Os desafios de ser mulher e gamer: como os jogos têm se tornado um ambiente tóxico

Jogar é um hobbie desde as cartas e tabuleiros, até hoje, na era digital. É comum encontrar alguém se distraindo com algum joguinho na tela do celular, mas existe um público específico que sofre para se divertir. Atualmente, o ambiente dos games online é considerado um território hostil para as mulheres.

Vídeos com ofensas dirigidas a elas não são raridade e essa realidade parece desanimar quem quer apenas se divertir e passar o tempo. Os casos apresentam um padrão: ofender mulheres com o sexismo. Frases como “vai lavar louça!” ou “tinha que ser mulher!” fazem parte do cotidiano de moças que gostam de jogar.

A estudante Daiane Belfort, que joga o título League of Legends, mais conhecido como LoL, contou que o ambiente é bem agressivo. Ela assumiu que já deixou de jogar por conta das ofensas. “Eu não estava me concentrando no jogo e fui xingada. Em um momento que fui me distrair, acabei me estressando mais ainda. O que será que fiz de errado para ser tratada assim? Só por ser mulher?”, diz Daiane.

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Daiane Belfort usa apelidos que não a identifiquem como mulher Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Hoje, ela evita dar qualquer indicação de quem é ao jogar. “Meu apelido é bem generalista, mas, às vezes, meus amigos se esquecem e acabam me chamando pelo nome e aí começa. Eu faço alguma coisa errada e me xingam. Em alguns momentos, envolve até palavrões”, conta a estudante, que usa também a estratégia de não jogar sozinha.

Daiane não é um caso isolado. Gabrielle Mancini é administradora de um grupo temático de Counter Strike Global Offensive (CSGO). Esse é um título problemático, o que dificulta ainda mais para uma mulher, por envolver conversação de voz. Ela aponta um outro problema, o assédio e revela que também já deixou de jogar por conta das ofensas. “Metade dos jogadores me mandam lavar a louça e outra metade dá em cima de mim ou faz alguma piada sexista de duplo sentido. É chato quando me ofendem só por eu ser mulher ou por alguém ser negro, por exemplo”, revela.

A estudante Layla Fleischhauer também viveu momentos negativos enquanto tentava se distrair jogando LoL e CSGO. Assim como as demais, já abandonou uma partida por conta dos xingamentos. “As falas machistas já me machucaram muito, a ponto de chorar pelo que eu escutei”. Ela transmite o jogo em seu canal na Twitch, que já foi invadido por homens a fim de proferir ofensas de todo o tipo.

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A estudante Layla Fleischhauer já teve sua transmissão atacada por homens Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Layla joga também no clube de CS Gamers Club, que tem um sistema de punição a esses ataques mais eficiente do que a Valve, programadora do CSGO. Para Layla, o fato do sujeito estar escondido atrás do monitor é o fator determinante para esse comportamento. A estudante faz ainda um apelo aos homens que não concordam com essa atitude, que saiam da passividade e ajam em prol das mulheres.

Na opinião de Vivian Raquel, o problema está na aceitação da mulher em um ambiente tido como do homem. Ela acredita que a falta de um cenário profissional feminino forte, como acontece no masculino, não as incentiva a jogarem. “Muita das vezes jogamos caladas, para evitarmos ser xingadas ou assediadas”, conta Vivian.

Apesar disso, há quem procure ajudar. O DJ Guilherme Atuartte apresentou o Counter Strike à esposa, Caroll Gervasio. Ele conta que reage quando presencia algum comportamento parecido, mas que ainda assim, são muitas as pessoas com a intenção de atrapalhar o jogo. Caroll acredita que deveriam existir plataformas mais eficientes para denúncias.

O problema persegue até pessoas famosas dentro desse universo, como a repórter e apresentadora do Circuito Brasileiro de League of Legends (CBLoL) Carol Oliveira, ou simplesmente Tawna. Recentemente, ela postou no Twitter um caso de discurso de ódio recebido enquanto estava transmitindo um jogo, que pensa ter sido para chamar atenção. Ela acredita que esse tipo de atitude deva acabar e que esse é um espaço a ser ocupado pelas mulheres por direito.

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Em outras plataformas, como o celular, não é diferente. A assistente administrativa, Cíntia Cristina enfrenta o mesmo obstáculo. Ela já foi criticada logo no início da partida, apenas por ser mulher. Cíntia conta que quando está muito nervosa, prefere desativar os chats e jogar só e ainda sugere: “Nunca deixem de fazer algo por causa do preconceito alheio”. Aos homens, o pedido é que eles não as deixem sozinhas: “Já é muito difícil encontrar garotas que jogam, então precisamos de apoio”.

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Cíntia Cristina joga pelo celular, onde também já viveu situações desagradáveis Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Em comum, todas as entrevistadas dizem que a comunidade inteira deve agir. Sugerem que os bons usuários se manifestem contra o discurso de ódio, fazendo denúncias. As salas de games online são febre no mundo inteiro, mas parecem hostis para as mulheres, ainda que se divertir seja um direito de todos.

HÁ UMA ALTERNATIVA PARA O PROBLEMA

Os jogos normalmente contam com um sistema de denúncias, mas cuja eficiência é questionada pelos usuários. Dentro do título CSGO, já existe uma iniciativa que tem surtido efeito: A Gamers Club. Após um cadastro, a pessoa têm direito a jogar nos servidores próprios da GC, que possuem diferentes ações que visam fomentar o cenário competitivo do CSGO, dentre elas, a Liga Feminina.

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A proposta da GC é tornar o ambiente atrativo para todos os públicos Foto: Divulgação / Gamers Club

Yuri Uchiyama, CEO da empresaacredita que liga é importante, mas não é a única solução, embora entenda a necessidade desse produto exclusivo para esse público. “Acreditamos na capacidade de todas as mulheres, por isso, elas podem jogar qualquer competição da GC. A Feminina é um incentivo a mais que acreditamos fazer sentido para o momento do mercado”.

Segundo o clube, o comportamento agressivo é enquadrado como discurso de ódio, o que é passível de exclusão dos servidores. O recado dado por ele é simples: “Todos são bem-vindos a jogar na Gamers Club! Se alguém lhe ofender, informe para que as punições sejam aplicadas. Respeitem as regras e tenham um bom jogo!”.

A EXPERIÊNCIA DE VIVER NA PELE DELAS POR UMA SEMANA

Para entender melhor sobre o assunto que escrevia, resolvi me passar por uma mulher em dois títulos: Counter Strike Global Offensive e League of LegendsDaianeryS, meu alter ego, frequentou diversas partidas, em diferentes horários. A primeira impressão foi a de necessidade de transferência de culpa após um erro, seguidas de frases como “Me segue, burra!”, usadas sempre que um equívoco ocorria.

No LoL, um ponto observado foi a falta de credibilidade. Em diversos momentos, eu tentei dar orientações e fui ignorado ou até pior. Frases como “Tinha que ser mulher” e “Você é menina, fica quieta e obedece!” foram as situações mais leves. Nas partidas que joguei sem amigos, o resultado foi uma derrota, sempre comigo sendo culpado por ela.

No Counter Strike a situação foi um pouco diferente, mas não menos desagradável. Como a comunicação é feita basicamente pelo microfone, me restringi a seguir as orientações para não sair do disfarce. Em situações de desvantagens, fui bem pressionado, porque era obrigado a vencer para não ouvir o “volta pra pia!”. Os xingamentos se sobressaíram a alguns ótimos jogadores que foram cordiais e educados.

O melhor estava reservado para a última partida dessa experiência. Por acaso, caí em uma sala com um casal e mais duas pessoas. O jogo foi apertado e eu era o integrante que menos conseguia contribuir para o time. Por outro lado, a real mulher da sala estava sendo bastante efetiva. Em nenhum momento houve pressão por parte de qualquer pessoa, pelo contrário. “Eu confio!”, foi o que ouvi em uma situação de desvantagem. Ao vencer o duelo: “Parabéns! Vamos, vamos!”. Talvez tenha sido o momento mais legal e me fez revelar quem eu era e o porquê estava disfarçado, o que me trouxe uma reflexão que é importante transmitir a todos.

Jogue para se divertir e seja uma pessoa cordial. É normal se irritar quando um jogo de 40 minutos é perdido por conta de erros de um jogador inexperiente, mas ofensas são ineficazes. Não direcione xingamentos de cunho sexista para as mulheres, elas são donas desse espaço tanto quanto os homens. Se você presenciar uma situação de discurso de ódio, não fique calado. Denuncie! Passa por nós ter um ambiente que nos divirta.


Pablo Guaicurus – 8º período

Eleições 2018: protestos contra e a favor de Bolsonaro marcam o fim de semana

Neste sábado (29), o movimento de mulheres contra Jair Bolsonaro saiu das redes e tomou as ruas de diversas capitais brasileiras e em cidades do exterior. No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na Cinelândia, Centro da cidade. Ainda não há estimativa oficial, mas o evento reuniu milhares de pessoas.

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Mulheres protestam contra declarações polêmicas do candidato, acusado de machismo Foto: Maria Carolina Martuchelli/AgênciaUVA

Segundo a estudante Yasmin Mourão, de 21 anos, a passeata serviu para que diversos grupos tivessem sua indignação ouvida. “As mulheres, negros e LGBTs têm que se unir e mostrar que têm força”, disse. O político é acusado de machismo, racismo e homofobia, devido às declarações polêmicas que deu para a imprensa.

A mobilização ocorreu de forma espontânea, principalmente através das redes sociais em grupos como “Mulheres Contra Bolsonaro”. Apesar de ter sofrido represálias online, o protesto seguiu pacífico e sem confrontos. A partir das 18h, as manifestantes seguiram em caminhada até a Praça XV, passando pela Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). O ato se encerrou aproximadamente às 21 horas.

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Movimento em apoio ao candidato à presidência reuniu eleitores na Praia de Copacabana Foto: Proner Farpa / Folhapress

Em oposição a esse movimento, eleitores de Bolsonaro também foram às ruas para demonstrar apoio ao político. Na cidade do Rio, o grupo se concentrou no fim da manhã em Copacabana e tomou uma das faixas da Avenida Atlântica, na altura do Posto 5. Os manifestantes se vestiam de verde e amarelo e cantaram o hino nacional. O Centro de Operações Rio informou que às 18h50 as pistas foram liberadas. Veja aqui o vídeo da AFP sobre esse protesto.

O engenheiro Jorge Moura, de 59 anos, é um dos apoiadores do candidato do PSL. Ele acredita que os governos de esquerda aumentaram a violência e a insegurança no país. Apesar do perfil conservador, considera que ambos os lados devem se expressar livremente. “As manifestações são importantes para defender publicamente as suas posições e também é uma forma de mostrar força”, declarou.


Maria Carolina Martuchelli – 6º período

Conheça os benefícios da dança para o corpo e a mente

A prática da dança é uma forma de arte e de expressão corporal, que estimula a criatividade, trazendo leveza e alegria para a vida de uma pessoa. Dançar também ajuda na socialização, fortalece a musculatura do corpo e melhora a memória. Além disso, traz diversos benefícios para o campo emocional, ajudando a combater a depressão e a baixa autoestima.

O ator Henrique Lott, de 25 anos, faz aulas de jazz e ballet clássico há seis anos. Ele conta que a dança ajuda no dia a dia, pois sente mais disposição para executar as tarefas e para se relacionar. “Tem uma energia tão boa. Acho que é química também, a endorfina, porque você fica com mais vontade de trabalhar, de se relacionar com a sua família, com seus amigos e cria laços de amizade bacanas”. Segundo ele, dançar também ajudou muito no trabalho como ator, pois é uma forma de arte que permite aflorar e expressar as emoções.

Além da expressão artística, a professora de biodança Lícia Barretto explica que a dança amplia a percepção corporal, proporciona prazer e eleva a autoestima. “Danças geram harmonia interna de bem-estar, eliminam o medo da exposição, promovendo alegria e diminuindo o estresse”. Ela conta que as pessoas costumam procurar as aulas para melhorarem questões complicadas em suas vidas, como perdas afetivas, término de relações, complexos de inferioridade e insatisfações com o próprio corpo.

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A prática da dança combate a baixa autoestima e a depressão, além de aumentar a consciência corporal Foto: Letícia Montilla / Agência UVA

Outro motivo que leva alguém a procurar as aulas de dança é a vontade de melhorar o desempenho profissional. Segundo conta Edilze Francioni, de 56 anos, dançar ajudou na atuação como médica. “Com a idade, a tendência é ir perdendo a habilidade para a rapidez de raciocínio. Eu voltei a trabalhar dentro de terapia intensiva, o que exige que eu raciocine rápido. Acho que se não fosse o ballet, eu estaria com mais dificuldade”. Ela acredita que a dança possibilita mais gentileza e delicadeza para o exercício da medicina. “É diferente de alguns médicos que tratam com rispidez os pacientes, que são impacientes e grosseiros. O ballet não deixa que a gente fique assim, pois traz suavidade para a profissão”.

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A expressão artística e o estímulo da criatividade são algumas das vantagens que as aulas de jazz proporcionam aos alunos Foto: Letícia Montilla/AgênciaUVA

Dançar também ajudou no trabalho de Adriana Faria, de 47 anos. Ela faz aulas de jazz há um ano e meio e afirma que sentiu melhoras na parte neurológica. “Eu sofria de um problema muito sério, que é a falta de memória. Muita coisa eu esquecia, mas agora já consigo lembrar com mais facilidade”. Ela conta que participar das aulas de dança ajudou com os problemas da coluna. “O médico disse que eu não podia fazer mais nada, que eu tinha que ficar parada, vegetando”. No entanto, hoje, com a prática de exercícios, Adriana já não sente mais as dores de antes.

Fazer jazz e ballet também foi muito benéfico para a parte física de Claudia Montenegro. Ela começou as aulas porque sentiu a necessidade de fazer uma atividade que ajudasse na coordenação motora. Hoje, aos 53 anos, confessa que ficou surpresa com seu desempenho. “É uma alegria, porque você olha e pensa: Nossa, eu sou capaz de fazer esse movimento com a cabeça. Eu tenho ginga! Você vai se soltando, se descobrindo. Você descobre músculos e posturas que nunca conheceu, que nem sabia que tinha”. Ela também conta que o cansaço e o estresse devido aos problemas são completamente esquecidos, pois sente muita alegria e felicidade quando está nas aulas de dança.

Katia Cabral também se sente feliz ao dançar. Segundo ela, a prática faz com que sorria à toa, além de melhorar a musculatura do corpo. Bailarina e formada em Educação Física,  Katia dá aulas de ballet e acredita muito nos benefícios proporcionados. “É uma atividade física muito boa, porque trabalha força muscular, alongamento, coordenação motora, equilíbrio, concentração e tem tudo isso com prazer. Fora que, em uma aula em grupo, tem sempre um ganho com as relações que você faz”. Ela acredita que as vantagens vão além de serem apenas emocionais, físicas e sociais. “São também de alimentação artística, mesmo para quem não trabalha com isso, porque eu acho que a arte é boa para qualquer pessoa”.


Letícia Montilla – 6º período

Eleições 2018: movimento feminino agita com manifestação contra Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) é um dos nomes mais citados durante o período eleitoral, seguindo na liderança das pesquisas. De acordo com o IBOPE, o candidato possui atualmente cerca de 27% das intenções de voto. No entanto, a vitória ainda não está garantida: a rejeição dele é alta, principalmente entre as mulheres. A pesquisa revela que 43% das eleitoras não votariam nele de jeito nenhum.

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Mulheres são principal grupo de rejeição a Bolsonaro Foto: Visual Hunt

Com toda a aversão ao político, surgiram nas redes manifestações que chamaram a atenção. A hashtag EleNão, criada por mulheres, já conta com mais de 205 mil menções na rede social Instagram, sendo utilizada por famosos brasileiros e estrangeiros. Atrizes como Alinne Moraes e Paolla Oliveira se manifestaram publicamente. Até a cantora inglesa Dua Lipa, famosa pelo hit “New Rules”, se juntou ao movimento.

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Hashtag contra Bolsonaro já repercute internacionalmente Foto: Reprodução / Twitter

No entanto, grande parte da movimentação vem de mulheres comuns. O grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, por exemplo, já conta com mais de 3 milhões de participantes e, por isso, tem sofrido diversos ataques de hackers. Administradoras do grupo tiveram dados pessoais vazados e sofreram ameaças de grupos conservadores.

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Apesar da represália, grupo contra Bolsonaro segue crescendo Foto: Reprodução / Facebook

Para a estudante Juliana Wanderley, de 20 anos, o que gera tanta indignação feminina é a postura do ex-militar. “É um candidato que personaliza qualquer tipo de regresso social, econômico e político para a nossa democracia”, resume. Segundo ela, o movimento, ainda que virtual, tem reflexos diretos na população. “Isso gera debates, estimula o senso crítico, a pesquisa e o estudo acerca de planos de governo”.

Segundo o Datafolha, 61% do eleitorado de Bolsonaro é masculino. Embora estatisticamente sejam minoria, as defensoras do candidato do PSL estão otimistas. A técnica de enfermagem Marcela Moura, de 35 anos, o apoia pelos valores familiares. “Ele é um homem centrado no que fala, pode não entender de economia, mas é um homem de família”, declara. Para Marcela, não há motivo para temer a oposição. “Para mim é mais um movimento de baderneiros que, na hora de votar, votam nulo ou em branco”.

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Apoiadores estão otimistas para as eleições, que ocorrem dia 7 de outubro Foto: Visual Hunt

No entanto, já estão sendo planejadas manifestações femininas em diversas capitais brasileiras para este sábado (29), o que pode mudar o cenário eleitoral segundo a cientista política Camila Rocha, doutoranda na USP. “Pode influenciar, tendo em vista o impacto que os protestos de massa dos últimos anos tiveram nas instituições políticas e que ainda existem muitas pessoas que estão indecisas e vão escolher seu candidato na última hora”, explica.

Manifestações a favor do candidato também estão programadas para este sábado. O encontro dos eleitores de Bolsonaro está marcado para o fim da manhã, na orla da Praia de Copacabana, altura do Posto 6.


Maria Carolina Martuchelli – 6º período

Saiba a importância da adoção de animais domésticos

Cerca de 40 animais domésticos submetidos a situações degradantes foram resgatados pela polícia na última semana. Uma clínica veterinária, no Rio de Janeiro, mantinha cães de raça confinados para reprodução e venda de seus filhotes. Eles estavam sendo mantidos em condições precárias de higiene e alimentação. O médico veterinário responsável pelos maus tratos está preso e os animais estão recebendo os devidos cuidados para se recuperarem.

Devido a fatos como esses, é cada vez mais necessária a existência de pessoas dedicadas a cuidar dos animais. Uma delas é Katia Abreu, que faz parte do projeto Lar Doce Lar, cujo objetivo é resgatar cães e gatos da rua. Todos são castrados e colocados para a adoção, recebendo os devidos cuidados, como alimentação e remédios. “As pessoas não têm noção de que não há por trás nenhuma estrutura de patrocínio. É o dinheiro do nosso salário. Algumas aqui são faxineiras, tem um salário de mil e poucos reais para sustentar uma casa e conseguem fazer a proteção mesmo assim”.

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Clínica veterinária mantinha cães de raça confinados para reprodução e venda de seus filhotes Foto: Pixabay

O projeto Lar Doce Lar também conta com a ajuda da advogada Daniele Vasconcellos. Ela cita que há casos de indivíduos que criam os animais trancados em um quarto, para que eles reproduzam continuamente, como aconteceu com os cães resgatados pela polícia. As fêmeas submetidas a esse tipo de situação podem desenvolver câncer no útero. Por isso, ela defende que o brasileiro deveria adotar. “No Brasil, o animal é um comércio. Em alguns países, como a Holanda, isso é proibido e a adoção é incentivada. Você quando adota, não fomenta esse mercado imundo de comércio e sofrimento animal”.

A advogada também explica que o Brasil tem poucas políticas públicas de castração, de adoção e de investimento social em abrigos. “Uma cadela e uma gata podem ter muitas gestações ao longo da vida. Se elas estiverem na rua, vão cruzar e gerar mais gatinhos e cachorrinhos, que vão ficar abandonados”. Segundo Danielle, a adoção, somada com a política da castração, é muito importante para a diminuição desse número de animais desabrigados. “Tanto o gato quanto o cachorro resgatados vão satisfazer a sua alegria de ter um bicho de estimação, sem contar com a satisfação que você vai ter de saber que ele foi tirado do sofrimento, do frio e da fome.”


Letícia Montilla – 6° período

‘Um Pequeno Favor’ é suspense com boa dose de humor

Anna Kendrick é uma atriz conhecida do público e que já brilhou em diversos papéis de comédia. Dessa vez, a estrela de “A Escolha Perfeita” interpreta uma personagem bem diferente do que estamos acostumados no suspense “Um Pequeno Favor”. Com sua veia cômica, ela foi a escolha ideal para viver Stephanie, uma mulher aparentemente “certinha” demais, cuja vida sofre uma reviravolta quando sua misteriosa amiga Emily (Blake Lively), uma mãe ausente e boêmia, desaparece sem deixar pistas.

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Amizade entre as personagens é o centro da trama de suspense Foto: Divulgação

O roteiro segue o livro homônimo de Darcey Bell, mas com pequenas adaptações para a linguagem cinematográfica. O blog de Stephanie, por exemplo, nas telonas se transformou em um vlog no YouTube, uma ótima sacada que gera momentos hilários. Além disso, através desse recurso conhecemos melhor um dos lados da personagem. Multifacetada, a mãe interpretada por Kendrick é a que mais evolui ao longo do filme.

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Anna Kendrick interpreta a protagonista Stephanie, que investiga o desaparecimento de sua amiga Foto: Divulgação

O figurino também é muito bem planejado para mostrar a personalidade de cada personagem e as diferenças entre as protagonistas se expressam até em detalhes, como a decoração das casas e o comportamento dos filhos de cada uma. Apesar disso, os julgamentos iniciais mudam conforme o rumo dos acontecimentos e o espectador logo percebe que nem tudo é o que parece.

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Blake Lively surpreende no papel de Emily, uma executiva que desaparece misteriosamente Foto: Divulgação

Aliás, nada é o que parece na trama e as revelações são totalmente inesperadas. O ritmo é bem ágil, o que pode deixar quem assiste perdido em alguns momentos. As surpresas são constantes e duram até o momento final. Por conta disso, possui muitas semelhanças com o sucesso “Garota Exemplar”. No entanto, “Um Pequeno Favor” não é sombrio como o seu antecessor, pelo contrário, é divertido e exagerado, com um toque de “Meninas Malvadas”.

Assim, a produção dirigida por Paul Feig (diretor de “Missão Madrinha de Casamento”) pode decepcionar quem espera um filme noir clássico, mas certamente cumpre seu papel de surpreender o espectador, que não pode prever o desenrolar da trama cheia de traições, segredos e muito humor ácido. O longa estreia dia 27 de setembro.

Confira os locais e horários das sessões disponíveis essa semana no Rio de Janeiro:

Cinemark Botafogo:

  • Quinta (27/09) – 13:30, 16:20, 19:15, 22:00 (Legendado)
  • Sexta (28/09) – 14:05, 16:50, 19:40, 22:30 (Legendado)
  • Sábado (29/09) – 15:30, 18:20, 21:10 (Legendado)
  • Domingo (30/09) – 13:30, 16:10, 19:00, 22:15 (Legendado)

Cinépolis Lagoon:

  • Quinta (27/09) – 16:30, 19:10, 22:00 (Legendado)
  • Sexta (28/09) – 16:30, 19:10, 22:00 (Legendado)
  • Sábado (29/09) – 13:40, 16:30, 19:10, 22:00 (Legendado)
  • Domingo (30/09) – 13:40, 16:30, 19:10, 22:00 (Legendado)

Cinesystem Américas:

  • Quinta (27/09) – 14:05, 16:35, 19:10, 21:45 (Legendado)
  • Sexta (28/09) – 14:05, 16:35, 19:10, 21:45 (Legendado)
  • Sábado (29/09) – 14:05, 16:35, 19:10, 21:45 (Legendado)
  • Domingo (30/09) – 14:05, 16:35, 19:10, 21:45 (Legendado)

UCI ParkShopping Campo Grande:

  • Quinta (27/09) – 15:10, 20:10 (Dublado); 17:40, 22:40 (Legendado)
  • Sexta (28/09) – 15:10, 20:10 (Dublado); 17:40, 22:40 (Legendado)
  • Sábado (29/09) – 15:10, 20:10 (Dublado); 17:40, 22:40 (Legendado)
  • Domingo (30/09) – 15:10, 20:10 (Dublado); 17:40, 22:40 (Legendado)

Maria Carolina Martuchelli – 6º período

 

Panfletários políticos: como é o corpo a corpo de quem ajuda os partidos

A palavra panfletário, em época de eleição, faz o público pensar de imediato nos folhetos coloridos que são distribuídos pelas ruas da cidade. Na correria do dia a dia, muitos passam direto e não aceitam das mãos dos outros esses panfletos partidários. A população, no entanto, não imagina quem são essas pessoas que estão na rua oferecendo informações sobre os candidatos.

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Público alvo dos panfletários em um dia de semana Foto: FreeImages

Esses trabalhadores são, em sua maioria, assalariados e obedecem a ordens superiores sobre como se portar e onde ficar para melhor atingir seu público-alvo. Katelyn, de 24 anos, que assim como a maioria dos entrevistados não quis dar o seu sobrenome, está trabalhando para o partido Democratas (DEM). “Todo dia a gente está em um lugar diferente e vê onde a aceitação é melhor”. A partir disso, a coordenadora dela é quem escolhe o próximo local de trabalho.

O perigo dessa abordagem é quando o contratado para o cargo não tem ciência dos ideais de quem estampa seu panfleto. Greice, de 22 anos, funcionária do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), não soube informar as propostas dos candidatos aos cargos de Deputado Estadual e Federal.

A falta de conhecimento desses indivíduos oferece uma maior preocupação, já que nenhum deles conhece a legislação que faz a manutenção de seus cargos. As normas estabelecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) são claras quanto ao que pode ou não acontecer durante os três meses anteriores à eleição. Contudo, os dirigentes partidários insistem em burlar as regras, contratando adolescentes para entregar folhetos e colocando seus contratados em frente a universidades particulares e hospitais, o que é proibido.

Aqueles que são voluntários para as campanhas fazem questão de estar informados sobre os planos dos candidatos. Alexandre, de 44 anos, dirige uma corrente interna do PSOL. “A gente fala as propostas que apresentamos em nossa candidatura. Toda a nossa militância constrói a candidatura voluntariamente”. Entretanto, a maioria dos cidadãos não ouve o que eles têm para falar. A falta de tempo e a correria conduzem o povo a não se atentar ao que esses trabalhadores estão oferecendo.

Os voluntários ainda reforçam a importância de tal ofício, mesmo que não sejam filiados ao partido, como explica Tiago Dornellas, de 29 anos, que trabalha para o Partido Novo. “Como cidadão brasileiro, carioca, tenho que usar minha influência e força de trabalho para trazer o resgate à política, que muitas pessoas abandonaram, o que trouxe o estado em que estamos”.

Há ainda os que sofrem com as represálias em bairros dominados por milícias e não podem sequer ir a certos lugares da cidade. Um panfletário do PSOL, que não quis ser identificado, acredita que o motivo é porque seus ideais vão contra os da maioria. Além de ser um trabalho árduo, mal visto pela sociedade, no qual alguns ainda correm perigo nas ruas, os papéis que são oferecidos têm um destino fatídico antes mesmo de terem suas informações lidas: o lixo. Apesar dessas dificuldades, eles encontram forças para continuar e gerar emprego para pessoas de todas as idades.


Luiza Accioly Lins – 8º período

CCBB comemora Dia Nacional do Surdo

26 de setembro. Dia Nacional do Surdo. Essa é uma data importante para refletir sobre aqueles que constantemente lutam por igualdade e principalmente inclusão na nossa sociedade. Em comemoração ao dia da pessoa com deficiência física, o Programa CCBB Educativo de setembro organizou uma programação especial.

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Ator e educador Augusto Machado na atividade Lugar de Criação, no dia 23 Foto: Leticia Heffer / AgênciaUVA

No programa, que vai do dia 21 até dia 30 deste mês, o público poderá conhecer mais sobre a cultura surda em atividades desenvolvidas pelos educadores do museu, como o aprendizado de Libras por meio de histórias contadas para crianças e adultos. Além disso, o programa conta com visitas feitas em Libras para pessoas com deficiência visual e autistas.

O CCBB já conta com atividades como audiodescrições das exposições e visitas mediadas em Libras, porém, agora em setembro, elas serão intensificadas por ser o mês do Orgulho Surdo e a Semana de Luta da Pessoa com Deficiência. É uma forma de celebrar as lutas e conquistas das pessoas com deficiência.

A partir do dia 24 ao dia 28, o público poderá trocar conhecimentos sobre a cultura e seu idioma com uma série de dinâmicas, não só feitas pelos educadores, como também, com a colaboração do educador e ator surdo Augusto Machado.

Ele também participou da atividade Lugar de Criação, onde crianças e adultos puderam participar da atividade e aprender de forma bem didática um pouco mais sobre o universo da Língua Brasileira de Sinais.

Para a estudante de pedagogia, que quer se formar em adepta de Libras, Sarah Coelho, de 22 anos, o evento foi essencial para ajudá-la a adquirir mais conhecimento. Sarah atua no meio, ela trabalha em campo na Escola Municipal Benjamin Franlin e diz o quão importante é o evento para a sociedade. “Achei muito interessante, muito bom! A gente que quer trabalhar com isso, ver o surdo presente na sociedade, é muito bom! Fiquei muito emocionada!”.

Segue abaixo a programação do evento:

24, 26, 27 E 28 DE SETEMBRO | SÁBADO A QUARTA-FEIRA | 15H ÀS 17H | LOCAL: TÉRREO

Dia Nacional do Surdo – De mão em mão 

O CCBB educativo propõe de uma forma lúdica uma troca de conhecimentos sobre a cultura surda e seu idioma, com uma série de dinâmicas desenhadas pela equipe do Educativo em colaboração com o educador e ator surdo Augusto Machado.

Visitas Mediadas especiais para públicos com deficiências

Na ocasião do Dia da Luta da Pessoa com Deficiência e o Dia Nacional do Surdo, o Programa CCBB Educativo promove Visitas Mediadas adicionais para pessoas surdas, pessoas com deficiência visual e com autismo.

Visitas Mediadas em Libras – 27 DE SETEMBRO | QUINTA-FEIRA | 17H

Visita Mediada para público com deficiência visual – 28 DE SETEMBRO | SEXTA-FEIRA | 17H/  30 DE SETEMBRO | DOMINGO | 11H

Visita Mediada para público autista – QUARTA A SEGUNDA | 10h ÀS 20H

Espaço de Convivência

O Espaço de Convivência convida ao encontro, à pausa e ao diálogo. É um lugar onde todos os públicos são acolhidos em suas diferenças e singularidades, afirmando o compromisso do Programa CCBB Educativo – Arte & Educação com a acessibilidade, a diversidade e a inclusão. O espaço conta com vídeos em libras e audiodescrição sobre destaques das exposições em cartaz.

Para mais informações visite o site do CCBB.


Leticia Heffer- 7º período

Dia Nacional do Surdo ajuda na conscientização da importância de aprender Libras

É comemorado hoje (26) o Dia Nacional do Surdo. A data foi escolhida pois é o aniversário da criação da primeira escola de surdos do país, fundada em 1857 pelo professor francês Eduard Huet, que era deficiente auditivo. O Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES), como é conhecido hoje, fica localizado em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Durante o Setembro Azul, como é chamado o mês dos surdos, comemora-se no dia 30 o Dia Internacional do Surdo e o Dia do Profissional Tradutor.

As datas servem para reforçar a luta de pessoas que normalmente só querem poder se comunicar, sem preconceito e com mais inclusão. Em 2010, segundo o censo do IBGE, 5,1% da população possuía algum tipo de deficiência auditiva, o que representa cerca de 9,7 milhões de brasileiros. Por isso, cada vez mais eventos de conscientização sobre a acessibilidade dessas pessoas têm sido realizados, mas apesar da conquista, ainda há o que fazer.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é o segundo idioma oficial do Brasil, mas a luta por mais escolas bilíngues, nas quais alunos surdos e ouvintes possam ter a oportunidade de aprender juntos, ainda é presente. Por achar interessante e pensando em seus futuros pacientes, a estudante de psicologia Gabrielli Martins, de 20 anos, estudou Libras. Ela não se considera fluente e pelo curso não ser reconhecido pelo MEC, não a capacita como intérprete. Ainda assim, garante que aprendeu bastante e consegue se comunicar bem. “Eu posso ter pacientes que são surdos. Eles também precisam de atendimento como qualquer pessoa, mas nem todo mundo os entende. A gente se importa demais em saber inglês, espanhol, mas saber falar em Libras não acontece muito, por mais que seja a segunda língua oficial do país”.

Tendo essa preocupação, pesquisas apontam que o número de deficientes auditivos no Brasil só deve crescer. Além do aumento da população idosa, que com a idade podem desenvolver alguma deficiência auditiva, os problemas que poderiam ser reversíveis, se constatados até os seis meses de idade, só são realizados no Brasil depois dos quatro anos, em sua maioria. Não é apenas nos pequenos que isso é enfrentado, nos adultos o uso de aparelhos de som com fone de ouvido em alto nível ajudam a causar surdez.

O estudante de publicidade Peterson Lopes, de 21 anos, se comunica tranquilamente por Libras. Essa aprendizagem veio por vontade própria, pela possibilidade de ajudar essas pessoas, que segundo ele são esquecidas pela sociedade. “Um dia me deparei frente a esse problema de não conseguir falar com um surdo, a partir disso fui assistindo vídeo-aulas e aprendendo com um conhecido que tem deficiência auditiva. Foi uma aprendizagem sensacional e que me orgulho sempre”.

A importância em aprender Libras é diária, visto que vivemos em uma sociedade que busca uma maior inclusão. Cursos grátis estão disponíveis pelo Brasil inteiro. Um deles é o curso ministrado pelo grupo de Mídias Digitais da Universidade de São Paulo (USP), que é voltado a todas as pessoas surdas ou ouvintes com interesse na Língua Brasileira de Sinais. Outra oportunidade também é dada pelo Programa Estudo Para Todos, em Rio Preto, São Paulo, que desde o mês de julho, iniciou o curso de Letramento em Libras I. Desde então, vem dando continuidade mais avançadas. Sem contar com a nova geração de youtubers surdos, que vem ensinando a língua na internet.

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Aula do curso de Letramento em Libras I Foto: Divulgação / Programa Estudo Para Todos


Eric Macedo e Vinícius Dias – 7º período 

‘Flamengo: história de uma paixão’: exposição faz Casa França-Brasil bater recorde de visitações

Do dia 7 a 26 de setembro, a Casa França-Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, recebe a exposição “Flamengo: História De Uma Paixão”. Com fotografias, vídeos, oficinas de arte, debates e espaço destinado ao torcedor, a mostra – com curadoria de Nelson Ricardo Martins, pesquisa de Bruno Lucena, realização do próprio clube e produção da Fase 10 Ação Contemporânea – ocupa todas as salas do museu em homenagem ao time, contando sua história desde a fundação até os dias de hoje. No Facebook da instituição, o curador afirma que a exposição se constitui em uma iniciativa inédita. “Nunca se ocupou um grande centro cultural da cidade trazendo a história de um clube carioca”, diz Nelson.

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É possível visitar a exposição até hoje às 20h Foto: Thais Fernandes / AgênciaUVA

Com a mostra, a Casa França-Brasil registrou recorde de público em um único fim de semana. Cerca de mil visitantes passaram por lá no sábado e domingo de estreia. A média para esses dias é de 300 pessoas. Os torcedores encontram uma exposição composta de quatro painéis, com 2,5 metros de altura e 4,0 metros de largura cada, que ficam na sala principal, com cerca de 170 fotos e vídeos que compõem uma linha do tempo da história do Flamengo.

Há uma mini-arquibancada estilizada transformada em espaço de convivência, onde os visitantes podem assistir a imagens da torcida e dos gols mais emblemáticos no telão em frente. Também é onde acontecem as palestras com os torcedores mais famosos do time e os organizadores da mostra.

Figuras icônicas da torcida rubro-negra como “Anjinho”, “Pânico”, “Valderrama” e “Dona Zica” fazem uma participação especial na mostra. Os flamenguistas anônimos também possuem seu espaço na “Sala da Paixão”, onde fica um quadro imenso para deixar desenhos, mensagens ou declarações ao time do peito.

Com a presença do curador, dos historiadores, de atletas ou rubro-negros ilustres, as visitas guiadas são realizadas em diferentes horários, tanto para o público em geral quanto para estudantes de escolas públicas e particulares.

Por fim, a exposição fala do futuro do clube. Em uma área exclusiva, os visitantes terão a oportunidade, em primeira mão, de conhecer o projeto do novo museu do Flamengo e mais, de estar próximos à taça Salutaris, que premiou o time, em 1927, como o clube Mais Querido Do Brasil.

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A taça Salutaris é uma das principais atrações da exposição Foto: Thais Fernandes / AgênciaUVA

A visitação da mostra “Flamengo: História De Uma Paixão”, na Casa França-Brasil, acontece de terças a sábados, das 10h às 20h e aos domingos, das 10h às 19h.


Thais Fernandes – 7° período