Uma palavra, vários sentidos

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 Sonhar é preciso. Escrever sobre sonhos também… A partir do vídeo de “Rapsody in Blue”, de Gershwin, do filme Fantasia 2000 (Estúdios Disney) os alunos produziram bastante

Fernanda Paschoal Xavier

Após uma enfadonha manhã atolada em trabalhos,resolvi caminhar, a fim de me distrair. Ao longo da caminhada, observo uma cena que me chama a atenção, parada em frente à padaria, que é um excelente ponto de informação. Não há nada que aconteça em um bairro que não se discuta na padaria. Inclusive a briga de casal que houve entre uma das comadres que se encontrava ali,fofocando. A briga se deu porque ela andava sonhando com aquele ator famoso, daquela novela, aquele com olhos azuis. O sonho não era o problema, na verdade não seria se ela não tivesse chamado pelo ator enquanto dormia ao lado do marido. A conversa das comadres seguia animada e só foi interrompida quando um senhor gordo e careca pediu ao atendente a promoção do sonho: pague dois e leve três. Enquanto isso, a TV da padaria, que permanecia ligada, mesmo que ninguém a ela assistisse, passava um documentário sobre a vida de Martin Luther King Jr e o seu eternizado discurso, no qual ele dizia que tinha um sonho. O sonho de uma América igual para todos.

Assistindo a toda essa cena, comecei a pensar sobre o que é o sonho. Busquei no dicionário e descobri que sonho é exatamente ao que assisti. Sonho é aquilo que se sonha, fantasia e ilusão.Sequência de fenômenos psíquicos, imagens, atos, ideias que involuntariamente ocorrem durante o sono. Desejo e aspiração, ou um bolinho leve, frito, feito com farinha, leite e ovos.