Dramas e ficções em 3D nos destaques da semana

Fantasias e ficções que se aproximam do real fazem o contraste nas estréias dessa sexta-feira, dia 18 de dezembro. A milionária produção hollywoodiana “Avatar” rouba a cena e promete ocupar a maioria das salas de cinema do mundo. O livro que virou filme, “A Vida Íntima de Pippa Lee”, cativa os telespectadores com a sua visão positiva da vida. O filme nacional “Quanto Dura o Amor?” já traz o questionamento sobre a facilidade de troca de relacionamentos. 

 

Todas as expectativas estão voltadas para o projeto cinematográfico mais caro já realizado: “Avatar”. O diretor James Cameron aposta no uso da tecnologia 3D no longa para criar uma nova linguagem de cinema. Os investimentos na produção e divulgação prometem render fortunas nas bilheterias, assim como “Titanic”, outro sucesso do diretor. O filme traz a história de um ex-soldado ferido em combate, que se alista para fazer parte de um projeto de exploração no planeta Pandora. Renascido em sua forma avatar, ele recebe a missão de se infiltrar entre os Naívi, que se tornaram um obstáculo para a extração de um precioso minério. O longa ainda aborda temas atuais como guerras e preservação ecológica. 

 

Adaptado do romance da autora e diretora Rebecca Miller, “A Vida Íntima de Pippa Lee” È um drama sobre a vida tranquila de uma mulher que começa a mudar quando seu marido, um bem-sucedido editor de livros 30 anos mais velho que ela, decide se aposentar, mudar-se de Nova York e arranjar uma amante muito mais nova que a própria Pipa. Grandes atores como Robin Wright Penn, Winona Ryder, Keanu Reeves, Julianne Moore, entre outros, fazem parte desta produção. O filme traz a mensagem de que nunca é tarde para mudar de estilo de vida.

 

O brasileiro “Quanto Dura o Amor?”, de Roberto Moreira, traz para a telona um drama urbano. Três histórias de amor se desenrolam no congestionado coração da cidade de São Paulo. Os três personagens prosaicos e ao mesmo tempo excepcionais, como sempre acontece nas histórias de amor. O clima da grande metrópole serve de cenário para as idas e vindas nas vidas dos personagens. O filme conta com a participação de Danny Carlos, Paulo Vilhena e outros.

Mônica Turboli • 6º Período

Crianças, adolescentes e adultos podem garantir presença nas estréias da semana

Filmes de diversos gêneros, como comédia, drama e animação, entram em cartaz nessa sexta-feira, dia 11 de dezembro. O público infantil tem acesso livre ao novo filme da Disney, “A princesa e o sapo”. Já os adolescentes vão poder observar as dores e as delícias da juventude em “Uma vida sem regras”. Os adultos podem conferir o drama brasileiro “Praça Saens Peña”, com gostinho carioca, e também o hollywoodiano “Invictus’. Essas são algumas estréias dessa semana.

A biografia “Invictus” sobre o ativista sul-africano Nelson Mandela dirigida por Clint Eastwood entra em cartaz. Para o papel principal, o ator Morgan Freeman foi escolhido pelo próprio Mandela e é um dos favoritos ao Oscar 2010. O filme retrata como Mandela levou o campeonato mundial de rúgbi de 1995 para a África do Sul, utilizando a equipe do país para unir os sul-africanos e amenizar as tensões raciais entre negros e brancos. O ativista chegou a ser preso durante 27 anos pelo seu trabalho como militante para acabar com o apartheid na África do Sul. Uma história de vida real emocionante e surpreendente.

As fãs do vampiro mais badalado dos últimos tempos, Edward Cullen, podem admirar o seu intérprete, Robert Pattinson, em seu novo filme “Uma vida sem regras”, de Oliver Irving. Na verdade, o longa não é tão recente assim, já que foi rodado em 2007, antes mesmo do sucesso do ator com o personagem da saga Crespúsculo. A comédia-dramática é sobre Art, um rapaz frustrado de 20 anos, que é abandonado pela namorada e tem de voltar à casa dos pais. Seus únicos amigos são Ronny, que vive trancafiado em casa, e Nikki, o sortudo da turma. O filme sugere uma reflexão sobre a relação problemática com a família e a importância da amizade.

A Zona Norte carioca retratada na telona. Esse é o cenário do brasileiro “Praça Saens Peña”, de Vinícius Reis, que traz a história de Paulo, um professor de literatura do Ensino Médio, que leva uma vida de classe média com a sua família. Para conquistar o sonho de ter uma casa própria, Paulo aceita a proposta de escrever um livro sobre a Tijuca, bairro em que reside. A decisão de Paulo acaba transformando-se em uma crise familiar, que coloca em risco um relacionamento de 20 anos. O filme possui grande elenco com a participação de Chico Díaz e Maria Padilha.

Dezembro é o início das férias escolares da criançada. Para agradar esse público jovem entra em cartaz o novo filme da Disney “A Princesa e o sapo”, de Ron Clements. Dispensando todos os recursos gráficos mais modernos que existem, o longa foi feito usando a tradicional técnica de papel e lápis. O longa é sobre o romance entre a princesa Tiana e o príncipe Naveen, tendo Nova Orleans dos anos 20 como cenário. É a primeira animação que traz uma princesa negra como protagonista do enredo.

O filme dentro do filme

A obra mais complexa de sua carreira. É assim que o espanhol “Abraços Partidos”, de Pedro Almodóvar, foi definido pelo próprio diretor. O filme cult badalado está despertando diversas críticas entre o público, mas há uma unânime: de fato, o longa é genial. A sequência de cenas e acontecimentos vão se juntando como um quebra-cabeça inteligente, prendendo com entusiasmo a atenção do telespectador. A ideia de criar um filme dentro do filme já é conhecida em outras obras de Almodóvar, como “Fale com ela” e “Má educação”.

O elenco do longa também é um charme à parte, principalmente pela atuação de Penélope Cruz, musa do diretor, com a envolvente Lena. Outro destaque é a interpretação brilhante de Lluís Homar, que não deixa o espectador se perder no vai e vem das lembranças do protagonista. A história no todo é cativante e chega a ser até emocionante em alguns trechos. Uma boa oportunidade para quem não conhece, conhecer o perfil cinematográfico do diretor e para quem já conhece, um dos melhores filmes de sua carreira como cineasta.

Mônica Turboli • 6º Período

Risadas, sustos e reflexão nas estréias da semana

Grandes sucessos nacionais e internacionais estreiaram na última sexta, dia 4 de dezembro. Para abrir a lista, o drama espanhol “Abraços Partidos”, de Pedro Almodóvar, traz a atuação de sua queridinha Penélope Cruz. O brasileirinho “É proibido fumar” conta uma história urbana e bem-humorada. A turma do terror pode se preparar para ver o inquietante e perturbador “Atividade Paranormal”. Os gêneros variam de drama-intelectual a terror-espiritual para agradar todos os gostos.

Um filme dentro de um filme. Assim se passa a trama de “Abraços Partidos”, do cultuado Pedro Almodóvar, que disse que esta trata-se de sua obra mais complexa. O diretor apresenta um jogo de duplicidade através do protagonista, que tem dois nomes no longa, cada um usado em épocas diferentes. No tempo presente, ele é um escritor cego, conhecido apenas pelo pseudônimo Harry Caine. No passado que ele não quer recordar, ele é Mateo Blanco, um conceituado cineasta que tem um caso com a atriz Lena. No elenco, Almodóvar mantém a sua musa inspiradora de “Volver”, Penélope Cruz, e o seu parceiro de “Má Educação”, Lluís Homar. Um filme que possivelmente será indicado ao Oscar.

O longa nacional “É proibido fumar”, de Anna Muylaert, traz uma divertida história sobre amor e cumplicidade. Fumante obsessiva, a professora de violão Baby se envolve com o seu vizinho, que é músico, recém-divorciado e anti-tabagista. Ícones nacionais da dramaturgia, Glória Pires e Paulo Miklos dão o tom certo de leveza à comédia-romântica. O cenário urbano com ruas congestianadas e apartamentos pequenos contextualiza a questão do amadurecimento e da solidão.

Um dos maiores sucessos de terror em 2009 nos Estados Unidos, “Atividade Paranormal”, do estreante Oren Peli, usa a fórmula de filmagem de “A Bruxa de Blair” para pregar sustos nos telespectadores. A história é sobre um jovem casal que se muda para uma casa onde fenômenos paranormais começam a acontecer. No filme, o diretor induz o público a ver a trama como algo verídico com agradecimentos a famílias que presenciaram perseguições espirituais. Quem gosta de filmes de terror, principalmente dos sustos, não pode deixar de assistir o longa.

Mônica Turboli • 6º Período

Por uma cultura que busca a tangente

logoSandra Machado

            Mudanças tecnológicas sozinhas não são determinantes em orientar novos caminhos para a imprensa. Prova disso é o 6º Colóquio Rumos Jornalismo Cultural – Convergências, promovido pelo Itaú Cultural em sua sede na Av. Paulista entre os dias 3 e 5 de dezembro que, a julgar pela prévia da primeira manhã do evento, indica uma preocupação essencial com atalhos que levem à periferia. Num debate entre 12 alunos e oito professores selecionados entre os mais diversos cursos de Comunicação Social do país e a veterana Lúcia Guimarães – hoje repórter do Saia Justa da GNT e colunista e colaboradora de O Estado de S. Paulo e da Rádio Eldorado – levantou-se a questão de que é preciso abrir espaço para as pautas que estão por aí a descoberto simplesmente porque não dispõem de um marketing estruturado.

            Nem sempre os artistas mais conhecidos são destaque no seu país de origem ou merecem toda a cobertura que recebem por aqui, uma vez que divulgação depende muito mais de contatos estratégicos do que de talento, lembrou Lúcia. Pautas parecidas também atrapalham a cobertura do cenário cultural nacional que é tão rico, mas tão pouco explorado. No entanto, nas reportagens que promoveram seu encontro com o Itaú Cultural, boa parte dos alunos tratou de temas periféricos, como o sotaque do caipira ou o folclore regional. “A censura corporativa é muito pior do que a da época da ditadura”, afirmou a palestrante, que considera uma perda para o público quando há uma opção editorial em promover o que é obscuro ou elitista.

            Algumas recomendações importantes, em especial para os estudantes de Jornalismo, surgiram desse primeiro encontro realizado no Salão Vermelho, na sede do Itaú Cultural:

– uma formação estética pobre pode ser compensada pela sensibilidade e pela humildade intelectual de saber fazer perguntas;

– é a leitura de livros, mais do que a de jornais, que ajuda a aprender a escrever;

– um bom editor embeleza o texto do repórter e pode ser seu melhor aliado;

– entrevista por e-mail só funciona se não envolver assunto polêmico, ou o repórter não poderá discutir no mesmo momento as afirmações do entrevistado;

– é preciso combater o conceito de “monstros sagrados” no jornalismo cultural: qualquer artista pode, sim, realizar também um trabalho ruim.

Criatividade sem sombra de dúvida

Repleta de enigmas e de imagens que fogem de uma configuração tradicional. É essa a principal característica das obras da artista Regina Silveira, que estão abertas ao público no Centro Cultural Banco do Brasil, até janeiro de 2010. A exposição Linha de Sombra é uma grande mostra de Arte Contemporânea, que utilizando materiais e objetos não muito convencionais e deslocando suas funções e sentidos originais, adentraram os espaços geralmente destinados às obras de arte. As imagens fogem de um formato padronizado e estimulam a curiosidade, liberdade e imaginação, fazendo com que a percepção do significado de cada obra seja individual.

Além da sombra, que é a matéria prima da exposição, um dos instrumentos favoritos é a geometria, usada para produzir diferentes tipos de distorções, que esticam entortam e curvam redes, imagens e espaços. As projeções dos objetos criados pela artista surpreendem: ao sofrerem distorções, as figuras ganham formas abertas a múltiplos sentidos, dependentes da criatividade de cada um. A sua imaginação ganha espaço para dar continuidade à proposta inicial de cada arte.

Linha de sombra é uma oportunidade de olharmos as coisas de um ângulo diferente. De olharmos ao nosso redor por outro ponto de vista, propiciando um mundo cheio de novas possibilidades.

Edi Meira •8º Período

Cultura e história no complexo da marinha

Em um dos bairros mais históricos do Rio, o Centro, está localizado um pólo cultural pouco conhecido pelo público carioca: o Complexo Cultural da Marinha. O espaço, que é aberto à visitação gratuita, traz aos freqüentadores três exposições permanentes: Galeota de D. João VI, História da Navegação e Arqueologia Subaquática. Além do submarino Riachuelo, do Navio Museu Bauru, do helicóptero Rei do Mar, da biblioteca da Marinha, da Nau Capitania e do passeio à Ilha Fiscal.

Todas estas exibições representam símbolos importantes da Marinha, alguns deles com até 500 anos de história. Este é o caso da Nau Capitania, réplica de uma caravela portuguesa do século XVI, construída na Base Naval de Aratu, para a comemoração do quinto centenário do Descobrimento do Brasil. Após os festejos, a embarcação foi transferida para o Complexo e decorada, por meio de um projeto do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, baseado em fontes iconográficas do século XVI. Dentro dela a sensação é de retroceder no tempo, pois a apresentação consegue ser fiel ao período proposto com manequins, móveis e utensílios distribuídos pelo navio, permitindo que o visitante possa ter uma clara idéia de como eram as viagens náuticas daquela época.

A exposição, de tão real, pode ser considerada uma aula prática de História para alguns. “Viemos em grupo para conhecer este lugar. Pensei que seria interessante trazer meu filho, pois quando ele começar a estudar a História do Brasil vou mostrar as fotos e ele vai lembrar deste dia”, explica Renata Duque, 28 anos, mãe de Luis Felipe de 4 anos.

O submarino Riachuelo também é uma grande atração para as crianças que, já na fila de espera, mostram-se ansiosas. Realmente, é uma sensação única. De tão estreito, o submarino parece não comportar tudo que há dentro dele. Rico em detalhes, seu interior é capaz de impressionar meninos como Miguel Castro Filho, de 5 anos, que se deslumbrou com o tamanho das embarcações.

Porém, dentre todas as atrações, a mais procurada é o passeio à Ilha Fiscal, que custa apenas R$10,00. Os visitantes se encaminham à Ilha em uma embarcação que sai do Complexo Cultural da Marinha em direção à Ilha Fiscal, pela Baía de Guanabara, onde uma guia esclarece sobre diversos pontos importantes da ocupação do Rio de Janeiro. Os guias iniciam seus relatos contando que o belo castelo da Ilha, no passado, servia como posto de observação da Alfândega. Neste passeio é possível apreciar os antigos vitrais, a réplica do quadro do ultimo baile da monarquia, maquetes, exposições sobre a Marinha e a atuação da Marinha na Amazônia e o salão onde foram trocadas as bandeiras entre o Chile e o Brasil, assim como também descobrir algumas curiosidades. A visitante Tatiana Pereira, de 26 anos, se impressionou com as condições de saneamento daquele período. “Uma coisa que me chamou a atenção é que não havia banheiro na ilha na época do baile, já pensou que sufoco?”, indaga a entrevistada.

Para os que desejam desfrutar de todas as atividades culturais do local é muito simples: o Complexo Cultural da Marinha está situado na Av. Alfredo Agache s/nº, Praça XV, Centro e está aberto para visitação de 5ª à domingo. O passeio pode se transformar em um agradável momento entre amigos e familiares e ainda acrescentar conteúdo histórico à vida de seus frequentadores.

Valéria Cezario • 7º Período

 
 

Sonhe, sim, mas abaixe o som!

 

Sonhar é preciso. Escrever sobre sonhos também… A partir do vídeo de “Rapsody in Blue”, de Gershwin, do filme Fantasia 2000 (Estúdios Disney) os alunos produziram bastante.

 

Fernanda Paschoal Xavier

 

                Desde que viu seu grande sonho ruir, ela andava triste e desesperançosa. A empresa pela qual ela tanto batalhou foi destruída pela grande crise. Nunca tinha visto minha vizinha assim. Tentei de tudo para ajudá-la: livros de auto-ajuda, novas religiões, tudo para que ela pudesse se reerguer, voltar a sonhar e tocar a vida pra frente.

                De nada adiantou, ela continuava triste, sem força ou ânimo para voltar a fazer planos. Até que a vizinha do 304, com seu jeito hippie e um tanto duvidoso, ofereceu a ela, como remédio, Bob Marley. Isso mesmo. Bob Marley, aquele cara do reggae. Disse a ela para ouvir, dançar e cantar e logo ela estaria pronta para sonhar de novo. Quem canta os males espanta, dizia a vizinha do 304.

                Entendo que, após algumas frustrações, as pessoas se apegam a qualquer coisa para continuar a ter esperanças, fazer planos e sonhar. Mas será que precisa de um incentivo que soe tão alto? De fato, “Get up, stand up” é o tipo de música que anima, faz você ter esperança. Minha vizinha levou ao pé da letra o conselho, ou melhor, elevou aos céus aquele som estridente. Ela está bem melhor, já faz planos. Eu é que não estou bem, estou um pouco surda. Não sou contra os incentivos para as pessoas se animarem, voltarem a sonhar. Sonhe, sim, mas abaixe o som!

 

 

Sonho de menino

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Sonhar é preciso. Escrever sobre sonhos também… A partir do vídeo de “Rapsody in Blue”, de Gershwin, do filme Fantasia 2000 (Estúdios Disney) os alunos produziram bastante.

 

 

 

Texto e Ilustração: Soraya Feghali

 

 

– Quando eu for eleito presidente do Brasil irei investir mais na educação porque no meu país não poderá haver mais crianças sem algum tipo de educação e que não saibam ler ou escrever! Irei investir em empresas brasileiras para fazer o emprego aumentar no meu país! Bom cidadão é aquele que trabalha! Irei aumentar os salários dos funcionários públicos e da polícia porque policiais felizes trabalham mais e ajudam o povo a se proteger das pessoas más!

 

Silêncio total…

 

– O bolsa-família garantirá mais comida e as famílias receberão mais ajuda financeiramente! Lugares abandonados irão virar parquinhos para as crianças, quadra de esportes e creches! Nas favelas irei por mais segurança. A população que não tem nada a ver com a vida dos traficantes, porque aqui nas favelas há pessoa de bem! Trabalhadores honestos! Irei fazer com que a comunidade seja respeitada!

 

……………………… – som de grilo no fundo

 

– Por isso, votem em mim! Irei fazer deste Brasil um país melhor para todos, para todos os brasileiros! Um país do futuro chegará se votarem em mim!

 

Uma janela se abre, uma mulher aparece nela.

 

– Ô menino!!!!!!!!!!!!!!!! Deixe de sonhar acordado e vem me ajudar aqui em casa!!!!!!!!!!!!!!!! “Vambora”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

– “Tô” indo mãe!!!!!!!!!!!! – Um garoto magricela e de corpo fraco sai de cima de um caixote de feira e vai correndo para a casa, deixando lá “o sonho” feito de bonecos de panos apoiados nas pedras do chão de terra e, junto com eles, o sonho.

 

 

Sonho de guerra

                                                    

 

Alexandre Gibaldi

A terra era quente e escura. Onde antes estivera uma pequena floresta, agora havia somente umas poucas árvores desfolhadas. Dentro de um buraco toscamente escavado, entrevia-se um tronco humano. O homem vestia um uniforme verde imundo, e nele levava a insígnia do exército francês. Com seu fuzil apoiado no chão, o soldado permanecia imóvel.

Em meio ao incessante som dos tiros que cortavam o ar, aquele homem não se movia, estava com um olhar vago, como se sua mente estivesse ali. Poderia estar pensando em sua mulher, filhos, na vida que deixara para trás. Na vida que fora obrigado deixar para trás.

Ele não poderia fraquejar, ou sua família, seu país, poderiam se perder para sempre. Como sonhava com a paz. Como sonhava com um mundo sem extremismos. Sabia que, para isso acontecer, teria que lutar. Famílias se despedaçariam, cidades seriam destruídas, mas se continuassem a lutar, poderiam livrar a França do domínio do terceiro Reich.

Os primeiros blindados inimigos rompem as trincheiras à sua frente, muitos de seus companheiros caem diante do poder inimigo, mas o corajoso soldado não foge a luta. Seu fuzil começa a matraquear, os blindados avançam, mas ele não se move. Lutaria até o fim por sua família, por seus ideais; lutaria até o fim pela liberdade de sua pátria.