzido por Dan Lin, Phil Lord, Christopher Miller e Roy Lee, a equipe por trás da franquia de filmes LEGO desde a estreia de “Uma Aventura LEGO” em 2014. O roteiro é de Phil Lord & Christopher Miller e Matthew Fogel, com história de Phil Lord & Christopher Miller, baseado nos LEGO Construction Toys. Servindo como produtores executivos estão Jill Wilfert, Matthew Ashton, Jinko Gotoh, Chris McKay, Zareh Nalbandian, e Courtenay Valenti. Patrick Marc Hanenberger (“A Origem dos Guardiões”) é o designer de produção, e Claire Knight é a editora. A trilha sonora é composta por Mark Mothersbaugh (“Thor: Ragnarok”, “Uma Aventura LEGO”). Trisha Gum é a diretora de animação.


Andressa Gabrielle – 8º período

“Se a Rua Beale Falasse” é mais um brilho de Barry Jenkins

Na vida, atravessamos por diferentes emoções a todo momento e quanto mais o tempo passa, mais estamos acostumados a não as notar como algo artificial. Rir e chorar. Odiar e amar. Tais sentimentos não vêm e vão na base da escolha, eles simplesmente existem, são resultados de situações as quais vivenciamos diariamente. No cinema, mais difícil do que provocar sensações, é transitar entre elas com naturalidade ao longo da trama. Se a Rua Beale Falasse consegue isso.

Escrito e dirigido por Barry Jenkins (Moonlight: Sob a Luz do Luar), a história é uma adaptação do livro de 1974 do romancista James Baldwin e acompanha a vida do casal Tish (KiKi Layne) e Fonny (Stephan James), que se veem diante de provações em uma época onde os negros viviam às margens da sociedade – não que hoje a realidade seja completamente diferente disso. Não bastasse deixar clara, logo na abertura, a importância do local onde o filme se passa para a população negra americana, o roteiro nos põe diante do que pode ser encarado como apenas um recorte das lutas diárias de um povo.

Jenkins provou em Moonlight que não só é capaz de contar histórias fortes, como faz isso sem precisar ser expositivo. “Eu espero que ninguém nunca precise olhar para alguém que ama através de um vidro”, diz Tish em uma das primeiras falas do filme. Narradora e protagonista, ela está grávida de Fonny, que está preso sendo acusado injustamente de ter estuprado uma mulher a alguns quilômetros de distância de onde morava.

A estreante KiKi Layne está muito bem no papel Foto: Divulgação

O maior mérito de Jenkins aqui é transitar por duas temáticas diferentes e conseguir fazer isso de forma autêntica. Amor e injustiça estão presentes na narrativa, cada um à sua maneira, sem que se perca a mão de um lado ou do outro. Aliás, o fato de sabermos de início as trágicas consequências dessa história, não atrapalha em nada o ritmo do filme, pois a forma não linear como é contado favorece nossa atenção, à medida que vamos descobrindo, por meio de flashbacks, os acontecimentos que os fizeram chegar até ali.

Jenkins entende o poder das histórias que conta e isso faz com que tenha total domínio sobre o que quer transmitir. O fato de repetir recursos que já tinha usado em Moonlight, como os constantes close-ups no rosto dos personagens, os centralizando no quadro, parece emular a sensação de estarmos contemplando uma obra de arte presa na parede, além de evocar um ar de poesia, que nos faz admirar o que está sendo mostrado em tela. Esse mesmo ar é trazido pela belíssima trilha original de Nicholas Britell – que também compôs em Moonlight.

Tish e Fonny dançam em cena no bar Foto: Divulgação

Uma determinada composição inclusive, acompanha praticamente todas as vezes em que vemos Tish e Fonny juntos, não só isso, ela traz um tom que nos faz imaginar estar vendo um conto de fadas, algo genuinamente lírico. Essa harmonia trazida por diversos elementos do filme, é acompanhada de perto pela química apresentada pelo casal principal. Ao notar as trocas de olhares e sorrisos entre eles, presenciamos algo tão real e belo, que os atores parecem desaparecer e dar lugar a um casal que de fato existe fora da projeção.

Outra personagem que se destaca é Sharon (Regina King), a mãe de Tish. Jenkis cria momentos singelos que falam por si, e, sem um diálogo sequer, a coloca em uma das melhores cenas do filme, ao demonstrar seu conflito interno com a própria identidade fazendo o simples uso de uma peruca.

Embora esta seja uma obra preocupada em trabalhar os dilemas morais dos seus personagens, alguns parecem ter sido mal resolvidos ou simplesmente colocados sem necessidade. Outros membros das famílias do casal, por exemplo, apesar de surgirem com relevância no primeiro ato, perdem importância no restante da trama, a não ser em uma cena envolvendo o pai de cada um, que pouco acrescenta. No fim, as brigas envolvendo as duas famílias, repletas de frases de efeito, não parecem ser algo indispensável.

Regina King merece a indicação ao Oscar Foto: Divulgação

Se em Moonlight, Jenkins constrói sua narrativa a partir de três momentos distintos da vida dos personagens, aqui ele faz com que, através de flashbacks – mesmo esses não seguindo uma ordem cronológica –  nos encantemos aos poucos com como Tish e Fonny se conheceram e se apaixonaram. Notamos, portanto, que o mais importante deixa de ser as consequências, para, então, ser a veracidade do sentimentos entre os dois.

Ainda que pareça ficar em segundo plano, a injustiça em torno da prisão de Fonny ganha mais força à medida que o roteiro avança, indo numa progressão até o fim – o filme vai nos consumindo aos poucos, ao longo de duas horas. É na prisão, aliás, que acontecem boa parte das cenas envolvendo os dois. Repare como, mesmo que tenha a presença do vidro que os mantém separados, raramente enxergamos esse objeto, dando a sensação de que Tish e Fonny, por mais que não estejam juntos fisicamente, não enxergam barreiras entre eles. Sem contar momentos específicos em que a expressão dos personagens vai de preocupação à sorrisos em poucos segundos. 

Iluminação e uso de cores vibrantes dão brilho à pele negra dos personagens Foto: Divulgação

O filme, porém, jamais esquece de retratar os temas sociais, por mais que em instantes pareçam ficar de pano de fundo. As críticas ao sistema e à sociedade estão lá, às vezes em pequenos detalhes, como quando é demonstrado que os negros tinham dificuldade de alugar um apartamento pelo simples fato de serem negros. Ou quando, em uma sequência envolvendo o personagem de Bryan Tyree Henry, a direção é precisa ao mostrar o pavor do personagem, relatando a experiência de um negro na prisão – repare em como o diretor fecha o quadro enquanto ele fala, dando ideia de enclausuramento, além da mudança de tom na trilha. Daniel sequer precisa descrever o que passou para que entendamos sua angústia.

Se a Rua Beale Falasse é poesia na tela grande. Histórias de injustiça não podem se apoiar unicamente nas consequências, é preciso entender os personagens e desenvolve-los ao ponto de fazer com que o espectador crie laços com aquelas pessoas – e Jenkins faz isso com maestria. Definitivamente, o mundo precisa de mais trocas de olhares como as de Tish e Fonny.


Márcio Rodrigues – 7º período

Motivos para dizer “sim” ao vegetarianismo

Por Karolyne Caparelli

Nem sempre é fácil lidar com mudanças, ainda mais quando o assunto é alimentação. Afinal, essa fase é iniciada aos seis meses de idade e é construída ao longo da vida, além de ser considerada parte da identidade cultural. Às vezes, a decisão de modificar radicalmente os hábitos alimentares pode ocorrer por diversos motivos: o amor pelos animais que são explorados para o consumo, a redução dos impactos ambientais causados pela pecuária, a busca por uma vida saudável e com mais qualidade ou até mesmo, para o tratamento de doenças. Independentemente da razão, o vegetarianismo é uma tendência cada vez mais comum entre as pessoas.

Não é à toa. De acordo com uma pesquisa do Ibope realizada em 2018 em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), 14% da população do Brasil se declara vegetariana – quase 30 milhões de pessoas. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro, esse número cresce para 16%, representando um aumento de 75% em relação a 2012, quando o levantamento foi feito pela primeira vez. Diante disso, surge a dúvida: o que o vegetariano come? Depende. O indivíduo que decide aderir ao vegetarianismo não se alimenta com nenhuma proteína animal nem derivados, porém se ele não comer carne e consumir leite e ovos é classificado como ovolactovegetariano. Quando ingere somente leite é lactovegetariano e caso coma apenas ovos, ovovegetariano.

Pedro Bernardi Salvador é vegetariano há seis anos Foto: Acervo Pessoal

Pedro Bernardi Salvador, vegetariano há seis anos, faz parte da estatística da pesquisa. O estudante de Educação Física, de 23 anos, diz que a alimentação sem proteína animal auxilia na prática de exercício. “Faço esporte todos os dias e me sinto mais leve”. Ele ainda acrescenta sobre sua relação com a carne. “Algumas mudanças aconteceram depois que parei de comer. Consumir a morte de um bicho pesa espiritualmente para quem acredita como eu”. O principal motivo para decidir ser vegetariano foi a compaixão pelos animais, que sofrem durante o processo de abate. Ele afirma que deseja continuar seguindo esse estilo de vida futuramente. “Alguns acham que é moda, mas para mim não foi. Acredito que adotei mesmo a cultura do vegetarianismo. Enquanto puder ser saudável, sem matar o bicho, continuarei sendo vegetariano”.

Quem também decidiu se tornar vegetariana, pelo mesmo motivo, foi a estudante de Publicidade e Propaganda, Mylena Gonçalves. Aos 20 anos e vegetariana há quase dois, ela conta que o amor pelos animais foi a principal razão para mudar sua alimentação. Antes de escolher o vegetarianismo, ela consumia todos os tipos de fonte de proteína. “Não gostava de carne como a maioria das pessoas. Tinha nojo de carne vermelha, porém comia frango e o peixe era apenas na comida japonesa”, destaca. Quanto aos benefícios desse estilo de vida, ela diz ser uma pessoa muito mais saudável do que antigamente. “Jamais vou me arrepender de ter me tornado vegetariana. Saber que não estou consumindo um bicho que tanto sofreu faz com que eu me sinta mais leve”, acrescenta.

Mylena, apaixonada pelos animais e sua gata Amy Foto: Acervo Pessoal

A sensação de leveza é explicada pela nutricionista Bruna Ferreira Ribeiro, que afirma que isso pode estar associado ao maior tempo de digestão da carne e à consciência mais tranquila. No entanto, ela justifica a importância das fontes de proteína animal, pois são ricas em vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do organismo. Por isso, alerta: “Normalmente, vegetarianos precisam de suplementação da B12, já que não consomem carne, leite, queijos e ovos”. Sobre as vantagens da dieta vegetariana, a especialista cita que pode melhorar a atividade intestinal, porque legumes e verduras são ricos em fibras. Apesar disso, ela aponta: “De nada adiantarão os benefícios do vegetarianismo, se a pessoa tornar hábito consumir açúcar e outros alimentos maléficos à saúde”. Segundo Bruna, um estudo recente revelou que vegetarianos têm menos chances de ter doenças cardiovasculares e apresentam níveis de colesterol mais baixos.

A nutricionista Bruna Ferreira Ribeiro Foto: Acervo Pessoal

Pensando justamente na saúde devido à mudança alimentar, Frederico Madeira de Ley Servos, 25 anos, planeja suas refeições de acordo com os nutrientes diários que o corpo necessita. Vegetariano há dois anos, ele explica que o processo de transição começou com o movimento Segunda Sem Carne, que tem a proposta de substituir a proteína animal pela vegetal em um dia específico da semana. Trabalhando em uma Organização Não Governamental (ONG), Frederico conta que o motivo para aderir ao vegetarianismo foi o meio ambiente. “Teve a ver com as mudanças climáticas que estamos vivendo hoje. A pecuária é responsável por uma emissão gigantesca de gases poluentes do efeito estufa”. Ele relaciona a dieta vegetariana com a causa que defende: “Como ativista ambiental, sou contra isso. É uma hipocrisia continuar lutando e comendo carne”. Após adotar o novo estilo de vida, sua percepção em relação aos animais mudou para melhor.  

Além de Frederico, Rafaella de Souza Torres declara que sua proximidade com os animais aumentou depois que virou vegetariana, mas eles não foram a razão principal de sua mudança alimentar. “Foi o meio ambiente, porque comecei a entender que a criação de gado gastava muita água e desmatava as florestas”, afirma a estudante de Economia. Com 21 anos e vegetariana há quase três, ela comenta que tem somente um primo que também é adepto ao vegetarianismo e explica sobre o crescimento desse estilo de vida. “Está crescendo pela informação a que temos acesso hoje em dia. A tecnologia ajuda e deixa a pessoa mais segura para decidir”. Embora sinta um pouco de dificuldade de comer quando sai com os amigos à noite, dependendo do lugar, Rafaella argumenta que no dia a dia é diferente. Quando pensa no futuro, ela acredita que continuará sendo vegetariana e se arrepende apenas de não ter mudado antes.

Rafaella Torres: “Não me arrependo em nenhum momento de ter virado vegetariana” Foto: Acervo Pessoal

Seguir o estilo de vida sem proteína animal é uma ótima opção, segundo a nutricionista Cleonice Cristina Pereira. Vegetariana há 24 anos, ela diz que todos podem escolher o vegetarianismo, entretanto, alerta: “A pessoa precisa fazer acompanhamento nutricional”. Cleonice esclarece que, devido ao consumo de alimentos com mais proteínas biodisponíveis, facilmente absorvidas pelo organismo, o vegetariano tem uma série de benefícios. “Cabelo, pele, saúde e raciocínio lógico são diferentes, porque ele não come alimentos altamente inflamatórios e estimulantes como carne, leite e derivados, que podem proporcionar doenças e alergias”.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou que a carne processada é um alimento carcinogênico tipo 1 e que as não processadas são do tipo 2, o que significa que quem come proteína animal está mais propenso a ter câncer. Por isso, Cleonice fala sobre o tratamento de seus pacientes oncológicos e a relação com à alimentação. “Todos são vegetarianos. Se eles não quiserem ser, não trato”. Portanto, o número de adeptos ao vegetarianismo tem crescido não somente pelo amor aos animais, pela proteção do meio ambiente ou em busca de qualidade de vida, mas também para tratar patologias.

Opções de proteína vegetal para substituir a animal Fontes: Nutricionistas Bruna Ribeiro e Cleonice Pereira


Reportagem produzida para a disciplina de 5º período Projeto Interdisciplinar em Jornalismo Impresso