Leminski,o multiartista

A Caixa Econômica Cultural apresenta a exposição “Múltiplo Leminski”, resultado de pesquisas e catalogações intensas de todo legado deixado pelo artista. Depois de ter passado por alguns estados do Brasil, chegou a vez do Rio de Janeiro. A mostra fica aberta para o público até o dia seis de março, a entrada é franca. A curadoria é assinada coletivamente por alguns integrantes da família. Alice Ruiz, viúva do artista, Estrela Ruiz, irmã do poeta, e Aurea Leminski, coordenadora geral, formam esse time.||

Paulo Leminski era poeta e professor de judô. Era publicitário e roteirista. Era jornalista e artista gráfico. Um verdadeiro “Mil em Um”. Explorar essas facetas do multiartista é justamente a proposta exposição, destacando cada área em que atuou. A exposição é dividida em nichos que separam os diferentes campos com painéis, fotos, vitrines, espaços cênicos, vídeos e discos.

Conta também com manuscritos originais, poesias do artista escritas em guardanapos e músicas feitas por ele, em parceria com outros cantores, para sonorizar o ambiente. Foram reunidas edições de livros escritos por ele, até mesmo os mais exclusivos que fazem parte da biblioteca pessoal.

“Estar em contato com os originais escritos à mão, fotografias pessoais, alguns dos livros que ele tinha na estante, assistir vídeos de suas palestras e sua máquina de escrever, é como ver o mar pela primeira vez”, conta Nelson Magno, fã do poeta.

Leminski também escreveu dois livros voltados para o público infantil. Pensando nisso, foi criado um espaço exclusivo para as crianças, com atividades lúdicas e uma sonorização especial, como o álbum “pirlimpimpim” escrito pelo artista e gravado por Guilherme Arantes.

Outro ponto interessante é o espaço reservado para os Haicais (estilo de poema originado do Japão). Nele, o público pode interagir e escolher, em uma árvore, uma obra escrita pelo autor e levar como lembrança.

Ao lado da imagem de Paulo Leminski, Alice Ruiz recebeo público na entrada da exposição.

“Para alguns Leminski era, principalmente, poeta. Mas além de grande poeta ele também foi um grande pensador de cultura, haicaista, tradutor, biógrafo, judoca, professor, compositor. E, em tudo isso, inovador. Sem nunca ter usado um computador, ele navegou com destreza por todos os rios que sua bússola, a palavra, o levou”, completa a curadora Alice Ruiz.


Lorena Lopes- 3º período.

Expedições na Antártica

Aula inaugural do curso Ciências Biológicas traz a exposição “O Brasil na Antártica” para o campus Tijuca.

IMG_4592Com o objetivo de dar boas vindas aos novos alunos, a coordenadoria do curso de ciências biológicas organizou uma aula inaugural hoje de manhã, no auditório do campus Tijuca. A recepção contou com um workshop, chamado “O Brasil na Antártica”, e um debate em mesa aberta com o professor de Radioecologia da UVA Alexandre Alencar e as doutoras Adriana dos Santos (UERJ) e Elaine Alvez (UFRJ). Mudanças climáticas na Antártica foi o tema do evento, que também contou apoio de cientistas e biólogos brasileiros.

Paralelamente ao evento do auditório, os organizadores também montaram uma exposição multimídia itinerante, no salão preto do campus, com o nome de “O Brasil na Antártica”, com fotos retiradas da expedição ao estado americano, vídeos feitos pela equipe, uma maquete da Criosfera 1 e vestimentas polares para entreter o público infanto-juvenil. Alunos do curso estão disponíveis para mediarem a exposição – que fica aberta até do 25 de março de 2016 – para escolas, com o agendamento somente pelo número 2565-5088.

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Exposição montada pelos alunos de ciências biológicas no salão preto.

No início da semana, mais especificamente na terça (23), o curso promoveu uma aula inaugural para os alunos do turno da noite, com o tema “Arboviroses”, mediado pelos professores Alexandre Phillip e Tiago Moreno, ambos da casa, em parceria com a Dr. Monica Marins, da UERJ. O subsecretário de vigilância ambiental do estado, Alexandre Chippe, também participou do evento.

Os temas são escolhidos pelo colegiado do curso, baseados na experiência do corpo docente ou sobre uma temática recorrente da atualidade. Tanto a exposição quanto p workshop são abertos para todo o público e valem 2 horas de Atividades Complementares.


Tainá de Oliveira- 7º Período

Brasil em presságios de um crime

175191.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxNa última terça (23) integrantes da Agência UVA foram ao Roxy para presenciar mais uma aventura de um brasileiro em terras hollywoodianas. “Presságios de um Crime” estreia hoje (25) e promete agradar os amantes do gênero policial. Uma coisa ficou comprova, nossos conterrâneos não estão indo para lá para dá uma passadinha, um aceno, ou qualquer enrolação do tipo. O que todos estes querem é marcar os nomes na calçada da fama e conquistar, de fato, um lugar cativo na terrinha do Tio Sam.

Seguindo os passos de Carlos Saldanha e José Padilha, Afonso Poyart é um grande exemplo deste novo cenário cinematográfico nacional. O diretor começou a trabalhar na área fazendo videoclipes e propagandas, o único filme que havia feito antes foi “2 Coelhos”. Totalmente desconhecido para o público em termos de popularidade.

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O filme, segundo o diretor, tem as raízes no Brasil, vide ter no elenco uma atriz brasileira, Luísa Moraes, e cenas rodadas em São Paulo. Poyart chegou como ‘moldador’ de um longa trabalhoso, que consegue ser bem dinâmico, e explora o que vêm a ser uma mistura do mítico com o real, a batalha dos conceitos sobre o bem e o mau. Trata-se de uma obra mais cult e não só mais um blockbuster de ação/drama policial, restrito a mortes e casos a serem desvendados. Também não é apenas um simples suspense, apesar de este estilo estar bem presente durante boa parte da história, a trilha sonora é essencial para dar esta sensação.

Fica difícil colocar uma sinopse que entregue partes do filme, mas contextualizando, o agente especial do FBI Joe Merriwether (Jeffrey Dean Morgan) se encontra em uma situação complicada de uma série de homicídios. Ele decide pedir ajuda ao seu antigo colega Dr. John Clancy (Anthony Hopkins), mas escuta um não, de início. Mas logo ele muda de ideia, depois de ter visões de algumas tragédias envolvendo parceiros de trabalho, como Katherine Cowles (Abbie Cornish), que também se alia a equipe para procurar o assassino.

Anthony Hopkins foi o responsável por produzir financeiramente, e também atuar, o primeiro trabalho do diretor brasileiro em Hoolywood. Sobre seu desempenho frente as câmeras, Anthony é brilhante, deslancha sempre em grande estilo. O ator consegue, apenas com um gesto e com um olhar, dizer mais do que todo o resto do elenco. Todavia, a equipe não se saiu mal, destaque para Colin Farrell (O Vingador do Futuro) e Jeffrey Dean Morgan (Watchmen- O Filme), que foi brilhante e soube ser um bom coadjuvante com traços de protagonista. Já Abbie Cornish (RoboCop) esteve um pouco a quem do esperado.

 

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Apesar de aparentar ser um tanto quanto confusa, e “normalzona”, o filme tem boas viradas na trama e desfechos impressionantes. Competência seria a palavra perfeita para classificar o trabalho da equipe e do elenco caso necessário.


Uma conversa com o diretor

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Atriz Luísa Moraes (esq.) posa ao lado de Poyart e sua esposa

Após a sessão o diretor Afonso Poyart, de muito bom grado, bateu um papo com os jornalistas presentes e revelou algumas curiosidades sobre a confecção do longa. Segundo o ele, trabalhar com Tony (Anthony Hopkins) foi trabalhoso no início. Mas aos poucos a dupla foi se acertando. E estão juntos na mesma agência (de representação em Hollywood).

“Ele é um cara muito mais experiente do que eu, sabe? Era aquela coisa de astro mesmo… Ele questionava tudo e tinha umas rusgas com os produtores também”, revela Poyart.

O diretor também ponderou e enfatizou o dinamismo na história, que teve um papel crucial. Também comentou que o relacionamento e confronto de Hopkins com Farrel é a cereja do bolo. “Essa é a grande temática (…) como thriller policial ele não é inovador. Isso já foi feito antes. Meu olhar estava muito mais ligado nesse subtexto e à história de redenção do personagem de Hopkins”, completa o cineasta.

Poyart demonstrou ter gostado da experiência de fazer o filme americano e já está lendo roteiros para definir qual será o próximo projeto, o que está como certo é que o longa biográfico sobre o lutador de MMA José Aldo será lançado em breve. Segundo o diretor é uma injustiça o boicote que está sendo feito com o atleta e que ele é merecedor de glórias.


Roani Sento Sé- 5º Período

São Paulo de diversos ângulos


O novo longa nacional “Amor em Sampa”, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (25), mostra um lado diferente de São Paulo. Apesar de ser mais lembrada como a capital financeira do país, os roteiristas Bruna Lombardi – que também atua no filme, como Aniz -, Carlos Alberto Riccelli e Kim Riccelli tentam mostrar para o público o que há de melhor na maior cidade do Brasil.

401308.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxA cada esquina existe uma história diferente, seja na estação de metrô, nos bares, nos teatros ou nas grandes ruas da metrópole. No longa, São Paulo é retratado por conta das pessoas que lá vivem, com os diferentes objetivos, sonhos e amores. “ São 5 histórias de amor que se entrelaçam na cidade e representam uma série de lugares e pessoas”, comenta a roteirista e Bruna Lombardi.

O filme é uma mistura de musical com comédia romântica. Para encara esse desafio, os atores que tiveram que fazer aulas de canto antes das filmagens, com a finalidade de se acostumarem mais com a ideia da musicalidade.

Assim como o diretor Carlos Alberto Riccelli, que faz o papel do taxista Cosmo. O responsável pela parte teatral, Matheus também faz parte do elenco, que ainda conta com grandes estrelas do cenário nacional como Rodrigo Lombardi, Eduardo Moscovis, Tiago Abravanel , Mía Mello, Mariana Lima, Letícia Colin, Marcelo Airoidi entre outros.

O longa é uma grande oportunidade que os brasileiros terão de conhecer um pouco mais sobre a correria de uma grande cidade como São Paulo. E esquecer o velho tabu que associa a capital com um lugar sem amor.


Thiago Cortes – 3º período

No tempo do faraó

358252.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx“Deuses do Egito”, que estreia amanhã (25), conta a história de um herói inesperado que surge quando a humanidade está sendo ameaçada. Contextualizando, o impiedoso Deus Set (Gerard Bluter) toma o trono do país e mergulha a sociedade no caos. Bek (Brenton Thwaites), um mortal que se considera apenas mais um soldado, se une à Horus (Nikolaj Coster-Waldau) para combater o vilão.

Escrito por Matt Szama e Buk Sharpless (ambos de Drácula: A História Nunca Contada) o filme contém cenas belíssimas e muito bem produzidas, que prometem deixar os espectadores muito satisfeitos com a fotografia. Todavia, a história é um pouco confusa no começo, mas com o decorrer do filme tudo vai se encaixando e a história mitológica fica mais fluida. A produção do filme se sobressai frente à direção e ao roteiro, a exemplo das cenas de efeitos especiais, locações etc.

O elenco foi alvo de muitas cíticas por parte da imprensa. O primeiro erros dos produtores foi escolher um tema que se passa em um país africano e não contratar muitos atores negros, no trailer, por exemplo, só aparecem pessoas brancas. O diretor Alex Proyas reconheceu o erro e soltou um comunicado sobre o assunto.

“O processo de escolher o elenco de um filme tem variáveis complicadas, mas é claro que nossas escolhas deveriam ser mais diversas. Sinceramente peço desculpa àqueles que ficaram ofendidos pelas decisões que tomamos”, completa o diretor.


Thiago Cortes- 3º Período

Em busca da “solteirice” ideal

Se você é solteira e nunca ouviu aqueles clichês sobre relacionamentos – como: “E aí cadê os namoradinhos? ”, “Você não acha que já está na idade de ter alguém? ” – e teve que responder que: “Estou bem e não quero envolvimento com ninguém” ou “Estou focada na vida profissional” para dizer apenas que não está a fim de um relacionamento, você não está sendo solteira da maneira certa. O novo longa da Warner Bros “Como ser Solteira” vai lhe apresentar um pequeno tutorial de como passar por todas essas situações e continuar seguindo em frente, mesmo que isso pareça ser impossível.

Como ser Solteira

O filme que tem a estreia prevista para esta quinta (25), mostra a realidade de quatro mulheres  que ficaram solteiras devido às circunstâncias da vida. Em uma sociedade que a fórmula do amor não está definida, devido às constantes evoluções, existe a necessidade de aprender a ficar sozinha. Alice (Dakota Johnson), Robin (Rebel Wilson), Lucy (Alison Brie), Meg (Leslie Mann) comprovam que badalar na cidade que nunca dorme nunca foi tão divertido.

O diretor Christian Ditter (“Simplesmente Acontece”, “The Crocodiles”) não consegue fugir da mesmice das comédias românticas, tornando o roteiro completamente previsível. Para quem busca ver um filme com uma trilha sonora atual e animada, ficará satisfeito com o longa nesse quesito. Mais uma vez a atriz Rebel Wilson “comanda” as cenas, algo que já faz parte da sua carreira.

Apesar de todas as expectativas criadas para se ter um longa diferentão, “Como ser Solteira” está muito preso ao livro que serviu como base, o que torna os pontos de viradas óbvios e não prendem a atenção do público. Se você procura uma comédia romântica para dar boas risadas, este é o filme ideal.


Brigida Brito – 7º período.

#Rio2016: Badminton

Conhecido como jogo da “peteca”, o badminton é o segundo esporte mais praticado no mundo, muito popular em países orientais, como: Índia, China, Japão, Indonésia, entre outros. O Brasil vive uma grande expectativa pois esta é a primeira participação do país em uma edição dos jogos olímpicos. Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka serão os encarregados de defender a nação. Uma curiosidade é que a dupla conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos Rio 2007.

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A grande maioria dos atletas começam a praticar o esporte por meio de projetos sociais ou em clubes e escolas que possuem a modalidade na grade.  A presidenta da federação de badminton do Rio de Janeiro, Simone Beirão dos Santos, conheceu a prática por intermédio de um colégio em que dava aulas. “Comecei a treinar em 2008. O interesse das crianças era tão grande que me motivou a continuar”.

O esporte é praticado em diversos estados do Brasil. A cidade de Campinas em São Paulo é considerada o polo da pratica, pois os integrantes da seleção nacional lá residem. Mesmo assim a prática não está tão inclusa na vida das pessoas. “O governo não investe muito pelo fato do esporte ser considerado amador e não ser de alto nível, isso acaba dificultando o interesse da mídia e da população”, completa Simone.

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Professores e alunos de diversas idades

Muitos projetos e cursos de capacitação de profissionais estão sendo criados para maior conhecimento e divulgação. Um deles, no bairro do caju, reuniu professores e crianças. “Conheci o esporte através de uma amiga que fez o curso de shotime de badminton que veio ao Brasil. O curso existe para que os professores de educação física possam praticar e ter material didático e tem como propaganda maior o projeto ‘Descubra o badminton’” diz Amanda Tavares, professora de educação física.

Luíza Gomes, atleta de 17 anos, se diz empolgada com o esporte nas Olimpíadas. “Estou muito entusiasma, é a primeira vez que vou assistir uma competição Olímpica do esporte que pratico e amo de perto. É uma grande emoção, e estou torcendo bastante para que possamos ganhar nossa primeira medalha de ouro”, completa a jovem.

Segundo a Confederação, há cerca de 4.500 praticantes em todo o Brasil. São mais de 600 atletas que participam de competições. O país, hoje, possui três jogadores entre os melhores do mundo: Daniel Paiola, entre os homens, e Fabiana Silva e Lohaynny Vicente, entre as mulheres.

“Espero que tenhamos boas colocações e acredito que teremos novas descobertas de talentos. O esporte está crescendo, é uma modalidade para as idades, desde a criança ao idoso, e vamos tentar divulgar aonde pudermos. O badminton é o esporte de 2016”, finaliza Amanda.


Lorena Lopes, 2º período

Esperança e redenção

412201.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxConhece a sensação de entrar numa sala de cinema com medo do que estar por vir? O temor de ir ver um filme com um personagem que já foi mal feito nas telonas e mesmo assim ainda ter um ultimo fio de esperança de que desta vez vai dar certo? Foi com essa mistura de medo e fé que um grupo de jornalistas e convidados entraram na primeira sessão do novo longa da Marvel, em parceria com a Fox, “Deadpool”. E uma coisa é certa, todos saíram felizes e muito satisfeitos com o que viram.

A escolha de Tim Miller para comandar o longa e de Rhett Reese e Paul Wernick, para roteirizar, foi perfeita por parte dos produtores. O diretor, que se diz apaixonado por histórias em quadrinhos, e a dupla de escritores, famosa por escrever os diálogos de Zumbilandia, fazem jus à fama. Desde o primeiro segundo, até as luzes se apagarem, o timing entre as piadas deixa o espectador alegre e entretido durante toda a história.

Contextualizando, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um mercenário, e ex-combatente, que leva a vida aplicando pequenos golpes em desavisados, tudo sem se arriscar muito. Porém, ao conhecer a prostituta Vanessa Carlysle (Morena Baccarin) sua vida começa a mudar. O protagonista descobre que carrega um câncer em estado terminal e aceita a ajuda do Dr. Ajax (Ed Skrein) para tentar conter a doença. Todavia, o tratamento clandestino tem efeitos colaterais. Ou ele mata o paciente, ou ele ativa as células mutantes inertes que todo ser humano tem no corpo. O desfecho desta introdução todos já conhecem.

Nem tudo foram flores durante o tratamento e, junto com os superpoderes, Wade acaba ficando com a aparência de “um abacate que transou com um abacate mais velho ainda…” (frase citada nos trailers por seu amigo Weasel [T.J. Miller]). A história se desenrola e o “herói” (termo que ele não gosta de usar) busca vingança contra Ajax, tudo isso enquanto lida com a, suposta, ajuda da dupla de X-mens: Colossus e Míssil Adolescente Negassônico.

Falando nessa dupla, eles foram muito bem construídos e localizados na obra. O grandão de metal contrabalanceia a presença do mercenário tagarela. Enquanto Deadpool é completamente desbocado e não se importa com nada, Colossus é extremamente educado e ético enquanto herói. A Míssil é uma mistura dos dois, não liga pra nada em sua volta, a não ser seu celular, e não perde a oportunidade de fazer um comentário ácido. Um estereótipo de adolescente dos tempos modernos.

Se contrapondo aos filmes de ação comuns, “Deadpool” não apresenta aquela correria louca durante as cenas de luta, muito pelo contrário, o efeito de câmera lenta é usado justamente nessas partes e, aliado a trilha sonora e as ações do personagem, torna bonito e cômico um cenário de guerra, onde tripas e miolos voam por todo lado.

Deadpool não é um herói, mas também não é um vilão. O termo certo a ser usado para um personagem como ele é o de “anti-herói”. Usa ferramentas e meios “errados” para atingir um fim “certo”. Isso faz com que o personagem não tenha o comprometimento ético que os super-heróis devem ter para servir de exemplo para as crianças.

Sobre as cenas fortes, a produtora decidiu não censurar nenhuma. Isso quer dizer que o longa tem partes de sexo, nudez, palavrões, muito sangue e muitas – repito – muitas piadas infames, que fazem referencia a outras obras e atores, como Liam Neeson, o filme “Um Lugar Chamado Notting Hill” e – em especial – Hugh Jackman, o famoso Wolverine.

O filme é tão bem construído que consegue deixar engraçado até as cenas de sexo (que não estão ali à toa. Servem para mostrar ao público um pouco do perfil psicológico dos dois durante a relação maluca entre o personagem principal e sua “dama”, interpretada pela atriz brasileira).

A verdade é que “Deadpool” é um dos melhores filmes de “herói” já feito. Uma versão para maiores de 18 anos (na maioria dos países, com exceção do Brasil) de Guardiões da Galáxia. Então peguem sua pipoca e cuidado para não sujarem de refrigerante a pessoa que estiver na poltrona da frente.


Iago Moreira- 5º Período

Relacionamento Imigrante

456201.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxHá pouco tempo do Dia dos Namorados (nos Estados Unidos), “Brooklin”, o novo longa da Paris Filmes, estreia dia 11 de fevereiro. Concorrendo ao Oscar de melhor atriz pela performance de Saoirse Ronan, melhor filme e melhor roteiro adaptado, a obra se baseia no best-seller de Colm Tóibín, contando a história de Eilis Lacey (Saoirse Ronan), que conquista, por meio da irmã Rose (Fiona Glascott) e do Padre Flood (Jim Broadbent), um emprego na Terra das Oportunidades, para viver a tão sonhada american way of life.

A princípio tímida e com medo, a protagonista sente muita saudade de casa, mas sabe que a independência financeira irá valer a pena, com isso, ela procura ser firme nas decisões tomadas. Todo o vazio emocional pela falta da família é preenchido pelo amor de Tony Fiorello (Emory Cohen), um jovem italiano que conquista seu coração. Após uma trágica reviravolta, Eilis precisa voltar à Irlanda, lá, consegue uma vaga temporária, com chances de ser permanente, no trabalho dos sonhos e conhece Jim Farell (Domhnall Gleeson), um homem rico e disposto fazer com que a bela protagonista fique no país.

“Brooklin” certamente se encaixa nas características de um filme considerado “da sessão da tarde”: um romance trágico, salpicado de momentos cômicos e com uma protagonista a resolver um dilema. Mas o que o faz merecer três indicações ao Oscar? Primeiramente, a ambientação, os eventos narrados se passam na época de 1950, e percebemos que o cenário, o vestuário, o modo de falar e agir estão todos condizentes a década. Além disso, a atuação é boa, não se destaca o suficiente para ganhar o Oscar, mas é boa. O ritmo em que se é levada a narrativa é agradável, como uma história de amor antiga deve ser.

Fica claro que alguns personagens, como as companheiras de pensão da protagonista, tinham potencial para serem mais bem exploradas e que a interação entre elas foi resumida para poupar tempo, falha que, no livro, com certeza não existe. As meninas são engraçadas, sábias e experientes, passando seus ensinamentos para Eilis e ajudando-a na adaptação.

É claro que ela só deixa de sentir falta de casa quando conhece (e se apaixona) por Tony. O relacionamento dos dois se desenvolve de forma calma, como ocorria naturalmente naquela época, fazendo com que o público se envolva na relação. A heroína aprendeu muito em sua primeira viagem para os Estados Unidos, graças a uma desconhecida companheira de quarto, e cuida para que os ensinamentos sejam passados a frente para a nova geração de “garotas irlandesas imigrantes indo morar no “Brooklin”. Isso marca o desenvolvimento pessoal da personagem e mostra claramente o quanto mudou deste então.

No geral, “Brooklin” é uma ótima obra de drama romântico, com temas suaves, um plano de fundo histórico interessante e uma boa escolha para aqueles que há muito tempo não veem um filme satisfatório deste gênero. Apesar de tudo, a competição não está nem um pouco fácil para um longa que concorre na categoria ‘Melhor Filme’ ao lado de “Mad Max”, “Ponte dos Espiões”, “A Grande aposta”, “O Quarto de Jack”, “Perdido em Marte”, “Spotlight – Segredos Revelados” e “O Regresso”. Somente no dia 28 de fevereiro será revelado se a deliciosa história da jovem imigrante descobrindo os Estados Unidos através do amor ganhará dos poderosos e reconhecidos adversários.


Luana Feliciano – 3° Período

O Autor no Ator

Cristina Flores, atriz e fundadora da “Cia. teatral Os Dezequelibrados”, conta os bastidores do mundo artístico, como ingressou nele e curiosidades sobre sua vida pessoal. Partindo do sonho de ser cantora, passando por experiências em encenações em trabalhos de português na escola, até ser em uma peça de teatro e se apaixonar pelos palcos.

Cristina começou no teatro Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), no Rio de Janeiro, lugar aonde hoje faz faculdade de Artes Cênicas. Sobre a criação da Cia, ela diz que sempre quis ter os próprios projetos e que após entrar nesse mundo conheceu diversas pessoais que lhe ajudaram a seguir em frente.

Sua estreia no cinema, foi no curta-metragem “Verdade ou Consequência” (2002), dirigido por Aleques Eiterer. Em 2009 Cristina estrou na televisão, pelas mãos da diretora Denise Saraceni, na série “Tudo Novo de Novo”, mas foi na novela “Viver a Vida” (2010), também na rede Globo, que ficou conhecida. Em 2011, estava no elenco de “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

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“Foi bem legal, eu adoro atuar e televisão, você improvisa muito, não os textos necessariamente. A minha surpresa ao saber o quanto um ator é criador na TV me foi surpreendente. Tive a oportunidade de trabalhar com dois autores muito bacanas, que eu admiro muito”, comenta Cristina, feliz pelo desempenho.

Entre várias peças já feitas, entre junho e agosto do ano passado, Cristina atuou em um título de muito sucesso no CCBB: “Sexo Neutro”, de João Cícero Bezerra. A construção da obra era baseada somente em dois atores: ela e Marcelo Olinto. “Foi espetáculo muito bacana, pois se tratava de um tema muito instigante para mim. Pensar que as pessoas querem serem donas do próprio corpo, o que parece ser óbvio mais não é, tem sido um assunto muito complexo, mas muito”, explica a atriz.

Cristina já foi indicada a vários eventos de premiações, confira a lista:

    • 2x ao Prêmio Shell de Melhor Atriz por “Dilacerado” e “Memória afetiva de um amor esquecido”;
    • 2x ao Prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz de Drama;
    • 1x ao Prêmio Coca-Cola de Atriz Revelação – por “Viagens de Gullive”

Thiago Cortes- 2º Período