Perfil: Sidney Rezende

Jornalista conta sua história e fala sobre o futuro do jornalismo.

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Jornalista Sidney Rezende

Sidney Rezende deixou de ser um nome. Virou uma marca de sucesso, pessoal e profissional. Este triunfo tem uma receita: muita dedicação e prazer no que faz e uma mente criativa e aberta para a inovação. “Quanto mais parado for o profissional, menos ele vai acompanhar as mudanças. Quanto mais sensível ele estiver à técnica, ao conhecimento, à leitura e ao mundo, mais sintonizado (com as mudanças) ele vai estar”, completa o jornalista.

O jornalista já foi âncora e um dos fundadores da CBN, apresentador do jornal “Em cima da Hora”, na Globo News, e dos telejornais” Bom Dia Rio”, da Rede Globo e “Brasil TV”, na Globo. Sidney acumulou todas essas funções no decorrer de sua carreira, porém – atualmente – dirige o próprio portal de notícias, o SRZD.

Como tudo começou…

Sidney iniciou sua carreira na área de comunicação trabalhando na famosa rádio “Roquette Pinto”. “Todo primeiro trabalho é marcado com emoção, muita expectativa. Você fica muito motivado. Eu estudava na PUC e uma amiga conseguiu essa oportunidade em um programa pela manhã, chamado ‘Gente da Terra. Terra da Gente’, na Rádio Roquette Pinto, aqui no Rio de Janeiro”, disse o apresentador.

“O programa objetivava o público agricultor, tocando músicas caipiras, que mais tarde vieram a ser conhecidas como músicas sertanejas e passava informações para o homem do campo – como arar, como plantar, que defensivos usar ou não e explicava a legislação agrícola – e foi assim o começo de tudo”, conta Sidney.

Testemunha da transição dos veículos comunicativos, rádio à televisão, o hoje apresentador Sidney Rezende conta como foi sair da radiodifusão e logo em seguida virar âncora de um telejornal, superando os desafios de adaptação e de adequação de linguagens.

Como rádio não usa imagens, é preciso ter uma boa dicção e explicar a notícia de uma maneira simples e direta para que os ouvintes possam entender. Na televisão o processo é diferente, uma vez que a imagem já mostra os detalhes de um assunto e não é preciso narrar tudo, pois – segundo o comunicador – a comunicação fica muito enfadonha e não atrai a atenção do espectador.

Tenho um colega, o Tino Marcos, que é um colega de esportes, que acha que a televisão e o rádio não são primos não. Ele não vê essa ligação. Eu já vejo. É mais fácil alguém que trabalha em rádio se adaptar à TV, do que alguém de TV se adaptar ao rádio. Alguém de jornal e revista se adaptar à televisão já é mais difícil porque são coisas bem diferentes. Agora, quem já faz rádio, já trabalha com áudio, é só entender a imagem”, explica o jornalista.

Rádio na internet

Com anos de experiência no meio, o radialista, agora, presencia o surgimento dos podcast’s que, para muitos, representa a extinção do rádio, mas não para Sidney: “Se você hoje tem uma reportagem que possa usar fotos, áudio, vídeo e conteúdo escrito, melhor. Quanto mais dados, elementos você tiver para apresentar a notícia, melhor será”.

O rádio possui uma característica própria e na internet tem outros espaços que podem aceitar o rádio como ele é conhecido atualmente. O podcast acaba sendo uma ferramenta a mais, que pode ser usada na comunicação”, explica o comunicólogo.

Com convergência digital, os veículos de rádio e televisão começaram a investir muito no conteúdo para ser postado na rede. “Não acho que a internet seja um complemento, acho que ela seja o oposto, um todo; quer dizer, os demais se tornaram um complemento para a internet. Então, rádio, televisão, jornal, informações em geral, entretenimento, vídeos, tudo isso, passou a ter como plataforma de exposição a internet, a web. Então esses outros veículos e meios é que a se adaptaram à realidade de uma plataforma mais ampla. A partir daí nós temos uma rearrumação”, afirma Sidney.

Segundo o apresentador, “as mudanças normalmente se davam na história de 40 em 40 anos. Hoje não sabemos dizer ao certo de quanto tempo se dão, mas podemos garantir que a cada cinco anos se tem uma evolução enorme. Um grande exemplo de evolução é o celular. Quem diria que um celular fosse ocupar esse espaço que hoje ocupa? Ao ponto de você andar por uma avenida como a Rio Branco e ver mais gente olhando aquele aparelhinho do que para a rua? ”.

O site SRZD

O celular tomou uma outra proporção, a mobilidade, a comunicação move além do celular. Ela realmente chegou conquistando e mudando a forma de trabalho em diversas áreas. Toda essa tecnologia não existia há cinco ou dez anos como existe nos dias de hoje. Podendo notar também, que atualmente as pessoas leem e escrevem cada vez menos, e agora, com o advento da tecnologia, a fala tomou o lugar da escrita. Então, você não precisa ter dúvida se a palavra é escrita de maneira correta, se é com s ou com z, basta que você fale.  “Estamos usando mais a fala do que a escrita. Isso é bom? Isso é ruim? Toda mudança tem seu período de adaptação. Nós vamos saber mais adiante o reflexo disso tudo”, afirma o jornalista.

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Design do site SRZD

O ponto de partida para Sidney Rezende fazer a migração para a internet foi o filho, Chico Rezende, que tem seu próprio canal de vídeos na internet. “O site ‘SRZD’ completa dez anos de existência no dia 23 de maio de 2016. Então, uma coisa que você pensa ser uma solução de curto prazo se torna um projeto sólido de médio e longo prazos. O Portal SRZD é uma fonte de notícias sobre tudo que acontece atualmente no Brasil e no mundo”, segundo o jornalista.

Com o intuito de ser diferente, a equipe do site criou o conceito “Um Olhar Diferente”, buscando ver a mesma notícia de um outro ângulo, procurando ver o que está por trás do fato. Depois de muita pesquisa, a produção do site chegou ao futebol da 2ª divisão e passou a divulgar notas sobre clubes de pequeno, fato inédito na época e raro até os dias atuais. Com o intuito de atrair os mais diversos públicos, a redação passou a cobrir festas, competições e desfiles no carnaval.

Jornalismo multitarefas

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Sidney Rezende

A previsão do futuro para o jornalismo é a famosa “multi-função”, na verdade, essa função já estão sendo posta em prática em diversas redações. O profissional que só se dedicava à uma função, hoje em dia, faz cada vez mais coisas ao mesmo tempo e teve que aprender a conviver com pessoas de outras áreas. Com isso, o profissional de comunicação – aquele que realmente estuda ou estudará para isso – terá uma vantagem no mercado.

Ou seja, quanto mais parado for o profissional, menos ele irá acompanhar as mudanças do mercado. Quanto mais sensível ele estiver à técnica, ao conhecimento, à leitura e ao mundo, mais sintonizado ele vai estar. No quadro atual um jornalista pode ser só fotógrafo, só redator ou só repórter, mas é claro que o espaço no mercado vai diminuir, por isso é importante ser bom em tudo. “Quanto mais amplo os espaços, maior a possibilidade de você projetar o seu trabalho. Isso quer dizer que se você puder fotografar, redigir, refletir, pesquisar, apurar e apresentar, melhor. E não necessariamente dentro de um modelo específico. Hoje em dia você pode se apresentar de qualquer forma. A internet possibilita isso”, conclui o jornalista Sidney Resende.


Confira a entrevista completa com o jornalista:


Brigida Brito- 6º Período

O futuro dos games

Uma obra de arte tem diversas formas: pode ser um quadro, uma escultura, a arquitetura de um lugar, ou até uma película cinematográfica, mas e um videogame? A File Anima+Games está no Oi Futuro Flamengo, até o dia 29 de novembro, e traz viagens artísticas por meio da realidade virtual dos jogos. Com a tecnologia do Oculus Rift, sensores de movimento e um joystick, o visitante pode experimentar a sensação de voar, visitar quadros de Van Gogh e experimentar partidas inéditas.

Amima+Games

O Gestor de Cultura da Oi Futuro, Roberto Guimarães, explica o conceito do evento: “Desde sua criação em 2006, o File Rio investe no alargamento dos limites da arte digital e já há algum tempo tomou para si o papel de vitrine do que há de mais atual no universo dos jogos nacionais e internacionais. A cada edição do festival, as obras selecionadas convocam mais e mais, o espectador a ser um participante, proporcionando experiências inusitadas e que fogem de uma certa pausterização, que por muitas vezes, pauta os trabalhos artísticos veiculado na web”.

The Night CafeA exposição é dividida em três salas. Na primeira, dois Oculus permitem que você entre na famosa pintura de Van Gogh “The Night Café” e explore cada um dos cômodos criados pelo artista americano Mac Cauley. Ao lado, mais um aparelho de realidade aumentada permite que você voe sobre uma cidade e visite o espaço sideral. Este é o “Swing”, dos alemães Christin Marczinzik e Thi Binh Minh. A tecnologia permite que não seja necessário mudar o ângulo da visão usando um controle, mas sim pelo movimento natural da cabeça.

“Swing transforma o sonho de voar em realidade. A utilização de óculos 3D intensifica a experiência de balançar com a realidade virtual, criando uma aventura imersiva única que nos leva a um mundo feito de aquarela. Quanto maior a intensidade do balanço, maior será a vivacidade das cores”, explica um dos artistas.

Swing

Na segunda sala, vários monitores dão ao espectador a chance de experimentar, pela primeira vez, cinco jogos inéditos, incluindo “how does that move”, de Felix Herbst. “Trata-se de uma instalação interativa que permite criar animações de animais virtuais por meio de gestos executados no mundo físico”, diz ele.

Basicamente, um animal é mostrado na tela e, apertando um pedal, o controlador pode mudar qual deles é apresentado e interagir com a fera. Se uma cobra aparece, é necessário fazer o movimento dela com a mão para que o réptil se mova. Aranhas, baleias e outros bichos seguem a mesma linha de raciocínio.

Jogo Shadow PupeteerO jogo da Behold Studio chamado “Chroma Squad” representa o Brasil. Nele, o jogador se transforma em um herói e tem o objetivo de destruir os vilões, tudo isso acontece em um mundo de 8-bit. Além das gameplays, oito tablets tem games e animações interativas e 6 televisões exibem 107 curtas criados em diversas nações ao redor do mundo.

No último andar, quatro PS4’s (sigla para o console mais novo da SONY) passam dois jogos canadenses: “Apotheon”, da Alien Trap, e “Contrast”, da Compulsion Games. Dois games americanos e também são exibidos: “Transitor”, da SuperGiant Games, e “Never Alone”, da Upper One Games em parceria com a E-Line Media. Estes também em gameplays inéditas com um grande senso de realismo e qualidade visual.

PS4 Games

O evento mostra que o futuro dos videogames já chegou e está mais incrível do que nunca. Com os mecanismos do Oculus Rift, o jogador é transportado para um universo em que tudo foi criado por computador. Um ponto negativo dessa tecnologia é que, quando desconectado sem aviso prévio, pode desorientar quem estiver usando o aparelho.

A questão é que o nível de imersão virtual chegou a um nível altíssimo e o jeito mais legal de experimentar a sensação, é visitando a File Anima+Games. Lembre-se que a exposição acaba este domingo. Não perca.


Luana Feliciano – 2° Período

Frankenstein: Uma Releitura do Século 21

Todos já conhecem a história do famoso Frankenstein, mas o diretor Paul McGuigan e o roteirista Max Landis tentam revertê-la, o que talvez seja o menor dos problemas. A FOX Filmes leva aos cinemas uma releitura contemporânea do clássico gótico, de Mary Shelley, “Victor Frankenstein”, que estreia hoje 26. A história gira em torno de um encontro entre o cientista Victor Frankenstein (James McAvoy) e do brilhante assistente Igor (Daniel Radcliffe), um corcunda descoberto pelo doutor em um circo ao salvar a vida da bela trapezista Lorelei (Jessica Brown Findalay), por quem é secretamente apaixonado.

268634.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxAo notar que o jovem era bastante inteligente para ser um palhaço de circo, Victor resolve salvar a vida dele, levando-o para trabalhar e morar na própria casa. O doutor trata da corcunda de Igor – que era apenas um obsesso nunca curado- e melhorando sua aparência, comportamento e postura. O cientista espera contar com a ajuda do jovem para “restaura o equilíbrio”, criando uma nova vida, eis a premissa de Frankenstein.

Partindo da ideia inicial, do cientista genial e louco -na mesma medida-, os diretores adicionaram uma dezena de clichês antigos e outros novos, como uma pequena dose de romance e outra de psicologismo barato.  A trama leva toda uma questão religiosa. Talvez seja este o motivo para a participação do detetive Scotland Yard (Andrew Scott), que tem a função de alongar o filme, chegando a inexplicáveis 109 minutos. No longa ficou visível a criação de uma Londres artificial, a exemplo da trilha sonora, que não condiz com a aura da obra.

No ponto mais esperado do filme, o aparecimento da famosa criatura, o diretor abusa dos efeitos especiais, com o intuito de impressionar o espectador. Mas esse esforço de nada adianta. Todos esses pontos tornam “Victor Frankenstein” um filme aquém do esperado, sem humor e de alto custo.


Brigida Brito- 6º Período

Paz em foco

“Paz não é uma entidade mágica que aparece e leva tranquilidade por onde passa, é resultado de diversos fatores, entre eles, da tolerância e do respeito às diferentes formas de pensamento”, diz Luciene Aragon, professora de comunicação, ao mencionar o tema do evento “Paz em Foco” ocorrido na Universidade Veiga de Almeida. Atividades interativas, distribuição de brindes e palestras fizeram parte da programação iniciada às 10h, cujo objetivo era estimular a solidariedade.

O semestre está acabando e após o encerramento das aulas disciplina Mundo Contemporâneo, a professora organizou o evento com base no conteúdo aplicado em sala de aula. “Trabalhamos com os fatos marcantes de cada década, como boicotes e ataques terroristas, os relacionamos à comunicação e aos jogos olímpicos. O evento se baseia no conhecimento adquirido nesse semestre”, afirma Luciene.

Professora Luciene Aragon e alunos

A árvore dos desejos, uma das atividades realizadas, consistia em escrever uma mensagem negativa em um papel e receber outra positiva. Ao termino do procedimento o participante podia escolher um brinde. Flores, bombons, pirulitos e livros sagrados da Kabbalah eram as opções. Ao mesmo tempo, depoimentos dos participantes – a respeito da solidariedade – foram gravados.

Completando a primeira parte do evento, painéis foram expostos – com informações em relação aos eventos olímpicos – e alunos se reuniram para encenar uma peça de teatro cego, sobre o massacre de Munique em 72. Brincadeiras como pescaria e dardo do amor também ocorreram. “Depois que o participante conseguisse o peixe, responderia uma pergunta concorrendo a um dos prêmios. Já no jogo do dardo, duas pessoas atiravam, e o que caísse para uma, a outra deveria fazer”, relata Bernardo Morais, aluno de comunicação.

palestrantesUma palestra sobre a Kabbalah fechou o dia. Trata-se de uma filosofia milenar na qual busca explicar o funcionamento do mundo. Segundo o pensamento, o objetivo do ser humano é alcançar elementos intangíveis, como a felicidade, amor e sucesso. “Na verdade, não queremos o dinheiro, mas o que ele nos proporciona. Então o qual seria o nosso objetivo de vida? ”, indaga Shoshan Yehuda.

O Kabbalah ensina as “regras da vida”, mostrando que o homem vive em um momento de transformação e evolução. Portanto, é preciso saber lidar com todos os problemas e aceitá-los independente da circunstancia. “Quando experimentamos uma fruta amarga que não está pronta para ser consumida, entendemos porque ela tem gosto ruim e aceitamos, por isso, todos nós podemos realizar coisas negativas, mas no final, deve se transformar em algo bom”, afirma o palestrante.

alunos organizadores

As atividades lúdicas chamaram atenção dos alunos, que interagiam e se divertiam com todos os espaços montados. “Me sinto recompensado de estar participando desse projeto e ver que estou podendo ajudar outras pessoas de uma forma direta ou indireta, seja por meio de uma frase positiva, ou presenteando alguém”, relata Bernardo.


Luiza Esteves- 4ºPeríodo
Natália Vieira- 2º Período

Ideologia Miscigenada

“O dia em que cada um de nós negros pararmos e termos consciência da nossa história, vamos entender a sua grandeza”. Com esta frase, Januário Garcia, fotógrafo, abre a exposição “Diásporas Africanas na América do Sul – Uma Ponte sobre o Atlântico”, um ensaio fotográfico feito para provocar a reflexão e questionar a ignorância do, ainda vigente, racismo brasileiro. A mostra ficou em exibição no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator até domingo (22) e fez parte de uma programação especial dedicada ao Dia da Consciência Negra.

Capoeira

A programação incluiu shows de grandes personalidades, como Margareth Menezes e BNegão, workshops interativos, a exemplo da Oficina de Turbantes, e um Sarau com o Grupo Senzala. O intuito do evento era celebrar as manifestações culturais afro-brasileiras, seu valor e contribuição para o país. Já o Ensaio Fotográfico ficou exposto por três dias e mostrou santas e pessoas negras ao redor da América do Sul quebrando estereótipos e demonstrando sua rica cultura.

Maroon de SantigronO fotógrafo responsável pelo conjunto da obra é Januário Garcia, que intitula seu recorrente tema como “A Fotografia e a Militância Negra” e a “A Fotografia e a Estética Negra”. Há trinta anos ele tem documentado a vida dos brasileiros afrodescendentes, focalizando diversos aspectos de suas vidas, o social, o político, o cultural e o econômico. “Eu nasci preto e me tornei negro para lutar contra o racismo e pela construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna”, conta o profissional.

Uma das fotos expostas foi feita no Uruguai e é intitulada de “Chimarrão Tche”. Ela acaba com a preconcepção de que uruguaios e sulistas brancos são os únicos que apreciam um bom chimarrão. Já aquela tirada na Cidade de Lumbalú na Colômbia nomeada “Cortejo do Morto” mostra uma cultura pouco reconhecida que homenageia seu ente querido com uma dança, guiando o caminho. Representando o Brasil, a foto ”Balangandãs” mostra uma baiana com amuletos pendurado em uma corda, utilizado para afastar o mau-olhado e as forças negativas.

Frase 2

Para promover uma reflexão ainda mais impactante, três frases são colocadas entre algumas das fotos. A frase “Para nunca esquecer: Negros não são descendentes de escravos, negros são descendentes de africanos que foram escravizados”, escrita pelo fotógrafo responsável pela mostra, se destaca. Esta instiga o público a pensar sobre como o racismo de fato ainda está embebido na essência da sociedade, quando negros são continuamente chamados de “descendentes de escravos”, sem levar em conta o contexto histórico que levou a escravidão.

Para definir o ensaio fotográfico, o artista explica que “a cultura de matrizes africanas diásporica é o conjunto de manifestações culturais que se manifestam em diversos países onde haja os afrodescendentes que herdaram essa influência dos tempos coloniais até a atualidade. Essa pequena mostra, nesse conjunto de fotografias, nos mostra um pouco do dia-a-dia dos afrodescendentes sul-americanos na sua reconstrução da dignidade, desenvolvimento da autoestima e a sua maneira de ser, agir e pensar”.

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A exposição no Imperator e a programação especial do Dia da Consciência Negra acabaram, mas a reflexão que elas propõem é muito maior que um feriado. O racismo ainda é uma ideologia existente no mundo, o que demonstra a ignorância e incapacidade de raciocínio daqueles que a veem a discriminação como algo bom ou necessário. Espera- se que a humanidade possa evoluir ao ponto de banir esse pensamento e como Januário Garcia demonstrou em sua coletânea, celebrar as diferenças raciais e culturais de um mundo miscigenado.


Luana Feliciano – 2° Período

Encantos da Inquietação Urbana

Correria, dinâmica e agitação. Estas três palavras definem muito bem o que ocorre no centro da cidade do Rio de Janeiro todos os dias úteis. Mas e se essas palavras não precisassem serem ditas, simplesmente observadas? A exposição “Rio Quatro Cinco Zero: Crônicas da Cidade pelo traço de Marcelo Gemmal” traz esta visão de que há beleza no fervor de um bairro. A mostra fica no Centro Cultural Justiça Federal até o dia 29 de novembro. De terça a domingo de 12h às 19h, o público poderá percorrer as trinta e três obras que contemplam o dia-a-dia de milhares de pessoas, além de um vídeo com explicações do próprio pintor.

A Agência UVA teve a honra de entrevistar Marcelo Gemmal e descobrir ainda mais sobre a exposição, seus minuciosos detalhes, influências e a profissão paralela do artista, que é professor do curso de Arquitetura e Design na Universidade Estácio de Sá.

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Marcelo Gemmal

 

Agência UVA: Por que você escolheu este tema?

Marcelo Gemmal: Há dez anos, eu só pinto o centro do Rio de Janeiro porque eu passei a trabalhar com mais intensidade e fui capturado por essa infinita provocação da nossa cidade. O centro é tão pouco visto dessa forma. Viemos aqui para trabalhar, não para “ver”, principalmente hoje em dia que as pessoas estão olhando mais pra baixo, para o celular, observando pouco.

AU: Quem é o cachorrinho que aparece em tantas obras?

MG: O cachorrinho era a Aquiles, minha cachorrinha que pintava comigo de madrugada. Na verdade ela já morreu então eu quis fazer essa homenagem pra ela. Mas tem uma razão um pouco além dessa. Eu precisava representar, entre outras coisas, o indivíduo, então eu a usei. O símbolo do individual, da célula indivisível foi ela. Era melhor do que pegar um homem, uma mulher ou uma criança, alguém negro ou branco, porque aí representou uma célula, não sendo unicamente de um jeito ou de outro.

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AU: Qual dessas obras você gosta em especial?

MG: Essa exposição foi gerada como uma obra inteira. Uma tela, na minha maneira de ver, ela não faz tanto sentido destacada das outras. Então existe um contexto em que elas se interligam, uma leva você a ver a outra. Inclusive a presença das serigrafias, a gente observa como se as telas fossem textos corridos, e as serigrafias: pequenas observações ou vírgulas. Mas, basicamente, a gente tá falando da célula, da estrutura, desse movimento e desse organismo que é a cidade.

AU: Alguém inspira o seu trabalho?

MG: Ah muita gente! Não uma pessoa em especial, mas eu tive meus mestres muito queridos, além da arte brasileira que é tão rica. Mas também tive influências desde a infância de desenhos animados, história em quadrinhos e, enfim, todos os grandes mestres da escola francesa, uma série de pessoas. Em matéria de influência isso é um liquidificador vivo aqui dentro.

AU: Como você balanceia a profissão de professor com a de pintor?

MG: Eu acho que os dois se complementam e é ótimo, porque quando a gente é posto a prova, quando bota a cara a tapa, eu chamo todos os meus alunos porque é a hora deles me darem nota, né? Então é uma inversão e ao mesmo tempo é um caminho.  Eles estão vendo que eu também estou aprendendo, passando por um processo de aprendizagem e eu estou completando a minha existência dessa forma.

AU: Qual é a maior lição que você quer que as pessoas levem daqui?

MG: Que precisamos parar em alguns momentos. São nas pausas que a gente identifica caminhos para seguir em frente. Então o que isso vem me mostrar é que não existe um ponto final, as coisas vão sempre se transformando e te mostrando novos caminhos, temos que estar atentos e dispostos a trilhar.

Mostrando que a cara do Rio de Janeiro é mais do que suas belezas naturais, a exposição traz uma percepção atual e realista de como esta cidade realmente funciona. Não perca a oportunidade de presenciar a “Rio Quatro Cinco Zero”, que traz reflexão sobre os perigos da velocidade em que deixamos a vida passar e a conclusão de que mesmo assim, jamais deixamos de ser uma cidade maravilhosa.

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Luana Feliciano – 2° Período

Feira de oportunidades

Em meio à crise econômica que afeta o país, refletir sobre novos rumos e oportunidades é necessário. Pensando nisso o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) trouxe ao Rio de Janeiro, mais uma edição da “Feira do Empreendedor”. O evento aconteceu entre última quinta (12) até domingo (15), no Riocentro, na Barra da Tijuca, e contou com a participação de 146 empresas e mais de 28 mil visitantes.

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Durante quatro dias, os visitantes passaram entre 19 áreas temáticas, voltadas principalmente para o ensino e a capacitação dos participantes. A consultoria era presente em todos os ambientes da feira. Logo na entrada, já era possível sair com o registro da empresa. Palestras, grupos de discursões, busca de crédito e financiamento, modelos de negócios, franquias, maquinários, tudo em um só lugar para auxiliar e concretizar o sonho do negócio próprio. Os atendimentos eram individualizados. Chegando com a ideia, era possível traçar metas, conhecer o mercado e sair com o modelo de negócio pronto, até mesmo com a empresa funcionando plenamente.1 - IMG_0180

“Fui buscar informações sobre como o mercado está se desenvolvendo no meu setor. Conheci as ferramentas disponíveis, e as tendências que devemos seguir em nossa empresa. Feiras como esta, e toda orientação que recebemos é fundamental para o micro e pequeno-empresário que não possui acesso fácil a esse tipo de informação e assim poder compreender melhor o mercado” – disse Daiane Soares, sócia de uma produtora audiovisual.

Ter coragem para se preparar e sair da inércia era o maior desejo dos participantes. Muitas pessoas que ali estavam sofreram reflexo da crise. Segundo pesquisa feita pela organização do evento, mais de 60% do público ainda não montou um empreendimento e permanecem na fase de idealização e planejamento do sonho. As áreas mais procuradas foram as palestras e oficinas de gestão, criatividade, formalização, inovação, novos mercados, finanças, sustentabilidade.

1 - IMG_0179Durante os dias da feira, jovens de diversas universidades cariocas competiram em um Pitching (que nada mais é do que uma apresentação breve do projeto), onde uma banca de cinco jurados avaliou a relevância comercial do projeto apresentado pelos universitários. A clinica tecnológica orientava os, já empresários, a pensar no próprio modelo de negócio dentro do meio digital e em ações de sustentabilidade.

Sobre o mercado na internet, o público teve acesso à grandes empresas como o Google e o Facebook. As duas gigantes do meio digital mostraram, em palestras, a importância do uso das redes sociais e ferramentas para alavancar os negócios e a busca de estratégias comerciais.


Vinícius Fernandes – 4º período

 

 

Em nome da educação

malala posterFeminista, ativista e símbolo de luta educacional. Malala Yousafzai tem apenas dezoito anos e é um ícone entre aqueles que lutam pelos direitos civis. Por se tratar de alguém tão importante para sociedade mundial, já era de se esperar que uma hora algum diretor ia assumir a tarefa de fazer uma adaptação para o cinema. O documentário “Malala” estreia amanhã (19) e traz as duas facetas da protagonista: de um lado uma simples menina paquistanesa, de outro a ganhadora do Nobel da Paz de 2014.

A adolescente é a primeira mulher a nascer na linha familiar paterna em trezentos anos. Seu nome é uma homenagem à heroína afegã do século XIX, cujo poder de retórica rendeu uma vitória para seu país na batalha contra a Inglaterra. Assim como a guerreira, os discursos de Malala, do século XXI, trazem consigo a verdade e o pedido de sessenta e seis milhões de crianças que ainda são privadas do direito de estudar.

O documentário também conta a história do pai, que – mesmo com problemas de gagueira – jamais desistiu de seu sonho: ser a voz dos homens afetados pelo Talibã. Ele foi responsável por ensinar ideologias a Malala, ensinando que os estudos são fontes inesgotáveis de sabedoria e que se ela tivesse esse pensamento, ninguém poderia fazê-la se calar diante dos problemas. Os dois irmãos mais novos da ativista também foram entrevistados. Eles falam que a irmã mais velha não é muito diferente das outras garotas. Ela dá bronca neles e está sempre fazendo o dever de casa.

A escolha do diretor, que também é o roteirista, não poderia ser melhor. O longa é comandado por Davis Guggenheim, criador do renomado “Uma verdade inconveniente”. Davis traz breves animações que parecem ter sido tiradas de ilustrações de um livro infantil, áudios das mensagens passadas pelo líder do Talibã em que se mostra extremista e discriminatório contra gêneros, fotos e retratos do passado da família, os primeiros discursos, incluindo aquele feito à ONU, e todo o material televisado da menina que levou um tiro por defender seus ideais.

“Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, esta é a frase mais conhecida da heroína, cujo filme conta como ela foi convidada para escrever o “Diário de uma Estudante Paquistanesa” para a BBC; sua infância ao lado do maior exemplo, o pai; o evento que a fez perder a audição e parte dos movimentos do lado esquerdo e como ela nunca se deixou abalar por isso. Muito mais que uma simples história, o enredo do documentário de Malala Yousafzai enche os corações de compaixão e esperança de que uma sociedade melhor pode ser construída a partir de uma educação igualitária e aberta para todos.


Luana Feliciano – 2° Período

Produção cultural na Web

O 1° Festival Internacional de Webséries do Brasil – Rio Web Fest – contou com uma programação intensa, por meio da exibição de 120 séries internacionais e 65 nacionais, realização de palestras e festa de premiação. Nos dias 6, 7 e 8 a Casa Porto e a Ação Cidadania, ambas no bairro da Saúde, receberam representantes dos festivais de países como França, Coréia do Sul, Argentina, Estados Unidos e Espanha.

Equipe Rio Web Fest

Equipe Rio Web Fest

No início desse ano, a Websérie de Leandro Corrêa, “Oposto do Sexo”, foi aceita no LA Web Fest e ganhou oito prêmios em Roma, Los Angeles, Miami e Bilbau. “A melhor sensação do mundo é ter o seu trabalho reconhecido! Foi tudo muito incrível e eu só tenho a agradecer. A partir dessas conquistas tive a ideia de inserir o Brasil no circuito internacional de Webfests”, afirma o fundador do evento.

O processo de criação dos curtas, a apresentação dos trabalhos dos oradores e a recente inserção dessa experiência audiovisual no Brasil foram os temas mais abordados durante as palestras. Joel Bassaget, jornalista francês, foi escolhido para ser o jurado especial. Ele é o criador da Copa do Mundo das Webséries, a qual terá seu penúltimo round no Rio Web Fest.

Além disso, Joel contou sobre seu blog, conhecido como Web Series Mag, cujo objetivo era escrever resenhas sobre os curtas do mundo todo. “Criei um blog porque acredito que o mundo está cada vez mais imerso no ambiente digital. Seria uma forma de se comunicar com as pessoas de modo eficiente”, relata o jornalista.

Durante a palestra acerca do circuito internacional, Leandro Corrêa, Martin Lapissonde, produtor e diretor do Buenos Aires Web Fest na Argentina, e Young Man Kang, diretor do Kweb Fest na Coréia do Sul, comentaram sobre as singularidades de cada país e o modo como são realizados os festivais pelo mundo. Esse debate foi transmitido ao vivo pelo site do evento e também compartilhado com Rose of Dolls, organizadora do Bilbao Web Fest na Espanha, por Skype.

Young Man Kang é diretor da Websérie Kimchi Warrior, que ganhou como melhor série de animação e cinematografia no festival de Los Angeles, analisando as diferenças entre produções brasileiras e coreanas, assim como a cultura dos países. “As propostas são as mesmas, porém 90% das nossas Webséries têm mais drama, enquanto o foco no Brasil é a comédia. Ao realizar essas produções mostramos a cultura coreana, de um estilo mais sério, com o objetivo de ressaltar o entretenimento pop e a nova tecnologia”, relata o coreano.

Já Martin Lapissonde explicou comentou estar satisfeito com as webséries exibidas no Rio Web Fest e que ao final do evento selecionaria uma delas para o festival da Argentina. “Ao visitar os festivais de outros países, podemos perceber as diferenças culturais de cada um e o modo de produção das webséries. Creio que todo o tipo de arte ajuda a sociedade, porque é o reflexo da história de um país”, diz Martin.

Na festa de premiação os competidores foram entrevistados e fotografados. Enquanto isso, Daniel Archangelo, diretor de produção do evento, apresentou os indicados de cada categoria e entregou os troféus aos vencedores. A Casa Porto recebeu a presença de vários artistas, atores, diretores, produtores, e amigos que vieram prestigiar o evento.

Cleiton Morais, ator da Globo que participou de novelas como Malhação, Insensato Coração, Avenida Brasil e Caras e Bocas, também marcou presença no evento. “Estou acompanhando a minha namorada, Jéssica Juttel, que está competindo com a série “Anjo do Mar”, que foi gravada em Florianópolis e já atingiu 800 mil visualizações. A Websérie é o primeiro passo para sobressair o seu trabalho e também traz oportunidades para novos talentos do audiovisual”, afirma o ator.

O prêmio de melhor direção de drama foi para a Websérie Mute, idealizada e escrita por Alexia Garcia e Alexsandro Palermo, cuja história é contada por meio de expressões corporais, ações e efeitos sonoros. O curta também foi indicado para a seleção oficial do Melbourne Webfest, na Austrália, e o Kweb Fest, na Coréia do Sul.

“Nossa série foi planejada para ser muda, porque buscamos superar a barreira do idioma e tornar acessível para outros países. Acho que esse diferencial nos ajudou a levar o prêmio”, diz Alexsandro. “Estou muito emocionada! Sinto como se estivesse assistindo ao crescimento de um filho. O projeto se expandiu de tal forma que fomos indicados para festivais internacionais. Isso me orgulha muito”, acrescenta Alexia.

“As Webséries precisam crescer! Somos a nova televisão e não podemos parar na primeira temporada, pois o sucesso não vem de uma hora para a outra. Qualquer trabalho demanda esforço e investimento”, finaliza Leandro Corrêa.

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Por: Luiza Esteves, Bruna Mandarino e Nathália Campos.

A um click da arte

Fotografar é ir muito além de uma simples imagem. É registrar, com detalhes, as expressões que se deseja emitir, afinal a fotografia também é uma maneira de se comunicar. Por isso, os alunos de comunicação social da Universidade Veiga de Almeida, em conjunto com o professor de fotografia Altayr Derossi, organizaram o Terceiro Encontro de Fotografia, no campus Tijuca.

O evento cujo tema foi “O Novo Olhar Digital” aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro. Ao todo, foram cerca de 40 alunos envolvidos no projeto que teve três palestras e 12 oficinas. Em uma premiação paralela, 10 participantes foram premiados por postarem as melhores fotos de arte de rua nas respectivas redes sociais.

Mural de fotografias

“Fotografia X mídia digital: Avanços e complicações do meio “ foi o tema da primeira palestra, que aconteceu na quinta, pela manhã, e contou com a presença de Gustavo Paixão (especialista em moda), Bruno Itan (fotografa o complexo do alemão), e Mariana Pêgas (professora da Sociedade Fluminense de Fotografia). Entretanto, dar o ‘click’ não é tão simples assim, por isso Mariana falou sobre o “direito autoral versus direito de imagem”.

“O direito da imagem está muito ligado com a privacidade da pessoa. Não é por que tal pessoa é pública que ela pode ser fotografada. E quando há processo, leva-se em consideração a legenda também, se ela foi pejorativa e denegriu a imagem da pessoa”, explica a fotógrafa.

Todavia, o direito autoral é do fotógrafo; protege a criação, a obra. Quem clica, nem sempre é o proprietário da foto. Para Mariana, o dono é quem pensou na imagem e configurou a câmera. No final da palestra, a especialista passou um conselho para quem está ingressando no mercado: “Por mais que existam leis, o importante é ter o bom senso. Sejam éticos para evitar problemas”.

O professor Altayr, que estava à frente do evento, disse que é muito gratificante proporcionar esse tipo de debate entre os alunos. “A manhã foi muito proveitosa. Os alunos estavam empenhados e dedicados, os palestrantes sensacionais, cada um com a sua visão sobre a fotografia. A expectativa foi enorme, e eu espero que todos possam compartilhar dessa felicidade conosco” diz o fotografo.

Além das palestras, o evento contou com oficinas, realizadas nas salas da Universidade durante toda a tarde de quint. Nelas, os alunos tiraram tiveram a oportunidade de tirar dúvidas teóricas e práticas, e ainda aprender novas técnicas, com profissionais especializados em diversas áreas da fotografia. Ao total 12 oficinas foram realizadas, cada uma com um tema especifico.

mostra de câmeras

Exposição de câmeras

Assim como no exemplo da oficina de “Direção Fotográfica”, ministrada por Luciana Monteiro, formada em jornalismo pela UNICARIOCA e em fotografia pelo SENAC. No Workshop, Luciana explicou para os alunos que para ser um bom fotografo é preciso ter um olhar diferenciado. “O bom fotógrafo tem que ter um olhar inquieto para sair da mesmice. Tem que ser sensível a tudo e conseguir ir além da técnica”, comenta a especialista, que completa falando que dentro do oficio, três pontos são fundamentais para um bom fotógrafo: sensibilidade, percepção e conexão.

Reynaldo Peixoto comandou a oficina de “Fotografia de Eventos”. O fotografo cursa publicidade e trabalha fotografando eventos, especificamente festas de casamentos. Durante a apresentação, ele mostrou alguns trabalhos feitos por ele e acrescenta dizendo que sem uma boa equipe, não é possível obter bons resultados. “É preciso ter uma equipe, e a organização dessa equipe é fundamental para o trabalho”, diz o aluno.

Ainda na oficina de Reynaldo, duas câmeras de seu acervo foram disponibilizadas para que os alunos pudessem ver as diferenças de cada uma, praticar e tirar as dúvidas dos mesmos. Ele finalizou a aula falando do amor que sente pela profissão. “Técnica é importante, equipamento é importante, mas a emoção é o que mais importa. Eu não costumo passar o valor do trabalho, mas o amor que sinto em fotografar”, finaliza o fotografo.

Já no segundo dia, Marcos Vaz e Cláudio Marques, criadores do Instasamurai (consultoria de marketing digital para Instagram) participaram do evento, comentando sobre as experiências profissionais. “No início começamos com uma câmera de celular muito ruim, e postávamos fotos que não eram tão boas. Mas, com o passar do tempo fomos melhorando, compramos equipamentos, aprendemos a usar programas que valorizassem as nossas fotos, e fomos reconhecidos pelo nosso trabalho. Hoje, recebemos contratos de empresas para divulgação de marcas”, conta Marcos.

Cláudio Marques e Marcos Vaz

Cláudio Marques e Marcos Vaz

Os palestrantes finalizaram o evento dando algumas dicas preciosas para os participantes. “De início ter é necessário ter uma câmera que tire fotos com boa qualidade; ter o perfil do Facebook atrelado ao Instagram para que as fotos sejam divulgadas; usar programas que valorizem suas fotos, porque você está vendendo imagem; nunca deixar seu perfil no privado, caso apareça alguma proposta, o contato será por ali; criar uma hashtag que seja bem específica para que te encontre mais rápido e por fim usar estratégias corretas para ter sucesso nos negócios”, finaliza os instagramers (nome dado aos profissionais da rede social).

O organizado Altayr Dorossi, ficou satisfeito com o avanço do Encontro e fechou o evento dando um depoimento. “Fico muito feliz por vocês estarem aqui, participado destas palestras e oficinas, que colaboram para o crescimento profissional de cada um, e tratando de assuntos que estão presente na vida de vocês”, finaliza o professor.

Brindes

Brindes e doces foram distribuídos para o público.

A data do “IV Quarto Encontro de Fotografia” já foi divulgado e acontecerá nos dias 11 e 12 de novembro de 2016, no auditório da UVA.


Raquel Maia- 6º Período
Debora Rabelo- 6º Período
Nathália Campos- 4º Período
Bruna Mandarino- 8º Período
Natália Nunes- 2º Período