O Princípio do Medo

028567.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxA espera acabou. Depois de dois anos, a saga Sobrenatural está de volta as telonas. Estreando hoje, dia 30, a aposta da vez foi em um Prequel ( termo usado para se referir a um filme que se passa antes da história original). Não é novidade que a história de sobrenatural não segue uma linha temporal comum, uma vez que uma parte da segunda história conta um fato que aconteceu bem antes do primeiro filme. Entregue no nome, Sobrenatural 3: A Origem explica o início da história da saga sucesso de críticas, antes mesmo da maldição da família Lambert.

Pela primeira vez o diretor James Wan não assinou a direção da saga, pois preferiu dirigir o famoso filme Hollywoodiano “Velozes & Furiosos 7” (2015). Foi então que o roteirista Leigh Whannell decidiu assumir as rédeas e tirar a ideia do papel.

De forma geral o filme não decepciona, consegue manter a qualidade da franquia, mas se comparado com as edições irmãs, Sobrenatural 3 sai em desvantagem, porque apresenta uma história sem muita profundidade e uma produção um tanto quanto barata para um filme cheio de efeitos especiais americano. Cerca de 8 milhões de reais.

Fica nítido o corte econômico quando se percebe que o filme não explora muitos cenários diferentes, tudo se passa dentro de um prédio basicamente, e no cartel de artistas escolhidos para protagonizar a obra. Quinn Brenner (Stefanie Scott) e seu pai Sean Brenner (Dermot Mulroney) decepcionam em seus papeis, mas Elise Rainer, interpretada por Lin Shaye,  salva todo o filme, com sua atuação magistral.

Mais lento no início, Sobrenatural 3 demora pra engrenar, mas a partir da metade, consegue prender a atenção de todos com muito terror suas referências nostalgias, como os amigos aloprados, Tucker (Angus Sampson ) e Specs (Leigh Whannell), e Carl (Steve Coulter), amigo e conselheiro de Elise.

Mesmo com pouco investimento, a franquia já arrecadou muito dinheiro ao longo de 5 anos, cerce de 260 milhões de dólares, e mantém aceso o fogo da indústria de terror norte americana. Infelizmente o trailer, mais uma vez, entregou passagens importantes da obra, mas um recado aos fãs, vocês não vão se decepcionar. É bem verdade que essa edição não é lá tão fidedigna ao Plot original da franquia, mas depois de um hiato tão grande, ver a aura de Sobrenatural de volta as telonas, com espíritos e personagens marcantes da saga, reacende um sentimento nostálgico nos fãs. 

Por: Iago Moreira

Museu da cachaça: O sabor tipicamente brasileiro

Uma casa pequena, localizada no município de Paty do Alferes, Região do Vale do Ciclo do Café, no Rio de Janeiro. É onde se encontra o Museu da Cachaça, aberto de terça à domingo, a entrada custa apenas R$1,50 por pessoa, e é, provavelmente, um dos melhores passeios da cidade.

DSC_0065A visita tem início com a mostra de uma vasta coleção de aguardente de marcas variadas de todo país, onde também é possível encontrar rótulos singulares. A sequência da visita é guiada, logo na sala seguinte é explicado sobre o preparo feito no mini laboratório, desde análise, sabor e impurezas, além de tempo de armazenamento de cada produto, entre cachaça pura, licores e batidas. A fabricação é feita em Minas Gerais, na cidade de Montes Claros, e segue para o local do museu para ser engarrafada e envelhecida. A proxima visita é na Adega, onde são encontrados diversos barris, que se dividem por números e nomes de pessoas que influenciaram nos processos de produção, e se destinam para tipos diferentes de cachaças. O cheiro de Arguardente é presente no local, o que torna a visita mais real e de certa forma, interativa.DSC_0042

O número de visitantes é sempre bem grande e todos se mostram empolgados em conhecer um pouquinho mais do produto. “É um produto tipicamente Nacional que a gente cada dia aprende mais alguma coisa, isso vem desde a época dos escravos, então é interessante você ter mais um conhecimento do produto. Apesar de eu não ser um bebedor de cachaça, mas é sempre bom a gente aprender um pouco mais” disse o carioca Gustavo Trota, que foi na cidade à passeio.

Ao final da visita é possível provar alguns sabores de licor, batida e cachaça, que também estão à venda na lojinha do museu, onde o atendimento é feito pelo Luiz, que nos conta o quanto aprende e gosta de conviver no meio de um público tão diversificado e extenso, que possui um único ideal: conhecer o produto nacional.

Os sabores disponíveis no momento são aguardente pura: branquinha, 2 anos, 5 anos, 10 anos e 20 anos. Aguardente com sabor, mais suave: canela, cravo com canela, laranja, banana, caramelada, com melado de cana, mel e limão, tomate, xiboquinha (mel, limão, gengibre, cravo com canela). Licores: gengibre, maracujá, pequi, jenipapo, jabuticaba, abóbora, goiaba e amêndoa. Batidas: amarula, café com creme, amendoim. E visa-se a possibilidade de mais quatro novos sabores de cachaça: ouro, prata, blend, e um sabor doce, que provavelmente será de banana.

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Por: Natália Nunes

A Magia de Magic Mike Está de Volta

11701074_306239542895655_2549302152963060137_nNesta quinta-feira (30), estreia o filme mais esperado pela mulherada, Magic Mike XXL. O filme da Warner reúne Channing Tatum, Matt Bomer, Joe Manganiello, Kevin Nash, Adam Rodrigues e Gabriel Iglesias, estrelas do sucesso mundial de 2012 “Magic Mike” e junto deles os novos atores que se reúnem ao elenco do primeiro filme Stephen ‘Twich’ Boss, Jada Pinkett Smith, Amber Heard e Donald Glover.

Três anos após deixar sua vida de stripper durante o auge da carreira, Mike reencontra os demais amigos e reavivam os “Reis de Tampa”, nome do antigo grupo de dançarinos. Aguardando a volta de Mike, o grupo já estava pronto para jogar a toalha e voltar a ativa. Assim, eles embarcam em uma viagem de carro rumo a uma convenção de stripper em Myrtle Beach, onde farão a sua última performance.

No caminho para a convenção, em uma parada estratégica em Jacksonville e Savannah nota-se a aposta em diferentes tipos de danças, mas sem exagero, tentando diferenciar um pouco do primeiro, nota-se que nessa segunda versão não é só um filme de dança, porém arriscam-se em estilos que nem todo mundo conhece. Diferente do primeiro filme, nesse o público poderá perceber que existem poucas cenas de grupo, o objetivo era espalhar as danças pelo filme e não colocar muitas para não ficar tão redundante e destoante como na primeira edição.

Magic Mike, pra os desavisados, é baseado na vida de Channing Tatum que foi stripper no início de sua carreira artística. Por conta disso, o ator participou de várias etapas na criação do longa, desde ajudar na escrita do roteiro, até a escolha da trilha sonora e de novos participantes do elenco, como o dançarino Twich.

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Percebe-se  que a preparação do longa foi muito bem trabalhada, tanto no cuidado com o físico de cada ator, quanto para a criação e produção de coreografias inéditas.

Tudo no filme é maior, mais ousado e mais arriscado se comparado a primeira edição. O final é insano e de tirar o folego. Quem está preparada pra ver se ainda tem alguma Magia no Mike?

Por: Brigida Brito

Ninguém Faz Samba só Porque Prefere

O Imperator – Centro Cultural João Nogueira, localizado no Méier, é um dos pontos mais importantes de cultura da Zona Norte e do Rio de Janeiro. Tendo suas operações suspensas durante um tempo, o espaço ficou inativo. Querendo a volta do espaço cultural, os moradores do Meier organizaram um movimento para reativar o local. Depois disso, seu nome foi modificado.

Um dos atrativos do local é, atualmente, uma mostra do que fora a exposição “Nó na Madeira”. Trata-se de uma exposição de objetos pessoais do artista, como seu uniforme de piloto, itens do seu clube de coração – flamengo –, troféus e presentes importantes dados ao músico. Além disso, o visitante pode entender um pouco mais de João Nogueira através de um quadro interativo, em que há a opção de percorrer os momentos marcantes da vida do sambista em formato de linha do tempo ou também pode ouvir a discografia de todos os seus álbuns.

A entrada é franca. O espaço fica de segunda à sexta das 13h às 22h e de sábado à domingo das 10h às 22h no térreo do Imperator.

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Todos os objetos foram doados por Ângela Maria Nogueira, que fora casada com o artista. O nome da mostra foi retirado de uma das músicas de maior sucesso de João Nogueira.

“Nós tínhamos até uma mesa em casa que ele ganhou de uma fã. Uma mesa pesada, de uma madeira imensa que era justamente um nó. E além de ser resistente e durar muito não quebrava. A questão do nó na madeira é por causa da consistência. Não se dobra. nem o vento, nem o tempo” comenta Ângela, ao explicar o nome da exposição.

Na mostra podemos observar um uniforme de piloto da Varig, que era usado por João Nogueira em alguns dos seus shows. João tinha o sonho de ser piloto quando criança e por isso recebeu de seu amigo o uniforme como presente. Na música Espelho o artista se refere ao sonho de infância. “(…) Andar e pilotar um pássaro de aço/Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço/ Com as fardas mais bonitas desse meu país (…)”.

Além disso, João Nogueira sempre foi apaixonado pelo Flamengo. Junto a outros objetos há também faixas e recordações do time. Frequentador assíduo dos jogos no Maracanã e nos treinos na Gávea o sambista criou o  “Samba rubro-negro”, para homenagear o tetracampeonato nacional conquistado pelo clube.

João Nogueira:

João Nogueira era cantor, compositor e um dos principais sambistas da história do Brasil. Nascido no Méier, bairro de vida cultural movimentada e boêmia, o artista foi criado em meio ao ambiente musical.

O sambista compôs, inicialmente, canções para o bloco carnavalesco Labareda e, mais tarde, para a escola branca e azul, Portela. Mas só começou a ficar conhecido no cenário nacional no início da década de 70, quando estourou com o sucesso “Das 200 Pra Lá”que defendia a política de expansão de nossa fronteira marítima, ao longo de 200 milhas da plataforma continental. Também emplacou hits como “Alô”, “Madureira”, “Samba da Bandola” e “Nó na Madeira”.

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Um dos grandes feitos do músico foi criar o Clube do Samba, junto com Alcione, Martinho da Vila e Beth Carvalho, como um meio de valorizar a cultura nacional. Essa iniciativa era necessária por conta do preconceito que existia na época em relação ao estilo de música.

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“Sempre teve muito preconceito em relação ao samba. (o samba) Era misturado um pouco do Candomblé com a roda de samba. Quando a polícia chegava, eles escondiam os atabaques e fingiam que estavam rezando, porque se fossem pegos apanhavam” relata a viúva. Além disso, o Clube do Samba visava discutir questões ligadas não só ao estilo, mas também à comunidade. “O João tinha a característica de ajudar as pessoas. Ele era muito preocupado politicamente com a população. O Clube do Samba não foi criado só para reunir as pessoas para fazer música, mas em relação à questão política” Completa a matriarca Nogueira

Em 1988, João Nogueira sofre um AVC. Algum tempo depois, em 2000, veio a falecer, vítima de um infarto fulminante, em sua casa no Recreio dos Bandeirantes. O artista deixou 22 álbuns, mais de 200 músicas gravadas e uma história de incentivo à cultura do samba.

Por: Luiza Esteves e Juney Freire

Angra dos Reis: Agradando a Todos os Gostos

Viajar é um modo incrível de se desconectar de todo o barulho e problemas atrelados à sua cidade rotineira. Um dos roteiros turísticos do estado do Rio de Janeiro mais sugeridos é a cidade de Angra dos Reis que pode ficar bastante concorrida na época de verão. No inverno, porém, ela não deixa de estar repleta de atividades e paisagens maravilhosas.

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Naturalmente, as praias ficam mais vazias, mas na ocasião de dias ensolarados aparecerem – o que de fato não é raro – é possível fazer um passeio de barco até Ilha Grande, a Lagoa Azul ou ir até as praias da Baleia, de Grumixama e Saco do Céu. Estes são cinco lugares paradisíacos em que é possível se aproveitar o sol, praticar esportes aquáticos como Stand Up Paddle, Canoagem, mergulho livre ou com tubo de oxigênio, e até mesmo nadar na companhia dos vários peixes que circundam as embarcações.

Letícia Goulart, instrutora de Stand Up Paddle, diz que o melhor local para se praticar o esporte é na Lagoa Azul: “A água é calma, cristalina e a brisa marítima não é forte o suficiente para criar uma forte correnteza, é certeza de estar se divertindo com segurança”.

Vista da paisagem

De qualquer maneira, para aqueles dias em que o clima resolve não cooperar com os exercícios ao ar livre, a cidade ainda dispõem de diversos eventos durante o período de férias.

No domingo (12) ocorreu a terceira etapa do Circuito Municipal de Canoagem Oceânica. A competição, apoiada pela Prefeitura e a Secretaria da cidade e em colaboração com a ACOAR (Associação de Canoagem Oceânica de Angra dos Reis), tinha como objetivo preparar os atletas para competições a nível estadual e nacional.

“Ganhar em Angra dos Reis tem um gostinho especial. Sou carioca, mas adotei Angra como minha cidade”, comenta o ganhador da competição e campeão brasileiro da categoria sênior Robson Pereira.

Já na última sexta-feira (17) a cantora Anitta realizou um show no Espaço Camisa 10 e animou o início de fim de semana de milhares de pessoas. Cantando músicas de seu álbum e seus maiores sucessos, a funkeira disse estar com saudade do local e que fez um super show para todos.

Anitta durante Show (Foto Divulgação: Espaço camisa 10)

Anitta durante Show (Foto Divulgação: Espaço camisa 10)

As vistas de tirar o fôlego não mudam no inverno. O aproveitamento de um local sempre vai depender do objetivo principal daquelas férias. Logo, se o foco for para relaxar, a ausência dos ruídos urbanos e a bela vista podem ser o suficiente, e se for para diversão, a cidade pode animar qualquer feriado chuvoso ou “férias julinas” com tamanha variedade de atividades ao ar livre e eventos culturais .

Basicamente, o que torna um local o destino ideal para as férias é a soma de atributos e expectativas revelados no decorrer do tempo gasto lá. Na companhia das pessoas certas, aceitando novas oportunidades e planejando sua estadia, Angra dos Reis não tem como decepcionar.

Por: Luana Feliciano

Em Período de Férias, Petrópolis Aumenta suas Atividades Culturais

Até o dia 31/07, a cidade imperial, Petrópolis, está com a exposição “Cerâmica Contemporânea” em cartaz no Espaço Cultural InterTV. Já ocorreram outras quatro exposições desde 2012, as mesmas exibem peças produzidas pelos próprios petropolitanos que formam um grupo de ceramistas, o Arte Cerâmica criado há três anos atrás.

Exposição Cerâmica(4)O núcleo do grupo é composto por 12 ceramistas que, em suas obras, exploram as inúmeras possibilidades artísticas que o trato com a argila proporciona. A exposição ocorreu principalmente devido ao Dia do Ceramista e em junção com a InterTV e sua sala de exposições criada pela empresa no belo casarão que ocupa no centro histórico da cidade, o evento chamou a atenção de diversos petropolitanos. “Juntar os 12 ceramistas do grupo para realizar uma exposição é, acima de tudo, motivo de alegria. Periodicamente realizamos encontros, e como o ceramista é um apaixonado pelo que faz, adora compartilhar com os demais colegas as pesquisas, descobertas e técnicas experimentadas.” Disse Ivo Ferreira, um dos integrantes do grupo.

O grupo em si percebeu que a cerâmica artística ainda não alcançou no Brasil, o mesmo prestígio que desfruta no exterior, onde existem galerias de arte dedicadas exclusivamente a esse surte. Os centros culturais de Petrópolis se preocupam em trazer exposições e eventos para manter a novidade no local. “Estamos trabalhando, fazendo a nossa parte, divulgando a cerâmica artística para que o público perceba que esta arte milenar não se restringe à confecção de vasos, tigelas e xícaras.” Explicou Ivo.Exposição Cerâmica(3)

Na mesma rua do casarão da InterTV podemos encontrar também o Centro Cultural Raul de Leoni, onde todo o mês se encontra algo novo para expõr. Neste mês, o centro está oferecendo a exibição de filmes grátis todas as quartas, sextas e sábados. A Fundação de Cultura e Turismo selecionou dez filmes de diversos gêneros e mais um para o dia 1° de agosto.

O primeiro longa a ser passado ocorreu no último dia 8 e apresentava “O Labirinto do Fauno”, filme conhecido pelo seu renomado diretor, Guillermo Del Toro. Outros filmes como o indicado ao Oscar, Sniper Americano, o clássico The Rocky Horror Picture Story, além de O Orfanato são alguns dos títulos que serão exibidos pelo centro. A ideia de uma exibição programada veio após o sucesso do Festival de Filmes Alemães realizado durante a Bauerfest 2015.

O Festival de Inverno é outro evento que chama a atenção dos moradores e turistas de Petrópolis. O festival que ocorre simultaneamente em Teresópolis e Friburgo com o tema “[Des]construindo sentidos”, a programação reúne artistas renomados como Zeca Pagodinho, O Rappa, Wagner Tiso e Tunai, Kleiton e Kledirm, Antônio Fagundes, entre outras atrações. Além de artistas locais, entre eles Trio Dubrá e Grupo Circense Andança, incrementam a programação, que vai movimentar o cenário cultural petropolitano por 10 dias consecutivos. “Teremos uma programação intensa e diversificada ao longo de dez dias. Queremos trazer a população e os visitantes para interagirem e participarem” explica o diretor regional do Sesc, Mauro Rego.

O lançamento ocorreu dia 8, mas a abertura acontecerá dia 24 com a Orquestra Ouro Preto com Joyce (Beatles). O festival acontece no período de alta temporada trazendo artistas renomados e chamando a atenção de todo o tipo de pessoas. A Fundação Municipal de Turismo tem estimado que mais de 700 mil turistas e visitantes passem por Petrópolis durante este período.

 

Por: Junno Sena

Pixels: Uma Aula Sobre Games

414417.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxO filme Pixels estréia hoje nos cinemas. A nova aposta da Sony Pictures, mostra que ser um gênio do mundo dos vídeo games tem seu valor. A obra gira em torno de cinco personagens: Sam Brenner (Adam Sandler), campeão mundial de Pac Man; O recordista de pontuação de Centopeia, Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) ; Eddie Plant (Peter Dinklage), rei do Donkey Kong; O presidente Will Cooper (Kevin James); tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

No longa podemos recordar os maiores clássicos dos jogos de vídeo game da década de 80. Mas quem um dia pensou que jogos de arcade clássicos, poderiam tentar destruir a Terra? Três amigos de infância do presidente dos Estados Unidos são recrutados para salvar a Terra de uma invasão alienígena. Quando os extraterrestres recebem uma de transmissão contendo jogos de arcade, e acabaram encarando as informações obtidas como uma declaração de guerra e, inspirados no modelo dos games, formam ofensivas formas para atacar a terra.

Com direção de Chris Columbus, apresenta um roteiro mediano, com diálogos ágeis e algumas boas piadas, rendendo momentos divertidos para o espectador. O que realmente chama atenção são os efeitos especiais, que deixa qualquer espectador com nostalgia e vontade de jogar Donkey Kong, Muda de Galanga, Centopeia, Pac Man, dentre outros jogos arcades que fizeram parte da infância. Os efeitos visuais ficam ainda melhores quando se optar por assisti-lo em 3D. Parece que os jogos saltam da tela, o que transforma a produção em um sensacional espetáculo visual.

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Quem se baseia pelo trailler vai ter uma grande surpresa no decorrer do filme, algumas cenas foram regravadas e outras até mesmo cortadas do longa, o diz o trailler divulgado a um mês atrás não é o mesmo que você verá hoje na página da Sony no Youtube.  A Sony já começa a pensar em Pixels 2, mas enfrenta problemas para conseguir os direitos autorais do Ouriço Azul, Sonic, e do Encanador Bigodudo, Mário.

Por: Brigida Brito

As Calçadas Por Onde Pisamos

Um dos grandes patrimônios do Rio de Janeiro são as belas calçadas do século XIX, desenhadas, com pedras portuguesas. E se engana quem pensa que é apenas em Copacabana que o calçamento faz sucesso, as ruas do centro do Rio também são formadas em sua maioria pelas pequenas pedras, colocadas lado a lado. No total, a cidade carioca possui 1 milhão e 218 mil metros quadrados.

DSC_0034_2Esse é o tema da exposição Tatuagens Urbanas e o Imaginário Carioca, uma parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, em comemoração aos 450 anos da cidade maravilhosa. A mostra está localizada no térreo do Museu Histórico Nacional, e ficará disponível até o dia 1º de agosto, de terça à domingo, de 10h as 17h30min. O ingresso custa 8 reais a inteira e 4 reais a meia.

A exibição das obras é feita em três módulos diferentes, tendo início com Um Recorte Histórico, que conta com o acervo de imagens do Museu da Cidade de Lisboa, Museu da Cidade e Museus Castro Maya/Ibram e registros do calçadão de Copacabana e Ipanema, com a curadoria de Solange Godoy. Seguido pelo módulo Calceteiro, que mostra um pouquinho de como são desenvolvidos os desenhos estampados nas calçadas, com exposição de peças do Museu dos Moldes de Lisboa, além de um vídeo explicativo voltado para a criação de QR Codes feitos com pedras portuguesas. O terceiro e último módulo, Imaginário Carioca, evidência uma apropriação carioca dessa marca registrada da cidade, através de jóias, vestuários, obras de arte, entre outras peças inspiradas nas famosas calçadas.

Em paralelo com a exposição, um curso para calceteiros, iniciado no dia 15 de junho, tem como proposta a formação de novos profissionais que aprenderão com Mestres Calceteiros da Prefeitura de Lisboa, Portugal. Além do seminário Calçadas Públicas, que foi apresentado no dia 23 de junho no auditório do museu e contou com a participação de três mesas de debates com convidados como Pedro Home de Gouveia, coordenador da Equipe do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa. “Costumo visitar exposições, principalmente voltadas à fotografia, e essa em especial é legal e muito interessante. Sempre que venho ao Brasil procuro descobrir novas mostras para visitar.” Contou o brasileiro, Eduardo Gustafsson, naturalizado sueco há 30 anos, que veio ao Brasil passar as férias.DSC_0037_2

A exposição já viajou por Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), no ano de 2011, e agora é a vez dos cariocas terem acesso às imagens das belas obras de artes criadas nas calçadas com pedras portguesas. A visita vale muito a pena e nos faz perceber imagens cotidianas que muitas vezes passam despercebidas na correria diária.

Por: Natália Vieira e Thiago Cortes

Esbanjando Cultura

Na última quarta-feira (14) , O Theatro Municipal completou 106 anos com direito a comemoração das 10h às 20h, com programação gratuita. O evento foi realizado pela Fundação Theatro Municipal, vinculada à Secretaria de Estado do Rio de Janeiro e contou com apresentações de ballet, coro, orquestra sinfônica, além do grupo “Os Pequenos Mozart” e os alunos da “Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olewa”.  “Até duas semanas atrás, eu era o grande frequentador do Theatro Municipal, desde quando eu comecei a estudar música e passando pela fase que eu fui professor e diretor da Escola de Música da UFRJ, diretor da sala de Cecília Meirelles. Há duas semanas eu tive esse privilégio de passar a dirigir essa instituição. Então, pra mim hoje é um aniversário muito especial, porque é a primeira vez que eu participo dessa festa vendo de dentro. Tudo aqui transpira paixão, tanto das pessoas que trabalham quanto as que frequentam”. Disse o presidente do Theatro Municipal, João Guilherme Ripper.

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Foto: Júlia Rónai

Em 1894, Arthur Azevedo propôs a construção de um teatro aos moldes da Ópera de Paris, porém o projeto resultou apenas em uma lei municipal. Somente em 1903, o prefeito Pereira Passos lançou um edital com um concurso para a apresentação de projetos para a construção do teatro. Em 1905, o prédio começou a ser erguido e só quatro anos e meio mais tarde, 1909, foi inaugurado o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com capacidade para 1.739 espectadores. “O Theatro municipal passou por fases diversas. Por exemplo, na época em que ele abrigava temporadas que vinham da Europa e que eram os empresários que pautavam o Theatro, como a italiana e francesa. Hoje, nós temos ainda produtores que trazem de fora, mas é dever do Theatro ser propositivo na sua programação e é o que a gente está trabalhando agora, que o Theatro tenha uma assinatura de programação como característica própria para trazer ao público do Brasil repertório voltado para ballet, coral e sinfônico”. Segundo o presidente do Theatro Municipal.

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Foto: Júlia Rónai

O dia começou com a apresentação no Foyer, do grupo de violinistas “Os Pequenos Mozart”, composto por crianças de 3 a 14 anos e sob o acompanhamento de Suray Soren. Dentre as músicas tocadas estão Garota de Ipanema de Tom Jobim e Trem das Onze de Adoniran Barbosa, clássicos da música brasileira. Ás 11h foi a vez da “Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olewa” mostrar um pouco do trabalho já realizado com 88 anos de experiência. As coreografias foram retiradas de diversos ballets, como Giselle e Taras Bulba. “Temos uma emoção muito grande, principalmente, quando abre a cortina e a gente já está no palco. Vamos fazendo os passos e vendo aqueles flashes. Bate o medo de errar às vezes, porque podemos nos desequilibrar em coreografias mais arriscadas”. Disse a dançarina da escola, Giulia Rodrigues. “Estar dentro do Theatro Municipal é muito gratificante por ele fazer parte da história do Brasil. E nós aprendemos com os mais experientes. Mesmo assim quando entramos no palco já dá aquele nervosismo.” Comenta Gheise Angelles, que também se apresentou.

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Foto: Júlia Rónai

À tarde, houve um espetáculo com o grupo de Ballet do Theatro Municipal, dividido em duas partes. Na primeira parte os espectadores puderam apreciar a leveza da coreografia tradicional, a inovação do ballet moderno, e ainda, a rapidez dos movimentos trazidos pela música de Tchaikovsky, com piruetas e saltos de tirar o fôlego. “Foi a primeira vez que eu vim no Theatro Municipal e gostei muito da apresentação de ballet e do lugar. Superou todas as minhas expectativas. Tirei foto com a Ana Botafogo também.” Relata a visitante Merielen Lima.

A segunda parte apresenta a predominância de movimentos mais suaves, como em “O Lago Dos Cisnes”. “Foram ballet’s bem executados. Gostei bastante do segundo, “Gopak”. Senti falta só de ver mais a história do ballet, porque foi só um trecho. A força física que eles têm é absurda e eles não ficam tontos girando o tempo todo”. Comenta a visitante Gabriele Santos acerca da segunda parte do ballet.

Mais tarde, os “Solistas do Coro do Theatro Municipal” interpretaram trechos de títulos da Ópera Francesa, como “Romeu e Julieta”. A ópera foi cantada por três solistas com o acompanhamento de piano. Na parte da noite, o “Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal” finaliza a programação com aberturas e coros de óperas.

“Hoje é o dia que abrimos o Theatro, portas e janelas, para mostrar o que é a produção do Theatro Municipal. É uma amostra do que se tem aqui, mas no lado que não aparece temos figurinistas, aderecistas e uma série de outros profissionais que constroem o Theatro Municipal. Nós temos, na verdade, 490 funcionários que trabalham para que tudo isso aconteça. Isso que eu acho bacana de celebrar”. Finaliza o presidente.

Bolo de 106 anos do Theatro Municipal

Bolo de 106 anos do Theatro Municipal. Foto: Júlia Rónai

Por: Luiza Esteves

A nova aposta da Marvel, “Homem-Formiga”

Quem for ao cinema no dia 16 de julho esperando ver mais um longa de ação da Marvel, terá uma surpresa. O Homem Formiga pode até frustrar os fãs mais críticos, mas é um prato cheio para os espectadores que buscam relaxar e se divertir vendo um bom filme. A obra gira em torno de quatro personagens: Corey Stoll, como Darren Cross ou jaqueta amarela, Evangeline Lilly, como Hope, o renomado ator de Holywood Michael Douglas, fazendo o papel de Dr. Pym, e o protagonista Paul Rudd, se passando por Scott Lang ou Homem Formiga.

Scott Lang, o novo Homem-Formiga e seu mentor, o Dr. Hank Pym3

Scott Lang, o novo Homem-Formiga e seu mentor, o Dr. Hank Pym3

Assim como seu nome, o filme é pequeno em muitos aspectos, resumindo em poucos minutos a história do “menor” herói da Marvel, em cenários que só não são menores que ele. O filme se passa basicamente em duas locações, a casa e a empresa de Dr. Pym, com isso é visível a redução de verba para produção, se comparado com as grandes obras da nova geração da Marvel, mas isso não tira o valor que o famoso diretor Peyton Reed conseguiu agregar a sua obra. O filme é bem divertido, mas apresenta algumas falhas de desenvolvimento de personagens, como o caso do antagonista do filme Corey Stoll que, enquanto cientista e empresário se mostra um homem muito inteligente e calculista, mas quando finalmente veste o traje da Jaqueta Amarela, vira um vilão muito prepotente em suas ações.

Darren Cross ou melhor conhecido, como “Jaqueta Amarela” #MEDO!

Darren Cross, conhecido como “Jaqueta Amarela”.

O roteiro não conta com viradas surpreendentes e não escapa dos clichês clássicos, como em cenas com repetidos erros de treinamento do herói, mas consegue manter o público entretido com muitos alívios cômicos, em especial nas cenas de um dos personagens secundários: Luís, feito pelo mesmo ator de Fury e A Trapaça, Michael Peña. Outra falha de roteiro é a solução que os “mocinhos” encontraram para resolver o problema principal. É claro que não vou falar o que foi aqui, mas essa situação poderia ser facilmente contornada usando justamente o poder mais básico do pequeno herói. Apresentando diversas referências, diretas e indiretas, de outros filmes do novo universo Marvel, o “Homem Formiga” é de forma geral um bom filme, visto por bons olhos pelo grande público e uma provinha para os fãs que estão ansiosos para ver todos os heróis juntos no próximo grande lançamento da produtora. Capitão América 3: Civil War.

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Homem-Formiga

Aos que forem ver o filme no cinema um recado: NÃO SAIAM DA SALA ATÉ DESLIGAREM A TELA.

O motivo?
-Ao contrário da maioria dos filmes do novo universo da Marvel Comics, esse possui duas cenas pós-créditos. Bom filme a todos.

Por: Iago Moreira