Instituto Casa do Choro ganha templo no centro do Rio

A Rua da Carioca agora abriga um berço de cultura e arte

Fundada em 1999 por um grupo de produtores e músicos com o intuito de preservar a música popular carioca o Instituto Casa do Choro ganha agora um espaço bem no centro do Rio de Janeiro.

Tendo como presidente do grupo a produtora Luciana Rabello em parceria com o violonista Mauricio Carrilho há mais de trinta anos os dois tentam expandir a arte e a história do choro e é com grande prazer que hoje eles têm motivo para comemorar. E com orgulho Luciana Rabello fala de como foi esta conquista. “A casa do choro concentra o maior acervo de choro do planeta. Nós somos de fato uma referência no assunto porque estão aqui reunidas mais de 15.000 partituras”, diz a presidente do Instituto.

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A casa do choro fica na rua da Carioca n° 38 (Foto: Sheyla Soares)

Além de garantir a preservação da memória do choro terá também um teatro atuante com mais de 100 lugares onde terá uma programação exclusiva e poderão se apresentar os grandes mestres do choro e também os mais jovens, terá também 9 salas de aula onde o trabalho poderá ser aprofundado.

É o grande idealizador do projeto Escola Portátil de Música que desde o ano 2000 forma jovens e adultos dentro da linguagem do choro e há 15 anos já formou mais de 10.000 alunos. Com uma equipe de 35 professores para atender a demanda de alunos que cresce a todo ano, no momento funcionando na UniRio, agora com a Casa do Choro poderá atender a um maior número de pessoas interessadas nas aulas além de centros de pesquisa e de todo acervo.

O bandão é um exemplo do que a escola quer mostrar. Os alunos tocam uma música coletiva onde eles tocam com os professores e trocam experiência, assim podendo surgir a oportunidade de se tornarem professores futuramente, o que é uma marca registrada da escola. Em meio a tudo isso é com emoção que Maurício Carrilho fala desse projeto. “É uma luta que tomou a frente da nossa vida profissional e nos trouxe uma felicidade muito grande pelo resultado, o choro é para ser sentido e vivido”, diz o vice-presidente do Instituto.

A História

Nascido em meados do século XIX o choro é um dos gêneros da música popular urbana, um dos mais antigos atualmente em atividade, sendo resultado de uma mistura de danças europeias como a valsa e a polca, no começo muito popular nas classes baixas, pois era tocado com instrumentos simples e sem recursos até que alguns compositores começaram a perceber sua importância e a compor um repertório original nascendo assim à música brasileira urbana que é o choro.

Anacleto de Medeiros foi um personagem muito importante, pois ele levou o choro para as bandas de música e foi o criador de várias delas como, por exemplo, a do Corpo de Bombeiros e da fábrica de Tecido de Bangu é um dos grandes compositores na história do choro.

Pixinguinha foi aluno de grandes mestres do século XIX e um compositor genial sendo considerado o maior da história do choro, Ari Vasconcelos define a importância de Pixinguinha na seguinte frase. “Se você tiver 16 volumes para falar do choro é pouco, mas se você tiver espaço para apenas uma palavra, não hesite em dizer.” Não é à toa que o Dia Nacional do choro é comemorado em 23 de abril, em homenagem a data de nascimentos de Pixinguinha (1897-1973).

E para comemorar esta data a Casa do Choro promoveu o VI Festival do choro na Praça Tiradentes com a apresentação de mais de 20 shows dos principais representantes do choro contemporâneo.

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Banda Zero Percussão se apresenta no Festival do choro

O Passaporte é válido durante todo o ano de 2015 e cada museu pode ser visitado apenas uma vez em determinados dia da semana, basta apresentar o passaporte na entrada. O evento acontece em um momento importante para a cidade e é uma grande oportunidade de aproximar o carioca a cultura da cidade maravilhosa.

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Passaporte é uma viagem cultural aos museus cariocas

 

Por: Sheyla Soares

 

Um passeio pelas artes do Instituto Moreira Salles

O Rio antigo está mais atual do que nunca. Num momento em que a cidade passa por grandes obras o Instituto Moreira Salles expõe “Rio: Primeiras Poses”, que são visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930) e “Um Passeio pelo Rio” que retrata a cidade nas andanças de Joaquim Manuel de Macedo.

A exposição “Rio: Primeiras Poses” contêm imagens de grandes mestres da fotografia brasileira e de fotógrafos anônimos e amadores que ajudaram na construção da representação fotográfica do Rio de Janeiro durante o Segundo Reinado e nas primeiras quatro décadas da República. Composta por 450 imagens do Rio de Janeiro nas fotografias de Augusto Stahl, Revert Henry Klumb, Victor Frond, Georges Leuzinger, Marc Ferrez e outros fotógrafos que documentaram a cidade nessa época.

É possível acompanhar, por meio dessas imagens, o processo de transformação no país e na cidade a partir da chegada da fotografia ao Rio de Janeiro. Em comemoração aos 450 anos do Rio de Janeiro, “Rio: Primeiras Poses” apresenta fotografias, negativos, álbuns e estéreos-copias originais, associadas a imagens a partir do acervo do Instituto Moreira Salles.

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Exposição Um Passeio Pelo Rio

O Instituto Moreira Salles apresenta também a exposição individual do fotógrafo norte-americano William Eggleston, a cor americana. Suas famosas imagens coloridas apresentam o cotidiano e a paisagem das pequenas cidades e subúrbios do sul dos Estados Unidos, a região natal do fotógrafo, durante os anos 1960 e 1970. O fotógrafo abriu novos caminhos ao mirar suas lentes em elementos vistos no nosso dia-a-dia (carros, outdoors, shoppings, supermercados…).

Eggleston explorava a liberdade na composição das imagens e apostava na sedução da cor – até então mais presente na fotografia amadora e publicitária –, o que tornou-se objeto de intenso debate entre a comunidade fotográfica e foi duramente criticada. Ao longo dos anos, no entanto, a mostra se transformou num marco. A exposição traz pela primeira vez ao Brasil uma extensa seleção de fotografias produzidas durante a década de 1960 e 1970, considerados os anos dourado do fotógrafo.

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Chafariz Instituto Moreira Salles

Por: Brigida Brito

O vício de quatro rodas

Liberdade. Esta é uma sensação comum aos que se aventuram a andar de skate. E sem falar que, além de criar um vício e prover diversão, tal esporte traz inúmeros benefícios à saúde física e mental de quem o pratica.

Os movimentos realizados sobre o skate exercitam e tonificam os músculos de diversas partes do corpo, além de produzir equilíbrio, concentração e coordenação motora.

A estudante Isabela Reis, de 20 anos, acredita que uma das vantagens é se sentir menos estressada. “O skate me dá uma injeção de ânimo e me acalma muito”, afirma.

Isabela Reis pratica o esporte há quatro anos.

Isabela Reis pratica o esporte há quatro anos.

O ambiente escolhido para andar de skate é um grande aliado a este conjunto. Há diversos lugares espalhados pela cidade. Para quem curte adrenalina e manobras, o Parque dos Patins, na Lagoa, é o espaço ideal. Já para quem prefere contemplar mais a paisagem, o destino certo é o Aterro do Flamengo, lugar plano e considerado perfeito.

A boa notícia é que não existe nenhuma restrição para começar a praticar. O Engenheiro de Software, Pablo Severo, de 25 anos, começou a andar com 14 anos. “Basta colocar uma joelheira e não parar de treinar pois, o skate é algo que precisa de dedicação. Você só irá aprender se praticar”, recomenda.

(Por Pamela Lima)