Feira traz cultura brasileira para os brasileiros

A diversidade cultural e as tradições brasileiras de várias regiões do país foram trazidas para o Bosque Central do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida na manhã da última sexta-feira, 09. Tratava-se da Feira Cultural idealizada pelos alunos do 1º período do curso de Turismo, sob a coordenação do professor de Geografia Turística, Guilherme Guaral. Foram muitas horas de puro entretenimento e aprendizagem para quem estava apreciando.

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Feira Cultural da Universidade Veiga de Almeida [foto: Leonardo Marques/Agência UVA].

A proposta dos expositores era a de fazer com que todos os graduandos, professores e demais presentes que estivessem passando no local, pudessem enxergar o quão rica culturalmente é a nação brasileira. Rafaela Romanelli, produtora da exposição, falou um pouco das pretensões que os alunos tiveram na hora de criar todo o contexto. “Queríamos mostrar o turismo, as comidas, as roupas típicas, e muitas outras características do nosso país, e assim está sendo. Em cada stand você pode perguntar sobre os pontos turísticos, conhecer as festas, as danças e muitas outras coisas”.

Como estudante de Turismo, Rafaela destacou ainda a importância de os brasileiros conhecerem, em primeiro lugar, as belezas que existem dentro do território nacional. “A gente tem que chamar as pessoas pra conhecerem, antes de qualquer coisa, o nossa terra natal, pois elas gastam muito dinheiro indo para o exterior sem antes conhecer o próprio país. Cada localidade do Brasil tem algo interessante e, por isso, nós estamos trazendo a cultura brasileira, que é extremamente rica”.

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Alunos de Turismo reunidos na Feira Cultural [foto: Leonardo Marques/Agência UVA].

Assim, o evento foi ornamentado com referências a vários estados, como Pará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia. Foram reveladas as especificidades de cada um deles. Um dos destaques foi o stand do Rio, que recebeu a visitação dos interessados em conhecer um pouco mais sobre o Matte Leão e o biscoito Globo, ícones do cenário carioca. O outro foi o de Minas, que expôs as sobremesas típicas da tradição mineira, como, por exemplo, a paçoca e os doces de leite e de abóbora, e também recebeu uma numerosa quantidade de visitantes.

A feira foi um sucesso e fez jus à proposta da temática. Guilherme Guaral, professor responsável pelo projeto, mostrou-se satisfeito com o resultado. “Gostei bastante! Os alunos ficaram muito empolgados com essa feira. Foi um momento onde eles mostram a geografia e as informações desses lugares. É uma atividade de integração e de encerramento do semestre”, afirmou.  Para ele esse é um momento muito bacana para os alunos e para o dia a dia da UVA. “Temos que unir a teoria com a prática, criando momentos lúdicos e divertidos. Viva a alegria do conhecimento não só na sala de aula, mas também nos espaços abertos da universidade”.


Leonardo Marques – 8º Período

Futebol e o marketing esportivo

O futebol é um esporte que move milhões ao redor do mundo. A paixão pela modalidade faz os torcedores se sentirem cada vez mais motivados a estarem dentro das quatro linhas. Para eles, não basta apenas assistir a uma partida, acompanhar as notícias ou simplesmente torcer. Os fãs buscam cada vez mais fazer parte do time, o que chamou a atenção dos grandes publicitários. Graças à difusão do esporte, empresas de publicidade estão cada vez mais “dentro do jogo”. Seja por uma camisa de um clube, uma chuteira de algum jogador, ou apenas cinco segundos com o nome citado durante o show do intervalo, a ordem investir na paixão pelo futebol. Sendo assim, o marketing esportivo se tornou um nicho lucrativo no mercado nacional.

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“Mais que um clube” [foto: Reprodução da Internet].

Em terras tupiniquins, o futebol leva multidões aos estádios todos os fins de semana, o Brasil é conhecido internacionalmente como “O País do Futebol”, os jogadores brasileiros são os mais conhecidos do mundo, do passado e do presente – nomes como Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldinho, Kaká e Neymar dispensam apresentações. Com isso, os anunciantes das grandes empresas enxergaram entre as quatro linhas do gramado verde, uma forma de expandir seus negócios, mostrar suas marcas para o mundo.

Felipe Soares é assessor de marketing do Botafogo de Futebol e Regatas – e já trabalhou na administração do tradicional clube de futebol do Rio de Janeiro, com 112 anos de história – e explica que os números comprovam como os patrocinadores fazem parte da receita do clube em diversos aspectos, inclusive para pagamento de atletas e funcionários do clube. “Todos obtêm seus lucros. Sem sombra de dúvidas é um caminho para o futuro e que aqui no Brasil já está sendo aderida pela maioria dos clubes de grande escalão, servindo inclusive para elevar clubes de menor expressão a um novo patamar”.

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Chuteiras autografadas por Neymar [foto: Reprodução da Internet].

Ou seja, o marketing e a publicidade estão presentes e cada vez mais influenciando na difusão do esporte como um meio altamente lucrativo e rentável aos cofres de clubes, atletas, empresários e anunciantes. Fornecedores de materiais esportivos como Nike, Puma, Adidas, Umbro e Topper, assinam contratos e renovações bilionárias com seus parceiros, não apenas fornecendo matéria-prima para uniformes esportivos, como também patrocinando jogadores, através de propagandas ou simplesmente na confecção de uma chuteira personalizada para divulgação. Exemplos disso são nomes como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar.

De acordo com Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo, o marketing desenvolveu um papel fundamental ao longo de todo o momento de crise vivido pelo clube nos últimos anos: “Graças aos nossos anunciantes, patrocinadores, fornecedores de materiais esportivos, entre outros, conseguimos sanar nossas dívidas deixadas pela antiga gestão. Hoje o Botafogo pode bater no peito e dizer que paga seus funcionários, atletas e demais servidores em dia”.


Zahyr Barbosa – 8º Período

Cresce número de assaltos na Lapa e Zona Sul

O aumento da incidência de ações violentas realizadas por moradores de rua e travestis tem afastado os turistas e preocupado os moradores de ambas as regiões.

Dois dos cartões postais mais famosos da Cidade Maravilhosa têm tido as reputações manchadas pelo agravamento da violência urbana. Isso porque moradores e visitantes da Lapa e da Zona Sul vivem em estado de tensão a cada novo dia perante o aumento da incidência de furtos, roubos, arrastões e troca de tiros – na maior parte das vezes, após tentativas de assaltos -, incitando o medo na população carioca e em turistas, que, nos últimos anos, passaram a frequentar mais estes locais após o início do processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

No bairro boêmio, uma das maiores reclamações vem dos moradores de edifícios que possuem marquise, as quais atraem muitos moradores de rua, que, logo, abrigam-se próximos às entradas do prédios. O porteiro Edmilson Souza, que trabalha em um destes edifícios há 18 anos, diz que a falta de segurança tem aumentado e cenas de agressões por parte dos mendigos que habitam o bairro são cada vez mais comuns durante a madrugada. “Muitos deles se instalam frente às portas com pedaços de madeira”, ele conta. Outro edifício que tem sofrido com a presença destes indivíduos é situado na Rua do Riachuelo, onde habita uma família inteira, e o clima, às vezes, é hostil, segundo moradores.

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Viaturas de polícia nos Arcos da Lapa [foto: Roani Sento Sé/Agência UVA].

Além disso, como vinculado pela grande mídia, na zona boêmia mais tradicional do Rio, casos de assaltos por grupos de travestis e o tráfico de drogas já se tornaram, de certa forma, algo cultural. Para explicar o comportamento desses grupos, o cientista político João Trajano, que é professor do Instituto de Ciências Sociais da UERJ e pesquisador do laboratório de análise da violência vinculado ao órgão, coloca como ponto de partida o local ser propenso a esse tipo de intervenção. “Esse tipo de ação trata-se apenas de um aspecto da dinâmica que opera na Lapa, assim como toda área que costuma ter muito turismo. É um tipo específico de microcosmos formado por concentração de bares, restaurantes, casas de show e prostituição”.

Trajano afirma que redutos da boemia ao redor do mundo também possuem determinado nível de incidência de certos tipos de ação violenta. “A Lapa vira um exemplo boêmio de concentração de um turismo de esbórnia”. O professor ainda manifesta que o aumento da insegurança social tem como fator a crise financeira. “O que motiva uma parte deste grupo tem a ver com questões econômicas. Não que, necessariamente, sejamos vítimas miseráveis do sistema, nada disso. Nem que seja prática de resistência ou fruto do estigma”. Entretanto, Trajano ressalta que a economia não é um fator determinante. “Não há uma comprovação de que a crise financeira acirra essa questão. As pesquisas, inclusive, não costumam ser conclusivas sobre a crise e desemprego terem qualquer responsabilidade para essa relação”.

Sobre a questão dos moradores de rua, uma problemática que existe em todo o estado, não apenas a Lapa, o cientista político é categórico: “Há um declínio de programas sociais e distributivos que existem para dar suporte para esses seguimentos mais vulneráveis nas crises do mundo do trabalho”. Trajano comenta que, neste caso, existe um problema referente à crise, desemprego e subemprego. Segundo ele, existe uma certa parcela de moradores de rua que permanece por opção – seja por morar longe e trabalhar pelo Centro da cidade, ou por não conseguirem largar a comentada esbórnia. Farrah, músico e morador da região, menciona já ter conversado com um destes. “São pessoas tranquilas, preferem ficar bebendo à noite e aproveitar a madrugada. De manhã, vão pro trabalho levando na mala toalha, desodorante e mudas de roupa, dizem que se trocam na empresa sem problema algum”.

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Aterro do Flamengo, localizado entre os bairros Flamengo e Glória [foto: Reprodução da Internet].

Enquanto isso, Em menos de uma semana após casos veiculados pela mídia quase simultaneamente, duas outras áreas sofreram do mesmo mal que aflige a Lapa. Também no Centro, na altura do Largo da Carioca, grupos se juntam para realizar arrastões na saída de bares e boates da região. Na zona sul, assaltos com histórico de mortes e feridos no bairro de Laranjeiras têm aumentado. “Se você entrar em um grupo do Facebook sobre relatos de assaltos e violência na zona sul, verá que as postagens são sobre assalto e com horários próximos”, conta Agnus Sena, estagiário da Confederação Brasileira de Voleibol, morador da região. A estudante de jornalismo, Ana Gabriella Werkheiser, relata que bairros como Laranjeiras, Flamengo e Catete estão abandonados pela segurança pública: “A tendência é piorar”, ela afirma.

E, com o aumento de ações violentas pela cidade, ruas desertas acabam sendo locais propícios para crimes, em qualquer horário do dia. O estudante Gabriel Arcanjo relembra: “Depois de um arrastão, colocaram em frente ao Colégio Externato Coração Eucarístico uma viatura que não fica lá com frequência. A rua Paissandu, quando passa da Ipiranga, está cada vez mais deserta. E o elevado da Pinheiro Machado está cada dia pior”. Tal viaduto, também conhecido como Viaduto Engenheiro Noronha, foi o mesmo em que ocorreu a fatalidade com o motoqueiro Miguel Ayoub Zakhour, de 19 anos, no mês passado. Ele terminou sendo vítima de um assalto, no qual foi atingido por um disparo e não resistiu aos ferimentos. Segundo a estudante de jornalismo Ana Gabriella Werkheiser, os assaltos neste ponto exato estão cada dia mais frequentes e com ações “escancaradas”. A universitária também relata que bairros como Laranjeiras, Flamengo e Catete estão abandonados pela segurança pública: “A tendência é piorar”.


Roani Sento Sé – 7º Período