Podcast: uma vertente do mundo nerd

O avanço das novas tecnologias proporcionou a expansão e troca de conteúdo nas últimas décadas, e um formato específico teve destaque: o podcast. Desde 2004, a produção de conteúdo na internet através do gênero ganhou espaço, aliando a facilidade de se produzir, disponibilizar gratuitamente, e também a diversidade de temas discutidos. O ouvinte tem a liberdade de ouvir apenas os programas que lhe interessam, sejam eles sobre cinema, música, política ou variados assuntos, característica que originou o nome deste estilo de produção – o termo podcast é uma fusão de iPod e broadcast, a transmissão via rádio.

O primeiro programa brasileiro deste formato foi o “Digital Minds”, que surgiu em outubro de 2004, agregado ao blog homônimo de Danilo Medeiros. O blogueiro buscava uma maneira de se diferenciar de outros sites na época, e encontrou no podcast o seu diferencial. Em novembro do mesmo ano, surgiu o “Podcast do Gui Leite”, criado por quem dá nome ao programa. A difusão de programas foi tão grande que, em 2005, aconteceu no Paraná a primeira edição da Conferência Brasileira de Podcast – a PodCon Brasil -, primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente ao assunto. Nesta edição, nasceu a Associação Brasileira de Podcast – ABPod -, presidida pelo podcaster Maestro Billy. Após esse primeiro momento, os podcasts sofreram um apagão – inúmeros programas chegaram ao fim. Apenas em 2008 que o cenário foi retomado, com novos programas sendo produzidos.

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Equipe do “99 Vidas” [arte: Reprodução da Internet].

Entre os programas sobre cultura pop aqui no Brasil, se destaca o NerdCast – do site “Jovem Nerd” -, que completou uma década em 2016 com recorde de 1 milhão de downloads por episódio e primeiro lugar de audiência em podcasts no país. Junto com o Rapaduracast, do “Cinema com Rapadura”, foi um dos primeiros sobre cultura nerd e cinema no Brasil. O Nerdcast também foi o precursor dos podcasts no país com mais de 60 minutos de duração. Um episódio, em média, dura 90 minutos – diferente do formato nos EUA, que têm menos de uma hora.

Em 2010, Izzy Nobre e Jurandir Filho, dois apaixonados por videogames clássicos, decidiram registrar sua paixão pelo universo gamer que os acompanha desde a infância em forma de podcast. Então, criaram o “99 Vidas”, cujo conteúdo sobre games em formato de podcast foi o primeiro no país. Bruno Carvalho e Evandro de Freitas se juntaram à dupla logo após algumas edições, para compartilhar também tudo sobre games clássicos. E, na sexta-feira – 21 de abril – o Geek & Game Rio Festival promove o encontro desses quatro amigos, onde poderão dividir suas experiências após sete anos de podcast e falar sobre a dinâmica do grupo.

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Logo do podcast “Senta Aí” [arte: Reprodução da Internet].

Embora diversos podcasts brasileiros tenham grande alcance e sucesso, as dificuldades para quem está começando são diversas. O podcaster Cláudio Gabriel comenta que a maior dificuldade enfrentada no país é a divulgação. “O YouTube tomou espaço e fez isso se tornar uma máquina. Tanto que a maioria dos podcasts está migrando para o YouTube”, diz o estudante de Ciências Sociais da UFRJ, integrante do programa de cultura nerd “Senta Aí”. Ele também aponta: “É difícil se manter devido à pouca oferta de profissionais de edição de áudio. Os brasileiros dão muita relevância ao áudio. Isso não é feito nos EUA.” Um contratempo muito comum também é a falta de periodicidade, afetada pela dificuldade de reunião de participantes de um podcast.

O painel sobre o podcast “99 Vidas” no GGRF poderá dar luz à discussão sobre o futuro do formato com a ascensão do YouTube. De 2005 pra cá, o site de vídeos teve um crescimento estrondoso, se tornando umas das principais mídias de criação e propagação de conteúdo da internet. Com a difusão dos canais, é natural que o podcast seja repensado para o público consumidor de conteúdo em vídeos – alguns mais conhecidos, como o NerdCast, são republicados no site de forma “pirata” e possuem grande número de acessos, o que fortalece a ideia de que o formato do podcast resiste – mas ainda pode ser revisto para se adequar a um novo público.


Beatriz Brito – 5º Período

A ficção que está na realidade

O que é ser cosplay pode estar muito claro, seja pelo simples fato do seu significado em inglês ser a união de duas palavras – costume (fantasia) e roleplay (brincadeira ou interpretação) – e principalmente por, na maioria das vezes, os homenageados serem personagens de games, animes e mangás, podendo também englobar qualquer outro tipo de caracterização que pertença à cultura pop ocidental. Entretanto, por mais fora da realidade que possa ser, alguém que adepta desta expressão artística pode utilizar a fantasia como parte de um trabalho.

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Nicolle Moura como “Nicpool” [foto: Arquivo Pessoal].

Ou seja, ser cosplayer também pode significar seguir uma profissão. A interatividade, a forma irreverente de interpretar o personagem trajado para alegrar outras pessoas é uma ferramenta importante para que o trabalho de se montar valha a pena. E, além disso, pode-se dizer que os profissionais da área não têm idade. “Para fazer cosplay não há restrição. Levando com respeito e considerando que muitos levam como um trabalho e se esforçam bastante para fazer algo bem feito, quanto mais pessoas entrando nessa vibe, melhor”, diz Nicolle Moura, 22, estudante de administração que pratica esta arte desde os 16 anos.

Nicolle também afirma que não tem uma preferência de seguimento. “Gosto de fazer personagens que eu admiro ou me identifico, tanto de games, animes, filmes, seriados, quadrinhos. Acho que o principal é a conectividade com o personagem”, ela declara. “Muitas pessoas se identificam com certos personagens e querem viver um pouco deles. Sem falar na interação com outros cosplayers e pessoas. É muito bom quando vemos que as pessoas gostam do nosso trabalho”.

Seguindo a mesma linha de pensamento, Soraya Feghali, comissária de bordo e estudante de jornalismo, diz que um dos pontos principais é gostar ou até mesmo se identificar com o personagem que se quer interpretar. “Sem isso uma pessoa não pode ser chamada de cosplayer, se ela não sabe como o personagem fala, gesticula ou até mesmo que expressões ele faz, descaracteriza, e isso é essencial para um bom trabalho, especialmente se fãs querem tirar fotos com você nos evento”.

Soraya tem, hoje, 28 anos, mas conta que enveredou pelos caminhos da personificação bem cedo, indo caracterizada a eventos já na adolescência, aos 14 anos. “Tudo começou na antiga TV Bandeirantes, onde eu tive contato com os primeiros animes e se intensificou quando eu vi uma reportagem especial falando do cosplay no Japão. Aí não teve mais volta, eu tive que fazer e até hoje faço”.

A comissária de bordo ainda destaca a organização dos eventos que fazem concursos para definir a melhor personificação e eventos que só liberam o uso das fantasias. “Por exemplo, em alguns eventos, certos materiais para a criação das armas dos personagens são proibidos por motivo de segurança e então não podem entrar no local, ficam retido na porta e antes mesmo de entrar em algum destes festivais, passamos por uma pequena revista dos seguranças, que inclusive expulsam pessoas que fazem filmagem ou fotos indecentes dos cosplayers ou que ficam tocando em lugares impróprios sem a permissão deste”.

Mas, engana-se quem pensa que esta forma de arte é destinada apenas às crianças e aos jovens. No entanto, esta imagem é desconstruída por Solange Nascimento, manauara de 50 anos que está neste meio a três anos. “Eu frequentava esses eventos com meus filhos, já que minha menina é cosplayer há quatro anos, um dia conversando com uma amiga fui desafiada a fazer porque ela alegava que eu não teria coragem. Não falei mais nada, escolhi um personagem, fui à costureira e no dia do evento cheguei como vovó do Piu Piu. Depois desse dia gostei do que fiz e parti para outros projetos”

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Soraya Feghali caracterizada [foto: Arquivo Pessoal].

Solange já personificou de diversos caracteres, como a Bruxonilda e até Muriel, a senhora do cartoon “Coragem, o cão Covarde”, e alega que foca nos que são adequados para sua idade. Ela conta que desde a primeira vez achou que teria uma rejeição enorme e que as pessoas agiriam com preconceito, entretanto, só pessoas da sua faixa etária veem sua profissão com mau olhado. “Preconceito existe, sim, mas não pelos jovens. Os mais velhos acham ridículo. Já ouvi tanto desaforo, mas não ligo, aí é que tenho mais vontade de fazer”.

Mas surge o questionamento acerca do que faz o cosplay ser cotado como profissão e se há algum retorno financeiro. Solange explica: ‘’Bem, existe a profissionalização, que são as competições em nível bem alto, o que eleva o nome do intérprete e abre portas em vários eventos. Passagem para competir fora do Brasil, e premiações em dinheiro, até carro já se tornou um dos prêmios. Tem muitos que produzem suas próprias roupas, se tornando um renomado Cosmaker, que são os que produzem as armaduras, as roupas, armas, botas e outros acessórios”.

Porém, para cada peso há duas medidas. Quando perguntada sobre a questão do apoio, Solange salienta que ainda não há suporte ao cosplay como profissão. “Na minha opinião, falta sim! Até mesmo os eventos investirem nos cosplayers, pois é por meio deles que o evento cresce, somos pouco valorizados e os eventos ganham um dinheirão”.

O cosplay como o carnaval

Por sempre soar como apenas uma diversão e pouca informação a respeito, as pessoas podem achar que cosplay é uma fanfarra que pode ser comparada ao carnaval de rua. Recentemente, o público apontou que esta arte foi mal representada na nova novela do horário nobre da Rede Globo, “A Força do Querer”, por esta colocar um personagem como cosplayer 24 horas por dia, desafiando a mãe. Esse tipo de interpretação é taxada como errada, e Nicolle, Soraya e Solange deram suas opiniões quanto a possibilidade do carnaval ser um evento cosplay e gratuito, a céu aberto.

“Carnaval não pode ser considerado um evento de cosplay por conta de seu background cultural. Evento de exposição tem tudo a ver com cultura. Essa arte é originada basicamente da cultura japonesa e adaptada à cultura geek. Já o carnaval tem a ver com bailes de rua, oriundos de cultura europeia, que são duas formas de expor dois trabalhos diferentes”, explica Nicolle. “O carnaval moderno carioca, é uma adaptação desses bailes de rua europeus. E a fantasia é mais levada para uma brincadeira do que por um trabalho sério como um evento”.

A jovem, porém, afirma não ser contra cosplays em bailes de carnaval, mas não faria. “Não vejo problema em usar, mas o problema do carnaval é que a maioria está ali para beber, dançar, e não apreciar todo o trabalho que a pessoa teve em fazer a fantasia. Sem falar que no empurra-empurra do carnaval pode acabar quebrando, rasgando ou perdendo uma peça. Então, eu, particularmente, não usaria um cosplay que levou tempo, dedicação, dinheiro e trabalho para acabar tendo algum acidente. Prefiro fazer nos eventos próprios para isso”.

Já Solange reforça o ponto da interpretação. Segundo ela, há toda uma preparação que não pode ser dispensada e é inexistente no carnaval. “Cosplay tem que interpretar o personagem, tem toda uma preparação, palco, horário de apresentação você tem que estar impecável, juízes olham cada detalhe de sua roupa”.

Soraya completa da maneira mais fidedigna o significado dos eventos e do fazer a personificação de um personagem. “Para começar, para ser considerado um evento de cosplay, há uma coisa que o carnaval de rua não tem: organização. No evento há regras a serem seguidas e no carnaval não tem isso. E tem mais, o público não quer tirar foto de você, querem tirar foto do personagem que você fez. O afeto com o personagem e o principal motivo que faz com que um cosplayer se dedique não só à roupa dele, mas também à apresentação dele na chegada do evento, pois muitos se identificam com o personagem que representam ou pela história que aquele personagem já passou”.


Roani Sento Sé – 7º Período

Disputa de veteranos do e-Sports

Os famosos esportes eletrônicos tiveram uma ascensão meteórica nos últimos anos. Desde 1993, quando Netrek – jogo inspirado em Star Trek – se tornou o primeiro a ter ligas, outros times se formaram, regulamentações foram criadas, e o Brasil se destacou em diversas modalidades de diferentes jogos. O Geek & Game Rio Festival, que acontece entre os dias 21 e 23 de Abril, será o anfitrião de competições de Rainbow Six, Counter-Strike: Global Offensive e League of Legends. Comandadas por comentaristas especialistas no assunto, as disputas serão realizadas em um espaço em que cabem 500 pessoas e muita emoção.

Todo esse sentimento tem acompanhado fãs de League of Legends desde sua criação em 2009. As competições profissionais começaram um ano depois, e popularizaram ainda mais o jogo eletrônico multiplayer online. O objetivo pode parecer simples, destruir o nexus inimigo – uma espécie de base – e proteger o seu próprio. Contudo, este objetivo é somente atingido utilizando diferentes estratégias e combinações de campeões (estilos de jogadores) para conquistar a partida.

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Time de League of Legends, INTZ [foto: Divulgação].

Com duração média de uma hora, cada partida exige muito pensamento crítico de cada jogador. Em 2014, o time brasileiro profissional de LoL, INTZ eSports, conquistou o título no Circuito Game7, disputado em Campinas. A equipe é formada por Marcelo “Ayel” Melo, Gabriel “Turtle” Peixoto, Bruno “Envy” Ventura, Michael “Micão” Rodrigues de Araujo e Luan “Jockster” Cardoso de Meira. A presença do INTZ Team já está confirmada no GGRF, onde disputarão partidas em melhor de 5, contra o ProGaming, no domingo.

Compostos por Mateus “SkyBart” Neves, Bruno “Gokucp” Miyaguchi, Felipe “Skyer” Gimenes, Matheus “Professor” Leirião e Maicon “mds” Souza, e treinados por Gabriel “Von” Barbosa, o ProGaming possui representantes em vários games de e-Sports. O time conquistou espaço de elite no Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL), quando ganhou o terceiro lugar no Circuito Desafiante deste ano.

E o ProGaming não tem representantes só no LoL: eles também marcam presença na disputa masculina e feminina de Counter-Strike: Global Offensive, que será disputado no sábado. O jogo, é em primeira pessoa, e os objetivos podem variar entre eliminar o outro time ou capturar bandeiras. No GGRF, serão disputadas melhores de três durante todo o dia. O time feminino, formado por Andrezza “andy” Pizzoli, Jessica “fly” Pellegrini, Gabriela “gabs” Freindorfer, Cláudia “santininha” Santini e Juliana “showliana” Maransaldi, vai jogar contra um time de estrelas que será anunciado no dia do evento.

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Rafael “Pava” Pavanelli [foto: Divulgação].

Enquanto as meninas ainda não conquistaram nenhum título, os garotos do ProGaming de CS, Bruno “elllll” Ono, HenriqueRikz, Leonardo “leo_dunky” Oliveira, Wesley “GW” Nunes, Nathan “Fv” Mendes e Augusto “Geto” Nobre,  tem alguns veteranos campeõs na equipe. Tanto “ellll” quanto “Fv” já impactaram o cenário nacional quando se classificaram para a ESL Premier League Season 3. Eles vão jogar contra o Team One, formado por Rafael “Pava” Pavanelli, Victor “iDK” Torraca, Bruno “bit” Lima, Pedro “Maluk3” Campo, Alencar “trk” Rossato, Alexandre “kakavel” Peres e Alan “adr” Riveros. “Pava” é o artilheiro de Team One, afinal, conquistou o primeiro lugar na ESL Premier League quando participava do time g3x.

Outro time com vitórias para compartilhar é o Black Dragons. Eles ficarão frente a frente com a equipe do Santos Dexterity, disputando uma melhor de cinco na sexta-feira, no Tom Clancy’s Rainbow Six Siege. Neste game em primeira pessoa, os jogadores têm diferentes nacionalidades, que influenciam suas habilidades e equipamentos, tendo como objetivo, aniquilar o time adversário.

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Equipes que disputarão Rainbow Six [foto: Divulgação].

Tarefa fácil tanto para os Black Dragons, cuja capitã, Nicolle “Cherrygumms” Merhy, e o companheiro de equipe, Leo “Zigueira” Duarte, confirmaram presença, quanto para a Santos Dextrety, formada por Bullety1, Yuukfps, Onettv, Neskwga e 1D1OGO1. Ambos, nesta terça-feira (18), foram classificados para a semifinal da Pro League, disputa mundial que está acontecendo na Polônia. Eles irão disputar no campeonato internacional um prêmio de R$ 100 mil.

Para o GGRF, os ganhadores das três competições levarão um total de R$200 mil em dinheiro e prêmios. Todas as disputas acontecerão no Gaming Stadium, começando com a competição de Rainbow Six na sexta-feira, a partir de 12:40; a de CS:GO, no sábado, a partir de 10:40; e a de LoL, entre sessões de 11:10 até às 18h. Os atletas virtuais já estão se preparando para não só entreter o público com uma impressionante e épica batalha, mas também conquistar a honrosa vitória demonstrando suas forças intelectuais e estratégicas.


Luana Feliciano – 5° Período

Potencial desperdiçado

332164.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx“Será que existe vida fora da Terra? ” “E se existir, estamos preparados para lidar com os extraterrestres? ”. Essas duas perguntas são exemplos levantados quando o assunto é vida alienígena. E é justamente a dúvida central que paira pela trama do filme “Vida”. No mais novo longa hollywoodiano, seis astronautas descobrem a verdade sobre essa questão.

Contextualizando, em uma estação espacial internacional, seis astronautas tem a missão de pegar uma célula coletada em Marte e analisa-la. Sho Murakami (Hiroyuki Sanada), Rory Adams (Ryan Reynolds), Miranda North (Rebecca Ferguson), David Jordan (Jake Gyllenhaal), Ekaterina Golovkina (Olga Dihovichnaya) e Hugh Derry (Ariyon Bakare) compões o time de desbravadores do espaço.

Ao coletar a célula, a equipe descobre que ela tem vida – um marco para a história – e, melhor – ou não –, ela também tem a capacidade de pensar e reagir a estímulos, ou seja, é vida inteligente. O problema começa quando Calvin – nome dado ao pequeno alienígena – fica maior e decide se rebelar. A partir daí a trama vira uma perseguição, um suspense muito parecido com “Alien- o Oitavo Passageiro”.

Até aí a trama vai bem, o tom obscuro e de total tensão consegue construir uma ótima aura para a obra, o problema é que na metade do filme, o longa deixa de ser um produto de suspense e passa a ser ação, uma verdadeira caça de cão e rato. O ritmo acelerado foi um recurso de roteiro para segurar os espectadores que gostam de cenas frenéticas, o problema é que isso acaba traindo o timing imposto no início.

Essa virada de gênero não foi o único erro do roteiro. A trama super clichê de filmes espaciais e as histórias pessoais, completamente desnecessárias, dos personagens ali envolvidos, cansam o espectador e tiram o brilho da obra. Os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick, que já trabalharam com Ryan Reynolds em “Deadpool” não foram tão bem dessa vez. Contudo o diretor Daniel Espinosa não decepciona e consegue passar tensão nos momentos certos e velocidade nas cenas de ação, mesmo apresentando uma fotografia quase copiada de “Gravidade”.

David Jordan (Jake Gyllenhaal) in Columbia Pictures' LIFE.

Outro ponto baixo do filme são as atuações. Como já dito, o roteiro não ajuda, mas mesmo assim, a falta de carisma dos astronautas é nítida, nem mesmo o super extrovertido Ryan Reynolds consegue convencer. Só Jake Gyllenhaal, talvez, agrade, uma vez que seu papel era a de um médico solitário, quase depressivo, e isso o ator sabe fazer muito bem, vide “Donnie Darko”, “O Abutre”, “Prisioneiros”, “Nocaute” etc.

Mesmo com tantos pontos baixos, “Vida” não é um filme ruim. A história é sim medíocre e não apresenta nada de novo, mas entretêm e faz bem o papel de responder as perguntas iniciais que abriram o texto.


Iago Moreira- 7º Período

A voz como instrumento de trabalho

Aconteceu na última quinta-feira, dia 13, no auditório do campus Tijuca, o evento “Voz, Arte, Fonoaudiologia e Diversidade”, promovido pelo curso de Fonoaudiologia da UVA. A rodada de debates se propôs a dar mais visibilidade ao trabalho do fonoaudiólogo no meio artístico, na preparação vocal de profissionais que utilizam a voz como instrumento, em comemoração ao Dia Mundial da Voz – em 16 de abril.

Participaram das mesas professores da casa, profissionais do meio artístico e convidados especiais. E quem ficou responsável pela abertura do evento foi o coral formado por alunos do curso de Fonoaudiologia da UVA, que animou o público em plena véspera de feriado com seu repertório. O coral, que surgiu no projeto UVA Talents no fim de 2016, performou três canções e foi aplaudido de pé ao fim da apresentação.

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Coral da UVA na performance de abertura do evento [foto: Beatriz Brito/Agência UVA].

A primeira mesa – composta pelas fonoaudiólogas Luciana Oliveira e Leila Mendes, a atriz Lorena Comparato -, foi mediada pelo professor da casa, Reynaldo Lopes, e colocou em pauta a preparação vocal do ator. Lorena participou de diversas produções televisivas da Rede Globo, e explicou sobre a construção da voz de um personagem junto da fonoaudióloga Leila Mendes, que praticou um exercício vocal com a atriz para exemplificar o tipo de trabalho que é feito para dar forma à voz de determinado personagem.

Luciana Oliveira pontuou: “O trabalho do fonoaudiólogo começa antes da voz. Ele precisa entender para atender bem”. Ela se refere à importância de buscar conhecimento sobre dramaturgia para atuar nesse nicho de mercado. As fonoaudiólogas defenderam que é também necessário entender o contexto em que o personagem está inserido para poder orientar o ator quanto ao trabalho com a voz. “É muito importante ter uma mente aberta, vivenciar e entender.”

Sob mediação da professora Isabela Poli, a segunda mesa contou com a participação de Sylvia Salustti e Aline Cabral – ambas com trabalhos expressivos em dublagem de filmes e musicais. Sylvia é conhecida por ser a voz de personagens como Jean Grey, de “X-Men”, Rapunzel, de “Enrolados”, Mary Jane, em “Homem-Aranha”, e muitos outros. Já Aline, cantora profissional e fonoaudióloga, participou da dublagem de diversos filmes musicais da Disney.

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Lorena Comparato, profº Reynaldo Lopes, Luciana Oliveira e Leila Mendes [foto: Beatriz Brito/Agência UVA].

Este segundo debate colocou em foco o trabalho de voz na dublagem, além dos desafios de tradução tanto de textos quanto de músicas. Sylvia dividiu com o público, de forma bem-humorada, a dificuldade de dublar produções mexicanas, em que o trabalho corporal e vocal dos atores – que beiram o exagero -, exigem mais do ator na hora da dublagem. A dubladora ainda agradou ao público ao ceder aos pedidos para cantar um trecho da canção original do filme “Enrolados”.

Após um rápido intervalo, deu-se início à terceira e última mesa redonda do evento, sobre voz e diversidade humana – com participação da atriz transgênero, Dandara Vital, da empresária Michelle Feller, e o estudante de Marketing, Vitor Franco. O professor da casa João Lopes contextualizou o debate falando sobre o projeto do curso de Fonoaudiologia em que trabalham a readequação de voz de pessoas transgênero.

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Profª Isabela Poli, Sylvia Salustti e Aline Cabral em debate sobre dublagem [foto: Beatriz Brito/Agência UVA].

Michelle e Vitor participam do projeto e, assim como Dandara, compartilharam suas vivências enquanto indivíduos transexuais. A atriz conta que o teatro foi importante para seu autoconhecimento, empoderamento e aceitação, e também que precisam existir oportunidades no meio artístico para uma maior representatividade trans na mídia, e assim possamos falar efetivamente de visibilidade.

Michelle e Vitor elogiaram e agradeceram o trabalho realizado na Clínica UVA, e falaram o quanto tem sido benéfico participar deste tipo de projeto. O jovem, que relatou trabalhar com marketing digital como uma forma de não se expor ao público pelo medo do preconceito, também usou o teatro – e o projeto na UVA – como ferramenta para se conhecer melhor e ganhar mais segurança. Ele conta que ficou se “questionando se precisava ter voz masculina para ser visto como homem” por muito tempo e que “a gente tá lutando por um recolhimento social”.

A brilhante fala do trio sobre representatividade e respeito à diversidade fechou o ciclo de debates do evento, seguido de uma apresentação teatral da peça “Mulheres de Tebas”, do coletivo Damas em Cena. A encenação contou com a atriz Dandara Vital, que é membro do coletivo e encerrou o evento de maneira singular. A fidelidade do público até o fim do evento só comprova que este encontro do curso de Fonoaudiologia, em comemoração ao Dia Mundial da Voz, foi um sucesso.


Beatriz Brito – 5º Período

Qualidade de pesquisa

13051631_1598256637168598_290509950863278873_nNos dias 18 e 20 de abril será realizado no campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida o III Encontro UVA de Estudos em Jornalismo. No evento, estudantes recém-formados pela instituição que receberam boas avaliações nos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) apresentarão suas monografias para os alunos que se aproximam do fim da graduação.

Organizado pelas professoras Diana Damasceno e Daniela Oliveira, o Encontro “tem por objetivo incentivar a pesquisa de qualidade” e contará com as apresentações de 14 ex-alunos, sete em cada dia, além de abordar temas que estão em voga ultimamente, como “A Presença Feminina no Jornalismo Esportivo”, de Nathália Gomes, “O YouTube como Veículo de Comunicação no Jornalismo Cultural para Nerds”, de Paulo Vitor Vasconcellos, e “Tragédia em Mariana: uma análise sobre a cobertura dos jornais impressos Extra e O Globo”, de Marcia Silva.

Em 18 de abril, a reunião será realizada na sala C316, de 8h10 às 12h50. Já no dia 20, o evento acontecerá na sala A212, e 18h30 às 22h. A entrada é gratuita e a participação durante todo o Encontro valerá 3 horas de Atividade Complementar. A programação completa está disponível na página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/690108657839922/).


Daniel Deroza – 5º Período

Arte sem fronteiras

Elas transformam em arte o que para muitos é apenas lixo. Com a assessoria do projeto Arte Sem Fronteiras, coordenado pelo professor da Universidade Veiga de Almeida Tirlê Cruz e os alunos Aurélio Fagundes e Bruna Lima, as artesãs criam bolsas, tapetes, lancheiras, canecas, chaveiros e outros objetos utilizando apenas materiais reciclados. A iniciativa tem o objetivo de tornar a atividade do artesanato cada vez mais profissional, mostrando que é possível aliar arte, retorno financeiro e sustentabilidade.

Uma das artesãs parceiras do projeto é Maria Holanda. Ela é a que está há menos tempo participando, mas já colhe os benefícios do trabalho que é realizado. “O projeto é maravilhoso, é uma boa ideia e que surjam outras. Agradeço ao grupo do projeto que muito incentiva a gente, orienta e acho que, sem eles, os orientadores do projeto, seria mais difícil”, ela pondera.

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Projeto “Arte Sem Fronteiras” [arte e foto: Helen Almeida].

Já Elvira Nascimento, que tem como uma de suas especialidades o retalho de malhas para tapetes, jogos de banheiros, entre outros, também exalta o salto de qualidade que as orientações deram em seu trabalho. “Fabricava minhas coisas, mas não tinha como vender. A gente ia fabricando sem saber direito o que fazer. Mas hoje não, hoje a gente tem como expor a mercadoria da gente, o artesanato da gente, a gente tem uma renda. Eu que sou dona de casa, trabalho com isso. Está muito bom, e o apoio que a gente tem, com a orientação vai ficando muito melhor”.

Uma das orientações citadas pelas artesãs é na parte de criação dos produtos vendidos. Auxiliado pela professora de moda da Universidade Veiga de Almeida, Lucília Ramos, o projeto organiza reuniões mensais em que elas têm espaço para opinar e dizer o que pode ser mudado, além de receberem dicas de como melhorar e colocar preços nos produtos a serem vendidos.

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Obras das artesãs do “Arte Sem Fronteiras” [foto: Helen Almeida].

Rosemery Alves, especialista em trabalhos de reciclagem com caixa de leite, complementa a colega. “É um suporte muito bom, pois tem a reunião mensal em que as pessoas ouvem a nossa dificuldade, tentam trazer as soluções. Tem a professora Lucília, que dá todo o apoio para a parte de melhorar o produto. Ela faz reuniões com cada um dos artesãos separados e explica como a gente pode melhorar e isso é muito legal, porque você não encontra isso. É até muito caro de você conseguir uma assessoria assim, e você tem isso no projeto”, ela explica.

O Arte Sem Fronteiras disponibiliza um local no Lar Frei Luiz, na Taquara, em Jacarepaguá, no qual as artesãs podem vender seus produtos. Para elas, este é um dos diferenciais, já que o trabalho no local é muito mais produtivo do que nas feiras. Além disso, por apostar na sustentabilidade, o projeto minimiza os gastos com os artesanatos, como conta a artesã Christiane Felix.

Segundo ela, a reciclagem é importante. “A gente consegue economizar mais ao invés de comprar alguns produtos. Antigamente eu trabalhava com MDF (material de artesanato convencional), e o mesmo trabalho eu posso fazer com uma telha ou uma garrafa. O legal é isso, as pessoas admirando nosso trabalho. O projeto é muito importante, quanto mais pessoas conseguir alcançar, é bom para todo mundo”.

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Peças do projeto “Arte Sem Fronteiras” [foto: Helen Almeida].

Adepta da arte da aplicolagem, que consiste no trabalho de papel de jornal e revistas sobre qualquer superfície, Creuza Reis reforça a colega artesã sobre a importância do trabalho com a reciclagem e o benefício lucrativo que esse tipo de prática produz. “Eu valorizo a reciclagem porque nós gastamos menos com material e estamos ajudando o meio ambiente com isso”.

Creuza ainda destaca a competitividade do meio e as raridades que se encontra no artesanato. “Se eu fosse comprar todo o material de trabalho, eu nem era artesã mais, porque não compensa. É muita competição, muita feira. E eu abracei o Arte Sem Fronteiras, porque é um projeto que bateu com que eu queria, com que eu acreditava, que era isso: a sustentabilidade, o reaproveitamento. Tenho peças únicas, eu faço e não tem como repetir, porque eu aproveito pratos quebrados, bandejas rachadas, material de madeira, que talvez fossem para o lixo”, ela ressalta.

Além de toda sustentabilidade que o projeto envolve, utilizando materiais reciclados e transformando o lixo em artesanato, as artesãs que participam do projeto levam consigo algo que vai além do lucro de suas mercadorias, como diz Rosemery Alves. “Ajuda demais na minha autoestima, é muito importante você ver o seu projeto ser reconhecido. As pessoas veem o lixo como lixo, quando você consegue pegar uma caixa de leite que o cara joga fora ou que iria para o lixo e consegue transformar numa peça que a pessoa fica encantada de ver, isso é o maior presente que eu posso ganhar em relação ao projeto, não tem dinheiro que pague. Quando a gente faz uma peça, você põe muito mais que um simples material, você põe uma parte de você. Isso não tem preço”.


Ive Ribeiro

Games e o desenvolvimento infantil

Nos anos 80 havia o mito de que os videogames estragavam os aparelhos de TV. Era muito comum ouvir os pais impondo restrições de horários para seus filhos jogarem. Passou-se a década e nos anos 90 chegaram os jogos que continham violência e sangue, mais motivos para pais restringirem ainda mais o uso de videogames. A briga chegou a ficar acirrada por mais duas décadas até o momento em que ser gamer tornou-se profissão. Cada dia que passa mais jovens ingressam mais cedo no mundo dos games só que dessa vez recebem apoio dos pais. Esse apoio pode vir muito por conta dos campeonatos televisionados de League Of Legends, torneio que tem como premio uma grande quantia em dinheiro. Mas não, aparentemente não se trata só disso.

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O clássico console “Atari” [foto: Reprodução da Internet].

Pais mais atentos conseguiram ver que a evolução dos jogos com histórias e designs diferenciados podem estimular de forma didática os jovens a se interessarem em trabalhar o cérebro criando estratégias com fácil adaptação. Em 2011 uma pesquisa realizada pelo NPD Group nos Estados Unidos mostrou que 91% das crianças do país já jogavam em aparelhos eletrônicos e estas com a faixa etária entre os 2 aos 17 anos de idade. Esta rápida aptidão dos jovens ocasiona uma abertura maior, ou seja, cada vez mais pessoas deixam os filhos terem contato com IPhones e Smartphones nem que seja para apenas distraí-los. Esse primeiro contato influencia cada vez mais os jovens e seus estímulos cerebrais, tornando as crianças que jogam games mais criativas.

Para o artista de design de jogos 3D e ex-professor da escola de computação gráfica Seven, Diego Maia, de 22 anos, a questão possui dois lados. “Vejo que traz benefícios e malefícios. Os jogos se tornaram muito acessíveis para variadas plataformas que temos hoje e são um grande potencial de ajudar a desenvolver cognições e noções desde a infância, mas também podem se tornar um grande limitador, tornando as crianças e jovens mais dispersos e menos enfáticas em relação ao mundo real assim como qualquer outra forma de mídia como televisão, filmes e web. O excesso também pode ser prejudicial”, ele afirma.

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Criança jogando o clássico game “Pac-Man” [foto: Reprodução da Internet].

Quanto à forma como os designs e histórias são feitos pelas empresas de games de maneira até didática, Diego explica como os games sempre desempenharam essa função. “Desde a época que os jogos tinham várias limitações técnicas, como a era dos 8 bits já era possível perceber uma forte influência sobre essas questões. Através de simples gráficos e puzzles já era possível criar experiências totalmente inovadoras que estimulassem o público ao desafio e à criatividade, os fundamentos de design e lógica se mantiveram quase os mesmos até hoje. Já existem vários estudos e pesquisas sobre como os jogos podem ajudar as pessoas a desenvolverem a cognição de tomada de decisões, reflexos”.

O artista também conta que, aos cinco anos, já era fã de games e logo se viu inspirado a fazer cursos para aprender como criar os próprios jogos. “Games servem até como válvula de escape para o estresse. Eu ainda desejo explorar desde a produção de arte, como a modelagem em 3D, até o design funcional, como definir uma experiência interativa. Ainda existem muitas coisas a serem aprofundadas quanto ao que sabemos sobre o assunto e há, sim, uma preocupação quanto à maneira como isso afeta no psicológico de uma maneira geral”.


Roani Sento Sé – 7º Período

Cultura medieval na Zona Norte

O evento movimentou o parque e levou ainda mais cultura à região de São Cristóvão

Arco e flecha, concurso de espadas, armaduras e lutas. O que parece ser uma cena do seriado “Vikings” foi, na verdade, a segunda edição da Feira Medieval, que aconteceu no último domingo (9), na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo do evento, que foi gratuito, era reunir fãs e admiradores da cultura medieval, que está cada vez mais presente na temática de séries e filmes.

medieval 3A feira teve início às 11h da manhã e, apesar do clima quente do dia, muitos participantes vestiam fantasias típicas, como vestidos de veludo, chapéus e botas. Assim foi o caso de Isadora, 23, e Isabela, 17, que foram caracterizadas de guerreira e escudeira, respectivamente. Para elas, a feira estava impressionante. “É uma ótima oportunidade de conhecer coisas novas e fazer amigos”, afirmaram as estudantes.

Em seguida, um concurso de espadas animou os presentes, que se reuniram em círculo para acompanhar e torcer. Mas engana-se quem pensa que a competição foi formada apenas por adultos fanáticos pelo tema – muitas das lutas do dia foram protagonizadas pelas crianças no local, que se divertiram com as brincadeiras junto aos familiares.

O parque a céu aberto ficava cada vez mais cheio com a chegada dos fãs e outros, e as filas para provar as bebidas e comidas típicas, maiores. Um dos drinks preferidos da feira foi o “Hidromel” – feito a partir da fermentação de mel e água – que chegou a esgotar em pouco tempo em algumas das barraquinhas do evento, tamanha era a sede do público para experimentar a bebida medieval.

Apesar de muito populares, as barraquinhas não eram apenas de comes e bebes. Muitas delas eram voltadas para outras formas de expressão da cultura medieval, como artesanato, livros, roupas e até mesmo fã-clubes, como foi o caso do “ Toca Rio de Janeiro”, que é uma sub-sede do “Conselho Branco Sociedade Tolkien”.

Um dos representantes do Toca, Bruno Pacheco, 29 anos, explicou que o objetivo do grupo é organizar debates, leituras e exibições de filmes baseados na obra do autor J. R.R Tolkien, cuja saga mais famosa é o fenômeno “O Senhor dos Anéis”. Segundo ele, o evento superou as expectativas e conseguiu proporcionar opções variadas para todo o público.

MEDIEVAL 7Após as batalhas típicas, o público se reuniu novamente, dessa vez para acompanhar uma apresentação de dança, que começou animada, com os participantes dançando em círculos e reproduzindo as coreografias ao som das músicas medievais. Logo depois, um casal deu início à coreografia lenta e romântica, performada ao som de violino, que emocionou quem estava acompanhando. Mesmo com o clima de festa no local, algumas pessoas preferiam sentar na grama, aproveitar o dia ensolarado e fazer um piquenique ouvindo a boa música.

Além disso, feira também abraçou a diversidade de personagens, contando até mesmo com a presença do Capitão Jack Sparrow. Quem deu vida à personagem da franquia “Piratas do Caribe” no evento foi Cláudio Rodrigues, que contou de onde veio sua inspiração. “A primeira vez que assisti o filme, me identifiquei com as características do anti-herói. Isso me inspirou a buscar produções fieis e participar de grandes eventos”, ele conta. O cosplayer afirmou que mesmo tendo sido sua primeira vez na Feira Medieval, ficou muito contente com o que viu e suas expectativas foram superadas.

O público aproveitou a oportunidade e tirou diversas fotos – não só com Sparrow – mas também com outras pessoas caracterizadas. A todo instante, havia ciganas, vikings, lutadores e bruxas sendo parados para um “clique” dos presentes que foram conferir.  O evento teve fim às 19h de noite e contou com a aprovação do público, que “queria mais”, e satisfação dos participantes.

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Thainara Carvalho – 5º Período

Para geeks e gamers cariocas

O universo dos geeks, nerds e gamers tem se tornado cada vez mais cool com a popularização de jogos – como o fenômeno League of Legends –, dos desenhos japoneses, cada vez mais adaptados para o cinema ocidental – vide os recentes lançamentos “Power Rangers” e “The Ghost In The Shell” –, além do recente estouro das séries por streaming. Sendo assim, os eventos voltados para este público específico vêm sendo absorvidos pelo calendário cultural de diversas cidades ao redor do mundo, tais quais a Comic-Con, de San Diego, e Comic-Con Experience, em São Paulo. E é neste contexto que surge uma nova convenção do gênero, agora, em terras cariocas: o Geek & Game Rio Festival.

Percebendo o potencial que conferências deste tipo possuem entre os jovens, a Universidade Veiga de Almeida e a Produtora Fagga | GL Events Exhibitions, responsável pelo GGRF, fecharam uma parceria, no qual a UVA aturá como apoiadora exclusiva de ensino superior.  E o acordo não engloba a universidade apenas institucionalmente, mas também os estudantes, por meio de uma aliança entre os cursos de Jornalismo, Publicidade, Pedagogia e Turismo. Os alunos desses quatro cursos que participarão do evento já estão sendo preparados para pôr em prática durante os quatro dias da convenção as atividades que farão parte do dia-a-dia das profissões de cada um.

infoUVA (1).......A iniciativa prevê uma prática profissional para os universitários, envolvendo produção e realização de eventos, cobertura jornalística, além de trabalho com crianças envolvendo as culturas geek e gamer. “Em nenhum momento nós pensamos em chamar os alunos só para trabalharem de graça”, declara a representante da Fagga e responsável pelo projeto, Paula Wiederkher. “Nós estamos contratando funcionários para trabalharem. A intenção é promover essa vivência, para que os alunos possam adquirir mais experiência para quando forem entrar no mercado de trabalho”.

O evento – que será realizado entre 21 e 23 de abril, no Riocentro – contará com um amplo leque de atividades para o público, nas quais os alunos participantes estarão inseridos. Como, por exemplo, o Gamer Stadium – onde acontecerão os campeonatos de vídeo games com as equipes convidadas pela produção –, a Hiker Station – na qual serão realizados os painéis sobre literatura, cinema, quadrinhos e séries de TV com a presença de personalidades brasileiras e internacionais –, além do aguardado Cosplay Awards, que premiará os melhores cosplayers da primeira edição do Geek & Game Rio Festival e será apresentado pela drag queen Lorelay Fox. E, essas, são apenas algumas das atrações preparadas para o público.

Ademais, o acordo fechado entre a Universidade Veiga de Almeida e a produtora do evento também prevê ações promocionais da instituição de ensino durante o evento, com a presença de professores da área de design, por exemplo – afinal, este ano, a UVA lançou a graduação em Jogos Digitais, tornando o encontro ainda mais propício. Além disso, com o contrato de parceria, todos os alunos da Veiga de Almeida terão 20% de desconto no valor do ingresso – e esse valor off poderá ser acrescido à meia-entrada solidária, mediante a doação de um livro no momento da compra do passe.


Daniel Deroza – 5º Período