A juventude inspiradora formada pelos Millennials

O livro “Millennials – O mundo é melhor” do autor Robson Santarém, traz não apenas uma análise sobre esta geração Y, como também dá espaço aos próprios jovens para que contem suas experiências profissionais e pessoais

Por definição de dicionário, a palavra “jovem” abrange aqueles que ainda não alcançaram desenvolvimento. Por senso comum, os jovens são aqueles que levam a vida sem compromissos, cercados de facilidade e comodismo. São exatamente estes conceitos que o escritor Robson Santarém desconstrói em seu mais novo livro “Millennials – O mundo é melhor” que caracteriza esta juventude, a Geração Y, como arquitetos dos seus próprios futuros e agentes transformadores da sociedade.

O livro é co-assinado por jovens que narram suas experiências em assuntos como liderança, educação, diversidade sexual e espiritualidade. Líder na organização TETO Brasil, Pedro Bezerra, de 29 anos, é o escritor do capítulo “Servir para transformar: Nosso jeito de liderar”. O engenheiro de produção conta sobre um modelo de liderança em qual todos são servidores e conseguem alcançar resultados no ambiente de trabalho. Pedro acredita que falta entendimento entre as gerações. “Ao mesmo tempo que as gerações anteriores não compreendem algumas características dos mais novos, as novas também se mostram sem paciência, ansiosas por resultados mais rápidos. Creio que todos trabalhando em conjunto e com compreensão são muito melhores. ”

Autores

Robson Santarém e os jovens coautores na noite de lançamento do livro. Foto: cedida pelo autor

É essa compreensão que Robson Santarém mostra ao escrever “Millennials” e expor que é a juventude quem tem promovido as grandes modificações históricas da humanidade. “Em todo mundo, os jovens com o seu idealismo e força têm lutado para promover transformações políticas, econômicas e religiosas. Eu acredito que a juventude tem essa função, e ela tem conquistado espaço nas empresas mostrando seu talento e competências. Apesar da resistência de alguns, a juventude tem conquistado seu espaço”, explica Robson.

Este ambiente corporativo também tem sido influenciado por jovens empreendedores, como é o caso dos autores do capítulo ” O que fazemos, faz a diferença”, Bruno Souza e Guilherme Lopes. Aos vinte e oito anos, os dois são sócios do único HUB de inovação em educação no Rio de Janeiro, o curso Brun Ensino Personalizado, que em parceria com escolas, promove projetos educacionais. “No curso nós ajudamos os alunos a passarem no vestibular e desenvolver suas habilidades. Nesse processo de amadurecimento, alguns deles desenvolvem suas próprias empresas”, conta Guilherme, que acredita que no mercado de trabalho, os Millennials têm procurado expressar suas habilidades pessoais, diferente do antigo modelo que apenas obedecia ao que era demandado.

Foram jovens como Bruno e Guilherme que inspiraram Robson a chamar membros da Geração Y para co-escrever Millennials. “A decisão de chamar coautores para o livro é porque eu entendo que eu não tenho competência de falar sobre os jovens. Os chamei para que eles contassem o que pensam. ”

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Autores autografam exemplares. Foto: cedida pelo autor

É compartilhando sobre estas experiências pessoais que os coautores de Millennials, dividem com Robson a missão de inspirar e motivar não só outros jovens, mas também membros de outras gerações como os professores e pais, os baby-boomers, que além da incumbência de abrir espaço à juventude e compreendê-la, têm muito a aprender com ela.


Júlia Camacho Dias – 5º período

Especialistas debatem o papel do estado e mídia na manutenção ambiental

Em debate realizado na Universidade Veiga de Almeida, na ultima sexta feira (10), teve como tema a sustentabilidade e políticas públicas. Dentre os convidados, destacou-se a presença do deputado estadual (PSB) Carlos Minc e do fundador do movimento, Agostinho Ferreira.  O assunto debatido abordou não só o investimento em tecnologia limpa e a opção pelo transporte não poluente, uso de VLT´s, como também a preservação da fauna no país.

O deputado Minc também abordou o quanto a atual crise econômica brasileira acaba implicando em cortes nos orçamentos de projetos sustentáveis. Segundo o deputado, a diminuição no investimento desses tipos de projeto acarreta em um atraso no avanço tecnológico da busca por novas alternativas de energia limpa.

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Deputado Carlos Minc durante a palestra. Foto: Francisco Valdemir dos Santos/ Agência Uva

Por fim, Minc apontou que a inicialização das crianças no quesito conhecer a fauna nacional é muito importante para que elas desenvolvam um sentimento de cuidado para com ela. ” A gente ia para as escolas públicas e privadas e tentava envolver os professores, até porque educação ambiental não é decoreba em quadro negro. Fizemos um programa, junto a UERJ, para qualificarmos seis mil professores das escolas estaduais para que eles possam dar um ensino ambiental de qualidade para as crianças”.

Agostinho Ferreira, em contrapartida, usou a palestra para realçar a importância que o “Projeto Colabora” tem na conscientização das alternativas para a proteção do meio ambiente. ” O projeto é uma plataforma jornalistica que já existe a dois anos e meio e foi criado por mim e outros amigos para que tivéssemos um meio de informar o leitor, de maneira descontraída e divertida mas que também causasse algum impacto positivo ao abordar os temas de água, clima, saúde, educação e outros”.

Agostinho aborda também que o caráter privado do projeto de maneira alguma influencia na imparcialidade do mesmo e que o apoio do leitor por meio de doações é muito importante para a continuidade dessa ideia. ” Temos várias maneiras de contar com o apoio dos leitores e empresas, seja por meio de crowndfunding ou patrocínio. Nosso relacionamento com políticos e empresas se limita apenas ao sentido jornalístico do conceito, aonde eles são fontes (primárias ou não) que garantem material para nosso trabalho”.


Francisco Valdemir dos Santos e Gustavo Barreto 

Nível de escolaridade no Brasil

A educação possui impacto em todas as áreas, é um direito fundamental e ajuda não só no desenvolvimento de um país, mas também na construção de cada indivíduo em meio a sociedade. Sua importância vai além do aumento da renda individual ou das chances de se obter um emprego. Por meio dela garantimos o desenvolvimento social, econômico e cultural.

A Educação de qualidade é uma necessidade básica porque assegura o cumprimento de outros direitos tendo em vista que sem conhecimento ou acesso a informações, não será possível saber que se tem o direito à saúde e bem-estar, ao meio ambiente sadio, as condições adequadas de trabalho, a ser tratado e respeitado com dignidade.

A escola não consegue mais atrair o jovem brasileiro, e o que se prova através de uma pesquisa realizada pelo INEP, sendo isso as estatísticas do Ministério da Educação (MEC). Segundo a pasta, a quantidade de matrículas no ensino médio caiu 5,58% de 1998 até 2014 no Brasil. A região Nordeste destaca-se nas pesquisas por ser aquela que mais necessita investimentos a área de educação, levando em consideração nela ouve uma queda de 13,71% no índice de procura por matricula escolar, tendo em vista que é um dos estados com um dos maiores índices de crescimento populacional.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de analfabetismo analisada em 2016, constata uma queda para 7,2%, sendo esta uma pesquisa feita através de um levantamento foi feito por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, gerando um total de analfabetos estimado de 11,8 milhões de pessoas não apresentando relação com a idade.

A ansiedade dos jovens por entrar o mais rápido possível no mercado profissional, é um dos grandes fatores contemporâneos para a falta de interesse curricular. A maioria deseja encontrar um emprego antes de terminar o ensino médio. Mas, na avaliação do Ex professor da Associação Moderna de Ensino (AME), Marcel de Oliveira Lemme,54, “o modelo de ensino oferecido pelas escolas não corresponde a essas expectativas e, por isso, muitos estudantes optam por parar de estudar para poderem trabalhar.”

O Sargento do Exército Diego Lima,23, entra em meio as estatísticas do anseio dos jovens pelo mercado de trabalho, o Sargento explica que seu foco sempre foi seguir a carreira militar, e obter sua estabilidade financeira, por isso desde novo correu atrás para passar na ESA, deixando de lado a vida acadêmica, ao que se refere sua graduação. “Somente iniciei minha graduação neste ano e não me arrependo, a estabilidade financeira imediata que adquiri ao seguir a carreira militar, não é algo que teria conquistado se tivesse seguido meus estudos até a graduação como a maioria dos jovens da minha idade.”

O educador Marcel, ainda conclui afirmando que as constantes ausências dos professores no setor de ensino público também diminuem as chances de as escolas reterem os alunos, tornando também problemática a relação interpessoal com os educadores.

professor Marcel Lemme

Professor Marcel Lemme.

O movimento de abandono e o rendimento escolar dizem respeito à situação do aluno ao final de cada ano letivo, constituindo-se, portanto, em uma informação que complementa os dados de matrícula inicial, coletados na primeira etapa do Censo Escolar. Consideram-se no rendimento escolar o aluno aprovado ou o reprovado, e na categoria movimento escolar, o aluno transferido de uma escola e admitido em outra, o que deixou de frequentar a escola (afastado por abandono) e o falecido. Em 2007, o Censo acrescentou o módulo denominado “Situação do Aluno” que apura a situação de rendimento ou movimento de cada aluno declarado na matrícula inicial coletada no ano i, bem como dos alunos que foram admitidos em cada escola após a data de referência do Censo Escolar do ano.

Carolina Soares,23, hoje estudante de um curso de técnico de enfermagem, explica que ao sair do ensino médio foi em busca de um concurso público que a possibilitasse ter uma estabilidade financeira para poder ajudar em casa, e que só hoje conseguiu dar uma continuidade aos seus estudos “quando eu sai do ensino médio, minha família começou a passar por algumas dificuldades, por isso prestei concurso para a clinica da família, e hoje trabalhando, pude pagar pelo menos um curso técnico para ter alguma formação a mais.”

No estudo realizado pelo INEP os indicadores de rendimento, cada unidade de agregação usa um universo de alunos exclui os que foram transferidos, os falecidos e os que não continham informações de rendimento naquele ano. Inclui-se no universo os alunos admitidos durante o ano letivo, que chegam a 6,8% no Ensino Médio, 1% nos anos iniciais do Ensino Fundamental e 3,2% nos anos finais do Ensino Fundamental datado da última pesquisa em 2015.

Problemas referentes a infraestrutura do ambiente escolar, também é um fator que ressalta uma falta de motivação, por que de acordo com Marcel “os problemas em relação à conservação do espaço físico, transformam o ambiente escolar em algo precário, onde o aluno não se sente amparado quando necessita de um ambiente de pesquisa por exemplo.”. A adoção de equipamentos escolares básicos, como computadores, bibliotecas e quadras de esporte, é algo que por sua vez pode gerar um atrativo maior para o jovem hoje, partindo do princípio que mesmo quando eles existem, a utilização desses recursos e pouco frequente.

A má conservação também contribui para o sentimento de insegurança nas escolas. “O bullying hoje em dia está em alta quando se trata de um questionamento de convívio no ambiente escolar, ele amedronta e atrapalha, pois não torna o ambiente propício para o aprendizado. Os jovens por sua vez não têm o controle da situação. E nem sempre tem a coragem de contar aos adultos, não haveria essa sensação de insegurança se ocorresse”, diz Marcel.

O professor Doutor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Paulo André,56, não há nenhuma surpresa com os resultados da queda na busca pela escolaridade apesentados pelo INEP. Para Paulo, a pesquisa evidência questões rotineiras do sistema educacional, a falta de professores e a dificuldade de se visualizar a utilidade do conteúdo por parte do aluno.

Professor e Doutor Paulo André

Professor e doutor Paulo André

Mas na opinião do professor e Doutor a situação não deixa de ser preocupante. “O ambiente escolar precisa ser renovado, é preciso trazer o cotidiano do aluno para dentro das escolas, sendo através da inserção de novas tecnologias ou através de uma fala mais igualitária e informal como a do aluno”.  A pesquisa mostra na opinião de Paulo como a escola perdeu o papel de referência na vida dos jovens e que é preciso recuperá-lo. A escola deve ser um espaço que o jovem é capaz de aprofundar seus conhecimentos, para debater e discutir ideias, gerando a possibilidade de ter melhores oportunidades de vida no futuro.

O INEP prevê através de seu estudo que o investimento público em Educação Básica obrigatória deverá ser de 5% ou mais do Produto Interno Bruto (PIB). O valor representa 1% a mais do que foi investido até 2003 e é o maior já registrado na história do país. Os dados, referentes ao ano de 2009, são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No cálculo do investimento público em educação relativo ao PIB não estão incluídas as despesas com aposentadorias e pensões, bolsas de estudo e financiamento estudantil. Os dados referem-se à destinação de recursos consolidada do governo federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado pelo Inep em 2007 e reúne em um só indicador dois conceitos: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios. Ele é a principal ferramenta para acompanhamento de metas de qualidade da Educação. Com isso a pesquisa mostra que o rendimento escolar nos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede pública contem 5,3% se mantendo a baixo da rede estadual que contém 5,8% da taxa de rendimento. Já a rede privada se destaca com 6,8% de seu rendimento.


Tayana Lemme e Katharine Alves

 

 

 

Mulheres no judô

A história do judô feminino começou quando parentes, esposas e irmãs dos alunos que já praticavam se interessaram pela arte desenvolvida por Jigoro Kano, em 1882. No início, o esporte era praticado pelas mulheres de forma simplificada, devido à rígida sociedade oriental, com treinos rudimentares e somente entre elas. Entretanto, essa iniciação foi importante para popularizar a modalidade e os conhecimentos que viriam a ser difundidos com mais abrangência entre as mulheres pelos próximos anos.

Assim, no ano de 1923, o tradicional instituto Kodokan, que é o centro de treinamento de artes marciais no Japão, fundou um departamento segmentado exclusivamente para o judô feminino. Com o passar dos anos, o judô migrou para vários cantos do mundo, passando a ser estudado por mulheres mundialmente, no ano de 1934. Essa arte marcial está nas olimpíadas desde 1964, mas só começou a ser disputada por mulheres em 1992. No ano de 2000, foi oficializada como disputa fixa entre elas.

O som das quedas pode ser ouvido nas noites de segundas e sextas-feiras na Rua São Januário, 74, em São Cristóvão, nos fundos da Igreja Universal. O projeto Força Jovem Judô começou há 13 anos e hoje já conquistou os troféus de campeão carioca e estadual. Mas sua principal conquista é a inclusão social de jovens na sociedade, por intermédio do esporte.

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A faixa marrom Karine Silva, de 18 anos, que sempre gostou de praticar esportes, já fez outras artes marciais, mas foi vendo outros adolescentes indo para o treino que despertou o desejo de praticar judô. Ela começou em 2010, com 11 anos, e não parou mais, ganhando não apenas mais de vinte medalhas, mas também a disciplina e a postura que vieram agregadas à prática do judô. “Aprendi a ajudar mais em casa e a ter postura tanto lá quanto na rua”, declara a jovem.

Quem coordena hoje a equipe Força Jovem Judô é a faixa preta Isabel Silva, de 26 anos. Ela organiza as aulas que são divididas entre crianças, adolescentes e adultos. O criador do projeto, o professor João Luiz Miranda, faleceu há um ano e meio e deixou para Isabel essa grande responsabilidade. “O judô é uma arte marcial que serve para defesa pessoal e para inserir as pessoas socialmente”, avalia a coordenadora.

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Mas nem tudo no judô é um mar de rosas. Como explica Ilanny Martins, faixa marrom, e que já sofreu preconceito ante ao machismo. “E não foi uma vez. E um dos que mais ouvi foi: ‘você é menina, judô é coisa de garoto’.” Mas ela não desanimou; continuou seguindo em frente, sendo o judô o esporte com o qual mais se identificou e que a ajudou bastante, tanto para a defesa pessoal, quanto para muitas coisas na sua vida.

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O professor de Educação Física da Escola Municipal Nilo Peçanha, Pedro Dibe, alerta para a problemática de que os jovens acreditam que estão praticando atividade física regularmente, mas estão longe do recomendável, já que o indicado é de três sessões semanais de trinta minutos à uma hora, no mínimo. Ele também explica o que diferencia o judô dos demais esportes: “O judô é o único esporte que existe que foi criado como método educacional, por isso sua importância para os jovens, principalmente no que tange os benefícios sociais.”

A aluna Letícia Mendes de Mattos, de 27 anos, praticou o judô durante 6 anos. Ela parou a prática do esporte na faixa amarela e, se tivesse continuado com a prática, hoje estaria na faixa roxa. Fazendo parte equipe Pupo de Judô, Letícia aprendeu valores para serem usados no dia-a-dia, como ter paciência, disciplina e respeito ao próximo.

O que a cativou para a modalidade foi achar o esporte bonito. Apesar de todas as boas referências, Letícia conta que o número de mulheres é bem menor do que a quantidade de homens em competições. A entrevistada ainda aproveitou a matéria para fazer um manifesto, quando a pergunta foi à respeito de sofrer algum tipo de preconceito; “O maior preconceito é do país. Que não incentiva as meninas no judô, somente os garotos.”

Categorias do Judô feminino:

• ligeiro – de até 48 kg;

• meio-leve – de até 52 kg;

• leve – de até 57 kg;

• meio médio – de até 63 kg;

• médio – de até 70 kg;

• meio-pesado – de até 78 kg;

• pesado – a partir de 78 kg.


Débora Senra/ Helena Grillo/ Letícia Montilla/ Lucas Gomes/ Teixeira Thais Souza

Políticos ignoram a crise de representatividade no Brasil

Eleitor é manipulado pela “imprensa partidária” e pelos projetos de poder das elites

Recentemente, diante dos acontecimentos mais surpreendentes no cenário político nacional, temos ouvido muitas declarações do tipo: “as instituições estão funcionando plenamente no Brasil”, “vivemos numa democracia”, “temos eleições livres e diretas em todos os níveis”, etc. Então, por que temos tantos políticos investigados e/ou acusados por crimes? Por que elegemos tantas pessoas despreparadas ou mal-intencionadas, seja para os parlamentos ou para os cargos executivos? E por que há nos eleitores um sentimento de negação da política? Alguns partidos estão mudando até de nome para tentar parecer diferentes. A explicação não é fácil.

Desde 15 de novembro de 1889, quando o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República, compete ao “povo brasileiro” escolher seus governantes pelo voto. No regime democrático, mais que em qualquer outro, é fundamental que os postulantes a cargos eletivos na administração pública se organizem em partidos políticos. Mas, em contrapartida, cabe aos eleitores conhecer e escolher seus representantes por intermédio das eleições.

Para Carlos Dias Filho, ex-deputado estadual no Rio de Janeiro, no Brasil de hoje não são os eleitores que escolhem os políticos, são os políticos que escolhem os eleitores. Para isso, se utilizam de estruturas partidárias cartoriais que comandam a vida do país de acordo com os próprios interesses, com o apoio da grande imprensa. “É muito difícil atingir o eleitorado, porque ele é cativo dessas estruturas políticas e econômicas”, completa Carlos.

Sessão no Senado Federal

Vista interna do plenário do Senado Federal em sessão. Foto: Edilson Rodrigues – Agência Senado

 

Há no Brasil de hoje 35 partidos políticos em funcionamento e mais de 50 em formação. O Brasil é uma república jovem, ainda prestes a fazer 130 anos. Neste curto período o regime democrático foi interrompido várias vezes por governos ditatoriais. Serão esses os motivos?

Para o professor universitário e cientista político Guilherme Carvalhido, o Brasil está entre os países democráticos do mundo que têm as maiores quantidades de partidos políticos registrados oficialmente. Isso tem dois lados: um positivo, que é o fato de os partidos representarem melhor a complexidade da sociedade brasileira, ou seja, de haver vários grupos organizados em partidos, apresentando diferentes alternativas dos interesses dos cidadãos.

E um negativo, que é o fato dessa grande quantidade de partidos dificultar a escolha dos eleitores, pois a maioria são partidos oportunistas conhecidos como “legendas de aluguel”, isto é, estruturas políticas permitidas para que candidatos participem do jogo político, mas que de fato não têm ideologia ou programa definidos. “Para o eleitor isso dificulta a escolha porque ele não identifica a qual ideologia pertence cada candidato e, como consequência, acaba não se importando com a representação política”, declara Guilherme.

Segundo Carlos Dias, a grande quantidade de partidos não prejudica a representatividade. Pelo contrário, se for reduzida, vai concentrar o poder na mão dos grandes caciques de partidos e favorecer mais ainda essas estruturas arcaicas e oligarquizadas. O que vai mudar esse quadro é a percepção do eleitor de que a escolha é dele, e isto, somente a conscientização política vai trazer.

Para o Partido Republicano Progressista (PRP), a existência de vários partidos, com várias linhas programáticas e doutrinárias diferentes, ajuda a consolidar a democracia brasileira, que já é muito frágil. As coligações e linhas programáticas contrárias são essenciais para manter a democracia enquanto existir um governo de coalizão. Por que o governo é de coalizão?

Segundo o professor de Direito e Mestre em Ciência Política, Daniel Nunes, há entre os estudiosos uma tese, segundo a qual, a Constituição Brasileira de 1988 foi elaborada para o sistema parlamentarista. E depois, no plebiscito de 1993, venceu o presidencialismo. O resultado dessa contradição, é o presidencialismo de coalizão que temos hoje, que torna natural a negociação de apoios parlamentares ao executivo depois da eleição. Apesar de parecer estranho e, às vezes completamente aviltante, esse procedimento está adequado ao preceito constitucional. “No Brasil, nós temos muitos partidos, mas partidos políticos com viés político e ideológico bem definidos, nós temos poucos”, afirma Daniel.

Concluímos que a quantidade de partidos políticos deve ser grande o suficiente para representar as correntes ideológicas ou grupos de pessoas com interesses e sentimentos comuns dentro de uma sociedade tão vasta e complexa como a nossa. Há distorções na representação política que precisam urgentemente serem resolvidas pelas autoridades (talvez pelo Poder Judiciário ou por uma nova Constituinte), inclusive com relação à formação e o funcionamento dos partidos, para que sejam dadas aos cidadãos brasileiros as condições mínimas de escolha e de participação efetiva sobre os destinos da nação.

Clama a imprensa por independência e liberdade, mas precisa ela própria, através de seus profissionais e veículos, não se aliar aos governos ou ideologias, não promover a alienação do povo nem privilegiar grupos, em detrimento da verdade e dos projetos de poder das elites. E a todos, indistintamente, e com urgência, colocar de alguma maneira esse tema na agenda do dia para recuperar os valores perdidos, ou para alcançá-los, utilizando-se das ferramentas disponíveis hoje, as novas tecnologias de comunicação. Mas a população não deve se enganar, somente através da mobilização popular gestada nas redes sociais, nas universidades e nos grupos de discussão política, será possível repudiar o modelo político vigente e construir um novo pacto democrático, baseado na ética, na transparência e na liberdade. Se a sociedade brasileira está decepcionada com a política, não adianta culpar os políticos, a imprensa, as elites, nem esperar pela justiça. Precisa fazer o próprio dever de casa.

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Sessão final da Constituinte de 1988, o momento mais esperançoso da política brasileira. Foto: Agência Brasil

Histórico dos partidos políticos no Brasil

Ao longo da nossa história os partidos políticos nunca cumpriram a nobre missão, como seria desejável, de representar os interesses de todo o povo brasileiro. Recuperemos um breve resumo histórico:

No Brasil Colônia, pouco antes da independência do Brasil (1822), havia representantes de três grupos políticos: o partido Português, formado por comerciantes e funcionários da coroa que preferiam a manutenção da colônia; o partido Brasileiro, formado por grandes proprietários de terra e comerciantes (portugueses, brasileiros e estrangeiros) que não queriam a independência nem a permanência da colônia, queriam uma monarquia dual, que dividisse os poderes entre Brasil e Portugal e garantisse a liberdade de comércio, e o partido Liberal Radical, formado por pessoas da classe média, que defendiam a implantação de uma república democrática.

No Brasil Império (1822-1889), a organização política se deu em três momentos distintos: o primeiro império (D. Pedro I) havia o partido dos Restauradores ou Caramurus, que queria a permanência de D. Pedro I e o regime monárquico; o partido Liberal Exaltado ou Jurujubas, que queria o fim da monarquia e a transformação do Brasil numa república, e o partido Liberal Moderado ou Chimangos, que era a favor da monarquia e da escravidão mas não queria D. Pedro I como imperador.

Durante o período da regência (até D. Pedro II atingir a idade de 15 anos), vários grupos se articularam para governar o país. Mas foi no segundo império (D. Pedro II), que surgiram os partidos mais importantes: os Conservadores, também chamados de Saquaremas e os Liberais, também conhecidos por Luzias. A diferença entre eles é que os primeiros defendiam um regime forte com maiores poderes para o imperador e menos liberdade para as províncias. Já os segundos queriam o contrário.

Com a queda da monarquia iniciou-se a República Velha (1889-1930) e deu-se nova formação ao cenário político brasileiro. Nesse período a economia estava concentrada na exportação de café e a política nas mãos dos grandes proprietários de terra, especialmente dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Foi então que surgiram o Partido Republicano Paulista – PRP e o Partido Republicano Mineiro – PRM. Em virtude do poder econômico, os partidos de São Paulo e Minas Gerais dominaram a política por 40 anos, alternando-se no poder numa estratégia para beneficiar os dois estados, que ficou conhecida como política do café-com-leite (porque São Paulo era o maior produtor de café do País, e Minas Gerais era grande produtor de leite). Em 1922 surgiu, na clandestinidade, o Partido Comunista do Brasil, fundado por Luís Carlos Prestes.

Em 1930, com a Revolução de Trinta, inicia-se a era Vargas que se estende até 1945 quando o ditador é deposto pelos militares. Até 1937 os partidos mais importantes em funcionamento eram a Ação Integralista Brasileira (AIB) e Aliança Nacional Libertadora (ALN). Mas no dia 02 de dezembro de 1937, Getúlio Vargas publicou um decreto extinguindo todos os partidos políticos e inaugurando a ditadura do Estado Novo, sob forte influência do nazi-fascismo. Nesse período, foi organizado mas nunca legalizado, o Partido Nazista Brasileiro que era formado por imigrantes alemães.

Em 1945, com a volta da democracia surgiram o Partido Social-Democrático (PSD), formado por lideranças rurais e funcionários de empresas do governo e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), dos líderes sindicais e operários, defendiam o governo de Getúlio Vargas e a União Democrática Nacional (UDN), formado pelos empresários que eram a favor do desenvolvimento do setor privado e da entrada de capital estrangeiro no país, chamado de partido rival ou da oposição. Nesse período foi legalizado o Partido Comunista do Brasil. E também foram criados o Partido da República (PR), o Partido Libertador (PL) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB)

Depois de apenas dezenove anos de governo democrático veio a ditadura militar (1964-1985). No primeiro ano os militares ainda deixaram os antigos partidos em funcionamento, mas em outubro de 1965, por intermédio do Ato Institucional nº2, extinguiram os antigos partidos e criaram os dois partidos que funcionariam até o fim do regime: Aliança Renovadora Nacional (ARENA), que defendia os interesses do governo e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que fazia a “oposição” permitida pelo regime.

Somente em 20 de dezembro de 1979, dando continuidade à abertura política, o presidente João Figueiredo, ao sancionar a Lei 6.767, permitiu a criação de novos partidos políticos. A ARENA se transformou no Partido Democrático Social (PDS) e o MDB no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foram cridos o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Desde então, até o início de 2017, deram entrada no Tribunal Superior Eleitoral 170 solicitações para criação de novos partidos. Deste total, 35 partidos já obtiveram o registro do TSE.


Diego Pedroso/ Jessie Rodrigues/ Daniela Oliveira/ Francisco V. Santos

(matéria realizada para a disciplina de tópicos especial em jornalismo especializado)

Jovens aprendizes

Uma crise instalada no país traz consequências para sua população. Empregos em baixa, oportunidades escassas, cada vez mais exigentes empresas tem dificuldades para encontrar os profissionais que querem, porque não há qualificação adequadas deles. A chance de entrar no mercado de trabalho tem sido cada vez mais árdua e estressante para as pessoas, que querem condições melhores para viver.

O desemprego no país foi de 13,1%, em média, no primeiro trimestre, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa de desemprego trimestral do país desde maio do ano passado (13,3%). Em números são 13,7 milhões de pessoas desempregadas no país. Esses dados ajudam a demonstrar a dificuldade que vem sendo enfrentada pelas famílias brasileiras.

Com isso muitos jovens e adolescentes buscam trabalhar mais cedo para ajuda em casa, a pressão pelo desemprego dos mais velhos faz com os jovens vão tentar um trabalho o quanto antes. O programa jovem aprendiz, uma parceria entre governo e empresas ajuda e muito nesse primeiro contato com o mercado de trabalho. Empresas de grande a pequeno porte dão oportunidades a quem ainda não tem experiência profissional.

Mais de 200 mil aprendizes foram contratados até o dezembro do ano passado, os dados desse primeiro semestre ainda não estão atualizados mais estima-se que o percentual deve crescer. Esse programa é uma grande ajuda a quem quer crescer e ajudar a família ganhando conhecimento e experiência que hoje é fundamental para se conseguir bons empregos.

Mesmo com a situação do desemprego no país estando grande os jovens estão vendo as oportunidades sendo abertas e se expandindo. A expectativa com esse aumento é de que as empresas se sensibilizem com a chance de continuar produzindo novas chances para os jovens, e que não encarem como dever legal, mas como uma forma de ajudar no caráter social.

Com os jovens iniciando a carreira profissional mais cedo eles têm a oportunidade de aprender sobre novas funções e ter um primeiro contato com esse novo ambiente. Como diz a aprendiz Leandra Bastos de dezessete anos. “Profissionalmente me ajuda a compreender mais como funciona esse ambiente da empresa, tenho aprendido bastante principalmente no departamento que estou no departamento pessoal. Isso está me ajudando a ter um conhecimento maior na pratica como funciona. ”

A jovem aprendiz Leandra afirma ainda que, para ela um dos principais objetivos de entrar para o programa de aprendizagem é obter a independência financeira. “Pessoalmente está me ajudando porque a bolsa, o benefício é ótimo eu posso ter como eu disse a minha própria independência financeira mesmo que não completamente e eu estou adorando, eu acho que está sendo bem legal para mim essa experiência. ”

A empresa está na função de ajuda e auxiliar os jovens neste nosso universo em que entram, muitos na sua primeira vez em um ambiente profissional. A gerente de pessoal, maria Cristina Verri, da empresa BCF Administradora de Bens explica como funciona o processo de contratação dos jovens e a relação deles com a empresa.

“Aqui na empresa nós iniciamos a contratação de jovens aprendizes a partir da exigência de uma fiscalização do ministério do trabalho até então todos os jovens ou estudantes que tínhamos no quadro de pessoal eram contratados como estagiários. Nosso pensamento é que este projeto é uma grande oportunidade para o jovem que está buscando sua primeira oportunidade de emprego, cabe ao aprendiz pegar essa oportunidade com todo interesse e empenho e buscar se qualificar para o futuro.”

Quem engrossa essa estatística é a jovem aprendiz, Tayná Costa, 21 anos. Ela estava almejando novas chances de entrar no mercado de trabalho e encontrou em uma instituição especializada uma oportunidade. A principal dificuldade que encontrava era ser rejeitada por falta de experiência. “No programa de aprendizagem você não precisa de experiência e é uma oportunidade dos jovens encararem o mercado de trabalho e terem um primeiro contato”.


Nathália Gonçalves 

Audiência na TV

O telespectador procura encontrar programas que vão ao encontro do desejo deles. Seja para aprendizado ou entretenimento as pessoas querem algo com que possam se relacionar e as divirtam. Um exemplo disso são os canais da Discovery que tem em seu portfólio programas infantis, saúde, comportamento, séries que cresceram 4% no mesmo período.

Os canais da Globosat também tiveram grande crescimento com o público, dos 20 filmes na TV paga com maior audiência 18 foram exibidos por eles. Isso mostra como as pessoas se interessam por conteúdo específicos para seus gostos o que na TV aberta é mais amplificado.

Mesmo que hoje existem outras plataformas para se ver esses programas, a TV voltou a ganhar relevância graças a grande popularidade das séries, filmes, programas infantis que agradam o público. Como as pessoas estão sem tempo por conta do trabalho e estudo quando elas têm uma folga procuram descansar e é nesse momento de relaxamento em que a televisão entra e faz parte dessa etapa.

Patrick Domingos tem 23 anos, trabalha em uma rede de comércio e estuda à noite, aos finais de semana aproveita para descansar e é quando gosta de fazer maratonas de séries. É o que mais gosta de ver na TV hoje em dia. “Essa questão das maratonas faz com que a gente fique vidrado lá, porque a gente gosta daquilo. Um dia todo daquilo que a gente gosta né, isso nos atrai porque assim faz com que a gente passe mais tempo vidrado naquilo. ”

É uma questão de atração na opinião de Patrick, como não tem muito tempo durante a semana esses momentos se tornam mais prazerosos até por ser programas do gosto dele. O que é mais fácil de se encontrar nos canais fechados. Na visão dele está havendo um cuidado maior na questão da programação justamente por conta das novas tecnologias que te permitem ter acesso a conteúdo exclusivos em menos tempo.

Segundo o Produtor da TV Bandeirantes, Iago Moreira, 21 anos, seria essencial que os programas soubessem fazer um bom recorte, saber com quem estão conversando para conseguir passar a mesma mensagem para o seu público alvo e com isso se tornando mais fácil atrair a atenção dos telespectadores passando um conteúdo que houvesse uma ligação com eles.

Depois de ter passado por diferentes setores dentro da empresa, ele resolveu se especializar na produção de TV, já que foi a área na qual ele mais se identificou. Para trabalhar na TV, é necessário que o produtor pense no amanhã, a principal função dele é conseguir vender a sua pauta, incluindo os possíveis personagens, contatos das assessorias, escutar os especialistas. O objetivo é deixar a sua ideia de encaminhamento o mais claro possível.

Além disso, Iago Moreira, apesar do pouco tempo de experiência já consegue ter uma percepção de que a TV foi obrigada a se adaptar na era que estamos vivendo. Os programas passaram a ser mais dinâmicos, o formato do jornal teve que ser atualizado. “Antigamente, os jornalistas tinham um padrão a ser seguido, os apresentadores tinham que ficar sentados, parados, informavam a noticia de uma forma mais séria, caiu.” Tudo sofreu uma modernização.

Para ele, as televisões a cabos não estão influenciando as televisões abertas por cada uma apresentar um propósito diferente. No meio jornalístico por exemplo, não existe uma concorrência muito grande já que os jornais que são transmitidos nos canais abertos são considerados populares e esse é o padrão que deve ser seguido. Já no entretenimento, os canais abertos tiveram que se adaptar aos canais fechados, apesar de que na maioria das vezes os canais abertos não possuem a mesma verba que os canais fechados para produzir um programa de entretenimento. “A TV aberta está tendo que se adaptar para conseguir chegar no mesmo nível, competir e ganhar audiência em cima disso.”

E com um maior investimento das empresas a qualidade dos programas tem melhorado muito. Mais ainda há quem tem uma certa resistência aos programas nacionais e prefira os estrangeiros por acreditarem ser melhores. Para Marlon Peçanha que tem 24 anos, e não está trabalhando passa um bom tempo assistindo TV porque gosta muito e o ajuda a passar o tempo.

“Sim com toda certeza as produções americanas são muito melhores do que as brasileiras, tanto filmes, séries, desenhos. Qualquer coisa eu acho que é melhor do que o brasil. Muitas vezes o brasil cópia séries e produções estrangeiras para fazer versões aqui, mas o brasil eu acho que as produções aqui além de ser muito carregada em palavrões não que lá fora não tenha tem. ”

“Então séries para mim é uma coisa além de distração. Porque nas séries eu consigo ver, muitas das séries que eu vejo, sempre vejo algo semelhante a mim. Algo que aconteceu comigo, algo que eu já vi durante esses anos de vida que eu tenho.”

O sociólogo Eduardo D’Ávilla. 36 anos, percebeu que a televisão começou a competir com a internet. “Essa noção de audiência ganhou novas proporções com a internet, então basicamente a televisão teve que criar seus próprios sites na internet e ampliar o conteúdo que ela está produzindo.”

Para Eduardo, essa nova forma de fazer TV é o resultado das mudanças sociais. Quem se altera é a sociedade, na medida que vão surgindo os avanços técnicos, que são novidades e inovações que estão dentro de um contexto sócio histórico, ou seja, existem valores dominantes e propósitos dentro da sociedade e que hoje são marcados por uma onda conservadora. “Então essas mudanças que a sociedade apresenta sempre trás várias matizes ideológicas”.


Nathália Gonçalves

Para onde iremos nós?

Dois Mil e dezoito chegou! Há quatro anos, esse era o momento esperado pelos brasileiros para apagar de vez a derrota do 7×1 sofrida aqui no Brasil no jogo contra a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Aquele 7 á 1 ainda não desceu na garganta da nação que respira futebol. Porém, após aquele ano, muita coisa mudou. O país sofreu uma derrota muito mais dolorosa que a da perda de um jogo de futebol.

Uma ferida não cicatrizada foi exposta, foi mexida. Está aberta, no aguardo de alguém que ofereça uma cura, um antídoto. O caos político vivido ao longo de seus mais de quinhentos anos parece ter chego ao seu ápice: impeachment, lava jato, todas as formas de corrupção ativa e passiva, mortes inexplicáveis (vide o candidato a presidência Eduardo Campos, ainda em 2014 e o ministro do supremo Teori Zavascki em 2017), ex governadores sendo presos, ex presidente da república sendo preso…se a lista continuar, é provável que o assunto principal da matéria não seja abordado. E dois mil e dezoito chegou com uma pergunta que não quer calar: vamos ser hexa? Errado! Mas sim: O que será do Brasil?

O cenário é de incertezas. Na última pesquisa divulgada em maio pelo DataPoder360 e pelo Paraná Pesquisas, nota-se que o candidato de direita está em vantagem (20,5%) frente ao de esquerda (12%). Contudo, essas conjecturas ocorrem em um cenário onde determinado candidato não aparece. Porém, as mesmas pesquisas apontam que os insatisfeitos e indecisos crescem a cada dia. 17% dos entrevistados pelo DataPoder360, disseram que não votariam em ninguém. O que corrobora com dados do Ibope de outubro de 2017, onde em uma pesquisa espontânea (quando não são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor), 56% não sabem quem escolher, pretendem anular, ou votar em branco.

Porém, as eleições estão às portas. E brasileiro já deve começar a pensar em como irá agir frente ás urnas em outubro. A assistente social Roberta Araújo, de 32 anos, que está fazendo especificação no Departamento Pró – Sustentabilidade, em conjunto com o Programa Justiça Cidadã, vê o voto como um direito do cidadão dentro de uma democracia. Porém, não concorda

com a obrigação: “Acho que é um direito, mas em meio à crise no sistema democrático, se tornou uma ferramenta obrigatória e burocratizada, em detrimento aos direitos fundamentais (ir e vir), reduzindo assim a cidadania.”

Essa obrigação burocrática a que Roberta se refere, é a forma como o governo obriga o brasileiro a votar. Se você não vota, é impedido de realizar uma série de atividades, tais como: prestar concursos públicos, realizar viagens internacionais (passaportes só são emitidos mediante a apresentação do comprovante de votação da última eleição que o cidadão tenha participado). Com isso, muitas pessoas votam, apenas para não perderem esses direitos.

A estudante de psicologia Rosemary Gonçalves, de 50 anos, conta que nunca gostou de votar. Sempre o fez por obrigação. Porém, seu falecido pai, que viveu os anos de ditadura contribuiu para que ela e seus irmãos sempre procurassem exercer esse direito que durante anos foi negado a nação (durante a ditadura militar, eram realizadas apenas eleições indiretas, onde o cidadão não escolhe seu candidato). E eles nunca deixaram de fazê-lo. Contudo agora, está cada vez mais difícil manter, pode se dizer, a “tradição” de sempre votar nas eleições.

“Gostar de votar, eu acredito que seja algo que poucas pessoas gostam. Principalmente por ser uma obrigação. Mas a gente tem que votar. E meu pai sempre nos incentivou a isso. Ele investigava cada candidato para ter certeza de que iria dar seu voto em uma pessoa que merecesse exercer a função. ” relata a estudante.

Em meio a essa onda de desilusão com a política, não está sendo possível enxergar um candidato com boas propostas para ocupar os cargos de liderança do país. Roberta também diz que é necessário aprofundar-se na pesquisa para saber onde depositar a confiança eleitoral, e, se acontecer de eles não cumprirem com o prometido, ao menos você saberá que exerceu sua obrigação da maneira correta.

“A questão que envolve as plataformas eleitorais é mais do que apenas ler os programas dos candidatos, porque os políticos só pensam em como se beneficiar. Logo, eles podem escrever qualquer coisa nas suas propostas, apenas para cativar o eleitor. Ao menos lendo, nossa consciência ficará tranquila, pois tudo estará sendo feito de maneira consciente por parte do eleitorado. Ainda não escolhi o meu, e no momento, os pré-candidatos não alcançam os requisitos necessários para direcionar o Brasil. ”

Os programas sociais, que foram marcas dos últimos governos, provavelmente deixarão de existir da maneira como conhecemos, assim como várias reformas estão sendo feitas em todas as esferas da nação.

Dependendo de quem assumir o governo, eles serão reformulados ou até extintos.

Rosemary acredita que eles precisam sim sofrer mudanças, porque infelizmente a maneira como foram instituídos não contribuíram para um avanço que o Brasil precisa.

“Ao meu ver, quem assumir deve sim reformular. Porque muitas pessoas não trabalham e apenas ficam por receber as bolsas dos programas. Deve se haver uma forma de profissionalizar as pessoas que recebem este benefício. Profissionalizar a população por meio do ensino, sendo esta uma forma de contribuir para a diminuição de desempregados. Fora que deve haver uma fiscalização por parte dos órgãos que regulamentam esses programas para que as pessoas que não precisam do benefício deixem de receber. Porque sabemos que muitas pessoas recebem sem haver a real necessidade. ”

Para a assistente social, o assistencialismo na política social vem de uma forma manipuladora e fragmentada, os serviços prestados à população chegam de maneira frágil e irregular, e com isso, não têm força para mudar o atual cenário brasileiro.

“Não dá para enxergar um futuro promissor no Brasil. Pois a frente das decisões do país, há um poder paralelo e corrupto, banalizando os direitos da população e o aumento da desigualdade social. A maioria das pessoas que recebem o Bolsa Família ainda está em vulnerabilidade social. Esse tipo de benefício marcou a realidade social, e por ser um benefício temporário, é direcionado há uma parte da população mais necessitada, por isso acaba sendo oferecido de forma precária e de baixa qualidade sob forma paternalista, caridosa, autoritária e conservadora, responsabilizando o usuário pelas suas mazelas, na tentativa de isentar o Estado da obrigação de investir em trabalho e educação, transformando o usuário dependente do benefício. ”

E o que o futuro presidente deve fazer já no seu primeiro mês de governo para que uma mudança comece a acontecer? Para a futura psicóloga, uma medida imediata tem relação direta com a educação. “A valorização dos professores, com salários dignos de suas rotinas trabalhistas, reformas, não apenas no âmbito educacional, mas na estrutura física das escolas. Os alunos estudam em péssimas condições estruturais. E não apenas para as crianças. Precisamos educar a sociedade na sua totalidade. Tudo começa pela educação. ”

Já para a futura especialista em Justiça Cidadã, ele deve fazer uma política de conscientização da sociedade, fazendo-os enxergar seus direitos e deveres, para saberem exerce-los:

“Fazer mudanças na gestão das políticas sociais, na redefinição do Estado e das políticas públicas. Conscientizar a população sobre o seu poder de luta e estudar a questão social, para melhor combate-la, pois está sendo tratada com descaso político, descompromisso, banalizada por tratamentos paliativos, tanto pelo poder político, quanto pelo poder econômico. ”

Não dá para prever quando irá ocorrer a tão esperada mudança no Brasil. Muitos acreditam que a união entre esquerda e direita seja um começo. Ou que candidatos centristas ocupando cargos de

deputados e senadores seja um possível caminho. Para Roberta, isso ainda está longe de acontecer, porém, não descarta a possibilidade: “Até o momento não temos nenhum dos pré-candidatos com esse perfil, mas no futuro pode ocorrer. ”

Uma coisa é certa: se o Brasil tivesse investido em educação desde os seus primórdios, a história hoje seria outra. Rosemary insiste que a solução mais viável para que o futuro seja promissor, é o investimento em educação. “ A educação levará a sociedade a outro rumo. Uma sociedade consciente, bem-educada saberá exatamente o que fazer em um momento como este que estamos vivendo. Se sociedade atual tivesse sido instruída desde o início, acredito que nossa história seria diferente hoje. Abrir-se os livros de história, e mostrar para os futuros eleitores o que não se deve ser feito. ” Precisamos aprender com o passado para poder chegar há um futuro. ”

Roberta embasa teoricamente a resposta de Rosemary:

“Resumindo, para o país avançar é necessário investir no processo educativo, rompendo o carácter assistencialista e clientelista. ”, finaliza Roberta.


 Débora Esteves Pereira 

Reportagem produzida para a disciplina de jornalismo especializado

Mangás e otakus: invasão da cultura pop japonesa no Brasil

Os otakus vem crescendo cada vez no Brasil. Na América, quem é fã de anime/mangá
são chamados de otakus. A Netflix divulgou um mapa com os países que mais assistem animes ao redor do mundo, e depois do Japão o Brasil está entre os países que mais assistem anime.

Os animes são exibidos no Brasil há mais de 40 anos e séries como Don Dracula, Piratas do Espaço, entre outros garantiam os fãs. Os animes como as histórias em quadrinhos, fazem parte da infância e juventude de muitas pessoas. Algumas trazem essa paixão por histórias para a vida adulta. No caso dos animes por se tratarem principalmente da cultura japonesa apresenta ao leitor um novo mundo, rico em cultura, tradições e personagens característicos de lá. Além dos traços dos desenhos que são bem diferentes e próprio dele.

Anime nada mais quer dizer do que animação no Japão mais aqui no Brasil usamos
mais para especificar que são desenhos vindos de lá. Por justamente serem tão específicos em mostrar sua cultura e orientações. Eles de maneira geral são inspirados nos chamados mangás, que são quadrinhos (HQ) feitas no estilo japonês. O primeiro foi feito em 1907, e contava a história de um marinheiro.

Mas em 1986, o fenômeno Cavaleiros do Zodíaco, que sozinho gerou o estouro nos
desenhos japoneses que está presente até hoje. Já no mundo dos mangás, Goku de Dragon Ball Z, que já era famoso pelo os games e pelo anime vendeu mais de 100 mil exemplares quinzenais no auge do seu momento. Até hoje mesmo com algumas produções já canceladas elas continuam fazendo sucesso entre o público.

Os mangás geralmente são publicados capítulo a capítulo, em almanaque de até 500
páginas com cerca de 20 séries diferentes e periodicamente semanal ou mensal. As séries com maior destaque ganham um espaço especial na capa e nas primeiras páginas. Depois da publicação dos capítulos, a história é republicada em edições colecionáveis conhecidas como tankohon, que é o formato como a maioria dos mangás saem no Brasil.

Aparentemente, o sucesso dos mangás está na diversidade que eles propõem ao leitor.
Seja qual for a sua idade e qual gênero você gostar, vai existir um específico para você. Por causa dessas segmentações é difícil encontrar alguém no Japão que não leia os quadrinhos, já que se trata de um entretenimento prático e barato e por se tratar de uma sociedade na qual as pessoas não possuem muito tempo para o lazer e leem muito.

Quem também se considera um otaku é Tarsso Freire, 21 anos, ele começou a assistir
os animes quando criança nos programas infantis, porém só mais tarde começou a se
aprofundar mais nos assuntos. Apesar se já ter aqueles animes que acompanha
semanalmente, ele está sempre a procura de algo novo e diferente do que está acostumado a ver para dar uma variada.

Além de se interessar no mundo dos animes, ele aprendeu muito mais do que
apenas saber da vida dos personagens, como: a vida do estilo oriental, outras culturas
semelhantes e até sobre a culinária de cada país. Com a inserção da Netflix e a facilidade que ela propõe aos seus leitores de assistir animes, quem almeja fazer parte desse ambiente, e não possui condições de pagar, encontra bastante facilidade em qualquer site online para fazer parte desse meio.

Os animes podem também ajudar as pessoas não só com o entretenimento como no
caso de Marlon Teixeira de 23 anos, que ao passar por uma depressão conheceu os animes que o ajudou a superar. “Conheci através de um amigo, então passei a assistir por
recomendação. Mas na época estava passando por uma depressão e foi uma forma de
distração ver animes e mangás.”

E ele gosta de pesquisar e saber mais sobre as histórias e seus criadores tem o
interesse de se envolver mais com o assunto. Principalmente porque gosta de muitos animes diferentes, então sempre procura estar por dentro do que acontece como muitas pessoas que são fãs fazem também.

Essa base de fãs foi conquistada e é cativada até hoje pelas questões morais que esses
desenhos trazem, já que suas histórias são baseadas nas experiências e aprendizados deles. “Uma coisa que eu vejo em grande parte dos animes é a lealdade que demonstram com seus amigos e familiares. E outra coisa que vejo também é que em suas histórias nunca desistem, e eu como já desisti de muitas coisas em minha vida, tento trazer essa lição para mim”.


Dayane Rodrigues e Nathália Gonçalves.

Política para as mulheres é ameaçada com o fim das secretarias da Mulher

O novo projeto de lei para a criação do Sistema Nacional de Políticas para as
Mulheres (SINAPOM) foi apresentado aos ministros Carlos Marun e Eliseu Padilha em abril de 2018. O projeto tem a proposta de representar e calçar os órgãos de atendimento à mulher e das políticas voltadas a saúde e segurança dessa parcela da população tão lesada pela lei e pela cultura nas últimas décadas. Porém, apesar dos esforços do governo de se proteger contra as investidas de muitas das representantes das causas femininas na política, não é assim que funciona na prática.

Foto: Fernanda Borges / UVA

Foto: Fernanda Borges / UVA

Retrocessos foram registrados desde a gestão do novo governo, propostas
como o congelamento dos investimentos na Saúde e na Educação por 20 anos, são
uma das causas da decadência em que se encontra o sistema de apoio e atendimento
à mulher. Com o corte dos gastos e do repasse de verba motivados pela crise
econômica do país, muitos programas foram suspensos pelo governo e a secretaria
da mulher se tornou mais um alvo da falta de assistência e do desmonte do serviço
que ministrava.

A secretaria da mulher foi fundada em 2003 e sempre foi referência de assistência às
minorias e aos direitos humanos, desde 2016 a representante da Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres é a ex-deputada Fátima Pelaes.

Atualmente, na região dos lagos, não se ouve falar mais em sede própria das
secretarias da mulher, alguns dos municípios da região como Araruama e Cabo Frio já
não contam mais com a estrutura que as secretarias proporcionavam e com isso, os
serviços foram ficando cada vez mais precários e esquecidos, uma vez que o governo
isentou os municípios de manter essas sedes especiais.

O único órgão responsável pelos projetos e assistência pública as mulheres atualmente
é o CRAM, Centro de Referência de Atendimento a Mulher e desde o fim das
secretarias, os serviços do centro é feito, geralmente, em salas que ficam alocadas em
outras secretarias, como a da saúde, ou, até mesmo instituições municipais públicas.

Em busca de mais informações sobre o que vem ocorrendo com essas sedes, fui a uma
das poucas sedes que restou da secretaria da mulher em Saquarema e pude observar o
abandono do órgão pela nova gestão do governo e do município. A secretaria hoje
funciona com uma assistente social, uma advogada e uma psicóloga, além dos
funcionários do atendimento e recepção, no bairro de Bacaxá do município. Quem
falou sobre a luta atual da sede foi Gilcilene Braga, assistente social que explicou
também, sobre o quadro presente dos serviços do órgão.

Para Gilcilene, a importância da manutenção das secretarias é justamente para “inibir
o processo de desmonte em que nos encontramos e prosseguir com a implementação
de uma política nacional que garanta os direitos das mulheres”, ela conta que o
executor final dessas políticas é o município, porém que, quem determina a
permanência dessas sedes é um ministério especial para elas, e se não há esse
ministério, os municípios dão a importância que querem ao serviço e acabam se
isentando da manutenção desses órgãos.

A secretária da mulher de Saquarema atua não somente na proteção da mulher, mas
também em outras causas das minorias, como as lutas LGBT’s e Anti Racistas. Gilcilene
faz parte do trabalho desde 2017 e concorda que a secretaria vive uma crise de gestão
muito grande que pode acarretar no fim de mais uma sede, deixando inúmeras
mulheres desassistidas pelo governo.

20180612_194517_0001Dados do Dossiê da Mulher realizado pelo
Instituto de Segurança Pública, ISP, mostra que
os números de violência contra a mulher,
estupros e feminicídios ainda são alarmantes.
No Rio de Janeiro, 4.173 mulheres foram vítimas
de estupro, 57,04% foram assassinadas e 65,5%
foram agredidas em 2017, parte desses dados
foram coletados a partir da base de dados dos
registros de ocorrência da Polícia Militar do
estado onde funcionam boa parte das chamadas
Delegacias de Apoio à Mulher, DEAMs.

Os números no pequeno município da Região
dos Lagos não assusta muito, pois com a
precariedade do sistema de atendimento e da
rede que assegura os direitos e segurança das
mulheres que são vítimas, a maioria dessas
mulheres não chega a reportar e denunciar
efetivamente os crimes que sofrem. Em 2017
foram registrados apenas 6 ocorrências na
NUAM, sendo injúria o principal motivo de
ocorrências, e em toda a Região dos Lagos, 15
ocorrências, sendo 11 dessas ocorrências vividas
por mulheres entre 30 e 59 anos, cometidas por
ex companheiros.

Mesmo diante desses números, a situação é de apreensão, Emanuele Tavares,
estudante de serviço social e estagiária da Secretaria da Mulher conta como observou
a importância do serviço e vê a falta de assistência às mulheres em risco de perto no
seu dia a dia.

“muitas mulheres vem até nós para pedir ajuda por diversos motivos, ameaças em
casa, relacionamentos abusivos, violências em geral. Ver essa instituição se desfazendo
é muito triste, pois podemos ter certeza do quão pequenas e desimportantes para o
governo somos”

No dia 14 de junho vai acontecer a reunião da Rede de Enfrentamento da Violência
Contra a Mulher em Saquarema, a reunião visa pontuar o papel dos órgãos de
atendimento a mulher como a NUAM – Núcleo de Atendimento à Mulher, responsável
pelos registros de ocorrências na delegacia de Saquarema, para que haja clareza nos
alcances de cada serviço.

“Uma rede de atendimento à mulher vítima, para que não haja sobreposição do
serviço ofertado e sim, uma rede complementar que atenda a mulher na sua
integralidade.” Segundo Gilcilene Braga.
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 Fernanda Borges 

Reportagem realizada para a disciplina de Jornalismo especializado