3º Dia de Evento

O último dia de palestras do Seminário Perspectivas 2015 contou com a participação dos publicitários Afonso Tresdê e Carla Lemose e os produtores editoriais Mário Feijó e Milena Vargas, todos dispostos a divulgar conhecimento e mostrar para o público um pouco mais de suas profissões.

A palestra se dividiu em duas partes, onde Tresdê e Carla iniciaram a tarde com assuntos voltados para os publicitários, onde falaram sobre as “Novas Estratégias de Influência”, logo mais tarde sendo sucedidos pela palestra voltada para o público de produção editorial, onde o tema abordado por Mário Feijó e Milena Vargas foi a “Série para Jovens Leitores”.

Afonso Tresdê, um heavy user de redes sociais.

Especialista em marketing digital e marketing de conteúdo, Tresdê é um dos principais ‘consumidores’ de redes sociais e está sempre ligado a qualquer novo tipo de conteúdo e consumidor. Trabalhando atualmente no Gshow – site de entretenimentos da TV Globo – e produzindo conteúdos para blogs como JovemNerd.com.brPapodeBar.com, o produtor de mídias sociais também já trabalhou em empresas como Artpla, Biruta, OSC, Repense, FLAG, onde atendeu clientes como Coca-cola, Sony e Faber-Castel.

Afonso comentou bastante sobre mídias sociais e como as pessoas podem entender e entrar nesse mundo, como a mídia social hoje em dia traz benefícios, e até renda para algumas pessoas. Contou um pouco sobre a sua história e como a internet mudou a sua vida. Tocou bastante no assunto publicidade como ela influência na vida das pessoas e como a publicidade está completamente presente no mundo atual. Mencionou muito sobre o marketing digital, cintando bastante a maneira de aprender e se beneficiar com esse tipo de marketing.

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“Você primeiro tem que entender como as redes funcionam, para depois entender como é o comportamento das pessoas dentro dessa rede e se informar sobra as maiores tendências do mundo, mercado brasileiro, as novas ferramentas entre outras coisas”, explicou Afonso.

Modices de Carla Lemos

A stylist carioca criou, há oito anos, o primeiro blog de moda do Rio de Janeiro (Modices), atualmente um dos blogs mais influentes do Brasil. Carla conta que sua ideia principal teve como base os conselhos dados para as amigas. “Eu comecei o blog falando o que queria falar para minhas amigas, o que elas queriam de informação sobre mim e o que eu queria compartilhar, não só com elas, mas com mais gente”.

Especialista em consultoria de imagem, antropologia do consumo e negócios de moda, Carla Lemos cursou faculdades de Moda e Publicidade e assinou campanhas e capas de revistas de circulação nacional.

A Blogueira iniciou a palestra, contando como começou e os motivos que a levaram a criar um blog, contou também que ligava para as assessorias de imprensas divulgando seu blog, e juntamente com seu marido, que é fotografo, começou a produzir moda. Em 2010 quando a publicidade finalmente olhou para os blogs e sua primeira ação foi com a Loreal. Carla que foi descoberta por um revista em São Paulo. Primeiramente começou a trabalhar nesse meio e chegou a trabalhar com atrizes como Paola Oliveira. A palestrante mencionou muito a mudança de comportamento das pessoais , dizendo o quanto a internet vem crescendo como mídia social, como publicidade. “ As coisas mudaram. Não é que as pessoas vão deixar de assistir TV, o jeito que elas vão assistir esses conteúdos é que irá mudar. Não é uma questão de substituição é de evolução mesmo”, disse a blogueira.

Mario Feijó e o universo literário

O escritor, e pesquisador do Núcleo de Estudos em Linguagens Gráficas da UFRJ, já publicou diversas obras voltadas ao público juvenil. Atuante nas áreas de Letras e Comunicação, Mario possui mais de vinte anos de experiência no mercado editorial. Cursou mestrado e doutorado em Letras, pela PUC-Rio.

DSCN2882Mario explicou e comentou bastante sobre um dos cursos menos procurados que a área de comunicação social abrange – a Produção Editorial -, que tem como fundamento formar profissionais para as editoras de livros. No Rio – a UFRJ-, e, em São Paulo – a USP -, são duas faculdades que tem como tradição formar esses profissionais, que têm, como principal objetivo, trabalhar em editoras de livros, onde podem exercer várias funções, uma delas a correção de livros chamado de Revisor ou Revisora de textos. O escritor tocou bastante no assunto do trabalho para criar livros para jovens e também sobre importância dos livros para os jovens em mercados como o Brasil. Acrescentou também as diferenças de outros países para o nosso. “Em qualquer país do mundo, o perfil do mercado demográfico é o mesmo do perfil do mercado editorial, se a população é mais velha, a ênfase do mercado é de livros para pessoas mais velhas, se a população é mais jovens, a ênfase do mercado é de livros para pessoais mais jovens, o Brasil não é considerado um pais de leitores, por certos critérios internacionais”, explicou Mario.

Uma viagem pelas editoras com Milena Vargas

Para encerrar o seminário, a editora Milena Vargas, atualmente trabalha como editora da Editora Rocco e também atua como Freelancer na revisão de textos de ficção e não ficção, nacionais e estrangeiros, literários e comerciais em diversas editoras. Milena já viveu experiências em diversos grupos editoriais muito conhecidos do público leitor. Foi Revisora do Grupo Editorial Record, editora assistente na Editora Rocco, e assistente editorial na Editoria Intrínseca.

Milena abriu a palestra contando ao público que foi aluna do escritor, coordenador e também professor Mario e o elogiou, dizendo que  é uma das pessoas que mais sabe sobre produção editorial. A editora que também é formada em Letras, contou que apesar de se formar em Letras já sabia que queria ser editora, explicando as diferenças entre o curso de Produção Editorial e Letras. “O que eu mais gosto de fazer é produção de livro. A minha formação em letras não deixa mentir, eu quero ler o livro, corrigir o português e deixar ele bem bonitinho”, comentou Milena.

Milena que trabalha há 6 anos na área editorial, contou sobre seus trabalhos desde a Editora Record até a atual empresa, a Rocco, uma das maiores editoras no Brasil. Milena brincou com o público dizendo que quando foi convidada para dar palestra imaginou que o pessoal queria que ela falasse sobre Harry Potter – da Rocco -, porém, durante a palestra contou um pouco sobre o impacto de tal obra, o que causou na impressa e o quanto foi positivo para empresa.

Comentou também sobre as diferenças dos livros nacionais e estrangeiros, assim com a diferença entre um livro que faz parte de uma série para um livro normal. “Na verdade uma produção nacional demanda muito mais tempo, o livro estrangeiro é muito mais fácil, muito mais rápido de fazer, porque geralmente esse livro já sofreu uma mudança do editor lá fora a gente tem que se preocupar com a tradução, o nacional é uma produção do zero, o editor tem que estar atento, é uma trabalho em conjunto com o autor e costuma levar bastante tempo para ficar ideal”, conclui a Editora.

O último dia de palestras foi um sucesso, a colaboração do público e dos palestrantes foi excepcional e colaborou para um bom encerramento das atividades do Seminário de Perspectivas Profissionais de Comunicação Social 2015 na UERJ.

Thiago Cortes e Natália Nunes

2º Dia de Evento

Já no dia 16 de setembro, o auditório da UERJ contou com a presença de Tatiana Bar, Marcelo Fisher, Thiago Dantas e Leandro Assis. Todos dispostos a passar seus conhecimentos profissionais e causar um bate – papo agradável com os alunos. A então Gerente de Comunicação Interna da Empresa Vale, Tatiana Bar, deu início a palestra explicando os deveres e funções da comunicação interna para o funcionamento de empresas.

O foco principal que a palestrante mencionou foi a comunicação direta entre o líder e os empregados. Apesar das novas tecnologias e o avanço da informação, o contato pessoal ainda é a melhor opção. Num mundo globalizado, não basta apenas limitar-se ao nosso território. Segundo Tatiana, profissionais da área de comunicação devem se preocupar com a qualidade da comunicação para que os objetivos sejam alcançados e possam ir além das fronteiras nacionais.

Marcelo Fisher, graduado em Relações Públicas pela UERJ, palestrou sobre o futuro da profissão.  As novas tendências entre o público e o privado ainda é uma questão relevante. “Eu acho que somos mais livres quando estamos desconectados, de quando expomos nossa opinião nas mídias sociais”, argumenta Marcelo. A palestra foi  voltada para a realidade do mundo atual, com ênfase entre o embate do público e o privado.

Marcelo menciona a sociedade do espetáculo em nível social comparando com o direito de “ser esquecido”, fazendo alusão a “timeline” do Facebook. “Eu tenho o direito de não ter minha vida exposta na rede por terceiros”, comenta o comunicador. Atualmente, Marcelo trabalha nas áreas de planejamento, criação e redação da Metara Comunicação – agência especializada em comunicação para a sustentabilidade. E dentro deste assunto, o palestrante enfatizou a importância de desenvolver ótimos projetos, porém pensando no planeta – projetos sustentáveis. Além de tudo, enfatizou a importância do ser humano em ser honesto e verdadeiro em seus trabalhos.

Formado em comunicação social pela PUC-RJ, Leandro Assis, falou sobre o trabalho do roteirista e o roteiro em si. Afirmou que o profissional precisa dominar as técnicas cinematográficas, ter uma visão de mundo e saber traduzir esta visão para o texto. Porque ao contrário do que muitos pensam, o roteiro nem sempre é uma criação do roteirista, muitas vezes é uma ideia que parte de um livro, música ou do próprio diretor, o trabalho do roteirista é apenas roteirizar a história, seja ela de quem for.

Atualmente, Leandro é roteirista da Conspiração Filmes e dá aulas na Academia Internacional de Cinema (Rio de Janeiro) e carrega um currículo recheado de experiências, como as séries, “Uma Rua Sem Vergonha” e “Morando Sozinho” do canal Multishow, além de trabalhos que renderam prêmios como, “A Mulher Invisível”, vencedora do Emmy Internacional da globo e o longa “Muitos Homens em Um Só”, vencedor de 10 prêmios no 18º Cine-PE.

Também roteirista da produtora Conspiração Filmes há 4 anos, Thiago Dantas, que é graduado em Comunicação Social e habilitado em rádio e TV pela Escola de Comunicação da UFRJ. Apesar da curta carreira Thiago carrega uma bagagem pesada de experiências como assistente em roteiros como, “Alternativa Saúde” da GNT e “Viver para Contar” do Discovery. Além disso, escreveu dois programas de culinária para o canal GNT, “Bela Cozinha” e “Bela Cozinha Verão”.

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Thiago deu inicio a palestra discursando sobre a força que a história tem sobre o público e que a base de todo roteiro é o conteúdo que ele aborda. Ele falou também do drama que os roteiristas brasileiros enfrentam com reclamações da baixa qualidade dos filmes e programas. Deixando claro que sem estrutura não há qualidade. Percebendo a dificuldade da área em que escolheu para seguir a carreira, ele, junto com mais dois amigos abriram uma produtora de narrativa, “Vostok”, na qual cria e desenvolve projetos para diversas plataformas. “É preciso inventar a profissão e se arriscar, aproveitar o que a tecnologia oferece para expor seus trabalhos na mídia,” completa o roteirista.

Bruna Mandarino e Raquel Maia

1º dia de Evento

O evento é uma grande oportunidade para descobrir o que cada uma das seis áreas da Comunicação Social faz, é assim que pode ser definida a série de palestras e bate-papos do Seminário Perspectivas Profissionais em Comunicação. O evento aconteceu do dia 15 até o dia 17 de setembro na UERJ, com convidados muito especiais como Silvana Ramiro, Thiago Dantas, Carla Lemos e Mário Feijó, entre tantos outros nomes de destaque.

As mídias sociais auxiliando Silvana Ramiro

Silvana Ramiro, repórter da TV Globo há 14 anos, realiza matérias para diferentes telejornais, além de reportagens especiais para o jornal nacional e para o fantástico. “Trabalhei em internet, assessoria de imprensa e rádio. Hoje tenho uma visão bem ampla no jornalismo porque trabalhei com o público, por meio de diferentes canais”, diz a jornalista. Ela discorreu acerca de como lidar com a apuração dos dados em tempos de mídias digitais. Segundo a profissional, a Internet tem possibilitado uma eficácia maior em relação a rapidez de divulgação das informações. Contudo, ela frisa que o jornalista sempre deve apurar os dados antes de passar a diante. “Antigamente era usado o rádio na freqüência da policia para que os jornalistas pudessem obter as informações. Hoje em dia, as redes sociais facilitaram esse canal. Muitas reportagens surgem a partir dos seguidores do Twitter, que me mandam sugestões de pauta. E também temos a “voz da comunidade”, portal das comunidades carentes do Rio”, afirma a repórter.

Além de acelerar o processo de apuração, as mídias digitais têm revelado notícias exclusivas registradas por amadores. A interatividade oferecida por meio do Whatsapp, Facebook e Twitter garante ao jornalista atualizações fornecidas por internautas, que podem presenciar um acontecimento de qualquer parte do país, mesmo sem o profissional ter presenciado. “Uma internauta mandou imagens para o Globo, por whatsapp, de um homem que havia escapado de uma “avalanche” de latas de refrigerante de um caminhão.  O homem conseguiu sobreviver porque se escorou no muro de uma casa, na qual havia câmeras de segurança, registrando todo o acidente. Então essa matéria só aconteceu por conta da facilidade da internauta e das mídias digitais”, comenta Silvana.

Silvana Ramiro

Silvana Ramiro

A necessidade da especialização com Anderson Baltar

Para apresentar a palestra de Rádio e TV, foram convidados Anderson Baltar, coordenador e co-criador da Web Rádio Arquibancada, e Alexandre Pimenta, autor-roteirista do programa “Tá no Ar – A TV na TV”. O primeiro é especialista em sambas e eventos carnavalescos e grande conhecedor do dinamismo das rádios, já o segundo é um experiente produtor e criativo roteirista. Ambos com muita sabedoria para passar.

Anderson começou sua palestra falando da importância do “Plano B” com uma analogia a Silvana Ramiro que havia acabado de terminar sua palestra. Também comentou sobre o quanto a segmentação do meio jornalístico torna fundamental a especialização daquele que quer ser um empregado valioso para o mercado de trabalho. “Teremos cada vez menos Silvanas e mais pessoas lutando para ser Silvanas. Nós estamos em um momento em que o mercado de comunicação está passando por muitas transformações. Então não adianta você sair da faculdade achando que o caminho é um só, e que é aquele que você sonhou desde os tempos em que narrava futebol de botão, porque não é. Às vezes um trabalho que você nem imaginava que existia te dê uma realização muito superior àquele outro”, disse o produtor.

Em entrevista exclusiva perguntamos a Anderson como manter rádios e podcasts atraentes em um mundo tão imerso no audiovisual. Este fala no imediatismo da postagem, para que assim que ouvinte acorde já tenha o arquivo pronto para ele escutar e na exclusividade da informação que é passada: “A gente está na civilização da imagem então procuramos colocar aquilo que é mais factual. Então, por exemplo, se nós temos uma notícia que vai impactar as pessoas e se a gente conseguir uma entrevista, nada melhor do que essa própria pessoa dar a notícia”, finaliza ele.

Anderson

Anderson Baltar

Alexandre Pimenta e sua liberdade de expressão no humor

O roteirista inicia sua palestra coma seguinte questão: “O que move cada um de vocês a produzir conteúdo audiovisual?” A princípio, a discussão ficou em torno do humor e a tênue linha entre politicamente correto e ofensivo: “Muita gente acha que não pode fazer humor, mas o que é o politicamente correto hoje em dia? Ele pode vir pro bem e pro mal. Pelo lado negativo quando ele é mal interpretado. Algumas pessoas acham que o politicamente correto é não falar de certos assuntos, não é isso. Ele veio para o bem, para colocar certas coisas em seu devido lugar, não é engraçado fazer piada com racismo, homofobia ou machismo. O humor tem que ser engraçado pra todo mundo, não só pra quem tá fazendo a piada”, comenta Alexandre.

“Não existe espaço no mercado para amador. Ninguém quer ser Alexandre, o Médio, sabe?” Ele também compartilha o segredo para produzir qualquer boa matéria, propaganda, roteiro ou qualquer outro elemento que exija esforço e destaque “A gente se comunica através de histórias. Se vocês tiverem algo original, é muito provável que o mercado te queira. Tudo que você precisa, é contar uma história como ninguém contou antes”, observou o roteirista.

Quando questionado acerca do tipo de humor inovador utilizado no programa, para o qual escreve na Rede Globo, Alexandre diz ser uma experiência incrível: “É maravilho porque eu faço uma coisa que eu acredito, que tem haver comigo. Eu tenho a possibilidade de levar pro programa pontos de ideias e criticas do mundo que são minhas visões.”, ele contou referindo-se a liberdade que o estilo do roteiro o proporciona.

Alexandre

Alexandre Pimenta

Luana Feliciano e Luiza Esteves