Secretaria de turismo e cultura divulgam programação Olímpica

Um Rio de cultura durante as Olimpíadas. O secretário municipal de turismo, Antônio Pedro, divulgou na tarde desta quinta (28), no Rio Media Center, a programação do que irá acontecer durante os Jogos Olímpicos. Lugares populares, como o revitalizado Porto Maravilha e o Parque Madureira, foram escolhidos para abrigar shows e eventos durante o mês de agosto.

O Boulevard Olímpico – como está sendo chamado os mais de 3 mil quilômetros da Zona Portuária -, receberá muitas atrações durante o evento. Terão artistas internacionais como o JR, que irá tirar fotos com os fãs e depois colar no chão, onde irá formar um grande tapete, e os nacionais, como o Carnaval fora de época, que resultará pela primeira vez em um encontro das escolas de samba com os blocos de rua.

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Júnior Perim e Maria Isabel Werneck

As obras para melhor locomoção pela cidade acontecem desde a escolha da cidade como sede do evento. Após o término da Copa do Mundo, em 2014, o Rio aumentou em 16 os pontos de informações para turistas, assim como as sinalizações pelas ruas. O secretário disse ainda que mais 20 pontos extras estarão à disposição da população durante os Jogos. Na coletiva, as autoridades revelaram o uniforme dos anfitriões oficiais, que recepcionarão turistas em aeroportos e estarão presentes nos shows culturais.

O secretário afirma que, culturalmente, o Rio de Janeiro já ganhou medalha de ouro. “A cidade já começou bem. Só na Praça Mauá inauguramos 4 museus”. A estimativa da secretaria é de receber 1 bilhão de turistas e a receita esperada é de 1,8 bilhão de dólares. “O país passa por uma crise econômica e essa é a chance do Rio”. Para Antônio Pedro, o turista estrangeiro terá oportunidades de vivenciar e exportar os hábitos carioca.

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Júnior Perim, Antônio Pedro e Maria Isabel Werneck

Além de tantas atrações, os secretários da cultura, Júnior Perim, Maria Isabel Werneck, detalharam o Passaporte Cultural. O artifício dá gratuidade e descontos à museus, restaurantes, hotéis e saraus pelo Rio. “O mais interessante desse projeto é que 50% estão localizados nos bairros populares”, revelou o secretário. O projeto estará disponível até o fim de setembro. Para mais informações, acesse: passaporteculturalrio.com e baixe o aplicativo “Visit Rio”.


Gabriel Brum – 5º Período

‘Je Suis’ Jacqueline

344021.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxA história de um homem que parte em busca do seu sonho. Até aí o enredo do filme francês “A Incrível Jornada de Jacqueline” parece com a de muitos outros longas que já passaram pelas telonas. O diferencial da obra do diretor Mohamed Hamidi, que está no segundo trabalho solo, é dar voz àqueles excluídos que regularmente são vilanizados pelas grandes mídias e nações: os imigrantes na Europa.

Situado em um vilarejo no norte da Argélia, o agricultor Fatah (Fatsah Bouyahmed) tem um enorme carinho por sua vaca, Jacqueline, e tem o sonho de levá-la para a Feira de Agricultura, que acontece anualmente em Paris. A relação dos dois sempre foi motivo de zombaria entre os amigos e a causa das crises de ciúmes da esposa Naïma (Hajar Masdouki). Ao conseguirem entrar no concurso, Fatah e Jacqueline partem em uma viagem, a pé, e encontram, no caminho, muitos problemas e diversões.

A ingenuidade do personagem principal logo cativa o público, aliado as demonstrações de amor ao animal de estimação. Ponto positivo para o ator Fatsah Bouyahmed, que soube dar o tom certo nas piadas mantendo o público satisfeito com sua atuação durante todo longa. Os personagens que cruzam o caminho de Fatah e Jacqueline (que em algumas horas é mera coadjuvante) ajudam o agricultor a seguir seu caminho e também a se conhecer melhor.

O filme, sutilmente, critica a relação “Europa- imigrantes”. No longa, se opondo ao cenário social atual, os franceses acolhem o árabe em seu país e torcem pela vitória dele. Essa proposta fica mais clara quando Fatah, num discurso emocionado, diz: “Somos todos Charlie”, numa alusão ao ataque terrorista ao Charlie Hebdo. A falta de acesso à tecnologia e à educação do povo argelino também foram abordados de forma simples e descontraída pelo diretor.

O longa é justo, com prós e contras. A fotografia é linda e os atores excelentes, mas a obra abusa de clichês e o expectador sai da sala do cinema com a sensação de “já vi isso em algum lugar”. E talvez tenha mesmo. A história é bastante semelhante com “O Pagador de Promessas”, filme e minissérie muito famosos no Brasil. Os 92 minutos valem muito mais para ver a crítica social abordada do que a trajetória da vaca e seu dono em terras parisienses.


Gabriel Brum- 5º Período

Inauguração do Rio Media Center

A nove dias do maior evento esportivo do mundo, acaba de ser inaugurado o Rio Media Center, na Cidade Nova. O espaço será um importante ponto de referência para os veículos nacionais e internacionais de comunicação. O espaço tem o intuito de manter os jornalistas informados de todas as transformações urbanas feitas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. No local, os interessados poderão fazer um acompanhamento ao vivo do dia-a-dia da cidade, conhecendo as principais atrações urbanísticas, culturais, sociais e turísticas do Rio de Janeiro.

Ao som da Orquestra Jovem do Centro de Ópera Popular de Acari, a cerimônia de abertura contou com a presença do Prefeito Eduardo Paes, com o Ministro do Esporte Leonardo Picciani, o Presidente da Autoridade Pública Olímpica Marcelo Pedroso, o Secretário-Chefe da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro Leonardo Espíndola, o Governador em exercício Francisco Dornelles e o Chefe de Gabinete do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 Leslie Kikoler, representando o presidente da instituição. No local, eles fizeram uma coletiva para sanar as dúvidas dos jornalistas.

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Autoridades públicas durante coletiva.

Ao começar o discurso, o Prefeito ressaltou que as Olimpíadas representam um enorme sucesso à cidade, e que todos vão se encantar com a beleza. Evidenciou as obras feitas para os Jogos – como no Porto Maravilha, no Metrô, no BRT e no VLT – e reforçou que os projetos realizados para os Jogos ficarão como legados para serem usufruídos pelos cidadãos. Quanto à mobilidade urbana, segundo ele, melhorou com a chegada dos jogos, e questionado sobre a segurança da cidade, Eduardo garante que os lugares do Rio são os mais seguros do mundo. E afirma: “As Olimpíadas já são uma grande vitória para a cidade. Agora começamos a realizar festa”.

O Rio Media Center funciona 24 horas por dia durante os Jogos Olímpicos, exclusivamente para os jornalistas, com 130 estações de trabalho. Possui uma estrutura bem ampla, com auditório, seis estúdios de rádio e dois de TV, e um lounge na área externa. Quanto ao serviço, contará com acesso gratuito a internet banda larga ou wi-fi, sinal aberto para transmissão ao vivo de eventos e coletivas, serviço de broadcasting internacional, e telões para acompanhamento das competições olímpicas e paralímpicas. Alem disso, entrevistas coletivas, palestras, press tours, e outras atividades também serão oferecidos no local.

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Finalizada a cerimônia de Abertura do RMC, os presentes do local foram direcionados à um lounge na área externa e contaram com um adorável coquetel oferecido pela churrascaria Fogo de Chão, ao som de 10 sambistas que compõem a Rede Carioca de Sambas. No cardápio, o conhecido churrasco, um prato típico brasileiro e especialidade da franquia.


Victtor Luca- 5º Período
Tiago Carvalho- 5º Período

Os alimentos orgânicos como tendência mundial

Como os produtos naturais fazem melhor ao meio ambiente, e a saúde das pessoas

A culinária orgânica é preenchida por todos aqueles alimentos quem em seus cultivos não sofrem nenhuma interferência agrotóxica ou de qualquer outro tipo de substância que possam de alguma forma, fazer mal ao meio ambiente ou causar algum problema de saúde para os consumidores. Porém, engana-se quem pensa que apenas os alimentos vegetais sejam produzidos organicamente. Os produtos de origem animal – ainda pouco utilizado no Brasil – também passam por esse processo.

A existência da preocupação com o cultivo de animais ou de suas proteínas para se tornarem orgânicos, ou seja, que não utilizam substâncias artificiais, como antibióticos, não se restringe apenas para a manutenção da utilização do alimento, mas também pensando no bem-estar do animal.

O cultivo orgânico cuida de vários aspectos, não só da saúde das pessoas, por utilizar produtos naturais, mas também tem o cuidado com as questões ambientais e sociais, e para receber o certificado de orgânico, é necessário passar por este tipo de triagem.  É o que explica a nutricionista Glaucia Figueiredo Justo. “Para um alimento receber esse certificado, ele não pode ser alimento transgênico e nem utilizar nenhum produto artificial em sua produção, seja ele adubo químico ou agrotóxico. Além disso, precisa ser cultivado por moradores da região, da agricultura familiar, para que mantenha a renda dessas pessoas”.

A importância da utilização dos produtos orgânicos nos restaurantes

Um fator essencial que o restaurante ajuda com a comercialização desses produtos, é o fato de contribuir com o fortalecimento da família dos agricultores, tendo uma maior distribuição de renda e também estimula o consumo consciente solo e da sustentabilidade do meio ambiente de forma geral, além de serem alimentos sem agrotóxico, fazendo melhor a saúde de todos os consumidores.

A nutricionista Glaucia, explica o tamanho do ganho dos consumidores que consomem esses alimentos. “Pela redução do número de agrotóxicos, a não utilização dos transgênicos e também pelo cuidado de não ter antibióticos nos produtos de origem animal, eles seriam bem mais saudáveis se comparados a qualquer outro tipo alimentação encontrada hoje nos mercados”.

Assista ao Tv Uva Notícias e fique por dentro das tendências mundiais dos alimentos orgânicos.

Rodrigo Soares – 5º Período

A volta do rei da selva

547595.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxEm tempo onde as salas de cinema são dominadas por regravações, ou releituras, de contos clássicos, a Warner decidiu entrar na onda e levar até às telonas mais um longa que já possui raízes bem definidas na história da arte. Comandado por David Yates, famoso por dirigir quatro filmes da franquia do Harry Potter e escolhido para dar forma a “Animais Fantásticos e Onde Habitam” – que também está no universo do bruxo inglês –, “A Lenda de Tarzan” é mais um filme que só foi feito para arrecadar alguns trocados às custas dos desavisados.

Contextualizando, na década de 30 – já adulto – Jhon Clayton, mais conhecido como Tarzan (Alexander Skarsgård), volta a morar na capital inglesa. Depois de um suposto convite político, o herói – acompanhado de George Washington Williams (Samuel L. Jackson) e de sua esposa Jane Clayton (Margot Robbie) – volta às selvas de Congo como um emissário do Parlamento Britânico. O que ele não sabia é que o seu antigo inimigo Chefe Mbonga (Djimon Hounson) havia se aliado ao braço direito do príncipe belga Leon Rom (Christoph Waltz) para capturar o rei da selva.

De modo geral o roteiro – cheio de romances baratos que fazem sucesso em filmes teens – não tem profundidade. Falta motivação para as ações dos personagens. Por conta disso, o desempenho de quase todos os atores é prejudicado. Todavia, a experiência de trabalho acabou salvando dois interpretes dessa lista. Samuel L. Jackson mais uma vez pegou um papel ruim em um filme fraco, um grande desperdício de talento, mas fez bem o papel de coadjuvante, o alívio comido do drama. O maior destaque fica por conta de Christoph Waltz, o austríaco imortalizado nos papeis de vilão de “Django Livre”, “Bastardos Inglórios” e “Os 8 Odiados”, onde mostrou que também sabe ser cruel longe de Quentin Tarantino.

Mesmo com um orçamento de 180.000.000 de dólares, o filme não faz jus ao investimento e peca em diversos fatores. Yates apostou nos efeitos especiais para dar vida ao cenário e por se tratar de uma história com muito animais, foi necessário que grande parte deste dinheiro fosse destinado a produção gráfica dos mesmos, mas a impressão que fica, é que a quantia não foi suficiente para entregarem um bom trabalho e o drama acabou ficando com uma aparência batida, ultrapassada frente aos longas atuais.

“A Lenda de Tarzan”, de David Yates, não instiga o espectador e – é muito provável – que não deixe saudades em ninguém. Infelizmente mais uma vez a clássica história do Tarzan, escrita por Edgar Rice Burroughs no início do século XIX, não foi bem aproveitada no mundo da sétima arte e só serviu para enriquecer produtores hollywoodianos que não se importam com a qualidade e sim com os números.


Iago Moreira- 5º Período

O rebelde sem causa volta às telonas

098398.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxNo começo do ano de 1955, às vésperas do lançamento do filme “Vidas Amargas”, os Estúdios Warner tinham planos de transformar o – então pouco conhecido – James Dean (Dane DeHaan) em um astro de Hollywood, porém o jovem ator não se sente confortável com a vida de festas e badalações que vem juntas com a fama. Quando o fotógrafo Dennis Stock (Robert Pattinson) percebe o sucesso iminente do rapaz, ele o convida para um ensaio fotográfico para a revista Life, mas recebendo respostas negativas de Dean. Porém, para fugir da première do longa que seria lançado, o eterno “rebelde sem causa” convida Dennis para ir com ele para a fazenda da família no interior. Lá, o fotógrafo registra algumas das imagens mais icônicas de Dean.

Este é o mote do longa “Life – Um Retrato de James Dean”, que chega aos cinemas no próximo dia 21 e mostra este episódio da vida de uma das figuras mais importantes da História recente do cinema. É uma missão difícil e ousada, assumida pelo fotógrafo e diretor neerlandês Anton Corbijn – mais conhecido por dirigir videoclipes de bandas famosas como U2, Nirvana e Coldplay. Seu trabalho da direção é funcional, mas deixa a desejar ao que se propõe, deixando claro que problemas do filme são oriundos da direção e do roteiro.

Como um bom fotógrafo, Anton sabe criar ambientação, passando ao espectador a elegância intimista que o enredo pede. No entanto, sendo um diretor sem muita experiência em longas-metragens, ele não sabe trabalhar muito bem a aclimatação criada, deixando o jogo de câmera monótono e um pouco cansativo. Além disso, o comando sobre os atores também apresenta falhas, uma vez que – à exceção de Pattinson, que consegue se manter consistente ao longo da trama, com uma atuação mais contida e, de longe, a melhor do filme – todos os personagens possuem momentos de afetação, não chegam a estar over the top, mas, certamente, estão um tom acima.

Um exemplo disso é no caso do premiado ator Ben Kingsley, que interpreta Warner, dono dos Estúdios Warner, que, por vezes, assume uma posturas e entonações que chegam a lembrar um vilão de telenovela. O outro ponto marcante encontra-se na interpretação de Dane De Haan, o James Dean do longa, que, principalmente no primeiro ato, tenta imprimir o característico tom blazé, porém passa a sensação de estar constantemente embriagado.

Todavia, a partir da metade do segundo ato, as afetações são bem menos aparentes na atuação de DeHaan e, por momentos, o espectador acredita estar vendo James Dean na tela – e, justiça seja feita, o nível de comprometimento do ator com a personagem é notório, já que o ator não é muito parecido com o biografado.

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Robert Pattinson como fotografo Dennis Stock.

Apesar da direção funcional, mas inconsistente, o principal problema de “Life – Um Retrato de James Dean” encontra-se no roteiro, que apresenta personagens secundários demais e não desenvolve todas as tramas a que se propõe, não conseguindo manter uma linearidade na trama. O primeiro ato é bem demorado, introduzindo o espectador na Hollywood de 1955 e fazendo muitas referências a ídolos da época, como Judy Garland e Natalie Wood. Nesta parte inicial, também são apresentados diversos papeis que não evoluem ao longo do filme, como Pier Angeli (Alessanda Mastronardi), affair arranjado para Dean, que é simplesmente esquecida no segundo ato. Outro ponto deixado de lado em detrimento da trama principal é o interesse que o ator principal sente por Stock, que fica apenas subentendido ao longo da obra e pode passar despercebido por muitos espectadores.

Por fim, a divisão de opiniões causadas por “Life – Um Retrato de James Dean” no Festival de Berlim não foi à toa. É um filme com uma proposta ousada não apenas por abordar um episódio da vida de um ícone mundial, mas por optar por mostrar os momentos menos turbulentos de sua existência – uma vez que o esperado era que o longa focasse principalmente na morte precoce do ator, falecido em um controverso acidente automobilístico aos 24 anos, cerca seis meses após a publicação de seu ensaio para a revista.

A atmosfera criada – com tons acinzentados, sem saturação, utilizando dias de neve ou chuvosos – dá o clima perfeito para a história, porém não é bem aproveitada pelo diretor. Além disso, muitos podem ficar com a dúvida se a interpretação extremada – em ambos os sentidos, para mais e para menos – de Dane DeHaan como James Dean mostra uma total entrega ao personagem ou uma caricatura do biografado. Não é um filme excepcional, mas, ainda assim, vale uma ida ao cinema.


Daniel Deroza- 3º período

Um filme, uma dupla e muitas risadas

129045.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxxO longa “Dois Caras Legais”, que estreia nesta quinta-feira (21), tinha tudo para ser só mais uma trama malfeita de comédia, uma vez que ele tem os três elementos cruciais de um filme trash dos anos 70: investigadores atrapalhados, mulheres peladas e um nome muito tosco. Todavia, o diretor Shane Black (O Homem de Ferro 3) surpreendeu a todos ao entregar uma história fluida, sem apelação e muito gostosa de se ver.

Contextualizando, depois do assassinato de uma famosa atriz pornô, Holland March (Ryan Gosling) é contratado para apurar o caso. Durante o trabalho, ele se depara com Jackson Healy (Russell Crowe) que também é investigador e manda um recado – não muito sutil – para que Holland pare de se intrometer nas áreas de seu domínio. Depois de alguns acontecimentos, os homens se veem em um grande problema e a única solução é se unirem para lutarem juntos.

Até aí a história pode não justificar a abertura do texto, uma vez que parece com só mais um filme de comédia policial hollywoodiana. Na verdade, a trama não é muito profunda mesmo, o diferencial é a forma que o diretor e os atores usaram para conduzir o filme. O roteiro não tenta empurrar piadinhas sem graças a cada minuto e as partes cómicas aparecem quase naturalmente durante a encenação.

Nem o mais otimista dos espectadores poderiam adivinhar que a junção de Crowe com Gosling daria tão certo. A dupla apresenta uma sinergia impressionante, enquanto interpretam personagens completamente opostos, que se completam perfeitamente durante a encenação. Healy é o cara durão, que bate antes de perguntar e não gosta de perder muito tempo conversando, todavia é um homem de muita honra e sempre cumpre o que promete. Já Holland faz mais o perfil do investigador covarde, que prefere usar a malandragem para conseguir cumprir os casos. E é isso que o deixa muito engraçado.

Quanto a produção, o longa não se propõe a apresentar cenários superluxuosos dos anos 70, mas consegue ambientar bem o expectador com objetos, roupas e veículos simples – e de baixo orçamento – usados na época. Os efeitos especiais também não foram tão usados, só em cenas para simular tiros e algumas explosões, nada muito complexo. No fim das contas, “Dois Caras Legais” consegue ser um filme muito divertido e, como deixou a expectativa das pessoas baixas com um trailer muito caricato, pode surpreender ainda mais o público.


Iago Moreira- 5º Período

Youtube: nova aposta para o cenário do entretenimento

Como a plataforma midiática cresceu e se transformou em uma indústria milionária

Mais de 1 bilhão de usuários, quase 1/3 de todo o tráfego online mundial, essa é a atual dimensão da popularidade do YouTube. De acordo um levantamento realizado pela organização do Congresso Ibero-americano sobre Redes Sociais (iRedes), a plataforma de compartilhamento de vídeos representa, hoje, a segunda rede social com maior número de usuários do mundo, perdendo apenas para o Facebook.

E esse potencial do YouTube não tem passado despercebido por investidores. Atualmente, não são apenas as empresas que vêm faturando com a oportunidade gerada pelo site, mas também os próprios criadores de conteúdo, que vêm transformando seus hobbies em fontes de renda.

Figura 2

Potência midiática

Assim, como a televisão, o YouTube é formado por uma variedade de “canais”. O diferencial da plataforma, no entanto, é que o conteúdo é criado pelos próprios usuários. São eles os responsáveis pela escolha do tema, filmagem, edição e publicação dos vídeos. Essa liberdade de criação, combinada com a gratuidade de postagem no site, possibilitou que os usuários pudessem expressar seus interesses e também compartilhá-los com milhares de outras pessoas ao redor do mundo.

Para se ter uma ideia da amplitude de conteúdo, o YouTube atualmente hospeda vídeos que variam desde documentários e clips musicais à filmagens caseiras e coberturas de eventos. Segundo uma pesquisa anual realizada pelo próprio site, o número de horas de visualização de vídeos cresce em média 50% a cada ano. E o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de vídeos da plataforma, com cerca de 68 milhões de internautas diariamente, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A rápida popularização do YouTube despertou o interesse da jornalista, e atual professora do curso de Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Daniela Oliveira. Ela explica que escolheu o Youtube como tema para sua dissertação de mestrado, em 2006, justamente porque tinha interesse em entender como as pessoas comuns passaram a deter o poder de produzir conteúdo de uma forma totalmente nova. “Antes da cibercultura a gente tinha poucos emissores de informação. A televisão, por exemplo, era o maior ícone da cultura de massa. Mas, com o crescimento da internet, cada um de nós, receptores, passou a também poder produzir.”

O tempo gasto pelos usuários assistindo vídeos no YouTube também vem crescendo. Segundo dados divulgados pela plataforma, em dispositivos móveis, a sessão de visualização média dura mais de 40 minutos, resultando em um crescimento de mais de 50% ao ano. Essa tendência também proporciona que vídeos mais longos venham ganhando mais destaque e, consequentemente, mais visualizações online.  “Quando eu comecei a estudar o YouTube, eu não tinha ideia que ele se tornaria um ícone. Tem muita gente jovem que não assiste mais televisão”, afirma Daniela.

Concepção e desenvolvimento

A criação do YouTube teve início em fevereiro de 2005, na Califórnia (EUA). O site foi idealizado por Chad Hurley e Steve Chen, que, na época, trabalhavam para a empresa americana PayPal. Os dois colegas já tinham formações acadêmicas na área tecnológica, Hurley tinha estudado design na Universidade da Pensilvânia e Chen era graduado em programação pela Academia de Matemática e Ciência de Illinois.

De acordo com depoimentos dos próprios fundadores, a ideia de criar o YouTube surgiu por conta do inconveniente de compartilhar arquivos de vídeo com os amigos. Eles, então ativaram o domínio “YouTube.com” e desenvolveram o site nos meses seguintes. Cerca de 20 meses depois, em 9 de outubro de 2006, foi anunciado que a companhia seria comprada pelo Google por 1,65 bilhão de dólares em ações. Desde então, a plataforma só cresceu ainda mais. Atualmente, o site possui versões locais em 88 países e está disponível em 76 idiomas diferentes.

Caminho para o sucesso online

Christian, Daianne e Naetê. Três jovens diferentes, com o mesmo objetivo: falar sobre o que gostam para um público que se identifique com eles. Para isso, criaram um canal no YouTube. Os motivos que os levaram a aderir à plataforma também são distintos, mas se assemelham quanto ao motor que os impulsionam: o relacionamento que cada um deles tem com seus inscritos. A inspiração de Christian Ceschia para criar o Mazzei veio dos canais que seguia e que abordavam os mesmos assuntos que, hoje, ele fala em seu canal. O estudante de engenharia se tornou um gamer, pois tinha como objetivo principal criar um vínculo com a comunidade que joga Call of Duty. Já de início tinha a pretensão de angariar mil inscritos, mas se superou e conta, atualmente, com cerca de 11 mil pessoas que assistem o seu canal.  Christian acredita que o sucesso se deve muito ao bom relacionamento com o público. “Minha relação é de total amizade com meus inscritos, sempre tento gravar com eles e manter a melhor relação possível, pois sempre acreditei que os inscritos são 90% do canal. Sempre respondo a todos os comentários” disse.

Apaixonada por comunicação, a estudante de jornalismo Daianne Possoly sempre buscou uma maneira de falar sobre o que gosta: beleza e variedades. Em 2008, a youtuber iniciou a trajetória na tentativa de manter algum blog ativo. A vontade de começar uma carreira no YouTube surgiu logo depois, como uma forma de se aproximar das leitoras, mas os planos só começaram a dar certo no fim de 2014 – no segundo canal e terceiro blog -, quando ela resolveu investir nas duas ferramentas de maneira mais profissional. “O primeiro canal foi algo bem espontâneo, já o segundo foi pensado e estruturado; eu já tinha definido o tema principal sobre o qual eu falaria e também já tinha uma ideia do perfil do público” contou. Assim como Christina, Daianne supervaloriza seu público e acredita que o diálogo com ele é essencial para a vida do canal e produção de bons conteúdos, pois muitos dos temas abordados são sugestões de pessoas que compartilham histórias com ela, fazendo com que esse processo de criação aconteça da maneira mais espontânea possível. Como futura jornalista, a blogueira aposta no dinamismo da transmissão de informação de vídeos. E considera a internet um meio que propicia interação rápida e direta com os usuários.

A história do início de Naetê Andreo no YouTube se confunde um pouco com a de Daianne. Ambas são blogueiras de moda e gostam de falar sobre variedades, como viagem, música, comportamento social e cultura. A decisão de dar o primeiro passo foi espontânea e partiu da ideia de dar continuidade ao trabalho feito no blog – chamado Love Triangle – e tornar o conteúdo mais dinâmico e divertido. Diferente de Daianne, o início como youtuber foi dificíl para Naetê. “Faz dois anos que postei meu primeiro vídeo, queria ter começado muito antes, mas me faltava motivação e coragem para me expressar sozinha em frente a câmera” contou. Apesar das dificuldades e das poucas pretensões que tinha de se tornar popular na plataforma, o canal é um sucesso e tem cerca de 30 mil inscritos, atualmente. Como boa estudante de Rádio e TV, Naetê celebra o fato do YouTube ser uma fonte de entretenimento em constante expansão e mudanças; e até mesmo capaz de ser formador de opiniões. “Alguns canais também seguem essa linha de ser bem pessoais e transparentes com o público, gerando uma identificação. As opiniões dessas pessoas começam a influenciar quem assiste”.

Diante dessas histórias, é possível observar que uma das maiores vantagens que o YouTube oferece é a acessibilidade e diversidade de nichos que existem na plataforma. Apesar das diferenças, seja nos temas abordados, no direcionamento que cada youtuber dá ao seu canal ou na maneira como cada um iniciou sua trajetória, Christian, Daienne e Naetê se assemelham plenamente em um ponto: o bom relacionamento com as pessoas que disponibilizam alguns minutos do dia para apreciar o trabalho feito por eles e outros colegas de profissão, é essencial para manter e expandir um canal. A valorização do público não é um impulso apenas para o aumento no número de inscritos, mas, também, na qualidade do conteúdo e da produção do vídeo. Assim como qualquer negócio, para dar certo, é preciso saber o que o público quer assistir, sobre o que eles querem discutir e para quem o próprio youtuber quer falar. Naetê levanta um ponto importante, que é a identificação com o público-alvo. A conexão que os espectadores criam com os youtubers é o motivo do sucesso de maior parte deles.

Faturando com o YouTube

O YouTube é, inegavelmente, uma força da natureza. Apesar de ser uma mídia social muito jovem, a plataforma já passou por muitas mudanças, e a mais importante dela está na forma como o meio passou a ser utilizado pelos seus usuários: a transformação do hobby, em profissão. Da diversão, em negócios. Mais que youtubers, as pessoas que se propõem a produzir conteúdo para a plataforma se tornam empreendedores, acarretando em altos lucros para o YouTube. É importante lembrar que, hoje em dia, o watch time – tempo de visualização – é a medida que irá determinar a ordem dos vídeos dentro da plataforma, sendo mais importante do que a quantidade de visualização do vídeo em si, logo, quanto mais tempo de duração do vídeo, melhor e mais chances de um canal se tornar objeto de interesse de patrocínio e parcerias.

No Brasil e no mundo, são milhares os canais voltados para a produção de conteúdo sobre games e esse é o nicho mais popular no YouTube. Pelo visto, jogos e humor são elementos imbatíveis para o sucesso de um canal. Quando criou o Mazzei, além do desejo de se aproximar e conhecer novas pessoas com mesmo interesse por games, Christian, ambicionava conseguir muito inscritos para fechar parcerias com empresas do ramo. O gamer atingiu seu objetivo e, hoje, é parceiro de 4 lojas. Por meio dessas sociedades, ele ganha equipamentos, como headsets, kontrol freek, controles e jogos, que o ajudam no aprimoramento de seus vídeos. No entanto, Christian ainda não consegue viver dos lucros do YouTube, por isso, o gamer não deixa de lado os estudos. “Tento conciliar ao máximo, nunca deixo de lado o caminho que estou seguindo profissionalmente na engenharia.”

Para Naetê, a história não é muito diferente. Apesar de ser apaixonada pelo o que faz desde a época em que só tinha o blog, nunca teve muitas pretensões e ainda não pode chamar o hobby de trabalho. “praticamente não ganho nada com YouTube e faço só por que gosto mesmo” contou. Hoje em dia, a vlogueira tem algumas metas, mas não se considera muito ambiciosa. Aliás, viver do YouTube não é o objetivo de vida de Naetê, que se dedica o quanto pode ao canal, mas prioriza outras áreas da vida profissional. Ela acredita que muitas pessoas entram nesse mundo pensando na fama e no dinheiro. “Isso ocasiona um aumento em canais sem um conteúdo ou pensamento por trás” afirmou. Mesmo que essa não seja sua prioridade, Naetê reconhece que a criação de um canal é um trabalho árduo, que requer muito esforço e disposição, por isso, considera merecido quando um youtuber recebe um retorno monetário pelo serviço prestado à plataforma.

Já Daianne tem uma visão e atitude mais positiva que os outros youtubers. Isso se deve muito a trajetória que ela vem trilhando nesses 2 anos de canal. Quando criou o Daianne Possoly, o objetivo era alcançar 4 mil usuários da no primeiro ano. Inesperadamente, acabou o ano de 2014 com cerca de 30 mil inscritos. “Foi muito surpreendente e gratificante para mim” disse. Daí para frente, fazer vídeos para o YouTube e produzir conteúdos para o blog deixaram de ser um hobby, uma maneira de apenas falar sobre o que gosta, e passou a ser a maior fonte de renda da blogueira. Sobre as oportunidades que a plataforma oferece aos youtubers, Daianne diz: “Eu acho ótimo, pois dá a liberdade da pessoa criar o conteúdo de maneira livre, fazendo e se baseando naquilo em que acredita de verdade”. Ela ainda ratifica como o YouTube contribui para a diversidade na internet, afinal, cada pessoa tem um jeito único e isso é um ponto importante na conquista de espaço na plataforma..

O YouTube no futuro do entretenimento

É inegável o sucesso que o YouTube faz entre os internautas, sendo ele o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo. Ganhando cada vez mais espaço, a plataforma tende a se manter em desenvolvimento para suprir a necessidades da sociedade atual, que utiliza a internet como uma importante fonte de lazer e entretenimento.

Percebendo essa característica, a empresa criou os chamados YouTube Spaces, que são unidades de produção espalhadas por grandes cidades do mundo todo, como, por exemplo, Los Angeles, Nova York, Londres, São Paulo, Tóquio, Berlim, Mumbai, Paris e Toronto. Para o espaço em São Paulo, o Youtube fechou uma parceria com o Instituto Criar para oferecer treinamento e promover a nova geração de talentos brasileiros.

Para Daniela, uma das mudanças mais importantes para o futuro do site é o estreitamento dos laços entre o Youtube e a televisão. “Fala-se muito sobre a interação entre a rede social e a TV”. Segundo ela, eles já estão trazendo mudanças nesse sentido. Daniela aponta que “hoje em dia já é possível usar o celular como se fosse um controle remoto e passar o vídeo para a televisão”, o que possibilita ver o conteúdo por uma tela maior. É muito fácil. Basta escolher o vídeo que quer assistir, dar play, apertar “enviar para a televisão” e pronto.

Na visão dos próprios youtubers o futuro é animador. “O YouTube só tende a crescer, conquistando cada vez mais pessoas”. Segundo Daianne, não importa o assunto do canal. Seja ele de humor ou games, “a internet tem público para tudo”, diz ela. “A verdade é que, como li uma vez, a internet é cheia de celebridades que ninguém conhece”.

Christian concorda com a afirmação de Daianne e vai mais além. “O YouTube é o futuro da internet”. Como ele diz, é possível encontrar “pessoas deixando de assistir programas de televisão e séries para assistir seus youtubers preferidos”. Ele acredita que “no futuro os youtubers vão ser os principais formadores de opiniões e as celebridades mais famosas da internet”.

Seja como for, não tem como ter certeza sobre as mudanças que o Youtube pretende trazer nos próximos anos para as vidas das pessoas. O que se pode afirmar é que sabendo utilizar as tecnologias para facilitar e melhorar cada vez mais o uso dos internautas, a plataforma possui um grandioso caminho de inúmeras conquistas pela frente.

Para todos os gostos

O potencial do YouTube como ferramenta tem atraído, portanto, cada vez mais pessoas que vêm aderindo à plataforma. No meio de tantos novos usuários, um seleto grupo de pessoas, conhecidos como YouTubers, tem se destacado pelo número de inscritos em seus canais, seja no Brasil ou no exterior.  Com base no ranking dos canais mais populares mundialmente é possível perceber que os tipos de conteúdo que mais fazem sucesso atualmente são: vídeos sobre videogames, que fazem comentários e tutoriais dos jogos eletrônicos, vídeos de beleza, que dão dicas sobre estilo e maquiagem, e vídeos de humor, que fazem piadas e críticas sobre o cotidiano.


Clarice Frauches – 7° Período
Thiago Nunes – 7° Período
Cynara Costa – 7° Período
Felipe Nobre – 7° Período

 

Roda Cultural do Terreirão: os jovens e o rap

Nas noites de sábado a Praça do Futuro da comunidade do Terreirão, que fica localizada no Recreio dos Bandeirantes, é o lugar certo para quem quer se distrair. Isso porque a ‘Roda Cultural do Terreirão’, um projeto idealizado pela ‘ONG Onda Carioca’ e pelo ‘Terreirão Comunidade’, usa o espaço como palco de apresentação. O evento tem o objetivo de transformar a vida dos participantes e dar oportunidades para os novos talentos.

A Roda é um projeto novo na comunidade, mas que tem dado muito certo. Por intermédio dos organizadores Júlio César da Costa e Rogério Cardoso, o evento chama a atenção dos jovens de todos os lugares da cidade e já está colhendo frutos positivos. Por se tratar de música e diversão, o envolvimento é ainda maior.

roda cultural 2 batalha infantil

Batalha de rap infantil

Meninos e meninas de todas as idades se interessam cada vez mais pela iniciativa e fazem do local – a Praça do Futuro – um lugar de “aprendizado, inclusão e respeito”, é o que diz Rogerio, de 42 anos. “Já existe uma conscientização por parte das pessoas que frequentam a praça, e isso está irradiando toda a comunidade. Aqui não se vê lixo no chão, e a preservação do espaço é sempre mantida”, completa o organizador.

Essa conscientização e participação dos jovens fazem do evento um sucesso e os talentos vão surgindo naturalmente. “Temos na comunidade gente muito talentosa, só que eles não tinham apoio, suporte e estrutura para mostrar isso. A ideia do projeto é exatamente esta, fazer com que todos de fora vejam que o Terreirão é um lugar de pessoas muito boas”, relata Rogerio.

Durante o evento, DJs, cantores e grupos de rap fazem o show e, no intervalo de cada um, as batalhas são travadas. Os jovens fazem as inscrições para participarem assim que chegam à praça, e duelam em duplas. A disputa muitas vezes é acirrada, mas quem escolhe o vencedor é o público. Os finalistas das batalhas dão sempre espetáculos de rimas e improvisos. O campeão é premiado com mochilas (confeccionado na ONG Onda Carioca pelo projeto “Costurando”) e outros prêmios doados por alguns parceiros.

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Participantes da Roda Cultural

Além do trabalho social, a Roda deu uma grande visibilidade para a ONG, que já existe há muito tempo na comunidade. “E tudo foi criando ramificações: A ‘Onda Carioca’ assumiu a pracinha, que virou a ‘Praça do Futuro’, que incorporou a ‘Roda Cultural’, que agora está também com o pessoal do grafite, do boxe, que reforçou ainda mais o ‘Costurando’, e somou ao mais novo projeto em parceria com o Sebrae, que é a ‘Horta Comunitária'”, comenta o organizador.

Todos esses projetos estão prestes a acontecer, e outros já estão acontecendo. A Roda Cultural do Terreirão tem uma forma livre de expressão. E por isso, tem agradado as pessoas. “Apesar de não termos nenhum tipo de ajuda financeira, e nem mesmo o apoio de líderes, comerciantes e empresários da comunidade, estamos oferecendo o nosso melhor para esses jovens, e o bom é que eles estão aproveitando isso”, conclui Rogério.


Brenda Katerine
Mayara de Moura

Encontro de calouros e veteranos da música

 

Na última semana, entre os dias 07 e 09, a Fundição Progresso, na Lapa, recebeu a edição 2016 do WebFestValda, um festival de bandas independentes idealizado por Hugues Ferté, diretor geral da tradicional marca de pastilhas Valda. Tendo a primeira edição em 1992, o evento tem como objetivo dar uma oportunidade a bandas off mainstream mostrarem seu trabalho.

Ao todo, 1400 bandas se inscreveram e deste total 20 foram selecionadas para participarem da competição. Ao final do concurso a banda que ficou em primeiro lugar ganhará dez mil reais em equipamentos, o segundo lugar, oito mil reais em equipamentos e o terceiro lugar, três mil reais em equipamentos. Uma novidade desta edição é que a Sony irá ajudar os 20 grupos na produção de um EP virtual – até então, apenas o primeiro lugar tinha esta chance.

A primeira noite começou por volta das 20h com a apresentação da banda carioca Sinara, que participou na edição 2015 do festival e este ano teve a oportunidade de ser uma das bandas de abertura – um detalhe que merece destaque é que três dos seis integrantes da banda são filhos e netos do cantor e compositor Gilberto Gil. Sobre a chance de voltar ao festival como convidados, os membros do grupo afirmaram que “foi incrível”. “Nunca tivemos envolvimento com tantas pessoas, foi lindo”, comenta os integrantes.

ONZE20

Onze:20

A segunda banda a se apresentar antes do início da competição foram os mineiros da Onze:20. Antes de subirem ao palco, os integrantes do grupo destacaram a importância do WebFestValda para os grupos independentes. “É de grande importância para todas essas bandas. A gente sabe a dificuldade que é colocar o nosso som na rua”, diz o vocalista, Vitin. O conjunto, que lançou recentemente a música “Sei Que É Você”, também informou que o novo álbum deve chegar no começo de agosto.

Desde o momento em que a Onze:20 subiu ao palco, o público não conseguiu conter a animação, gritando, dançando e cantando todas as músicas, mas, sem dúvida o ponto alto da apresentação foi durante a canção “Meu Lugar”. Antes de começar a cantar, Vitin declarou: “A música que a gente vai tocar agora é uma das mais tocadas no país. Muito obrigado pela moral!”. Ao ouvir tal declaração, os espectadores já sabiam de qual música se tratava e ovacionou a banda. Ao fim do show, os integrantes ainda pegaram os celulares de pessoas da plateia para tirar selfies, levando as pessoas à loucura.

Antes da abertura do concurso, a apresentadora Pamella Rencho, lembrou que o público pode assistir ao festival, em transmissão ao vivo, pelo Youtube ou pelo aplicativo do WebFestValda, onde as pessoas também podem votar em categorias especiais, como Banda Revelação, a partir do final das apresentações de sexta. Ela também informou que os vencedores de todas as categorias, inclusive a de melhor cantor e o prêmio da Rádio Cidade serão anunciados na final do festival, no fim de semana.

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A competição foi oficialmente aberta com Vinny e Banda, do Rio de Janeiro, que declarou o quão bom é começar uma carreira musical em um evento como o WebFestValda. Vinny animou a plateia logo de cara com seu toque soul do clássico da música popular brasileira “Flor de Lis”, de Djavan. Assim que os primeiros versos da canção foram cantados, várias pessoas que haviam aproveitado o intervalo de desmontagem do palco para dar uma volta pela Fundição voltaram correndo para a pista para aproveitar o som.

A segunda apresentação da noite foi de Laura Januzzi, de Juiz de Fora, que se subiu ao palco cantando músicas desconhecidas do grande público, mas que animaram a audiência por terem um tom absolutamente brasileiro, que lembra até algumas das obras produzidas pelo Movimento Tropicalista. E a banda de Vinny não foi a única a escolher um clássico de Djavan para se apresentar. O grupo catarinense Karibu levou para o festival sua versão da canção “Sina”, uma das mais regravadas do cenário musical brasileiro.

Ao longo da noite, muitas outras bandas se apresentaram, fazendo de tudo para estarem entre as cinco selecionadas para a grande final, no sábado. Teve o rock caipira e totalmente acústico de Doutor Jupter, de Mairiporã (SP), o rock bem humorado e cheio de duplo sentido da Acústicos & Calibrados, de Bauru (SP), o rock psicodélico da recifense Semente de Vulcão, que é visivelmente uma das herdeiras da icônica Secos & Molhados, liderada por Ney Matogrosso.

Teve ainda a boy band carioca Cadillac S.A., que animou o público com um duelo entre gaita e guitarra, a paulistana Periferia A Massa, que trouxe uma mistura dos “ritmos periféricos” como samba, funk e soul e ainda botou a plateia para dançar ao som do hit “Uptown Funk”, de Bruno Mars; os meninos da banda carioca Cabelera, que fizeram um mix de pop, rock, black music, R&B e reggae. Mesmo com tanta diversidade e alegria, o grupo que mais agitou a audiência foi a girl band Donna Duo, que veio direto do sul para mostrar o que é o empoderamento feminino: o público não conseguiu ficar parado quando a potente vocalista Dani Zan cantou os primeiros versos de “Pagú”, de Rita Lee.

No entanto, para a decepção do público, ao final das dez apresentações da primeira noite, quando o diretor geral da Valda, Hugues Ferté anunciou as cinco bandas selecionadas pelos jurados, as meninas da Donna Duo não estava na lista, que era composta por Cadillac S.A., Doutor Jupter, Karibu, Periferia A Massa e Semente de Vulcão.

Criolo 3

Criolo

Após o anúncio das finalistas, começou o show mais aguardado da noite: Criolo. Antes de subir ao palco, o cantor declarou que o rap é transformador, “é uma escola”. Criolo também destacou a importância de eventos como o WebFestValda. “É bom, quanto mais [festivais], melhor, mais música”, comenta o artista. O público foi ao delírio quando ele subiu ao palco para realizar mais uma apresentação inesquecível, com muita interação com a plateia e com músicas de forte cunho social e político. “Não há mais espaço para repressão”, afirma o paulistano, durante a canção “Sucrilhos”, afirmando que ninguém deve ser julgado por cor, religião, orientação sexual, etc.

A apresentação de Criolo ainda rendeu o momento mais emocionante na noite, perto do fim do show. “A próxima música é dedicada a uma jovem linda, cheia de luz. Dedicamos em alma, em essência, porque essência é o que fica. Dedicamos à Bárbara Rosa”, declara o cantor, fazendo referência à backing vocal da banda Liniker e os Caramelows, que faleceu no final de junho em decorrência de um câncer.


Rock e rap marcam o 2º dia

O primeiro grupo a subir ao palco no segundo dia de evento foi Karamujos, o qual agitou o público que já começava a ocupar a pista da Fundição a fim de garantir um bom lugar para assistir às apresentações anunciadas para o festival. Às 22h, após da apresentação da primeira banda de abertura, foi a vez da Cone Crew Diretoria, que anunciou que o novo trabalho, “Bonde da Madrugada – Parte 2”, será lançado ainda este ano e contará com a participação de artistas como Mister Catra e Shawlin.

Cone Crew Diretoria

Cone Crew Diretoria

Antes de os componentes do grupo entrarem no palco, foi apresentado no telão um vídeo de introdução – com a participação do ator Sérgio Loroza – para colocar a plateia no clima da apresentação “Bonde da Madrugada – Parte 1”. Quando a banda surgiu no stage, a audiência imediatamente os ovacionou, praticamente clamando por muita música. O show da Cone Crew, é claro, teve muita improvisação dos integrantes, que deixaram evidente a posição sobre assuntos atuais e de interesse da população – como, por exemplo, no momento em que foi incluído um protesto contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que renunciou ao cargo esta semana.

Após os dois shows de abertura, o público pode conferir as apresentações das dez bandas que competiam pelas cinco vagas na final de sábado. A primeira a se apresentar foi a paulistana Bloco ou Banda ou Coisa Parecida, que com um nome tão intrigante quanto sua apresentação, que mistura vários ritmos brasileiros, animou a plateia logo que começou a primeira das duas músicas apresentadas.

Logo em seguida, depois da rápida remontagem do cenário, foi a vez da carioca Foliões Overdrive contagiar o público com seu rock agitado. A música autoral cantada pelo grupo foi “1984”, claramente inspirada no clássico homônimo da literatura mundial escrito por George Orwell. “Essa música fala sobre a busca pela identidade, sobre a gente se desprender das amarras sociais”, explicou o vocalista, Renan Stael.

Após a Foliões deixar o palco, as irmãs Laura e Luísa – da banda de mesmo nome – mostrarem o trabalho, o qual chamou a atenção do público por se prender às raízes da música brasileira, uma vez que a dupla iniciou sua apresentação com uma nova roupagem da internacionalmente conhecida “Tico-Tico no Fubá”. Inicialmente, a plateia estranhou o repertório escolhido pelas cantoras, mas logo se rendeu ao talento das irmãs.

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Após as gêmeas idênticas se apresentarem, os rapazes da Hey Joe, que vieram direto da cidade de Leopoldina (MG) para o WebFestValda, envolveu a audiência com as canções calmas e melódicas – com um toque de reggae romântico –, fazendo muitos dos casais presentes cantarem junto com a banda, que deixou o palco sob os gritos de “Já ganhou! ”. Mais tarde, depois da meia-noite, foi a vez de KeL do Nascimento, que afirmou que gosta de tratar de temas leves em suas apresentações e, por isso, resolveu apresentar um cover da música “Felicidade”, de Seu Jorge, que participou da gravação do último trabalho dela.

A paraibana Mafiota, da cidade de João Pessoa, animou a plateia com seu estilo irreverente que mistura diversos ritmos, desde o Funk-Soul até o Brega, passando, inclusive, pelo rock mais pesado. Em seguida, a banda de Brasília, Consuelo, pôde mostrar seu trabalho, fortemente influenciado pela música latina, dando um toque mais dramático à apresentação.

Uma das surpresas da noite, foi o grupo Levante, de Recife. A banda surgiu durante a chamada “Primavera Brasileira”, de 2013, a fim de questionar os valores da sociedade através de uma performance agressiva e arrebatadora, desde o figurino – que inclui uma inusitada maquiagem prateada – até as canções.

E as duas últimas bandas da noite tinham pontos em comum: ambas eram do Estado de São Paulo – uma de Ribeirão Preto e a outra da capital, respectivamente – e tocam um rock pesado. A primeira a subir ao palco foi a Chavala Talhada, cujo vocalista surgiu no stage de saia – um adereço que contrasta bastante com sua aparência totalmente masculina. Em seguida, os integrantes da Plano Oito Quatro mostraram o som que sofre influência de bandas de rock brasileiros dos anos 80 e 90.

Antes do show mais aguardado da noite, o diretor-geral da Valda, Hugues Ferté, juntou-se à apresentadora, Pamella Renha, para anunciar as cinco bandas selecionadas para a final. KeL do Nascimento, Chavala Talhada, Consuelo, Hey Joe e Levante foram as escolhidas pelos jurados para se juntarem a Semente de Vulcão, Doutor Jupter, Periferia A Massa, Cadillac S.A. e Karibu – selecionadas na quinta-feira – para a grande final, no sábado.

Marcelo D2

Marcelo D2

Por volta das 2h da madrugada, todo o público da Fundição se concentrou na pista, já lotada, para assistir de perto a apresentação de Marcelo D2, que antes de subir ao palco, afirmou que estava muito feliz por participar do WebFestValda 2016. Quando perguntado sobre conselhos para bandas iniciantes, Marcelo declarou: “Os mais velhos dizem que se conselho fosse bom, não se dava, vendia. Cada artista, cada músico, tem um caminho”. Assim, D2 iniciou seu show, que incluiu seus maiores sucessos, como o hit “Desabafo” e “À Procura Da Batida Perfeita”.


3º dia: vitória da música

Depois de dois dias de evento e muita música, sábado (09) ficou marcado pelo fim da edição 2016 do WebFestValda, com as apresentações dos dez grupos selecionados e shows mais que especiais para realizar a abertura e o encerramento de um dos festivais de bandas independentes mais importante do país.

A noite começou ao som da Djambê, que em 2015 ganhou o primeiro lugar e o prêmio de Vocalista Revelação no WebFestValda com a música “Trovão”, do mais recente trabalho, “Encruzilhadas”. Após a primeira apresentação, o público começou a lotar da pista da Fundição Progresso, para aproveitar o show da Suricato, que ficou nacionalmente conhecida através do reality da Rede Globo “Super Star” e alcançou fama internacional ao ganhar um Grammy, o prêmio mais importante do mundo da música.

A Suricato se apresentou com as canções do último trabalho, “Sol-te”, e com releituras de canções de outros artistas, como “Tocando Em Frente”, de Almir Sater. E essa não foi a única surpresa do show. “Essa música, eu quero dedicar a um dos maiores ídolos que eu tenho na música e na guitarra. Nós tivemos a honra de tocar com ele, e ficamos muito felizes de ver que, hoje, ele toca essa música com o arranjo da Suricato”, anuncia o vocalista, Rodrigo, antes de iniciar “Um Certo Alguém”, de Lulu Santos. E, é claro, que a banda não poderia deixar de tocar sua regravação do clássico junino “O Sanfoneiro Só Tocava Isso”, tema de abertura da novela “Eta, Mundo Bom!”, da Tv Globo.

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Suricato

A primeira das bandas independentes a tocar na final foi a mineira Hey Joe, que iniciou a apresentação com a música “Could You Be Loved”. Após tocar a autoral “Quebra-Cabeça”, os integrantes deixaram o palco sendo ovacionados pela plateia. A segunda banda da noite foi a Doutor Jupter, que retornou com o seu “rock caipira” e sua versão de “Sobradinho”. Logo em seguida, foi a vez da Karibu – cujo nome, de origem africana, significa “bem-vindo” – que animou a audiência com o seu cover de “Sina”, clássico de Djavan. “O Djavan é um mestre da música brasileira, uma inspiração para a gente, como Milton Nascimento e muitos outros”, os integrantes contaram.

Depois, foi a vez do grupo brasiliense Consuelo, que, mais uma vez, mostrou a veia de rock influenciado pela música latina e empolgou o público com a canção “Loca”, da banda chilena Chico Trujillo, e a autoral “Pangaré”. Em seguida, a plateia pôde sentir a vibe paulistana da Periferia A Massa, com o seu cover de “Uptown Funk” e a produção própria “A Cara Da Periferia”. Em seguida, chegou a hora da também paulistana KeL do Nascimento, que já contou que gosta de abordar temas leves em seu trabalho, e, por isso, apresentou sua versão de “Felicidade”, de Seu Jorge – que participou da gravação do DVD de KeL –, e a autoral “Passarinho”, que fala sobre liberdade.

Na sequência, a pernambucana Semente de Vulcão, que com seu estilo performático, mostrou inspiração em Secos & Molhados, icônica banda liderada por Ney Matogrosso nos anos 70. O grupo intrigou o público com a canção autoral “29 De Fevereiro”, que fala sobre um homem nascido em um ano bissexto e, por isso, diz que tem apenas sete anos de idade. A oitava banda a se apresentar foi a Chavala Talhada – cujo nome curioso significa “moça bonita” no português europeu, e cujo vocalista novamente subiu ao palco vestindo uma saia longa confeccionada por sua mãe. Após o show, os membros do grupo ressaltaram mais uma vez a importância do WebFestValda como o maior festival de bandas independentes do Brasil.

Após a Chavala Talhada deixar o palco, os integrantes da carioca Cadillac S.A. assumiram posição para iniciar a apresentação. E o rock dos garotos do Rio animaram a plateia, que os acompanhou durante todas as duas músicas tocadas. E a última banda da noite foi a baiana Levante, cujas músicas possuem um forte cunho social e político. “Nome social é um direito. Respeito à democracia é um direito. Respeito às mulheres é um direito”, dizia um dos improvisos do grupo durante a música “Você Merece”, de Caetano Veloso.

O show de encerramento foi feito pela banda Paralamas Do Sucesso e a produção do WebFestValda preparou uma surpresa para o público: um vídeo da apresentação do grupo na primeira edição do festival, realizada em 1992. Assim que os versos de “Meu Erro” a plateia imediatamente começou a cantar junto com o jovem Herbert Viana. Antes dos Paralamas subirem ao palco, foram anunciados os vencedores da edição 2016.

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Paralamas do Sucesso

Andy Ferreira, da Cavilhas S.A. ganhou o prêmio de Melhor Guitarrista. Na categoria Melhor Vocalista, a vencedora foi KeL do Nascimento. A votação popular escolheu Hey Joe como a Banda Revelação. O prêmio da Rádio Cidade foi para a Chavala Talhada. O terceiro ligar ficou para Levante e o segundo para a Periferia A Massa. A primeira colocação ficou com KeL do Nascimento e o resultado gerou controvérsias, já que a mineira Hey Joe era a favorita. Imediatamente, várias vaias partiram da plateia, fazendo lembras os antigos festivais de música dos anos 80.

Em entrevista após a entrega dos prêmios, KeL falou um pouco sobre como estava se sentindo com a vitória. “Quero agradecer a todo mundo que está por trás, aos meus pais, que vieram de São Paulo para assistir, aos meus amigos de outros países que estavam passando pelo Rio e vieram me assistir. Estou muito feliz, muito honrada. Não esperava mesmo [a vitória]”, declara a cantora, visivelmente emocionada.

Por fim, os Paralamas do Sucesso subiram ao palco para encerrar o WebFestValda 2016, cantando os maiores sucessos – como “Meu Erro”, “Lanterna Dos Afogados” e “Você” – com a participação de Rodrigo Suricato. E, após o público pedir bis, a banda encerrou o show com o ‘hino’ “Que País É Esse? ”, da Legião Urbana. Encerrando a apresentação, Rodrigo resumiu o espírito do evento em poucas palavras, quando disse “seja qual for a competição, no final, quem ganha é a música”.


Daniel Deroza– 3º período.